Engana tanto quanto esclarece, também.
Passo a explicar: Engana porque para quem pedala a sério não é nada, esclarece porque para quem pedala a brincar, é muito, mais concretamente, pouco menos do que eu tinha pedalo na estrada este ano! :D
Este Domingo, participei no passeio Tejo Ciclável, organizado pela Federação de Cicloturismo. Não sou propriamente adepto dos Passeios da malta do garrafão, mas o simples facto de dois amigos meus também irem foi suficiente para mim.
Por outro lado, era também um bom teste para a minha capacidade como ciclista e, sobretudo, às minhas costas e o antigo problema que volta e meia me incomoda.
Ainda recentemente numa incursão nocturna de ciclismo (estrada) ao Monsanto, com um amigo, acabei a volta com fortes dores na região cervical/músculos trapézios e a volta foi bastante calminha, já que o meu amigo é "um pouco pesado" ehehe.
De volta ao tema. No Domingo lá fomos nós para uma aventura de 84km.
O percurso foi:
Parque Tejo, junto à Foz do Rio Trancão/Parque das Nações - Póvoa de Sta. Iria - Alverca - Alhandra - Vila Franca de Xira - Ponte Vila Franca de Xira - Porto Alto - Alcochete - Área de serviço sentido GALP - Ponte Vasco da Gama - Parque Tejo / Parque das Nações.
Foi uma manhã muito bem gozada. O BTTista Bandeira ficou para trás, mas eu e o Jorge (bem montado numa Gazelle de ciclo-turismo clássica) estávamos com força para maiores ritmos. Partimos atrasados e passados alguns kms reagrupámos com o mega pelotão. Paragem para reagrupamento em plena recta da E10 (todo o trânsito a partir da ponte de Vila Franca foi "eliminado") e a partir daí uma novidade, Música.
O Jorge sacou das suas colunas, ligou-as ao telemóvel e daí para a frente a festa começou. Bom som e boa disposição levou-nos até Alcochete. Não ia no meu melhor ritmo, mas a ideia não era essa. Fui sempre a fazer dupla com o Jorge, por vezes "rebocando-o" na minha roda...
Em Alcochete, já com 65km, paragem para água e fruta e reagrupamento antes de entrarmos na ponte Vasco da Gama, onde seguiríamos na cauda do Bike Tour.
Passados 20' aparece o Bandeira que enfrentou aquele troço quase sozinho e com um joelho recém-operado. A sua disposição mantinha-se boa e dali para a frente seguimos sempre juntos.
A parte da ponte acabou por ser um fiasco, já que estávamos demasiado em cima do Bike Tour e como não podíamos misturamos-nos com eles, tivemos paragens sucessivas até à entrada no Parque das Nações. A malta do ciclismo do garrafão não gostou nada e ouviram-se muito protestos do tipo "É a última vez que venho!" e tal e tal... :)
Nós continuávamos bem dispostos e ao Jorge acabou por dar jeito, já que subiu a ponte a custo e nem a minha roda conseguiu apanhar. :)
Fica a foto do grupo (pode ser reconhecido de uma ou outra Massa Crítica, já que são os mesmos, os poucos que ainda pedalam, na verdade).
No final, as fotos dos ciclistas e as respectivas bicicletas...
Foi uma excelente manhã. A ideia do som foi ge-ni-al.









