Apesar da PDI não me andar a facilitar a vida, desde há uns anos, tenho sempre tentado combater os problemas físicos, arranjando hobbies/ desportos alternativos que ainda sejam viáveis. Tem sido uma luta e não tenho estou propriamente a ganhar, pois o problema nas costas - hérnias discais - minam quase tudo, desde a corrida, futebol e mesmo o skate.
Skate?
Sim, eu explico. A viver há mais de um ano em Bruxelas, com bastante mais tempo para mim, tenho-me desforrado no que diz respeito à bicicleta, que é o meu único veículo e na qual já fiz milhares de kms, a maioria em cicloturismo, mas muito na cidade, no dia a dia, também. Curiosamente, do que tenho sentido muita falta é do mar, por causa do surf. Eu não surfava em Portugal, a não ser em raras ocasiões no Algarve e no Inverno, mas estar aqui cheio de tempo, só me faz lembrar o surf que eu poderia esta a fazer :P
E o skate?
Skate foi a forma que eu encontrei de surfar na cidade.
Ontem dei mais uma voltinha e fiz um video. Tem musiquinha e tudo!
Pela 1ª vez na história, há uma geração que tem uma esperança de vida inferior à geração dos seus pais.
O sedentarismo é a principal causa.
O que vão fazer para contrariar isto?
Ontem, no final da tarde, vesti a camisola da MUBi, associação da qual faço parte, e fui orador numa sessão da ONE Talks, onde apresentei a associação e, no final, houve um debate em que várias perspectivas foram apresentadas por parte dos participantes, uns experientes e utilizadores, outros "só-na-holanda", outros só ao fim de semana, etc.
Quem tiver curiosidade para ver o que lá se passou, sobretudo ouvir (a imagem é muito fraquinha) , fica o video (que foi transmitido em directo):
ONE Talks são as palestras de ONE Perfect Movement. A sua razão de ser são as pessoas (ONEs) que estão a transformar o Mundo, o seu e o dos outros (Movement).
São paletras semanais, de livre acesso, às 5a feiras, dias úteis, às 18h30 no COWORKLISBOA.pt.
Este mês o tema é a Bicicleta e ainda há mais duas sessões:
16.Fev - 'Cenas a Pedal', Ana Pereira e/ou Bruno Santos 23.Fev - Mobilidade Urbana em Bicicleta: mitos e boas intenções , Mário Alves
Novamente este tema?
Sim! Nunca é demais insistir nele, divulgar estas bicicletas que podem mudar a vida de muito boa gente que pensa que o porta-bagagens e os bancos de trás são indispensáveis, logo o carro é indispensável nas suas vidas.
Para abrir deixo aqui este video com alguns testemunhos americanos sobre o tema (inclui energia eléctrica em alguns casos!)
Andar com uma coisa destas é muito mais do que andar com uma bicicleta mais alguma carga.
Muitos se interrogarão, uma bicicleta com uns bons alforges não dá para o mesmo? uma bicicleta com uma cadeirinha e uma criança não é a mesma coisa?
A resposta é "Não".
Uma bicicleta de carga, tem uma versatilidade semelhante a um carro, apenas tem menos capacidade.
Com uma bicicleta com (uns bons) alforges, temos que meter a carga avulso dentro do alforge, para depois tirá-la da mesma maneira. Se precisarmos de um item que está no fundo do dito, temos que tirar tudo para fora, quase. Não é prático.
Com uma bicicleta de carga, podemos sair de manhã e ir alterando o plano ao longo do dia mesmo que essas alterações ao plano incluam transporte de crianças (até um adulto!) ou cargas (um carrinho de compras quase cheio, por exemplo!).
Aproveitando a ausência do Afonso, ontem, pela primeira vez, fui de bicicleta para a natação da Joana, levando-a na bicicleta longa. Estou sempre a dizer a quem começa a pedalar, "Vais ver que passado meses e meses estás a descobrir mais e mais tarefas onde o carro pode ser substituído". Ontem fui eu a sentir isso, apesar de terem passado anos, ainda estou em evolução nas duas rodas como meio de transporte.
Como ia fazer o trajecto pela primeira vez, levei a minha filha (28kg) no banco de trás. Tomar esta decisão não implicou refazer a mala. O mesmo saco que ia no carro, enfiou-se numa das mega-super-versáteis bolsas laterais et voilá!
Às 18h a cidade de Lisboa estava caótica, mas o nosso caminho não incluía caos, porque algumas ciclovias são efectivamente úteis pois introduzem novos traejctos para bicicletas e não é preciso ir "dar uma granda bolta!". O que as ciclovias de Lisboa trouxeram de bom, efectivamente, foi isto, atalhos!
Durante o caminho, a sensação foi a de estar a ser filmado para um anúncio de bicicletas, onde todos olham, comentam, os carros ficam para trás e nós, utopicamente passamos "voando" por aquele caos todo, sempre com um sorriso nos lábios e cabelos ao vento (ok, no caso da minha filha!) :)
Demorando pouco mais do que a opção automóvel, acabei por estacionar à porta (literalmente).
Foi só tirar o saco em segundos, prender a bicicleta a um poste e estamos dentro do recinto!
O regresso, não foi tão directo, pois não queria subir o que tinha descido para ali chegar. Optei por um caminho mais longo, mais central e sem ganhar cota (desnecessária). A confusão/trânsito era tanto que até as motas foram ficando para trás. Ao chegar ao Campo Grande o caos instalou-se pois era jogo de um clube que veste verde que tem ali o estádio... Mais motas e motociclistas a verem-nos passar e lá chegámos a Telheiras. Para nós foi um fim de tarde normal, aproveitando o tempo da viagem para conversar e comentar o que se ia passando...
Para a próxima oportunidade, vai o mais pequeno à boleia (são só 20kg) e a Joana já vai a pedalar na dela. A carga dos dois.... vai na cargo-bike, claro!