AVISO: Conteúdo pode ser Booooooring.
Neste fim de semana que passou o pack foi outro, mas incluiu Monsanto.
Voltei ao Monsanto. Este parque que cada vez me fascina mais e não só no campo do BTT.
Tenho a sensação clara de que a população da grande Lisboa menospreza muito este parque natural, cheio de condições para ser visitado e para diferentes fins.
Os parques infantis vão tendo o seu uso, mas o potencial deste espaço vai muito para além disso. Passeios a pé, piqueniques, passeios de bicicleta para todos os níveis e idades, jogging, exercícios em máquinas (aparelhos de madeira disponíveis em diversos locais), escalada em paredes artificiais, brincar em obstáculos do tipo pontes Indiana Jones e cordas, apanhar lenha, ver a fauna - já vi águias em voo circular, claramente à procura de alimento - flora, etc, etc, etc...
E tudo aqui tão perto!!!
Desta vez tive a companhia do JB, já conhecedor de uma boa parte deste parque.
Foram 20km de trilhos diversos em que muitos foram novidade para mim.
Foram single-tracks espectaculares, uns rápidos, uns mais técnicos e mais lentos, foram drops brutais (alguns por fazer ainda, é certo!) sempre com muita adrenalina. O JB tem um estilo de condução/atitude semelhante à minha e isso ajudou a tornar a coisa mais engraçada :)
Pelo meio, uma queda (quase) para o lado que me provocou um empeno em parte do desviador traseiro e me causou transtorno pois passei o resto da volta sem precisão nenhuma nas mudanças
:(
A partir de determinada altura desta volta comecei a ter a dor de costas do costume, mas esse problema ia ser visto mais tarde...
Mais tarde.
Tenho a sorte de ser colega de um grande estudioso e praticante de ciclismo, o Pedro Alves. É um homem com grandes conquistas desportivas/físicas, como por exemplo de ligar Viana de Castelo a Sagres de bicicleta em regime non-stop. Isso mesmo!!
Como homem de ultra-distâncias que é, um factor para ele importante (entre muitos outros) é a postura, pois estar 20 ou mais horas em cima de uma bicicleta exige mais rigor do que numa voltita de 40, 60 ou até 100km.
É fácil encontrá-lo na net, pois este feito teve alguma projecção neste meio.
Tinha-lhe pedido ajuda para me ajudar a diagnosticar o problema que tenho nos músculos trapézios depois de andar 1h de bicicleta.
Após este encontro fiquei com o diagnóstico:
Bicicleta ligeiramente pequena para mim (estou no limite de altura aconselhada para este tamanho de quadro);
Postura incorrecta - meto muito peso em cima dos ombros/braços, em vez de suportar com o tronco - Abdominais precisam-se!!;
Agora é fazer ajustes diversos para tentar comprovar este diagnóstico. Espero mesmo conseguir já que estas dores me limitam bastante o tamanho das voltas e me deixam mazelas para os dias seguintes.
Deixo aqui um abraço ao Pedro que além disto ainda me afinou as mudanças com uma paciência de profissional.
Além disso, é sempre um prazer privar com ele pois sabe de tudo do que é relacionado com o binómio corpo humano-bicicleta!!! Impressionante!!
No domingo nem me mexia. Foi uma espécie de torcicolo desde do meio das costas até ao pescoço! :S
É isto que quero eliminar!!!
Para a semana há mais, espero!
Já hoje: Recomeço do atletismo! será?
18 novembro 2008
10 novembro 2008
Monsanto vs "Almoço & sofá"
Gestão do tempo.
Por muito ocupada que seja a nossa vida, podemos sempre fazer o exercício de optimização e encaixar mais qualquer coisa.
Até aqui queixava-me, lamentava-me até, que não andava mais de bicicleta (BTT) porque não tinha tempo durante o dia, ou seja fim-de-semana, e durante a noite não era viável, portanto não dava.
Recentemente, analisando melhor os meus fins de semanas passados em Lisboa - muito atarefados sobretudo devido aos filhotes com passeios, almoços demorados, birras, passeios, birras e sestas - de repente fez-se luz!!!
Como ainda tenho sestas por causa do Afonso, tenho ali uma excelente oportunidade para me pisgar, tipo vou-ali-ao-Monsanto-já-volto. Este domingo assim fiz!
Saindo de bicicleta de casa, em 10 minutos estou a entrar no Monsanto.
Este fim de semana foi para explorar porque sempre que lá ia, ia com companhia e não me preocupava com o percurso nem com pontos de referência.
Desta vez andei mais à descoberta e com a preocupação de colar as peças do puzzle já que não tinha uma noção de conjunto.
A coisa correu bem, consegui dar a volta ao Monsanto entre a A5 e Benfica. Single tracks sempre que possível, estradões, pedreira de não-sei-o-quê, subidas intermináveis, zonas novas, zonas conhecidas, etc, etc e... Saltos! :) Encontrei uma rampa de madeira que me pareceu acessível e claro tive que explorar o objecto.
Já saltei várias vezes antes, mas nunca em rampas artificiais.
Com cerca de meio metro de altura na zona de descolagem mas num plano inclinado, o salto acaba por ser maior do que a rampa sugere.
Como já fiz muito enduro e motocross no passado, saltos não são novidade para mim. São técnicas diferentes, acelerador vs pedais, peso, posição de condução, recepção ao solo, tolerância de erro, etc, etc.
Nas duas primeiras tentativas "borreguei", oi... fugiu de novo! e lá passava ao lado.
Terceira, salto aterrando com a roda da frente sem grande elegância, mas também sem stress.
Quarta tentativa, salto feito quase sentado, fruto da posição do banco, alto para este estilo de manobras, quinta, salto com o pé a saltar do pedal e seguintes já com uma técnica aceitável. Foi uma vitória, pois é um estilo de btt em que quero experimentar umas coisitas.
Fica a foto:

2h05m depois estava a chegar a casa com 25,3km andados e a sensação nítida que este pack foi melhor do que o "Almoço & Sofá".
Por muito ocupada que seja a nossa vida, podemos sempre fazer o exercício de optimização e encaixar mais qualquer coisa.
Até aqui queixava-me, lamentava-me até, que não andava mais de bicicleta (BTT) porque não tinha tempo durante o dia, ou seja fim-de-semana, e durante a noite não era viável, portanto não dava.
Recentemente, analisando melhor os meus fins de semanas passados em Lisboa - muito atarefados sobretudo devido aos filhotes com passeios, almoços demorados, birras, passeios, birras e sestas - de repente fez-se luz!!!
Como ainda tenho sestas por causa do Afonso, tenho ali uma excelente oportunidade para me pisgar, tipo vou-ali-ao-Monsanto-já-volto. Este domingo assim fiz!
Saindo de bicicleta de casa, em 10 minutos estou a entrar no Monsanto.
Este fim de semana foi para explorar porque sempre que lá ia, ia com companhia e não me preocupava com o percurso nem com pontos de referência.
Desta vez andei mais à descoberta e com a preocupação de colar as peças do puzzle já que não tinha uma noção de conjunto.
A coisa correu bem, consegui dar a volta ao Monsanto entre a A5 e Benfica. Single tracks sempre que possível, estradões, pedreira de não-sei-o-quê, subidas intermináveis, zonas novas, zonas conhecidas, etc, etc e... Saltos! :) Encontrei uma rampa de madeira que me pareceu acessível e claro tive que explorar o objecto.
Já saltei várias vezes antes, mas nunca em rampas artificiais.
Com cerca de meio metro de altura na zona de descolagem mas num plano inclinado, o salto acaba por ser maior do que a rampa sugere.
Como já fiz muito enduro e motocross no passado, saltos não são novidade para mim. São técnicas diferentes, acelerador vs pedais, peso, posição de condução, recepção ao solo, tolerância de erro, etc, etc.
Nas duas primeiras tentativas "borreguei", oi... fugiu de novo! e lá passava ao lado.
Terceira, salto aterrando com a roda da frente sem grande elegância, mas também sem stress.
Quarta tentativa, salto feito quase sentado, fruto da posição do banco, alto para este estilo de manobras, quinta, salto com o pé a saltar do pedal e seguintes já com uma técnica aceitável. Foi uma vitória, pois é um estilo de btt em que quero experimentar umas coisitas.
Fica a foto:
2h05m depois estava a chegar a casa com 25,3km andados e a sensação nítida que este pack foi melhor do que o "Almoço & Sofá".
04 novembro 2008
"Downhill" (uphill)
Pela primeira vez em muitos fins de semana lá passados levei a bicicleta. Criei uma oportunidade que antes não tinha sequer imaginado. ;)
Duas saídas curtas, cerca de 1h20m cada, mas muito prazer.
Quase sempre em Single-tracks, alguns muito técnicos, grandes declives, alguma humidade no terreno, vegetação variada, muito bom.
Não explorei muito, pois acabei por repetir troços, tal era o prazer que me estavam a dar. Em cada "corrida" a adrenalina aumentava, pois o melhor conhecimento do troço melhorava a performance e, nas descidas, a velocidade.
Felt like downhill, porque acabei por subir durante muito tempo e descer durante pouco; porque a descer foi sempre com mudanças altas e a aproveitar cada zona pedalável para ganhar velocidade; porque em ressaltos maiores já havia salto; porque em single-tracks estreitos (e muito pouco lisos) cheguei a fazer médias de 30km/h durante 1km, o que dá muita pica!
A subir o desafio era outro. Mais físico, mais técnico devido às grandes irregularidades, inclinações e fraca aderência de algumas partes.
Senti que melhorei bastante este dois aspectos do meu BTT.
Algumas fotos:
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