24 Abril 2013

Velo Culture e os benefícios para a saúde


O Bernardo, brevemente Dr. Bernardo, se faz favor, ficou rendido com a Daytripper.
Depois de a testar bem testadinha, sobretudo a capacidade das três mudanças no cubo da Sturmey Archerpara lidarem com as subidas, lá se convenceu que esta menina é a companheira ideal para o seu trajecto para o Hospital Amadora-Sintra, onde está a fazer o seu internato-geral.
Além de todos os benefícios do uso da bicicleta, que aqui os duendes promovem, esta Bobbin vai ainda servir para complementar um plano de fisioterapia, um toque pessoal do Dr. Bernardo, para recuperação de um joelho recentemente operado.
Depois do teste real ao percurso, o Bernardo escreveu-nos a dizer que o transporte cumpriu todas as expectativas e que até deu um cheirinho na afinação do cubo de mudanças, coisa simples depois de se passar os olhos pelo manual.

Post cópia daqui.

15 Janeiro 2013

Ir para o trabalho de bicicleta - Medida 14

No meio de um artigo com 60 medidas para poupar em 2013, apareceu isto:

in Jornal Expresso, edição de 29 de Dezembro de 2012.

08 Janeiro 2013

BASTA de atropelamentos! Manifestação Nacional

A falta de respeito pelos ciclistas, que se traduz em velocidade excessiva, ultrapassagens feitas sem deixar uma distância de segurança, não respeito da pouca prioridade que as bicicletas têm, etc, etc, tem gerado cada vez mais acidentes, alguns com fins trágicos.

Com o aumento do ciclistas, sobretudo nas cidades, era esperado um aumento de acidentes com ciclistas.
A segurança nos números existe, ou seja, quanto mais ciclistas formos, mais visibilidade temos e mais respeitados somos. A segurança "estatística" melhora, por Km percorrido, mas o número de acidentes em números absolutos aumenta.

Para o condutor do automóvel é mais uma amolgadela na chapa, mas para os ciclistas é muito mais do que isso.
Os ciclistas têm voz e não querem juntar-se ao peões, que "morrem que nem tordos", passo a expressão, e continuam a aturar todo o tipo de falta de respeito como carros estacionados nos passeios, falta de respeito pelas passadeiras, velocidade excessiva, etc, etc.

Porque os ciclistas são muitos e querem usar as vias onde - mesmo com este código da estrada do 3º mundo - têm direito a estar e circular, no próximo dia 19 de Janeiro terá lugar uma manifestação nacional para alertar para este assunto.



20 Dezembro 2012

A palavra passa

Não ando de bicicleta todos os dias, infelizmente não.
Ando sempre que posso, ou seja, sempre que a bicicleta serve para a deslocação que pretendo.

Promovo a bicicleta todos os dias, isso sim.

No que diz respeito ao meu local de trabalho, aos poucos fiquei conhecido como o ciclista do dia a dia. Acho que há quem pense que venho sempre de bicicleta, coisa que faço questão de esclarecer que não faço.
Não o faço sobretudo por não ter disponibilidade para encaixar os 50+50 minutos que precisaria - não que não valham cada minuto, mas porque os meus dias são muito pequenos para tudo o que ando a encaixar nas 24h que ele tem. É uma desculpa das típicas - "ah e tal, não tenho tempo", mas o meu caso/trajecto está fora do trajecto típico/ideal para utilização de bicicleta, ou seja < 10 km. O meu é de 16km.
Inicialmente fazia o trajecto com recurso ao comboio, mas depois deixei o comboio pois, além de caro, não poupava muito tempo (acessos aos apeadeiros, esperas, etc).

Recentemente defini um objectivo de usar a bicicleta para ir trabalhar uma vez por semana, mas até esse "pequeno" objectivo tem falhado. Falhei as duas últimas semanas, mas nesta ainda vou a tempo - amanhã é o dia!

Regressando ao tema do post, esta promoção tem dado os seus frutos, por vezes directamente, outras indirectamente, mas alguma coisa vai ficando.

No meu local de trabalho, em termos de instalações, fiz pressão para que houvesse um lugar apropriado ao estacionamento de bicicletas na garagem do edifício. Quando comecei a usar a bicicleta os seguranças da garagem diziam que não se responsabilizavam pela bicicleta (dah!) e costumava prendê-la a secretárias de metal desmanteladas. No meio da pressão cheguei a enviar fotos da bicicleta presa a um monte de sucata para o responsável pelo estacionamento, perguntando se era assim que tinha que ser.

O assunto resolveu-se e instalaram-se suportes (manhosos) para prender 10(!) bicicletas num lugar de estacionamento de um carro. Foi uma pequena vitória.

Hoje, tenho dois colegas que usam regularmente a bicicleta para irem trabalhar. Um deles, por acção/melganço meu :), outro, com milhares de km's nas pernas, começou a vir e surpreendeu-me, tendo em conta o discurso dele face à mobilidade de bicicleta em Portugal, quando falávamos no assunto. Talvez fosse ficando qualquer coisa! :) Este último usa o ginásio, que está mesmo ao lado, para tomar banho, antes de ir trabalhar.

Curiosamente, no meu trajecto para o trabalho, passo à porta de casa dos dois. Usamos a mesma rota, o que tem contribuído para que a mesma tenha sido optimizada, com a partilha de experiências e "atalhos". Um faz 10 e o outro faz cerca de 14 km, para cada lado.


[Lugar de estacionamento com "as outras duas" bicicletas]

Assim, no meio de cerca de 300 carros (a média deve ser 1,05 pessoas por carro), há duas ou três bicicletas, 1%. É pouco, mas é uma vitória!

A palavra passa e quem experimenta, fica convencido.

18 Dezembro 2012

Be the change...

Várias razões me levaram a abrir uma loja de bicicletas.

Por um lado acho que é um mercado promissor, pois acredito no potencial da bicicleta e no crescimento que vai ter em Lisboa em particular e em Portugal em geral, mas por outro quis participar e provocar também essa mudança.

As lojas induzem consumo, ninguém duvide disso. No caso da Velo Culture, induzimos consumo de "Bicicletas e estilo de vida", que é o nosso lema.

Ora, este lema não é só conversa e a prova é que grande, mas mesmo grande parte dos nosso clientes mudam efectivamente de vida.

Recentemente passou-me mais um caso pela mãos, que não queria deixar de referir, quão sintomático é o caso.

O Tiago decidiu presentear a namorada, a Sara, com uma lindíssima Bobbin Birdie amarela. Se foi surpresa total ou não, não sabemos, mas o que é certo é que se destinava a uso utilitário, ou seja, para usar como meio de transporte no dia a dia.

Há uns sábados, o Tiago e a Sara aparecerem na loja, desta vez para o Tiago espreitar as bicicletas para homem. Entre a Bobbin Daytripper, Dutchie Dapper e a Olov Amsterdam, depois de alguma conversa, chegou à conclusão que a Olov de 7 velocidades era a que melhor se adequava à utilização que lhe pretendia dar.
Ainda insisti para que ele experimentasse os vários modelos, mas não quis.

Escolha feita, encomendou-se a dita (só havia o modelo de senhora de 3 velocidades na loja) e combinou-se a entrega, para dali a uma semana, outro sábado. Depois ainda houve tempo para dar umas dicas à Sara, que ia começar nessa semana a pedalar para o trabalho.

No sábado da entrega, a cheguei à loja e já o Tiago e a Sara haviam chegado, estando o Tiago pronto para montar a Olov e o António, meu sócio, montado na sua Foffa, ali ao lado. Estranhei tal cenário e aproximei-me.


Logo percebi o que se passava. O Tiago só tinha aprendido a andar de bicicleta recentemente, num curso ministrado pela Federação de Cicloturismo.
Ajudei-o a arrancar duas ou três vezes, e rapidamente ultrapassou os nervos que eram a única coisa que o impedia de pedalar calmamente.

Como não tinha ainda à vontade suficiente para pedalar até casa e a bicicleta não cabia no seu carro, o António ofereceu-se para a levar até casa, enquanto a Sara se equipava a rigor na loja, depois de uns dias de experiência, nessa semana, lhe terem dado uma melhor percepção do que precisava. Quando questionada sobre como tinha corrido a semana a pedal, respondeu prontamente que tinha corrido bem, mais fácil até, do que aquilo que tinha previsto.

E assim se conta a história de como um jovem casal decidiu mudar de vida e neste momento pedala diariamente por Lisboa, encostando os seus carros, usando-os quando são mesmo necessários - que é bem menos do que se pensa.

Ser a mudança que queremos ver no mundo é isto, também.
Boa sorte aos dois!


31 Outubro 2012

Amplifica a tua vida

São tempos complicados, os que vivemos hoje. A recessão, e as transformações que provoca, afectam cada vez mais pessoas, mesmo aquelas que há bem pouco tempo achavam que tinham uma vida estável e não lhes chegaria a si.

A resiliência, capacidade de resistir a um choque externo, é a palavra de ordem.

Há um factor muito importante para aumentar a nossa resiliência, o factor "comunidade". Todos sabemos isso, pois a família e os amigos são aqueles a quem recorremos quando precisamos de apoio.

Acontece que a comunidade é bem mais do que os familiares e amigos, embora na sociedade actual, se resuma quase a isso, algo que acontece devido aos altos ritmos de vida que se vivem hoje.
Até este círculo, de amigos e familiares, é cada vez mais pequeno, pois tirando o contacto virtual, pouco se convive com intimidade suficiente para cultivar minimamente essas relações.

Hoje venho falar sobre o alargamento, a amplificação desta comunidade. Ter familiares e amigos é excelente, mas a comunidade de que falo é bem mais do que isso.

No mundo global em que vivemos hoje, é muito fácil descobrir grupos, associações, movimentos com os quais nos identificamos. Desde a associação de moradores, o clube de Xadrez, passando pelo grupo desportivo, de apoio aos necessitados, de apoio a animais abandonados, etc, até aos movimentos sociais, todos estão aí, abertos para novos participantes, sem custos associados e se pode ajudar imenso, por vezes com apenas um par de horas semanais.

Além deste lado voluntarioso, que por si só, dá imenso de volta, há também imensos ganhos pessoais, em temos sociais.

Participar em causas em que se acredita, partilham-se valores com novas pessoas, conhecendo-as, desenvolvendo novas amizades, por vezes bem mais sólidas do que amizades antigas mantidas à custa de partes do nosso passado. Fazem-se amigos!

Outro lado, não menos importante, é o desenvolvimento pessoal. Por muito que achemos que somos desenvolvidos, em geral, ou em determinado tema, ao conviver com outras pessoas, com muitas pessoas, somos sempre confrontados com outras ideias, perspectivas, que nos fazem pensar e por vezes reposicionar sobre assuntos sobre os quais tínhamos ideias sólidas, mas cristalizadas. Cresce-se como pessoa!

Uma vantagem óbvia é o desenvolvimento inter-pessoal. Ao se conviver com "estranhos" (pelo menos, inicialmente), em organizações pouco ou nada estruturadas, é-se confrontado constantemente com novas situações de relacionamento inter-pessoal e o desenvolvimento neste campo é notório. Fica-se mais social!

Dependendo dos projectos e do envolvimento, também há um desenvolvimento de capacidades, pois ao praticar o bem (assumindo que não estamos a falar de um grupo maléfico) e o que e gosta, estamos a trabalhar e normalmente com menos recursos do o habitual, algo que obriga a desenvolver capacidades que nem se conheciam até então. Desenvolvem-se capacidades, fica-se mais habilitado.

Há imensas mais vantagens, inerentes ao lado voluntário, de ajudar o próximo, de desenvolvimento da sociedade - a sociedade civil é quem mais pode contribuir para o desenvolvimento -, de ocupação de tempos livres (para quem tem tempo livro, claro), de ter novos tempos de lazer - lado muito importante!, de desenvolvimento local, seja na escola, no bairro, naquele descampado que se quer transformar em horta ou jardim, etc, etc.

Deixo para o fim a vantagem referente ao tema, amplificação. Nestes envolvimentos, uma das coisas mais importantes é o alargamento da comunidade em que nos inserimos. Participar é alargar, criar comunidade. Fazer parte de uma comunidade maior é aumentar a capacidade de resiliência pessoal e dessa comunidade. Nos dias que correm, o networking é muito importante. Deste networking saem novas ideias, projectos, parcerias, oportunidades de emprego, de novas relações, de novos grupos de novos interesses, novos networkings. Estas redes que se criam são altamente dinâmicas e orgânicas, verdadeiros ecossistemas aos quais se passa a pertencer, com muita vantagens para todos os que participam e muitas mais para a sociedade em que se inserem. Amplifica-se a vida!

Nota-se, claro, que estou a partilhar experiências pessoais. Este blog é um pouco para isso. Partilhar o que acho que deve ser partilhado, tentando afectar positivamente quem o lê.
Participo hoje em variados grupos, associações, movimentos e causas. Neles tenho conhecido imensas pessoas, com as quais tenho desenvolvido relações bastante saudáveis. Tenho mais vizinhos com quem posso contar, mais amigos, mais conhecidos, etc. Até já tenho sócios de uma empresa que, posso dizer, são frutos destes envolvimentos. Já assisti a spin-off's de ideias que surgem de um grupo e acabam por criar outro. Não há limites e é brutal assistir ao fervilhar de ideias!

Não entrei nisto para sacar vantagens, mas sim para dar algo de mim. O que posso dizer hoje é recebo bem mais do que aquilo que dou.

Quando foi a última vez que fizeste algo de novo?
Amplifica a tua vida!


25 Outubro 2012

Ciclistas, de bestas a bestiais

Não sei se é por moda, se é pela crise, se é mesmo pela verdadeira importância do fenómeno, mas o que é certo é que a presença do tema "Bicicleta como meio de transporte" é cada vez mais recorrente na imprensa.

Desta vez foram a TimeOut e a Visão que, na mesma semana, dedicaram muitas páginas aos ciclistas, às lojas de bicicletas, aos blogs, às associações e iniciativas, etc, etc.

No que me toca, dois projectos em que estou envolvido foram referidos e deixo aqui o clipping para memória futura :p.

Velo Culture "Lisboa" (apaguei a parte da concorrência, ehehe :)




Nesta página estão também o excelente projecto BikeBuddy, que permite que qualquer um comece a andar de bicicleta pela cidade disponibilizando todo o apoio necessário por parte de voluntários - basta entrar em contacto, e os blogs dos meus sócios do Porto, Um Pé no Porto e outro no Pedal do Miguel Barbot e o de bicicleta no porto do Sérgio Moura.
Para completar, o Lisbon Cycle Chic do Miguel Barroso e o nabicicleta do Paulo Almeida (de onde gamei este scan!).
Excelente página! :)


09 Outubro 2012

5 anos extra

Pela 1ª vez na história, há uma geração que tem uma esperança de vida inferior à geração dos seus pais.
O sedentarismo é a principal causa.
O que vão fazer para contrariar isto?


25 Setembro 2012

Um sábado ao sol, em trabalho - VeloCulture@Belém

A convite da organização do 1º campeonato de Brompton em Portugal, pegamos nas nossas Bobbins, Wren, Olov, alguns selins e acessórios Brooks, nas jerseys, luvas e caps Le Coq Sportif, algumas revistas de culto, uns bonitos cestos e na nossa "clássica" secretaria e, depois de duas viagens, recriamos o estilo Velo Culture dos Anjos em pleno relvado em Belém, ao lado dos outros (poucos) stands.

Apesar da maior parte dos participantes do evento - a corrida! - se localizarem mais junto à tenda da organização, as nossas bicicletas coloridas a brilhar ao sol iam atraindo quem ali estava ou passava. 

Venderam-se alguns acessórios e revistas, demos a loja e a marca a conhecer, prometeram-se visitas, entregaram-se cartões de visita feitos à mão na hora e experimentaram-se bicicletas, sendo a Birdie amarela com o cesto de pesca a estrela da tarde. Aposto que há fotos de perfis de facebook com meninas de cabelos ao vento numa linda bicicleta amarela! ;)

Entretanto jogadores de bike polo e amigos, sobretudo do Rolha Cycling Club (que iniciavam ali um passeio até Telheiras onde foi comemorado o seu 1º aniversário - parabéns!!) foram chegando e tudo isto fez com que um cansativo dia de trabalho passasse num instante e o saldo profissional e pessoal fosse super positivo!

Também dinamizamos o bike polo com trajes "a la" antigamente, como se pode ver nas fotos.

Pelo meio experimentou-se uma tall bike e, eu, experimentei bike polo e gostei muito mais do que estava à espera! :)

Ah, ainda entregamos o prémio ao bromptoneiro mais bem vestido!

Alguns momentos do longo dia...


Em trânsito.
Aviso: nenhuma bicicleta ficou magoada neste episódio!


Descarregando o produto...

Loja montada.

Bobbin às cores.

O estaminé completo

(Não, nenhum destes móveis e afins foi comprado novo...)

Selins de pele Brooks e Tabor.

A estrela do dia!

 A lufa lufa de uma loja...

Miguel, o nosso técnico em pose centenária!

Le Coq Sportif L'Eroica...



The bike polo team.

O Druída, a Rita e Bramble roxa

Tall bike polo!

Tall bike me! ou "César Cardinali" como alguém já me chamou ao ver esta foto.


Um quadro ligeiramente oversized...
(sim, precisei de ajuda para iniciar a marcha)

Tocou a todos! Aqui o técnico à frente do estaminé...

Amigos, amigos e clientes... 

O sócio com uma Tall bike and tall hat! 

A entrega do prémio da Velo Culture ao ciclista-dobrável-mais-bem-vestido.


Foi um dia de verão no primeiro dia de Outono.