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01 julho 2011

Então e o desporto?

O desporto foi o tema que escolhi para começar um blog.
Sentia necessidade de partilhar (ok, também influenciar positivamente) e na altura que comecei a escrever o desporto, a actividade física em geral, pois os seus benefícios e recompensas eram os únicos temas que tinha para essa tal partilha.

Nessa altura a única actividade física regular era o Futebol, mas rapidamente se juntou o atletismo (provas populares de 10 a 15km) e o ciclismo, inicialmente através do regresso ao BTT.

Foi na sequência desta mudança, mais desporto, o blog e a conjugação dos dois - o blog e a partilha funcionam como catalisador, é giro - e da blogosfera que descobri o tema da mobilidade e mais tarde surgiu a "arrojada" ideia de usar a bicicleta para algumas deslocações dentro da cidade.

Pelo meio ficaram algumas aventuras mistas, mobilidadó-desportivas com idas do Tagus até casa e experiências de triatlo que depois ficaram mais sérias tendo chegado a ser federado e tudo.

Com o triatlo, veio o ciclismo e as bicicletas de estrada. De uma bicicleta clássica, que comprei na noite anterior a ir para Coimbra para uma prova de triatlo, a uma mais recente, mais adequada às exigências das provas (pedais de encaixe, mais mudanças, etc). Ter bicicletas de ciclismo também soube bem, mesmo como meio de transporte, devido às suas grande performances.

Ao longo de todo este tempo a natação foi sempre o desporto mais regular e desde que descobri/senti as duas hérnias discais, em Dezembro de 2009, tem sido o único desporto regular que pratico.

E então? Como ficamos? :)

Na natação a evolução tem sido contínua.
Para quem está fora, mesmo quem gosta de nadar, acha que a natação é uma seca. Felizmente, no meu caso não tem sido nada seca. Tenho vários colegas com níveis aproximados ao meu e, todos, temos evoluído e continuamos com muita pica durante as aulas, onde se misturam os exercícios e a competitividade saudável. Não há aula de que não goste.
Os tempos têm baixado em quase todas os estilos e distâncias, mas o que se nota é uma velocidade de cruzeiro cada vez mais elevada, resultado da maior técnica e maior relaxe com que nado hoje.

No triatlo, 2011 está a ser o primeiro ano em que ainda não participei em nenhum.
Nem a prova de Oeiras que nunca tinha falhado, este ano devido a ter coincidido com a grande aventura/viagem ao Algarve.

O atletismo parou, praticamente.
Depois das hérnias aparecerem só corri na Corrida do SLB em 2010 e nos triatlos desse ano. Voltarei? Tenho para mim que sim, mas em terra batida para massacrar menos a coluna.

O ciclismo.
Entusiasmado com as bicicletas de estrada, comecei a achar piada a esta modalidade.
No ano passado, fiz os 84km num passeio da FPCUB, passeio que repeti este ano, saindo de casa já a pedalar, o que somou mais 100km.
Ainda no ano passado, acompanhei o Pedro Alves dos Randonneurs durante a sua passagem por Lisboa, vindo de Viana do Castelo a caminho de Sagres, no já conhecido "Portugal na Vertical", agora brevet homologado para qualificação para a mítica prova Paris-Brest-Paris, tendo feito cerca de 100km, igualando o record pessoal em termos de distância de bicicleta.
Na gaveta ficou a participação no Brevet de 200km dos Randonneurs de Portugal, prova inaugural desta associação.

BTT. Com as costas assim é complicado voltar. Ainda não desisti (tenho a bicicleta), mas não sei se e quando voltarei. Se o fizer, serei bem menos radical :(


Resumindo, a natação e o ciclismo, sobretudo o feito em modo utilitário têm sido toda a minha actividade física/desporto. Este últimos tempos têm sido mais activistas do que físicos e o tempo não chega para tudo.

Ainda bem que uma das grandes vantagens da bicicleta como meio de transporte tem-se confirmado, e em termos de forma física, propriamente dita, encontro-me apenas com 1kg a mais em relação ao meu peso quando estava no auge da forma desportiva, há cerca de 2 anos.

22 julho 2010

Coisas soltas

Ando sem disposição para posts muito elaborados...
Fica um conjunto de acontecimentos e pensamentos sobre mim, dentro da temática do blog, claro.

1 - Bati o meu record dos 1000mts na piscina, em crawl!!! 19'50". Pela 1ª vez fiz menos de 20' o que é um grande marco para mim. Foi numa aula de natação livre e comecei a nadar sem objectivos até que, pelos 200mts, decidi "ir" para os 1000 e ver como me saia. O facto de ter sido numa piscina com água 3º mais fresca comparativamente com a piscina onde normalmente nado, também deve ter ajudado.
Apesar do record, sinto-me muito em baixo de forma e sem força, fruto da paragem devido a uma forte constipação.


2 - Comprei o material que me faltava para triatlo, o fato de lycra, uma espécie de baby doll :D Mandei vir de UK mas devolvi porque ficou pequeno... Venha o L!!
Depois disto "só" fica a faltar o sapato de encaixe para bicicleta de estrada...

Quase me esquecia...
Comprei uma nova bicicleta (usada mas como nova) para ciclismo. Uma coisa gama baixa, mas já com garfo e escoras em carbono. Pesa pouco menos que a minha clássica, mas é muito mais apta para ciclismo a sério.
O meu problema agora, é que não me consigo desfazer da outra e só eu já tenho 4 bicicletas, num total de 7 lá em casa e ainda falta comprar uma de senhora para a minha mulher começar a levar par ao trabalho... :p
Isto está a ficar crítico, lol.


3 - Como já aqui disse antes, o Pedro Alves vai fazer o Brevet de 600km para o PBP 2011, o já famoso Portugal na Vertical.

Eu tenho intenção de o acompanhar da zona de Vila Franca Xira até ao Cais do Sodré. O meu maior receio é a hora a que acontece, pois é pela madrugada de domingo, altura com muito condutores ainda "animados" da noite por essas estradas fora. Vamos ver como corre...


4 - Hoje vim para o trabalho de bicicleta. Mais um Bike-To-Work-Day (BTWD)... nada de especial a não ser uma melhor disposição geral, mesmo no trabalho! :D.

E, claro, menos uns 5kg e tal de emissão de CO2.


5 - De resto, faltam apenas uns dias para as férias no Algarve e "para variar" vão ter uma forte componente desportiva. Será o meu regresso ao BTT este ano, pois aqueles caminhos perto do mar são irresistíveis!! Também me apetece levar a bicla de estrada...
Na praia, tal como no ano passado, haverão sessões de natação no estilo "águas abertas":)

Se conseguir encaixar, ainda vou participar numa destas provas, do 18º CIRCUITO DE MAR ALGARVE 2010.

[Foto dos JO de Pequim]

Fica a divulgação do circuito, muito interessante para quem gostar destas andanças!

16 junho 2010

Meio ano (desportivo) muito diferente

Meio ano de 2010 já lá vai.
Como registo umas coisas acerca da minha actividade desportiva, o mínimo que posso fazer é olhar para os registos e tirar conclusões.

É perigoso dar demasiada importância ao números - veja-se a governação do nosso país. Perde-se o lado humano da coisa. Como sou o próprio não corro esse risco!

O grande desporto do ano de 2009 foi o atletismo. Foram 410km.
Este ano só percorri 8% dessa distância.
As razões são várias. Começou por ser devido às novas hérnias discais, passou por falta de disponibilidade (real e por vezes mental) e mais recentemente devido ao ciclismo de estrada, que me anda a dar mais pica neste momento.
Esta falta de treino nota-se muito nas provas de triatlo, onde aquele que era o meu melhor segmento é agora claramente o pior, demais até!

A natação continua a ser a modalidade com maior regularidade, pois é praticada à hora do almoço, perto do local de trabalho, que é o que temos de mais regular nesta vidinha - o trabalho!!
Na natação a evolução continua a acontecer, com tempo a caírem com frequência, como por exemplo os 1000mts em 20'03" (em 5 meses caiu 1'30") e os 100mts bruços feitos em 1'44", menos 11" do que o anterior record (há dois dias).
Mais uma vez, no triatlo este segmento era sem dúvidas o mais fraco e agora começo a aproximar-me do meio da tabela. É agora o meu melhor segmento do triatlo.

Já o ciclismo de estrada, é a modalidade em grande crescimento! Já pedalei este ano cerca de 70% face ao ano de 2009 e a tendência é vir a pedalar cada vez mais.
Agora tenho (também) uma bicicleta para este estilo (já lá vão 3 estilos) e apesar de ser velhinha, serviu para alimentar o bichinho que já tinha pela estrada. Recentemente comecei a rolar de noite, algo que pretendo desenvolver mais muito em breve.
No barómetro que é o triatlo, este segmento andava muito mal e agora começa a ser minimamente aceitável.

O BTT é o grande derrotado de 2010, com ZERO km até agora. O tempo não dá para tudo e é dos desportos que mais poderá agravar as hérnias discais, sobretudo porque gosto da vertente mais radical desde desporto.... Ainda lá voltarei, brevemente.

23 novembro 2009

Corrida Luzia Dias - 1K e 10K (e não só)

O fim de semana que passou foi muito activo. Aliás, toda a semana foi.
Apesar do mau tempo instável anunciado (coisa que raramente me faz rever os planos - o que será será) deu para fazer o BTT matinal (super matinal, pois saí de casa ainda de noite) de sábado, com a companhia dos meus dois colegas do costume, e fazer a corrida Luzia Dias no Domingo.


Nas fotos: Eu e depois JB e HM, e a panorâmica da cidade vista do Monsanto (no moinho)

A sessão de BTT (com muitas subidas) pode ser vista (e analisada) aqui.

Já a corrida, essa merece mais destaque deste blog (até o título do post!), por dois motivos.

Primeiro motivo, porque mais uma vez levei a minha filha para estas andanças. A custo, com alguma (boa) pressão e muitas doses de motivação para vencer a timidez, lá consegui levá-la a mais uma corrida.
1 km. Era das mais novas, senão a mais nova. Fez a corrida sem stress, sempre a correr certinho. Acompanhei-a apenas na 2ª metade, mas o bombeiro que a acompanhava disse-me que ela foi sempre a correr a um ritmo certo. Chegou ao fim sem abrandar ou mostrar sinais de muito desgaste. Foi a última em simultâneo com outra menina mais velha, que ora corria ora parava enquanto controlava a Joana, para não ser a última.

Comparando com a corrida do SLB, há seis meses, as diferenças são abismais. Nessa altura, custou-lhe, acabou vermelhona e claramente cansada. Ontem, acabou na maior! Espectáculo!!!

Como não houve medalhas para todos os pequenos, disse-lhe que a minha medalha era a dela e que se tinham esquecido de lha dar. Depois de muitos porquês (e porque tu não tiveste? tens sempre! etc etc) lá se convenceu.

Segundo motivo, a minha corrida.
A jogar em casa (no KM 6 passei a 50 metros de casa) tinha que fazer boa figura! ;)
Depois de da corrida da Joana, acabei por me distrair e partir no fim de todos os atletas.
A prova teve um limite de 600 inscrições, mas mesmo assim, partiu lenta de mais para mim (que tenho a mania das pressas). Saltei para o passeio e toca de ultrapassar e entrar no ritmo.
Sentia-me bem e comecei com ritmo forte. Rapidamente me apercebi que esta corrida estava recheada de bons corredores de pelotão. Ia tudo muito rápido, olhava para o relógio e via 4'20"/km, 4'35"/km... Chiça! No fim do Km 2, o pi-pi do Garmin soou e olhei para o mostrador para ver que estava a correr abaixo dos 4'/Km...
Decidi começar a olhar para o cardio e o mesmo estava sempre na casa dos 150 e muitos. Pensei, tenho que abrandar o ritmo cardíaco, mas não sei onde. Estratégia: Não acelerar nada nas descidas! Não deu para muito mas repousei, acho.

Bom, a coisa continuou a correr bem, e lá segui nesse meu (novo) ritmo apesar do sobe e desce constante. Voltinha ao meu bairro e, ao KM 8, lá se seguiu em direcção ao Lumiar pela Alameda das Linhas de Torres, altura em que troquei algumas palavras com dois corredores que falavam sobre o local da meta. Surpresa agradável, pois conseguia falar sem qualquer problema, mesmo apesar do esforço que tinha feito até ali. Fiquei UAU! e decidi largá-los e atacar os últimos dois Km's que afinal, segundo o meu GPS, foram 2,31 km...
Conclusão: Record nos 10km reais, 45'27" (4'32"/km), mas tempo final, na meta (aos 10,31Km), nem por isso. Fiquei super contente com a prestação e estou ansioso pela última prova do ano, o GP de Natal, que decorre entre o Saldanha, Campo Grande, Saldanha, e Rossio e Restauradores (prova rápida, portanto).
Dados do computador de pulso :) aqui. Destaque para o gráfico de altimetria.

Resultado
Posição: 261º (586 terminaram)
Tempo: 46'52" (a 15'12" do 1º)

18 novembro 2009

"E o desporto?"

Um sportblog e só se fala de bicicletas e coisas verde e mobilidade... Que seca! :)

Bom, de facto não tenho (b)logado muito acerca da minhas actividades desportivas.

Os triatlos já acabaram, as corridas estão a acabar (ok, nem por isso, acho que há sempre corridas, basta procurar), mas a natação e o BTT continuam a acontecer.
Ou seja, acabou o triatlo, mas as especialidades que o compõem continuam a ser praticadas.

BTT
Depois de uma grande paragem, no sábado passado voltei ao Monsanto, com os meus colegas e companheiros desde desporto, JB e HM.
O piso estava molhado, mas não muito e deu para matar a sede do todo-o-terreno, já que deu para sentir o prazer e adrenalina da condução e dos saltos.
Pela primeira vez levei o GPS, que deu para registar muitos dados, para posterior análise. Por exemplo: Saber que em determinado single-track (a descer) atingi 35km/h e que a pulsação subiu a 163bpm (quase o máximo que atingi em toda a volta) de pura adrenalina, já que o esforço físico não foi muito por aí além... enfim, detalhes com interesse para mim, apenas, eu sei. :D
Ficou tudo registado e pode ser consultado aqui.
No próximo sábado haverá mais uma sessão, bem cedinho - pelas 7h15 da manhã - para não afectar o resto do dia em famelga.

Natação
Neste campo, como tenho dito, tem sido uma boa época e estou cada vez mais competitivo (comigo mesmo) e os records pessoais têm sido batidos ou igualados, mesmo sem grande esforço nesse sentido. Tenho rolado mais rápido, com (ainda) grande evolução na mariposa, onde, por exemplo, fazer 100mts já não me custa quase nada.
O estilo Costas também têm evoluído mais recentemente e no crawl, nas séries mais curtas e mais rápidas já estou praticamente ao nível dos meus colegas mais batidos na prática deste desporto.

Atletismo
Depois da prova Corrida do Tejo, treinei duas vezes. A última sessão foi esta semana e em cima da hora decidi fazer a ciclovia Telheiras-Benfica, só para experimentar uma coisa diferente. Acabou por ser uma experiência agradável e provavelmente de repetir.
A ciclovia acaba por ser uma pista que já trás o percurso e o objectivo definido à partido, o que simplifica o processo mental de definição do treino (quantas voltas? por onde vou agora? acabo já ou corro mais um bocado, etc, etc).
Mesmo pelas 21h30m cruzei-me com seis ciclistas, o acabou por ser uma boa contagem de bicicletas, que traduz um pouco da revolução (lenta) que está a acontecer em termos de mobilidade suave.
Dados dos treinos, aqui e aqui.

Este fim de semana, corrida "a jogar em casa", ou seja no Lumiar com passagem por Telheiras.
Até ao fim do ano ainda participarei em mais uma ou duas provas.

Certo certo, é terminar o ano com mais de 400km corridos, mais do dobro em relação ao ano passado (191km).

14 setembro 2009

BTT no Monsanto (e os Gadgets)

Ontem foi dia de BTT. Regressei ao Monsanto, desta vez com dois colegas, o JB - com quem partilhei já várias experiências anteriormente - e o HM - novato no BTT, nem por isso enrascado - GO HM!

Foi uma volta normal, apenas feita em sentido inverso ao habitual. O que há aqui de novo? O HM levou um super gadget, o GARMIN 705. Uma maquineta com tudo o que é funções para BTT, com GPS, mapa de estradas, mapa de curvas de nível, monitor cardíaco, monitor de cadência (voltas que os pedais dão), altímetro, etc.
Um sonho para quem gosta destas cenas!

Sou fan deste tipo de aparelhos, mas até agora ainda não me deixei seduzir por nenhum.
Gosto de contar, contabilizar, acumular informação sobre as minhas voltas, sejam de que tipo for. Mais tarde gosto de processar e analisar essa informação.

E porquê ainda não comprei? Estou à espera da última moda, claro! :D
Não comprei porque também gosto do conceito 'keep it simple' e porque ainda implica algum investimento.

Quando aparecer um relógio com GPS, altímetro e HRM que funcione dentro e fora de água, compro! Não, o Garmin 310 ainda não tem isto tudo, pois falta o altímetro e o HRM não funciona dentro de água.
Como a espera normalmente traduz-se em melhor, mais barato e mais rápido, it's a win-win situation!
Até lá, continuarei com o good old cronómetro, o good no-so-old Goggle Earth (c/ régua!)e o good old Excel.

Fica alguma informação sobre a volta, medidos pelo aparelho do HM.

A volta foi esta (cerca de 18km), mais Telheiras-Benfica e Benfica-Telheiras (7km), já com novas ciclovias, com as vantagens e desvantagens inerentes (um dia falo nisso).


Dados de altitude e velocidade. É aqui que há enormes diferenças entre o BTT e o ciclismo de estrada. O tipo de esforço que exige o BTT é diferente do ciclismo e mais ainda do atletismo (de estrada pelo menos). O dono do gadget, ainda novato no BTT, fez uma média final de batimento cardíaco de 167 bpm e chegou a ter média de 175 bpm, o que é muita fruta. Eu devo/espero ter andado longe, um dia saberei ;).

11 setembro 2009

BTT no Algarve em fotos

Deixo aqui uma série de imagens, que apesar de transmitirem muito pouco acerca da beleza deste passeio de BTT, mostram uma das zonas mais bonitas (para mim) da costa algarvia, zona com imensas falésias, algumas delas autênticas esculturas naturais.
Foi uma volta de 17km, entre as praias de Benagil e a Srª da Rocha na zona de Lagoa.
As fotos foram tiradas com o telemóvel.

Praia quase desconhecida, com acesso muito difícil.

Outra praia sem acesso por terra, a não ser em rappel.

Ainda a mesma praia...

Antes de iniciar a descida vertiginosa para um vale com uma praia em miniatura.

A praia em miniatura. (Eu vinha da falésia direita e depois segui para a falésia da esquerda, qualquer uma delas um desafio e tanto para um BTTista - espectáculo!)

Vista da capela da Srª da Rocha.

Myself na zona da capela, com a praia da Srª da Rocha por trás e Armação de Pera ao fundo.

Praia e vila da Srª da Rocha

Capela da Srª da Rocha

Já de regresso a casa... o que se desceu teve que ser subido (parte com a bike às costas).

Vista parcial da "parte escondida" da praia de Albandeira.

28 julho 2009

Triatlo BTT de Avis

Duro. Nunca tinha estado tanto tempo em (kind-of) competição.
1h56'09" feitos a cerca de 37ºC.

Foi no sábado passado. Saí de casa pelas 14h e pouco e, por estradas nacionais (com enganos e tudo!) cheguei ao local da prova, Avis, um pouco antes das 16h, mesmo a tempo de tratar da papelada habitual, pois não sou federado.

Como raramente o início da prova corre linearmente, desta vez também houve peripécia - "O Sr. faltou à prova da manhã (Super-Sprint)" :/
Bom, pelos visto inscrevi-me na prova errada e depois de alguma conversa, termos confirmado o pagamento do valor de inscrição certo, etc, lá se conseguiu que eu participasse na prova Sprint.

O número de participantes foi muito baixo, 21 à partida, pois tratou-se de uma prova do campeonato regional e no dia seguinte houve uma prova da Taça de Portugal e não é razoável fazer as duas provas num fim de semana.
Mesmo assim ouvi lá uma conversa de quem tinha feito 9h e tal num Iron Man, portanto não eram só coxos! (acabou por ficar em 3º)

Depois de colocado o material no parque de transição, tempo ainda para um banho na água da barragem do Maranhão, que se encontrava a 27º - água de tons verdes, mas limpa.
Sem óculos (esqueci-me novamente deles!) nadei durante uns bons minutos, o que me permitiu refrescar e relaxar e aquecer os músculos para a prova.

Pelas 16h30 foi dada a partida. Segui no meu ritmo habitual e com cerca de 70% crawl e 30% bruços, fiz os habituais 17' e pouco.

Transição normal e começou a tareia do BTT.
Foram 18km duros, ora pelo calor sentido, ora pelos troços a subir, ora pelo terreno pesado, ora pela combinação destes factores.
Vi poucos atletas durante este segmento, acho que ultrapassei uns dois ou três e fui ultrapassado por outros dois ou três.
Cerca do km 7 encontrei o "meu muro" e de repente quase parei. Ia há uns kilometros a rolar com um atleta da frente (que apanhei nuns terrenos lavrados na zona de um olival novo - nessa parte passei três!) e às tantas esse atleta continua no ritmo a que íamos e eu fiquei-me nas couves!
O calor foi intenso e a bebida que levei (com pó) deixava-me a boca seca e não me tirava muito a sede. Ainda cravei uma garrafa de água à organização, mas tudo isso não foi suficiente para combater aquele calor todo.
Foi 1h18'07" incluindo o tempo das duas transições.

Entrei na corrida com uma grande barrigada de líquidos e com dor de burro. Aos poucos fui subindo o ritmo e acabei por fazer os 4,5km em 20'20", tempo que me deixou bastante surpreendido e até desconfiado se teria sido efectivamente aquela distância. Este segmento foi feito dentro do parque de campismo local, com sobe e desce ligeiro.
No final veio aquela sensação de prova superada, mais uma, mas dura pa caraças!

Resultado
Posição: 15º (em 21 participantes)
Tempo: 1h56'09" (a 42'48" do 1º)
Por modalidade: Natação 15º; Ciclismo 16º; Corrida 12º

04 junho 2009

Downhill nocturno

Ontem à noite decidi experimentar algo que já andava curioso há algum tempo.

Downhill urbano, ou seja escadas, escadas e mais escadas.

Downhill é uma variante do BTT, que basicamente consiste em descer de bicicleta por trilhos e obstáculos impossíveis, de elevada inclinação e de dificuldade extrema. É o lado mais radical do BTT.

Tomei conhecimento no jornal i on-line que existe um grupo que se junta todas as quartas-feiras à noite para depois circular por Lisboa inteira, tirando partido das características arquitectónicas da cidade para a prática de Donwhill. Escadas para todos os gostos e feitios, longas, curtas, degraus longos, degraus curtos, altos, baixo, com curvas e contra-curvas, de calçada velha, de mármore liso, etc.

Juntei-me a este grupo ontem e passei a fazer parte do mesmo. Sou dos mais velhos, mas há miúdos e graúdos, estudantes e trabalhadores, locais e de fora da Cidade.
Ontem fomos 16, mas chegaram a ser 30.
Há especialistas da modalidade, mas também há os que ainda estão a aprender. Há de tudo.

Eu fui para ver, aprender, experimentar, curtir! O facto de ser à noite é óptimo para mim e só o passeio que se dá vale a pena. Ontem foram cerca de 30km.

O passeio

Excelente. Tal como na massa crítica, o facto de sermos muitos serve de factor de protecção em relação ao trânsito comum (sim, também circulámos na estradas). Somos sempre notados e isso é bom.

O estilo de circulação nas ruas é meio anárquico mas sempre seguro, para nós e para os outros, sejam peões ou não.
Há contra-mãos, há circulação por passeios (muitos, sobretudo escadas) mas com respeito pelos peões que lá circulam. Quando há necessidade de passagem rápida por algum local, fica sempre um elemento a avisar os demais.

Do ponto de vista turístico, sobretudo na primeira vez, é UAU! Passei ontem por sítios que poderia não passar numa vida inteira a viver em Lisboa. Ruas, ruelas, becos, escadarias, vistas nocturnas lindas, prédios e bairros únicos, Lisboa à noite e todo o seu esplendor! Muito bom!

O downhill

Novo mas não virgem nesta área do BTT, fui aberto à experiência. Rapidamente comecei a ganhar confiança com o grupo e fui tendo alguma atenção do mesmo, que me iam previamente dando dicas em relação à especificidade de cada zona mais técnica. Com estas dicas e as consecutivas descidas, fui ganhando confiança e adrenalina e em cada obstáculo passava mais rápido e as rodas cada vez mais longe do chão!

Não sendo a minha bicicleta própria para estas andanças, mesmo assim, aguentou muito bem, embora o barulho intenso da corrente a saltar e bater em todo o lado, que ouvia em cada descida de escadas me tenha deixado apreensivo em relação ao material.
Como a adrenalina a subir, esse factor desceu, confesso! :D

(O post vai longo, mas há tanto para dizer!)

O grupo tem elementos já batidos e foi um espectáculo assistir in loco às manobras e à velocidade a que eram feitas. Voos por cima de escadas, saltos, curvas, tudo sempre no limite!

Eu, no fim, também já voava baixinho. Os últimos 5, 6, 7 degraus de cada escadaria eram feitos de um vez, em salto! ;)
Em alguns lances de escadas, os primeiros degraus já não eram pisados, pois eu aterrava mais à frente!

Ontem fizemos parte de Lisboa, pois onde passávamos éramos literalmente o centro das atenções. Na zona do Castelo, algumas esplanadas para os Santos já se encontravam a funcionar e passamos literalmente entre mesas logo após descer uma escadaria enorme, com assistência de quem ali estava a jantar. Muitos estrangeiros mas não só, comentário, palmas, rostos de exclamação... Enfim, ontem vendemos Lisboa!!

Aqui está a reportagem do i, com fotos, onde tomei conhecimento desta cena (cópia da reportagem no site do Clube Português de Freeride, onde pertencem muitos elementos deste grupo).

Das 20h45 até às 0h30 foi isto que eu fiz, ontem. Que rico serão!! Daqui a 15 dias volto às escadarias de Lisboa. :)

PS: A foto não é minha, nem foi tirada ontem, mas passei neste sítio, rodas mais baixas, claro!

19 maio 2009

De volta ao Monsanto

Que bons que são os dias grandes!!

No sábado, pelas 17h15 consegui arranjar forma de ter 2 horas for my self, coisa rara aos fins de semana.

Nem pensei duas vezes! Toca de equipar e seguir para Monsanto, espaço verde que nunca deixa de me surpreender cada vez que lá vou. Tão perto de milhares de pessoas e tão pouco aproveitado.
Mesmo assim avistam-se muitas pessoas, que almoçam em grupo/família (existem dezenas de spots com mesas de madeira), que desfrutam dos campo de basket em sítios espectaculares com vista para o rio, etc, etc, etc.

Bom, lamentos à parte, EU aproveitei mais uma vez esta excelente zona de lazer e acabei por dar a volta do costume com algumas variações aqui e ali.

Surpreendentemente senti-me sempre bem e com força, ao contrário da última vez que lá tinha estado.
Mesmo as subidas mais íngremes, não me tiraram o fôlego e isso motivou-me durante todo o exercício e só as "pré-cãibras" nos gémeos me acalmavam no final.

No total foram cerca de 27km, plenos de prazer de condução, de exercício físico e de desfrute da natureza em geral. Só de aves, avistei muitas e variadas espécies e algumas nada comuns.

Assim que puder volto lá.

11 maio 2009

Duato BTT de Massamá - Sprint

Mais um duatlo na pernas!

O dualto é composto por três partes, tal como o triatlo, mas apenas tem duas modalidades, o atletismo e o ciclismo. Na distância SPRINT a prova tem 5000mts de atletismo, 20km de ciclismo e 2500mts de atletismo novamente, mas há variações, sobretudo quando é versão BTT (como neste caso) onde a distância é menor devido ao maior grau de dificuldade do BTT.

Este duatlo em concreto tinha previsto, 5km, 19km e 2.5km.

A prova acabou por ser bastante conturbada em termos de organização. Atrasos, adaptações de ultima hora aos percursos, tanto de atletismo como de BTT, sinalização do percurso de BTT muito fraquinha.

Para variar (mesmo!) cheguei cedo ao local da prova. Cedo demais! pois além da seca que apanhei antes da hora marcada, a prova ainda atrasou meia-hora. Tive tempo para tudo, aquecer, comer uns doces, hidratar-me (fartei-me de fazer xixi antes de começar), conversar, etc.

Antes do início da prova, tempo ainda para um pequeno briefing para explicar a prova e as últimas alterações. Parte inicial do atletismo encurtada (800mts?) devido à dureza da mesma, algumas explicações sobre o BTT (não suficientes, como se veio a provar) e explicação do troço final de atletismo com referência a uma rampa de 10% de inclinação :S.


Partida dada e começou o desce e depois o sobe e volta a subir. Esta prova parecia uma prova de rampas, ora se subia, ora se descia. Apenas uns 10% do trajecto era plano e sofri bastante, pois exagerei na carga desde início.

Descida (lixada) na parte final do atletismo, onde voltaríamos a passar no início do atletismo final, mas a subir

19' e tal depois estava na no parque de transição, transição que fiz relativamente rápida para o meu costume.

No BTT, tive as dificuldades do costume, ou seja a subir. Nunca desmontei, nem mesmo numa subida onde muitos desmontavam e tentei sempre dar o máximo.
Mas nesta secção a [má] organização tornou-se óbvia. Sinalização deficiente levou-me a atalhar sem querer (seguia atrás de outros) uma parte do percurso. Fiz as contas no Google Earth e terei poupado uns 1100mts, equivalente a 5-7 minutos.
Com esta falha passei a andar perto dos mais rápidos que eu e isso fez com que andasse mais rápido, no limite das minhas forças, e condução :).
Na 2ª volta de BTT, melhorei ainda mais o ritmo.
Outra transição relativamente boa (pena não ter tempos da federação) onde fiz uma boa respiração enquanto mudava de calçado, permitindo-me baixar o cárdio significativamente.
Início da corrida final (2500mts) a descer e logo de seguida surge a tal rampa de 10%(acho que era mais) de inclinação que só de olhar assustava. Corri 2/3 e caminhei rápido o restante 1/3 não perdendo muito para os atletas que me rodeavam. Resto da prova em esforço, consciente, para forçar o andamento, esforço ainda acrescido nos últimos 100mts, feitos em sprint final brutal ao sentir dois atletas atrás de mim também em sprint. Não me deixei passar e vendi caro o final, em que um deles me passou em cima da meta e outro deixou-se ficar para trás. :)

No final, grande descontentamento geral, uns porque se tinham perdido, outros porque encontravam atletas atrasados à sua frente, outros tristes como eu por sentir ter feito uma boa prova, mas não ter feito toda a prova por falta de rigor nas marcações.

Classificação final em 23º, a meio da tabela face aos que terminaram (46). Se somar cerca de 6 minutos ao meu tempo, iria parar ao 34º, embora tudo isto seja relativo, pois a confusão foi geral, uns perdidos, outros com atalhos... a tabela final é apenas um pormenor.
A Federação até optou por não publicar tempos parciais para a malta não começar a fazer contas e comparações entre atletas. I wonder why...

Ficou o exercício e mais uma experiência.

Dados
Classificação final: 23º (46 terminaram)
Tempo final: 1h16'57" (a 13'26" do 1º)

10 março 2009

Duatlo BTT de Grândola (sprint)

(Foto: FTP)

No passado domingo realizou-se mais um duatlo BTT. Terceiro do ano, segundo em que participei.
Não tendo participado no duatlo das Lezírias por opção, e querendo aproveitar ao máximos as poucas provas com BTT, apercebi-me em cima da data limite de inscrições que este também seria BTT, tendo até que fazer um choradinho para me incluírem na lista de inscrições. Valeu a pena!

A prova foi muito gira.
Para começar, atletismo (5670mts) no centro da vila morena com muito público a ver e apoiar. Ritmo de 4'36" que fiz "a meias" com o meu parceiro de viagem, H.R., colega destas andanças (na parte da bicicleta, desapareceu para nunca mais o ver!:))

O segmento BTT (19kms) teve espectacular beleza - ou não fosse Alentejo - e diversidade técnica. Pistas largas, pistas mais estreitas, planas, a subir, a subir mais ainda, a descer e a descer mais ainda, rios, riachos, poças e pocinhas, enfim, muito giro mesmo.
Rodei no limite das minhas (poucas) forças de ciclista. Junto dos que me rodeavam, fui o mais lento a subir e o mais rápido a descer. Mais uma vez quanto mais aumentava a dificuldade das descidas mais eu beneficiava em relação à concorrência directa... pelo menos até à subida seguinte! :)
1h05m de esforço, prazer, adrenalina e até algum sacrifício.


No fim 1900mts a correr muito difíceis devido à tareia que levei com os 19kms de bicicleta - não pedalava desde do Duatlo do Jamor - e à elevada temperatura, pois já passavam das 12h e o dia estava quente, sobretudo no meio do Alentejo! :)
Valeu ter sido apanhado por um colega em ritmo bastante superior, que me despertou e me fez acelerar substancialmente nos últimos 600mts. Ritmo final de 4'50", o que tendo em conta o contexto nem foi muito mau...

As transições foram mazinhas, ao nível dos TOP10% mais lentos (268º e 250º em 273 participantes) :S

Resultado:
Posição: 230º (273 participantes)
Tempo: 1h45'03" (a 38'25" do 1º)

18 novembro 2008

Monsanto & Consulta de especialista

AVISO: Conteúdo pode ser Booooooring.

Neste fim de semana que passou o pack foi outro, mas incluiu Monsanto.

Voltei ao Monsanto. Este parque que cada vez me fascina mais e não só no campo do BTT.

Tenho a sensação clara de que a população da grande Lisboa menospreza muito este parque natural, cheio de condições para ser visitado e para diferentes fins.
Os parques infantis vão tendo o seu uso, mas o potencial deste espaço vai muito para além disso. Passeios a pé, piqueniques, passeios de bicicleta para todos os níveis e idades, jogging, exercícios em máquinas (aparelhos de madeira disponíveis em diversos locais), escalada em paredes artificiais, brincar em obstáculos do tipo pontes Indiana Jones e cordas, apanhar lenha, ver a fauna - já vi águias em voo circular, claramente à procura de alimento - flora, etc, etc, etc...
E tudo aqui tão perto!!!

Desta vez tive a companhia do JB, já conhecedor de uma boa parte deste parque.

Foram 20km de trilhos diversos em que muitos foram novidade para mim.

Foram single-tracks espectaculares, uns rápidos, uns mais técnicos e mais lentos, foram drops brutais (alguns por fazer ainda, é certo!) sempre com muita adrenalina. O JB tem um estilo de condução/atitude semelhante à minha e isso ajudou a tornar a coisa mais engraçada :)

Pelo meio, uma queda (quase) para o lado que me provocou um empeno em parte do desviador traseiro e me causou transtorno pois passei o resto da volta sem precisão nenhuma nas mudanças
:(

A partir de determinada altura desta volta comecei a ter a dor de costas do costume, mas esse problema ia ser visto mais tarde...



Mais tarde.

Tenho a sorte de ser colega de um grande estudioso e praticante de ciclismo, o Pedro Alves. É um homem com grandes conquistas desportivas/físicas, como por exemplo de ligar Viana de Castelo a Sagres de bicicleta em regime non-stop. Isso mesmo!!
Como homem de ultra-distâncias que é, um factor para ele importante (entre muitos outros) é a postura, pois estar 20 ou mais horas em cima de uma bicicleta exige mais rigor do que numa voltita de 40, 60 ou até 100km.
É fácil encontrá-lo na net, pois este feito teve alguma projecção neste meio.

Tinha-lhe pedido ajuda para me ajudar a diagnosticar o problema que tenho nos músculos trapézios depois de andar 1h de bicicleta.

Após este encontro fiquei com o diagnóstico:
Bicicleta ligeiramente pequena para mim (estou no limite de altura aconselhada para este tamanho de quadro);
Postura incorrecta - meto muito peso em cima dos ombros/braços, em vez de suportar com o tronco - Abdominais precisam-se!!;

Agora é fazer ajustes diversos para tentar comprovar este diagnóstico. Espero mesmo conseguir já que estas dores me limitam bastante o tamanho das voltas e me deixam mazelas para os dias seguintes.

Deixo aqui um abraço ao Pedro que além disto ainda me afinou as mudanças com uma paciência de profissional.
Além disso, é sempre um prazer privar com ele pois sabe de tudo do que é relacionado com o binómio corpo humano-bicicleta!!! Impressionante!!

No domingo nem me mexia. Foi uma espécie de torcicolo desde do meio das costas até ao pescoço! :S
É isto que quero eliminar!!!

Para a semana há mais, espero!

Já hoje: Recomeço do atletismo! será?

10 novembro 2008

Monsanto vs "Almoço & sofá"

Gestão do tempo.
Por muito ocupada que seja a nossa vida, podemos sempre fazer o exercício de optimização e encaixar mais qualquer coisa.
Até aqui queixava-me, lamentava-me até, que não andava mais de bicicleta (BTT) porque não tinha tempo durante o dia, ou seja fim-de-semana, e durante a noite não era viável, portanto não dava.
Recentemente, analisando melhor os meus fins de semanas passados em Lisboa - muito atarefados sobretudo devido aos filhotes com passeios, almoços demorados, birras, passeios, birras e sestas - de repente fez-se luz!!!
Como ainda tenho sestas por causa do Afonso, tenho ali uma excelente oportunidade para me pisgar, tipo vou-ali-ao-Monsanto-já-volto. Este domingo assim fiz!

Saindo de bicicleta de casa, em 10 minutos estou a entrar no Monsanto.
Este fim de semana foi para explorar porque sempre que lá ia, ia com companhia e não me preocupava com o percurso nem com pontos de referência.
Desta vez andei mais à descoberta e com a preocupação de colar as peças do puzzle já que não tinha uma noção de conjunto.

A coisa correu bem, consegui dar a volta ao Monsanto entre a A5 e Benfica. Single tracks sempre que possível, estradões, pedreira de não-sei-o-quê, subidas intermináveis, zonas novas, zonas conhecidas, etc, etc e... Saltos! :) Encontrei uma rampa de madeira que me pareceu acessível e claro tive que explorar o objecto.

Já saltei várias vezes antes, mas nunca em rampas artificiais.

Com cerca de meio metro de altura na zona de descolagem mas num plano inclinado, o salto acaba por ser maior do que a rampa sugere.

Como já fiz muito enduro e motocross no passado, saltos não são novidade para mim. São técnicas diferentes, acelerador vs pedais, peso, posição de condução, recepção ao solo, tolerância de erro, etc, etc.
Nas duas primeiras tentativas "borreguei", oi... fugiu de novo! e lá passava ao lado.
Terceira, salto aterrando com a roda da frente sem grande elegância, mas também sem stress.
Quarta tentativa, salto feito quase sentado, fruto da posição do banco, alto para este estilo de manobras, quinta, salto com o pé a saltar do pedal e seguintes já com uma técnica aceitável. Foi uma vitória, pois é um estilo de btt em que quero experimentar umas coisitas.
Fica a foto:

2h05m depois estava a chegar a casa com 25,3km andados e a sensação nítida que este pack foi melhor do que o "Almoço & Sofá".

04 novembro 2008

"Downhill" (uphill)

Este fim de semana foi passado com a família em Alcobaça, ou melhor, a 2 km de Alcobaça. Numa quintinha de familiares da minha mulher. Campo! :)

Pela primeira vez em muitos fins de semana lá passados levei a bicicleta. Criei uma oportunidade que antes não tinha sequer imaginado. ;)

Duas saídas curtas, cerca de 1h20m cada, mas muito prazer.
Quase sempre em Single-tracks, alguns muito técnicos, grandes declives, alguma humidade no terreno, vegetação variada, muito bom.

Não explorei muito, pois acabei por repetir troços, tal era o prazer que me estavam a dar. Em cada "corrida" a adrenalina aumentava, pois o melhor conhecimento do troço melhorava a performance e, nas descidas, a velocidade.

Felt like downhill, porque acabei por subir durante muito tempo e descer durante pouco; porque a descer foi sempre com mudanças altas e a aproveitar cada zona pedalável para ganhar velocidade; porque em ressaltos maiores já havia salto; porque em single-tracks estreitos (e muito pouco lisos) cheguei a fazer médias de 30km/h durante 1km, o que dá muita pica!

A subir o desafio era outro. Mais físico, mais técnico devido às grandes irregularidades, inclinações e fraca aderência de algumas partes.

Senti que melhorei bastante este dois aspectos do meu BTT.

Algumas fotos:





29 setembro 2008

De volta às pontes

Fiz a minha primeira corrida de sempre na 1ª Meia Maratona de Portugal, versão Mini, claro.

Ontem foi a 9ª edição.

Não, não corro há 9 anos, :) pois apenas fazia "as pontes" quando calhava, mais ou menos de dois em dois anos...

Com maior frequência, talvez tenha começado há uns dois ou três anos. Pena não ter registos/blog.

Como previsto houve um último treino na sexta, com o J, onde o ritmo foi lento, mas consideravelmente melhor do que o nosso treino anterior. Fizemos a volta do costume a um ritmo de 5'19".

Mini

Gosto desta prova por ser difícil. Não gosto desta prova por ser uma seca até começar, por ter magotes de caminhantes. Já não ia a este evento há uns anos - precisamente por causa destes contras - e este ano ainda eram mais. Só se começou a correr "a direito" lá para os 4 km :S Dass!
Ainda vou enviar um e-mail à organização para sugerir que instruam os caminhantes a caminhar pela direita e não espalhados por toda a largura (que não é pouca!) da ponte. Ok, fiz uma pausa e enviei o dito para a organização!!! A ver vamos...

Bom, de regresso à prova.
Como sempre adiámos ao máximo a entrada do autocarros que levam os participantes até ao local da partida, algures a meio da ponte. Chegámos às 10h, apenas tendo que esperar meia hora no meio do empacotado de corredores, e em pé.

Desta vez levei dois amigos, um já assíduo nestas andanças - só não vai se não puder, triatlos e tudo - o J, e um estreante absoluto e o CP Banana (é alcunha:), ainda jovem, ex-alta competição da canoagem, mas um pouco destreinado :).
Conversa em dia, Benfica-Sporting discutido (Beenfiiiiica!!) e lá começou a coisa.

Apesar do zig-zag durante 3 a 4 km, onde perdemos o B, eu e o J passámos os 5km com um ritmo de 4'57"/km. Fiquei impressionado, pois esperava algo acima dos 5'...

No fim, passo a meta aos 41'41", marca que me deixou baralhado, já que diria que aumentei o ritmo nos últimos 2kms. Custa-me perceber como é que com aquele speed apenas fiz um ritmo de 5'39" depois dos 5km... Não percebo mesmo.

O J cruzou a meta cerca de 1' mais tarde, aguentando quase sempre o ritmo, mesmo quando acelerei um pouco, e o B cerca de 5 a ? minutos depois, já que não confessou a marca, apenas dizendo "Estou um bocado pesado" :D

No dia anterior, sábado à tarde, realizou-se a 1ª edição da milha McDonalds. A Joana participou e só mesmo o Palhaço da McDonalds lhe quebrou o ritmo e a fez abrandar em cima da meta. :D
Ficou a experiência, a medalha, e a semente do desporto/participação em eventos desportivos, que ela diz que gostou e que quer repetir! :)

22 julho 2008

BTT/Mobilidade

Chegou ao fim o projecto arrojado.
A fase de desenvolvimento chegou ao fim. Entrei em produção, embora haja ainda melhorias a fazer...(Topa-se muito que sou informático?!?)

Mas tudo isto é verdade. O que começou por ser um projecto, uma intenção, um objectivo, foi executado/atingido. Hoje já tenho uma noção bastante real do que é ir de bicicleta para casa.
Já não o faço por uma questão de descoberta, de aventura, mas sim para praticar desporto e até por necessidade, ou ambas, pronto.

Ontem deixei o carro na revisão e fiquei sem forma de ir para casa. Até há bem pouco tempo, não me ocorria outra coisa senão pedir boleia a alguém. Hoje penso BIKE!!!! :D
Andar de bicicleta era o desporto para o qual a disponibilidade que tenho (de noite) não servia. A partir de agora é totalmente diferente. Em vez de 20 minutos de deslocação trabalho-casa, gastarei 1h15m (lá chegarei), mais 55 minutos, mas encaixando o desporto num dia de trabalho. Excelente!

Faço este tempo, mas sem usar o caminho mais curto/rápido, pois os principais requisitos são: mais terra menos asfalto e pouco ou nenhum trânsito!

Ontem foi a 2ª vez que fiz o percurso para casa.
Novidades?
Sim, houve. Consegui aproximar-me razoavelmente do trajecto inicial, embora haja ainda melhoria a fazer aqui ou ali.
Desta vez apenas levei 3 páginas de printscreens!

Um dos grandes desafios mantêm-se, que é atravessar o monte que fica entre o hospital Amadora-Sintra e Carnaxide. Já lá passo, mas ainda com muito asfalto e um grande desvio, pois quero sair do lado dos Cabos D'Ávila e não no Continente :(
Para a próxima ainda tenho que levar uma imagens de satélite...

Um factor que não me agrada tanto é a segurança pois esta zona é bastante afastada mas com acessos fáceis. Se alguém mal intencionado me vir e quiser roubar, rapidamente chega ao pé de mim e o faz, pois ali não se passa nada! :(
Este factor poderá ser ligeiramente minimizado quando conhecer melhor a zona pois terei menos hesitações (consultas a mapas, etc) e passarei mais depressa pela zona...

Um aspecto a melhorar é a condição física, pois mesmo estando razoavelmente em forma e até mais magro, pedalar é um exercício específico e aí estou muito mal.

Outras andanças:
Continuo a correr no EUL, pelo menos uma vez por semana.
Na semana passada, 8.8km a 5'09''/Km
Na semana anterior, 8.8km a 4'49'' e 11.5km a 4'55''
Ou seja, mais 29km a somar aos tais 100km

16 julho 2008

Projecto arrojado - Chegámos!

2h30m depois cheguei a casa. A pedalar foi cerca de 1h20m.
"What?!? Duas horas e meia?" Sim, mas eu explico!
Lembram-se do CS? o tal colega que achou a ideia gira e quis participar? :) A culpa é toda dele!! ehehe. Ok, quase toda!

Bom, pelas 17h25m saímos do Tagus Park.
Método de navegação: Uma serie de PrintScreens do Google Earth onde se encontrava desenhado o caminho pré-definido. Fraquinho, mas fazia parte do espírito da coisa, vontade de pedalar acima de tudo.

Saímos da garagem, passando à frente da portaria onde para nosso espanto, nem um colega a aplaudir ou incentivar... Ninguém! :)
Começamos sempre a descer, passámos a PT, entrámos num caminho de terra e passado uns metros de uma subida imperceptível o CS pára para descansar!
Fiquei :O... mas na boa, o espírito era aberto pois era uma sessão de teste, validação e exploração do caminho e não um sessão de puro treino.

Andámos mais uns metros e largámos sem nos apercebemos, o caminho traçado. Eu consulto o "mapa" mas entretanto o CS vê uma estrada que conhece e sabe que só desce e claro, fica logo a pensar no descanso que vai ter descendo aquelas boas centenas de metros.
"Acedi" ao seu pedido e lá fomos nós pela estrada fora em detrimento de caminhos de terra, a minha componente preferida deste traçado misto. Na boa, o espírito estava muito aberto!

Descendo a abrir por ali a baixo, passamos a ponte de Barcarena e toca a subir a "ladeira" da Repsol, que foi considerada como um dos maiores obstáculos pelos colegas que tiveram acesso (ehehe) ao percurso traçado. "E vai à volta!" e "Até de carro custa!" e "Até a empurrar a bicicleta é difícil", enfim ouvi de tudo e apenas respondi "Sem tentar não fico.". Bah! subi na roda pedaleira do meio (ou seja, tinha mais de 9 mudanças mais leves) a 13km/h sem qualquer dificuldade. Até o CS subiu! Caiu o mito "É impossível subir a ladeira da Repsol de Barcarena e bicicleta", mito da tal sociedade, claro!

Parámos num largo junto à igreja, muito pitoresco, consulto o mapa e lá seguimos por uma rua com um bonito empedrado recente que nos levava até ao lado de lá da CREL.

Debaixo da CREL fazemos o primeiro grande descanso.
Uns minutos (nem sei quantos) mais tarde prosseguimos viagem...
Rapidamente saímos do alcatrão (como previsto), desta vez para um caminho cheio de entulho, este excelente resíduo urbano que o português 'R'eutiliza (um do três R's do ambiente) achando que está a fazer um bom serviço público... enfim, aqui desmontei pois o risco de furar aumenta brutalmente neste tipo de 'tapete'.

Lá seguimos conforme previsto, mais umas descidas, outra subida "à mão" para o CS e... nova paragem.
Mais consultas ao mapa e aparece o primeiro contratempo no traçado previsto. O mato que íamos passar para encontrar um caminho não apareceu e as referência (edifícios, etc) que tinha na zona eram confusas e lá passou a zona. Mais abaixo surge um grande portão rural e passamos as biclas para o outro lado e lá tentámos retomar o direcção prevista. Outra subida, esta sim mais inclinada e técnica, pois tinha terra solta e algumas pedras e irregularidades e meti 1ª, 2ª ou 3ª velocidade. No alto tinha-se uma vista de campo, para o vale do Jamor e Linda-a-Velha.
Aqui pensei "lá vai a malta nos seus carritos..." Sou um sortudo, ou então faço por isso!
Minutos depois aparece o CS a pé e fazemos outra pausa.
Exploro a zona para perceber se conseguimos voltar à rota planeada e encontro o caseiro da quinta, agricultor, na sua horta, a quem pergunto se existe algum caminho que nos leve para "aqui" que lhe aponto no "mapa", ou seja a página que tinha o print da zona. Não só não existia como toda aquela quinta era vedada e o dono não achava piada que estranhos lá andassem dentro.
Atenção, estamos a falar de centenas, talvez milhares de hectares e não de um propriedadezita. A zona de habitação dos donos era um zona murada, tendo nós andado em campos de cultivo e caminhos agrícolas, nada mais! :)
Voltei ao local onde deixei o CS a descansar e... lá continuava a descansar, mas desta vez deitado! :)
O Sr. indicou-nos o caminho dizendo a que estrada ia dar. Agradecemos e perguntei-lhe também se costumava lá estar pois quando não estava o portão por onde íamos sair estava fechado. :)
Saímos da "Exploração agrícola privada" (como dizia a tabuleta) e voltámos ao alcatrão junto à entrada para a parte antiga de Carnaxide.
Lá subimos pela estreita estrada até aos "cabos d'Ávila"...
... com paragem para espera, a olhar para o monte de onde deveríamos ter vindo :( e depois descanso quando o CS chegou ;)Depois passamos para o outro lado (o do IKEA) e descemos Alfragide toda com algumas partes de relvado e degraus e saltos :D.
Mais uma consulta ao mapa e encontrámos um segmento do Aqueduto das Águas livres que acompanhámos durante alguns metros.
Depois passámos por cima da CRIL, ao lado do estádio do Casa Pia e chegámos ao Monsanto.
Nova pausa e lá entramos no pulmão da cidade já a uma hora jeitosa, pois tudo isto se passou com muito Tá-lento (como dizem em Maceió, Brasil).
Umas centenas de metros sempre a descer pelo Monsanto sentindo já a dita civilização mesmo ali ao lado.
Despedida do Monsanto com uma sessão de fotos.
Por fim, entrámos na civilização... que remédio!
Através da passagem desnivelada, passámos por cima da Radial de Benfica, e da linha do comboio e entrámos em Benfica. Uns minutos à conversa, sobretudo acerca da saúde do CS, que ele próprio admitiu que está bem pior do que imaginava.
Despedimos-nos e segui para Telheiras com um ritmo mais elevado, finalmente! :)
Nisto passaram-se 2h30m. Foram bem passadas!

Conclusões e notas finais:
- É para repetir!
- É para fazer sozinho para ter uma noção mais real da dificuldade e tempo necessário para fazer a bom ritmo.
- Há que melhorar determinadas partes do trajecto, ou seja, mais exploração.
- Mesmo a este ritmo, parece-me que será mais fácil do que imaginava.
- O CS tem que perder peso e melhorar a sua condição física, pois está mesmo uma lástima. Força CS!!
- Foi uma experiência muito, muito interessante e com muita diversidade de paisagem. Polo tecnológico, campo, aldeias, mato, estradas, parques naturais, cidade. Muito fixe!

Objectivo:
Fazer esta viagem mais vezes, tantas quanto possível (que não serão muitas, infelizmente)

Curiosidade:
Esta aventura tem outra componente verde: Hoje e amanhã eu e o CS fazemos Carpooling. Tudo somado poupámos à atmosfera cerca de ... uma porrada de Co2! :)

Obrigado! Se leram até aqui, tiveram paciência e eu agradeço! :)