28 junho 2010

A mais longa volta de ciclismo de sempre

Este título engana! Aviso já!
Engana tanto quanto esclarece, também.
Passo a explicar: Engana porque para quem pedala a sério não é nada, esclarece porque para quem pedala a brincar, é muito, mais concretamente, pouco menos do que eu tinha pedalo na estrada este ano! :D

Este Domingo, participei no passeio Tejo Ciclável, organizado pela Federação de Cicloturismo. Não sou propriamente adepto dos Passeios da malta do garrafão, mas o simples facto de dois amigos meus também irem foi suficiente para mim.
Por outro lado, era também um bom teste para a minha capacidade como ciclista e, sobretudo, às minhas costas e o antigo problema que volta e meia me incomoda.

Ainda recentemente numa incursão nocturna de ciclismo (estrada) ao Monsanto, com um amigo, acabei a volta com fortes dores na região cervical/músculos trapézios e a volta foi bastante calminha, já que o meu amigo é "um pouco pesado" ehehe.

De volta ao tema. No Domingo lá fomos nós para uma aventura de 84km.
O percurso foi:

Parque Tejo, junto à Foz do Rio Trancão/Parque das Nações - Póvoa de Sta. Iria - Alverca - Alhandra - Vila Franca de Xira - Ponte Vila Franca de Xira - Porto Alto - Alcochete - Área de serviço sentido GALP - Ponte Vasco da Gama - Parque Tejo / Parque das Nações.

Foi uma manhã muito bem gozada. O BTTista Bandeira ficou para trás, mas eu e o Jorge (bem montado numa Gazelle de ciclo-turismo clássica) estávamos com força para maiores ritmos. Partimos atrasados e passados alguns kms reagrupámos com o mega pelotão. Paragem para reagrupamento em plena recta da E10 (todo o trânsito a partir da ponte de Vila Franca foi "eliminado") e a partir daí uma novidade, Música.
O Jorge sacou das suas colunas, ligou-as ao telemóvel e daí para a frente a festa começou. Bom som e boa disposição levou-nos até Alcochete. Não ia no meu melhor ritmo, mas a ideia não era essa. Fui sempre a fazer dupla com o Jorge, por vezes "rebocando-o" na minha roda...

Em Alcochete, já com 65km, paragem para água e fruta e reagrupamento antes de entrarmos na ponte Vasco da Gama, onde seguiríamos na cauda do Bike Tour.
Passados 20' aparece o Bandeira que enfrentou aquele troço quase sozinho e com um joelho recém-operado. A sua disposição mantinha-se boa e dali para a frente seguimos sempre juntos.
A parte da ponte acabou por ser um fiasco, já que estávamos demasiado em cima do Bike Tour e como não podíamos misturamos-nos com eles, tivemos paragens sucessivas até à entrada no Parque das Nações. A malta do ciclismo do garrafão não gostou nada e ouviram-se muito protestos do tipo "É a última vez que venho!" e tal e tal... :)
Nós continuávamos bem dispostos e ao Jorge acabou por dar jeito, já que subiu a ponte a custo e nem a minha roda conseguiu apanhar. :)

Fica a foto do grupo (pode ser reconhecido de uma ou outra Massa Crítica, já que são os mesmos, os poucos que ainda pedalam, na verdade).


No final, as fotos dos ciclistas e as respectivas bicicletas...













Foi uma excelente manhã. A ideia do som foi ge-ni-al.

22 junho 2010

Mobilidade - Entrevista a Mário Alves

Engenheiro civil pelo Instituto Superior Técnico e mestre pelo Imperial College London, o consultor de transportes e gestão da mobilidade diz que "este é um problema político com soluções políticas". E acusa técnicos e eleitos de tentarem apagar o "fogo" do trânsito com gasolina.

É uma fatalidade termos empresas públicas de transporte em falência técnica como acontece em Lisboa e no Porto?

Não. Apesar de o transporte público em todas as cidades do mundo geralmente precisar de compensação financeira do Estado, esta situação não é habitual em países da Comunidade Europeia. Mas não pode haver ilusões, os transportes públicos têm de ser ajudados porque, aliás, trazem grandes benefícios sociais, muitos não directamente quantificáveis.

Então em que é que Portugal está a falhar?

São décadas de falta planeamento estratégico de longo prazo, de definição exacta do que se pretende com o Serviço Público de Transportes. Faltam autarquias regionais que definam estratégias coerentes de transporte e mobilidade a nível metropolitano - a autarquia metropolitana de Madrid tem feito um trabalho notável a este nível. Existe muita navegação à vista e nada articulada entre operadores, com competição entre modos de transporte que deviam trabalhar em complementaridade. Assim como muita falta de coragem política para restringir o uso do automóvel.

As autoridades metropolitanas de transportes podem contribuir para mudar essa realidade?

Estas autoridades terão muita dificuldade em fazer alterações de fundo no sistema, pois não têm um mandato político claro.

Então essas alterações estão nas mãos de quem?

Só serão conseguidas com autoridades de transportes sob tutela de autarquias regionais. É urgente para as áreas metropolitanas relançar o debate da regionalização. A mobilidade é um problema político com soluções políticas.

E seriam essas autarquias a financiar o sistema e a ter a tutela das empresas de transportes?

Sim, esse seria um modelo possível e até recomendável. Tem de haver articulação metropolitana entre os vários modos de transportes, assim como políticas de ordenamento do território coerentes e não-competitivas. Mas que não haja ilusões: neste momento o transporte individual é subsidiado, de forma directa e indirectamente, não pagando os custos sociais que provoca à sociedade - congestionamento, poluição atmosférica, acidentes rodoviários, emissões de gases, etc. Neste contexto estamos numa economia do tipo Disneylândia, onde uma parte substancial do transporte não está a pagar o seu verdadeiro custo.

Como é que se acaba com isso?

Não é um problema técnico, mas é obviamente um problema político enorme. Temos de começar a incluir a chamada Conta Pública da Mobilidade nos planos de deslocação dos municípios - isto é, informar as pessoas, decisores e políticos de quais são os verdadeiros custos de cada um dos modos de transportes. Decidir sem fazer contas sobre o futuro só pode levar à bancarrota.

Como é que se dificulta a "vida" do transporte individual nas cidades para tornar mais apetecíveis os transportes públicos e os modos suaves de mobilidade?

Existem muitas formas de o fazer. O estacionamento deve ser gerido com rigor e de forma a aceitar que todas as cidades têm limites de capacidade. O espaço público é um bem muito escasso e o automóvel é uma das máquinas mais ineficientes e mortíferas jamais inventadas. Um espaço público confortável, livre de obstáculos, com árvores e bancos para descansarmos e seguro, é condição essencial para que o sistema de mobilidade da cidade funcione com eficácia - os peões são a argamassa de um sistema de transportes públicos eficaz e economicamente saudável. Preparar a cidade para pessoas com mobilidade reduzida faz com que a cidade fique melhor e mais confortável para todos. Infelizmente não se conseguirá equilibrar um sistema com graves problemas agradando a todos.

As cidades portuguesas têm estado desatentas em relação à mobilidade pedonal?

Muitos equipamentos do Estado seguem modelos modernistas: grandes superfícies fora das áreas urbanas - temos
campi universitários ou hospitais aos quais é praticamente impossível chegar a pé, e estão sempre rodeados de grandes áreas de estacionamento. Temos também grandes superfícies comerciais com milhares de lugares de estacionamento e rodeados de anéis de auto-estrada e vias rápidas. Para agravar a situação continua a persistir a ideia entre muitos técnicos e políticos que é possível resolver os problemas de congestionamento com mais capacidade da rede viária ou mais estacionamento. Isto são formas de apagar um fogo usando gasolina. Mas começam a existir bons exemplos.

Onde?

Almada, com um plano de mobilidade pioneiro em Portugal, tem agora um centro bem servido por um metro de superfície, com passeios largos e áreas de fruição pedonal. O Porto, com as intervenções no espaço público para a capital europeia da cultura, conseguiu alguns espaços de grande qualidade, assim como foi assimilando que a forma mais eficaz de reconquista do espaço público é a construção do metro à superfície. Portimão também tem tido uma intervenção muito consistente no que diz respeito a medidas de acalmia de tráfego e segurança para os peões.

Não tem sido devidamente acautelado o impacto dessas opções urbanísticas no domínio da mobilidade?

De forma alguma. É uma responsabilidade política que passou a ser considerada uma responsabilidade individual. Quem compra mais metros quadrados sem acesso a transportes públicos considera-se simplesmente que está a exercer a sua liberdade individual de consumidor. Os impactos e consequências deixaram de ser preocupação do Estado a não ser quando as consequências chegam aos anuários estatísticos. Da mesma forma, as autarquias e o Estado negoceiam a localização de grandes superfícies comerciais com milhares de lugares de estacionamento e cujo único acesso realista é o automóvel. Este tipo de opções não só exacerba a dependência das famílias ao consumo do automóvel como esvazia os centros urbanos de actividades económicas e emprego.

No futuro como serão feitas as deslocações nas cidades?

Muito dependerá do preço da energia e do horizonte temporal a que nos estamos a referir. É quase certo que nos próximos anos a escassez de combustíveis fosseis leve a que seja cada vez mais caro o uso de veículos tradicionais. Se este factor é mais complexo de ultrapassar no transporte interurbano de mercadorias, nas cidades o uso do transporte individual poderá ser mais facilmente substituído por modos de transporte mais económicos - nem que seja só em parte da viagem. Políticas de controlo de acesso e restrição ao estacionamento em zonas mais compactas levarão, principalmente em zonas históricas, ao uso do
car-sharing (partilha de carros). Esta é a única forma possível de a maior parte dos habitantes de zonas históricas terem acesso a um automóvel de vez em quando. Mas para que este tipo de serviço floresça, terá de haver políticas corajosas de limpeza e requalificação do espaço público: as ruas das zonas históricas não poderão continuar a albergar o mesmo número de carros de hoje. Em nenhuma zona histórica europeia é possível garantir um lugar de estacionamento por fogo e não é por isso que deixam de ser zonas apetecíveis e disputadas por certos grupos sociológicos.

16 junho 2010

Meio ano (desportivo) muito diferente

Meio ano de 2010 já lá vai.
Como registo umas coisas acerca da minha actividade desportiva, o mínimo que posso fazer é olhar para os registos e tirar conclusões.

É perigoso dar demasiada importância ao números - veja-se a governação do nosso país. Perde-se o lado humano da coisa. Como sou o próprio não corro esse risco!

O grande desporto do ano de 2009 foi o atletismo. Foram 410km.
Este ano só percorri 8% dessa distância.
As razões são várias. Começou por ser devido às novas hérnias discais, passou por falta de disponibilidade (real e por vezes mental) e mais recentemente devido ao ciclismo de estrada, que me anda a dar mais pica neste momento.
Esta falta de treino nota-se muito nas provas de triatlo, onde aquele que era o meu melhor segmento é agora claramente o pior, demais até!

A natação continua a ser a modalidade com maior regularidade, pois é praticada à hora do almoço, perto do local de trabalho, que é o que temos de mais regular nesta vidinha - o trabalho!!
Na natação a evolução continua a acontecer, com tempo a caírem com frequência, como por exemplo os 1000mts em 20'03" (em 5 meses caiu 1'30") e os 100mts bruços feitos em 1'44", menos 11" do que o anterior record (há dois dias).
Mais uma vez, no triatlo este segmento era sem dúvidas o mais fraco e agora começo a aproximar-me do meio da tabela. É agora o meu melhor segmento do triatlo.

Já o ciclismo de estrada, é a modalidade em grande crescimento! Já pedalei este ano cerca de 70% face ao ano de 2009 e a tendência é vir a pedalar cada vez mais.
Agora tenho (também) uma bicicleta para este estilo (já lá vão 3 estilos) e apesar de ser velhinha, serviu para alimentar o bichinho que já tinha pela estrada. Recentemente comecei a rolar de noite, algo que pretendo desenvolver mais muito em breve.
No barómetro que é o triatlo, este segmento andava muito mal e agora começa a ser minimamente aceitável.

O BTT é o grande derrotado de 2010, com ZERO km até agora. O tempo não dá para tudo e é dos desportos que mais poderá agravar as hérnias discais, sobretudo porque gosto da vertente mais radical desde desporto.... Ainda lá voltarei, brevemente.

14 junho 2010

Triatlo de Oeiras 2010 - Taça de Portugal

Mais um prova de triatlo. Este ano, é apenas a 2ª em que participei.
Depois de uns dias de férias, antecipei o regresso do Algarve (a família só veio hoje) para participar neste triatlo, que é dos mais bonitos e acessíveis.


Ao contrário dos dias de férias que tive, o dia começou com um tempo magnífico, e o mar estava um espectáculo para nadar.


O parque estava como nunca!
Com 350 atletas a nadar, esperava-se muita porrada. Surpreendentemente, tal não aconteceu!

Tirando uma ou outra braçada alheia, a coisa correu bem e acabei por fazer 16'11" e deixar 143 atletas atrás de mim :).


Após uma transição relativamente lenta, que incluiu a ligação do areal ao parque de estacionamento (bem alto para quem acabou de nadar 750mts) da Praia da Torre. Depois a mudança de equipamento, como fato, ténis, etc (e continuo a calçar meias!) segui para a minha melhor prestação de sempre no ciclismo, cerca de 35' para os 19,3km. A minha clássica bicicleta continua a atrair os olhares de desdém por parte de muitos, enquanto estou parado, mas o que é certo é que depois em prova a coisa altera-se. Sou um ciclista como os outros, mas com mudanças de velocidade mais atabalhoadas e menos suaves :)
Em resumo, no ciclismo, colei-me a um grupo bem mais rápido do que eu e consegui manter-me nele até ao fim. De realçar as subidas, onde este grupo pedalava de pé e eu não sentia necessidade de o fazer e subia com maior facilidade... Será do (pouco) BTT que pratiquei?

Depois do feito, veio o cansaço! Comecei a correr com dificuldade (a 5'/km), passei por apuros (6'/km) ainda antes do meio da prova e acabei um pouco menos fraco, ainda com um sprint na recta da meta onde ultrapassei 3 atletas.

Foram cerca de 26'23" para fazer os 5km de corrida.
Dados do Garmin do ciclismo e atletismo (tudo misturado), aqui.

Acabei por fazer 1h22m32", o meu melhor tempo em Oeiras,menos 6' e tal em relação ao meu tempo do ano passado e reduzindo a diferença em relação ao 1º em 5', também.

Fiquei super contente com o resultado, sobretudo por andar sem treino de atletismo, algo que paguei bem caro, com bpm acima das 160 durante quase todo o segmento de atletismo.

Resultado
Posição: 265º (em 350 participantes)
Tempo: 1h22'32" (a 24'19" do 1º)
Por modalidade: Natação 207º; Ciclismo 250º; Corrida 310º

11 junho 2010

Férias activas

Em Portimão sem calor nem sol, sobra mais tempo para o desporto.

No próximo Domingo vai-se realizar o Triatlo de Oeiras e como não podia deixar de ser, vou participar. Foi em Oeiras que me estreei e desde então que não falho uma edição.
Sem muito tempo para treinar, ultimamente, decidi aproveitar a derradeira semana para desenferrujar.

Desde há algum tempo que o material desportivo faz parte de qualquer bagagem de viagem. O mínimo é um par de ténis e uns calções. Desta vez, trouxe também o fato de triatlo (natação).

Na quarta-feira aproveitei a tarde sem graça para fazer 21km de bicicleta, na velha bicicleta do meu sogro, a mesma que usei no ano passado no Triatlo de Quarteira. Foram 50' de pedal em bom ritmo, com muito vento e com todo o tipo de percursos, desde os mais turísticos até aos mais estradistas.
Curiosidade: Velocidade máxima 56km/h, com ultrapassagem de um carro e tudo (um carro de instrução :)

No dia seguinte, foi a vez da natação. Ao fim da tarde, pelas 18h, aventurei-me no mar da Praia da Rocha e fiz cerca de 80% da praia, com mar revolto, em sentido contrário ao vento e bandeiras amarelas, apesar de ter começado numa zona de bandeira verde... Foram cerca de 1000mts (estimado via Google Earth) em que me senti sempre bem e só parei porque segurança, já que estava com força para fazer mais uns bons minutos. A trajectória esteve longe de ser linear, sobretudo porque tive que evitar as ondas. O que não consegui evitar foi a forte ondulação.
Foi um excelente teste em mar agreste, saí super satisfeito da água e voltei ao ponto de partida a correr, o que ainda durou uns bons minutos!

Talvez amanhã, sábado, ainda faça uns kms a correr, para completar o trio de modalidades do triatlo...

À margem do desporto, uma observação, o uso da bicicleta com meio de transporte em Portimão. Vi muitas bicicletas, quer em andamento, quer estacionadas por todo o lado. Portimão tem boas condições para se andar de bicicleta, falta de transportes públicos abrangentes e tem muitas pessoas sem automóvel (emigrantes, jovens, etc).
A necessidade aguça o engenho e talvez por isso a bicicleta esteja a aparecer como uma solução fácil e económica para muita gente.
Também vi muitos estrangeiros com desdobráveis, o que confirma a grande utilidade deste tipo de bicicletas, que podem fazer parte da bagagem do turista mais "aventureiro" (ou esperto), que assim aumenta brutalmente a sua mobilidade e liberdade, permitindo-lhe conhecer muito mais profundamente os locais que visita.

01 junho 2010

Bicicleta nas ciclovias

Nada melhor que um domingo de calor moderado para pedalar pela cidade.

Calor = praia = cidade de Lisboa vazia.

Desafiei a Joana para um passeio de bicicleta até ao Campo Grande enquanto o irmão dormia a sesta. Aceitou prontamente!
No regresso a casa optámos pela ciclovia Av. Brasil -> Estádio Universitário -> Telheiras

Aqui fica a foto-reportagem.


Já no Campo Grande, junto à Faculdade de Ciência, "onde os pais se conheceram" :)


Turismo no Campo Grande :)


Pedalando nas calmas...


De regresso a casa pela ciclovia do EUL.

No total, pedalámos uns 8km. Longo passeio para a Joana e mais uma conquista territorial em Lisboa.

Para uma criança, a noção do espaço obtida (sempre) dentro de um carro é totalmente distorcida e passar pelos sítios com menor velocidade aumenta a percepção real sobre o "mundo" que os rodeia.

Neste pequeno passeio, a Joana passou por duas estações de Metro, pela Faculdade onde os pais "se conheceram e estudaram", a rua da escola do irmão, o trabalho da mãe, o sítio onde o pai corre à noite, por cima da 2ª circular (onde tanto passa de carro), pela casa do amigo Tiago, pela escola onde estuda e daí até casa. Pontos perdidos no mapa, agora ligados entre si.