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24 abril 2013

Velo Culture e os benefícios para a saúde


O Bernardo, brevemente Dr. Bernardo, se faz favor, ficou rendido com a Daytripper.
Depois de a testar bem testadinha, sobretudo a capacidade das três mudanças no cubo da Sturmey Archer para lidarem com as subidas, lá se convenceu que esta menina é a companheira ideal para o seu trajecto para o Hospital Amadora-Sintra, onde está a fazer o seu internato-geral.
Além de todos os benefícios do uso da bicicleta, que aqui os duendes promovem, esta Bobbin vai ainda servir para complementar um plano de fisioterapia, um toque pessoal do Dr. Bernardo, para recuperação de um joelho recentemente operado.
Depois do teste real ao percurso, o Bernardo escreveu-nos a dizer que o transporte cumpriu todas as expectativas e que até deu um cheirinho na afinação do cubo de mudanças, coisa simples depois de se passar os olhos pelo manual.

Post cópia daqui.

20 dezembro 2012

A palavra passa

Não ando de bicicleta todos os dias, infelizmente não.
Ando sempre que posso, ou seja, sempre que a bicicleta serve para a deslocação que pretendo.

Promovo a bicicleta todos os dias, isso sim.

No que diz respeito ao meu local de trabalho, aos poucos fiquei conhecido como o ciclista do dia a dia. Acho que há quem pense que venho sempre de bicicleta, coisa que faço questão de esclarecer que não faço.
Não o faço sobretudo por não ter disponibilidade para encaixar os 50+50 minutos que precisaria - não que não valham cada minuto, mas porque os meus dias são muito pequenos para tudo o que ando a encaixar nas 24h que ele tem. É uma desculpa das típicas - "ah e tal, não tenho tempo", mas o meu caso/trajecto está fora do trajecto típico/ideal para utilização de bicicleta, ou seja < 10 km. O meu é de 16km.
Inicialmente fazia o trajecto com recurso ao comboio, mas depois deixei o comboio pois, além de caro, não poupava muito tempo (acessos aos apeadeiros, esperas, etc).

Recentemente defini um objectivo de usar a bicicleta para ir trabalhar uma vez por semana, mas até esse "pequeno" objectivo tem falhado. Falhei as duas últimas semanas, mas nesta ainda vou a tempo - amanhã é o dia!

Regressando ao tema do post, esta promoção tem dado os seus frutos, por vezes directamente, outras indirectamente, mas alguma coisa vai ficando.

No meu local de trabalho, em termos de instalações, fiz pressão para que houvesse um lugar apropriado ao estacionamento de bicicletas na garagem do edifício. Quando comecei a usar a bicicleta os seguranças da garagem diziam que não se responsabilizavam pela bicicleta (dah!) e costumava prendê-la a secretárias de metal desmanteladas. No meio da pressão cheguei a enviar fotos da bicicleta presa a um monte de sucata para o responsável pelo estacionamento, perguntando se era assim que tinha que ser.

O assunto resolveu-se e instalaram-se suportes (manhosos) para prender 10(!) bicicletas num lugar de estacionamento de um carro. Foi uma pequena vitória.

Hoje, tenho dois colegas que usam regularmente a bicicleta para irem trabalhar. Um deles, por acção/melganço meu :), outro, com milhares de km's nas pernas, começou a vir e surpreendeu-me, tendo em conta o discurso dele face à mobilidade de bicicleta em Portugal, quando falávamos no assunto. Talvez fosse ficando qualquer coisa! :) Este último usa o ginásio, que está mesmo ao lado, para tomar banho, antes de ir trabalhar.

Curiosamente, no meu trajecto para o trabalho, passo à porta de casa dos dois. Usamos a mesma rota, o que tem contribuído para que a mesma tenha sido optimizada, com a partilha de experiências e "atalhos". Um faz 10 e o outro faz cerca de 14 km, para cada lado.


[Lugar de estacionamento com "as outras duas" bicicletas]

Assim, no meio de cerca de 300 carros (a média deve ser 1,05 pessoas por carro), há duas ou três bicicletas, 1%. É pouco, mas é uma vitória!

A palavra passa e quem experimenta, fica convencido.

22 março 2012

Entrevista a um novato

Sem dúvida que neste inverno, sem chuva, se assistiu a um enorme aumento do número de ciclistas urbanos, aqueles que usam a bicicleta para se deslocar nas cidades.
Em Lisboa, diz quem lá passa o dia (não é o meu caso) que a todo o instante se vêem ciclistas a circular.

De facto, há dias, numa esplanada na minha rua, numa hora vi passar cerca de 20 ciclistas.

O que trago hoje é uma entrevista do Camilo, que me tinha contactado há pouco tempo no sentido de obter umas dicas sobre um trajecto que ele tinha intenção de fazer, de casa para o seu trabalho.

Como acho muito importante a captação de novos aderentes, fica aqui o testemunho de quem começou recentemente, que pode inspirar outros potenciais novatos!


Idade e profissão?
35, consultor de recursos humanos.

Há quanto tempo usas a bicicleta como meio de transporte?
1 semana :-)

Porquê optaste por este meio de transporte?
Desafio, exercício físico, gozo pessoal.

Com definirias a tua capacidade física? Sentistes alterações desde que passaste a pedalar?
Baixa; Ainda não, mas conto sentir bastantes, para melhor.

Sentiste receio ou medo nas primeiras viagens? O que motivou esses sentimentos?
Algum receio pelas manobras dos automobilistas.

Qual o impacto desta opção na tua vida, sem ser em termos de mobilidade?
Melhorar o corpo e a mente, um bocadinho como o Red Bull :-) (também melhora o orçamento familiar, quer pela redução nos custos de deslocação, quer pela diminuição nos custos de saúde).

A opção pela bicicleta alterou a tua visão sobre o tema da mobilidade em geral? 
Sim, sem dúvida e faço por que altere a dos que me rodeiam.

Zona de residência e local de trabalho? Descreve o teu trajecto habitual.
Belas - Lisboa (15 km). Belas > Amadora > Benfica > Praça de Espanha > Picoas

Usas os passeios, nas tuas deslocações?
Só para atalhos muito muito pontuais (hoje usei, uns 20 metros), por norma não uso. É mesmo pelo respeito aos peões e se rolo melhor em alcatrão na maioria das situações....   depois é muito o hábito de condução com mota.

Tens carro particular? Continuas a usá-lo? Com que frequência e quais as razões/motivos porque o fazes?
Mota e Carro; Sim (mota - commuting; carro - viagens); 2 a 3 vezes por semana (commuting), neste momento por falta de aptidão física para utilizar a bicicleta todos os dias e no futuro por situações em que as condições climatéricas não favoreçam a utilização da bicicleta (mau tempo).

Como é que a meteorologia afecta o teu dia-a-dia? Como lidas com o calor do Verão e a chuva do Inverno?
Ainda não senti nem o calor do Verão, nem a chuva do Inverno, mas o calor não será um problema porque felizmente tenho uma solução que me permite tomar um duche antes do trabalho... já a chuva/mau tempo, pelo risco inerente poderá ser mais desencorajadora... 

Alguns ciclistas novatos com quem tenho falado, têm receio/vergonha que se saiba no trabalho que vão de bicicleta. Como foi contigo? 
Não tenho vergonha nenhuma de divulgar, até faço questão de o fazer.

Como reagiram os teus familiares, amigos e colegas?
A minha mulher também achou perigoso, mas sabe que eu faço uma condução defensiva.
Os amigos, especialmente os ciclistas recreativos apoiaram todos e acho que já plantei umas sementinhas para eles passarem a usar também. 

Porque achas que não há mais pessoas a optar por este meio de transporte?
Por desconhecimento de que é um transporte perfeitamente viável e principalmente pelo medo/risco associado ao transporte  de bicicleta em ambiente urbano. Muitas pessoas com quem falo chamam-me louco e perguntam se me quero matar...

O que poderá ser feito para aumentar o número de bicicleta nas ruas das cidades?
Criar condições físicas, como estacionamentos para bicicletas, limitar o tráfego e as "vias rápidas" urbanas, alterar a legislação para colocar o ciclista com prioridade em algumas situações, aumentar o número de ciclovias (se bem que as existentes parecem-me bem mais perigosas do que a estrada...) e acima de tudo incentivar a rede de contactos de cada um na escolha deste meio de transporte, quer pelo que exemplo, quer pela ajuda a quem pretenda iniciar-se.

O que gostarias que mudasse na tua cidade/país em termos de mobilidade e porquê?
Tudo o que já referi na resposta à pergunta anterior e também que as empresas e o Estado criassem condições que favorecessem a utilização da bicicleta (quer condições físicas: estacionamento, chuveiros; sistemas de bike sharing; quer incentivos, como eventuais benefícios monetários para as empresas e para os trabalhadores que adiram a este meio de transporte).

Até que ponto a internet (blogs, redes sociais, etc) teve influência na decisão de optar pela bicicleta como meio de transporte? 
Juntamente com a inspiração num grande amigo que também faz commuting, foi determinante porque me permitiu, através da partilha de vários bloguers, desmistificar alguns impedimentos mentais que tinha, como a distância ser excessiva ou o transito ser muito perigoso.

A prova!

[a propósito da inclinação da foto] andar de bicicleta em Lisboa, é escrever direito por linhas tortas :D

09 março 2012

É para isto que escrevo, falo, mostro, etc

"Viva César,

Parabéns pelo Blog! 

Um amigo partilhou comigo esta entrada:


e foi tão inspiradora que decidi iniciar-me também no commuting com bicicleta, um dos meus impedimentos seria a distância (moro em Belas e trabalho em Lisboa) mas depois de ler a tua experiência deixei de ter medo e fiz o trajeto num Domingo sem problemas..."

Recebi este e-mail de um seguidor do blog (que não conheço) e... fiquei muito contente!
Acontece que o trajecto que ele precisa de fazer tem muito em comum com aquele que fiz e relatei nesse post.

PS: Recentemente fui contactado por um rapaz que também não conhecia e queria ajuda para encontrar uma bicicleta "tipo Rodas de Mudança", pois andava de BTT e quase caía quando passava alguém numa bicicleta cool, pois ficava a olhar, a olhar... :D

29 fevereiro 2012

Commuting total de bicicleta - afinal é possível

Commuting é um conjunto de viagens regulares entre o local de residência e o local de trabalho ou estudo. Também se pode referir a viagens frequentes entre locais de outra natureza.

Actualmente faço o meu commuting de scooter. Tendo em conta a fase da vida em que estou, e mesmo gostando muito de pedalar, é a que faz mais sentido. É rápido, mesmo feito com pouca velocidade, relativamente seguro (sobretudo a essa velocidade) e consigo fazê-lo relativamente relaxado e metido nos meus pensamentos, algo semelhante ao que se consegue de bicicleta.
Ando tão relaxado, em modo-bicicleta, que já dei por mim a entrar de mota na ciclovia que costumo usar para sair de Telheiras em direcção ao centro da cidade, duas vezes. :p

Bom, o título fala em bicicleta, por isso vamos a ele.
Uma coisa que não me canso de dizer, sobre o uso da bicicleta, é a constante alteração da percepção que vamos tendo em relação à possibilidade de usar a bicicleta nas nossas deslocações. Cada dia que passa, alargamos os nossos horizontes, mesmo sendo já cromos no assunto (acontece o mesmo com andar a pé. Se começarmos a andar a pé, rapidamente nos apercebemos de que é possível percorrer distâncias razoáveis sem grande esforço ou tempo despendido).

Trabalhando no Tagus Park (entre Oeiras e Cacém), o meu commuting de bicicleta nunca chegou a sê-lo. Já teve altos e baixos, mas quando o carro desapareceu da equação, com a opção scooter, quando o tempo (fora do trabalho) começou a escassear, a opção bicicleta foi ficando menos competitiva.

A última versão de commuting de bicicleta incluía o comboio entre Benfica e Massamá (linha de Sintra).
Usar os transportes públicos, além de dispendioso (fica mais caro do que usar de mota, mesmo incluindo manutenção), tem um grande incómodo que é a dependência de horários e o aumento do tempo de viagem se os horários não forem cumpridos, tipo perder o comboio. Este inconveniente tem outro associado, que é o de existir algum stress quando vamos a caminho da estação. Andar de bicicleta é sobretudo anti-stress, portanto não joga muito bem. O ideal é a autonomia total, ou seja pedalar da origem ao destino.

Um colega meu, que mora na Falagueira, influenciado por  mim, acho, utilizou várias vezes a bicicleta para chegar ao Tagus e o seu percurso tinha apenas 10km.
Recentemente, ao olhar para o seu track, registado num mapa, dei conta que afinal não seria assim tão complicado vir de bicicleta desde casa e que o caminho dele, já testado por ele, podia ser utilizado na íntegra.

Já em 2008 tinha pensado num trajecto quase igual. Na altura até lhe chamei 'Projecto arrojado' e não tinha claramente a experiência que tenho hoje. Na altura esse projecto acabou por ser concretizado em modo BTT-urbano, também muito engraçado, diga-se (embora apenas num sentido e com carro ao barulho). Acabei por repetir a experiência mais vezes, cada vez com mais gozo e de forma mais optimizada.
Foi um formato muito mix, que envolvia carro, BTT a sério, natureza (avistamentos de várias espécies animais), cidade, etc, etc.

Na semana passada, tinha um carro na revisão, perto do trabalho, e era dia de o ir buscar. A bicicleta é excelente para estas viagens sem ida ou sem volta. Utilizo-as muito para isto, também (há tempos fui levar um carro aos meus pais ao aeroporto - cheguei, abri o porta-bagagens, tirei a bicla, "adeus e divirtam-se" e lá fui eu a pedalar para casa).
Como tenho a eléctrica inactiva neste momento, optei pela minha touring-special, a minha bicla de eleição dos últimos tempos.

Desta vez, o comboio não ia ser utilizado e optei por fazer todo o caminho, cerca de 16km. Com dicas do meu colega consegui evitar quase toda a confusão entre da zona da Amadora e fiz toda a viagem sem grande confusão de trânsito e poluição, que é o que mais influencia a minha escolha de trajectos.
1h05 minutos de porta a porta foi o que demorei, mesmo depois de andar perdido por Massamá e com várias paragens pelo meio (para confirmar rota, tirar uma camisola, acertar a altura do banco da bicicleta, etc).
Na próxima vez conseguirei tirar 5 ou 10 minutos, na mesma bicicleta, um pouco mais se for na eléctrica (que poupa transpiração e permite outro andamento).

Para aqueles que têm a IC19 na cabeça, asseguro que só a vi quando passei por cima dela na passagem pedonal entre Massamá e São Marcos. Para os que têm a pergunta do 'suor' na cabeça, posso dizer que usei uma camisola de nylon que substitui por outra camisola interior no trabalho, tudo o resto ficou (calça de ganga e camisola de lã) e garanto que não fiquei a cheirar mal - o truque é simples, ter os banhos em dia!! :)

O percurso foi este: Telheiras > Carnide > Pontinha (perto de) > Falagueira > Amadora > Queluz > Massamá > São Marcos > Tagus Park.

Passagem por cima da Estação de Massamá 
(como me perdi acabei por passar por aqui, desnecessariamente)

Em jeito de conclusão, achei tão fácil que fiquei com vontade de repetir muitas vezes e em breve e com a certeza que só usarei novamente o comboio pelo meio por um motivo muito especial (que não estou a ver qual seja).

06 junho 2011

Ostentar

É chegar de bicicleta ao trabalho, num parque tecnológico no meio do nada, onde praticamente toda a gente chega de carro porque não há alternativas.

É entrar na garagem do edifício, cheia de carros-status, passar airosamente ao lado da cancela, estacionar e partilhar um elevador com colegas que perguntam admirados "Vem de bicicleta para o trabalho??".

Nunca gostei de ostentar, mas com a bicicleta, quando acontece, dá-me um certo prazer! :)

22 março 2011

A história da minha mobilidade (casa>trabalho>casa)

Quem lê este blog, ou quem me conhece, sabe mais ou menos qual o meu trajecto que faço para ir trabalhar.
Moro em Telheiras e trabalho no Tagus Park em Oeiras.

Morar em Lisboa e trabalhar fora de Lisboa é uma situação contra-natura. Cresci nos subúrbios, a deslocar-me diariamente para Lisboa, desde o Jardim de Infância, no secundário, na faculdade e no 1º emprego, com alguns bons intervalos pelo meio (desde a primária até ao 9º ano e no 12º). A viver desde 2000 em Lisboa, comecei a trabalhar em Oeiras em 2001. É galo! Por gostar de viver em Lisboa (sobretudo em Telheiras!) e não viver sozinho, é óbvio que mudar está fora da equação!

Quando, em 2001 em pleno centro de Lisboa, na 1ª entrevista para o actual emprego, me disseram "Vamos mudar para o Tagus Park em Oeiras, há algum problema?", respondi prontamente, "Não, não há problema, tenho carro!".
Comecei menos mal, em modo car-pooling.
Um grande amigo meu, de Benfica, acabou ficar meu colega alternavamos semanalmente de carro/condutor.
Era excelente! Éramos amigos, dividiamos os custos, partilhavamos a viagem com muita alegria e palhaçada, só volta e meia tínhamos que gerir melhor os horários devido a um de nós ter que ficar até mais tarde que o habitual. Nos dias em que havia um assunto particular para tratar antes ou depois, cada um levava o seu carro nesse dia.
Foi assim durante mais que um ano (não me lembro quanto tempo foi exactamente). Já nessa altura a nossa motivação era, sobretudo, de eficiência. Para quê dois carros para duas pessoas com o mesmo percurso e horário??

Mais tarde as nossas vidas complicaram-se, com filhos, com mudanças de morada, etc, o car-pooling deixou de ser opção e comecei a utilizar o carro, sozinho, como a grande maioria do portugueses.

Aqui entrei na fase tuga pura. Carro para todo o lado, levar a filha, ir buscar, é rápido, é contra-o-trânsito, etc, etc. Claro que valorizava a actividade física e tal, mas o carro era parte de mim.

Andei nisso até muito recentemente, altura em que comecei até começar escrever o blog Sportblog, inicialmente sobre a minha actividade desportiva, depois sobre a actividade física em geral, evoluindo para a utilização da bicicleta, altura em que se abriu para mim o mundo da mobilidade, muito por causa da web 2.0.
Como conhecimento é uma coisa lixada, comecei a ganhar uma consciência que nunca mais me permitiu olhar para carro-o-transporte-de-eleição com os mesmo olhos.
Nessa altura, dava por mim, dentro do carro, nos 18km de trajecto a pensar "tenho que arranjar uma forma de meter a bicicleta nesta equação".

As primeiras experiências foram aventureiras. Foi um misto de aventura/mobilidade suave. Como andava numa onda de BTT, comecei a analisar o mapa com o Google Earth e fui trançando e experimentando percursos cada vez menos urbanos. Levava a bicicleta no carro e no fim do dia ia de bicicleta para casa.
Demorava cerca de 1h15m e tinha um contacto bastante razoável com a natureza (tendo em conta a zona), com avistamentos de animais selvagens e tudo (perdizes, águias, coelhos). No dia seguinte ia de boleia de manhã e ao fim do dia regressava novamente no carro.

Numa fase seguinte, apareceu-me a solução bicicleta+Transportes Públicos, a intermodalidade.
Telheiras>Benfica>de comboio>Barcarena>TagusPark passou a ser o percurso a fazer de bicicleta, mas apenas de vez em quando.
Entretanto o namoro com a Gocycle já tinha começado. Tinha o que eu precisava, eléctrica, compacta, leve e "muita louca"! ;) Tive que a comprar! mas só depois de pensar muito sobre o assunto, pois conheci-a mais que um ano antes de a comprar, não foi algo impulsivo.
Mesmo com esta bicicleta, nas deslocações para o trabalho o carro continuou a ser o transporte principal e só volta e meia é que a minha vida permitia a utilização da bicicleta, comparando com um dia bom de carro, demorava mais 20 minutos e isso numa vida complicada pode fazer a diferença.

Já em 2010, com a mudança do meu filho mais novo para uma escola no bairro, tal como a minha filha, desapareceu a necessidade do carro para ir levar/buscar um filho a outra parte da cidade e tudo se descomplicou. Descomplicou para mim e para a minha mulher que começou a andar de bicicleta pela cidade logo a partir dessa altura.

Como o uso da bicicleta ocasional (o pico foi no mês de Setembro com 50% dos dias neste modo) não me satisfazia, continuei a procurar uma solução e cheguei à mota. Mota não, Vespa! :)

A partir de Outubro, desde do dia que a comprei, nunca mais usei o carro para ir trabalhar, à excepção de dois dias em que estive doente e decidi ir trabalhar na mesma.
Desde então, tem sido mota e, volta e meia, bicicleta.

Andar de mota novamente (de 1986 a 1996 foi o meu único meio de transporte) foi voltar a ter a liberdade que ela permite. Tal como na bicicleta, a componente trânsito desaparece como que milagrosamente e isso dá a liberdade de escolher qualquer percurso, a qualquer hora sem ter que equacionar o trânsito. É muito bom!
Está longe de permitir a vivência que uma bicicleta permite, mas só o facto de nos retirar de dentro da lata (e tudo o que ela implica) faz desta opção uma boa opção.

Fora do trajecto casa-trabalho-casa, hoje, o carro só anda mesmo quando tem que ser. Desde o início do ano foram consumidos menos de dois depósitos de combustível pelos carros lá de casa, em pequenas voltas por Lisboa com os miúdos (até isso está a mudar!) e em viagens para fora de Lisboa.
Ainda este sábado tive que chamar a assistência pois quando cheguei ao carro tinha a bateria descarregada.

Este post acabou por ficar diferente do que pretendia inicialmente, mas a escrita é assim, leva-nos a sítios diferentes dos planeados :D

Um dia destes vou escrever sobre as diferenças entre estes três modos, carro, mota e bicicleta.
Boas mobilidades!

03 março 2011

Ciclista social



Tenho vincado muito o lado social na questão da mobilidade.
Trata-se, a meu ver, o lado menos visível, menos consciente nestas questões da mobilidade, e que nos afecta profundamente, por isso tenho vindo a sentir uma maior necessidade para o destacar (relembro este post).

A bicicleta é uma peça do (grande) puzzle que é a mobilidade sustentável, mas é para mim a peça de eleição, pois permite uma velocidade substancialmente maior do que andar a pé quase sem perder a proximidade entre as pessoas e o espaço urbano. É mais rápida, mas o suficientemente lenta para nos sentirmos ligados às pessoas, às coisas, a tudo o que nos rodeia.

Ontem, em mais um BTWD (bike-to-work-day), foi um excelente exemplo.

Comecei por sair de casa a pé com a Joana para a levar à escola. Com a bicicleta pela mão, lá fomos os dois, andando e conversando até ao início da rua da escola. Aí, beijinhos e cada um seguiu o seu caminho, ela puxando o seu trolley em direcção ao portão da escola e eu, agora montado na bicicleta em direcção ao meu trabalho, a 18km de distância.

Na saída do comboio na estação de Barcarena encontrei um colega que recentemente passou a usar os TP, com quem ainda troquei uns dedos de conversa enquanto percorríamos todas as mega estruturas pedonais desniveladas para passar de um lado da estação para o outro. Um "até já" e eu lá segui à minha velocidade e ele na sua, a pé até ao autocarro que tem paragem no lado oposto da IC19.

A IC19, mesmo "com menos trânsito" (deve ter sido um dia difícil)

Ao chegar, uma surpresa. Sem fazer por isso, 43' depois de ter saído de casa estava no trabalho, com os tais 16' de comboio pelo meio, tempo que aproveito para tomar o pequeno-almoço preparado em casa.

No final do dia, no sentido inverso, ao chegar à zona do C.C. Fonte Nova (Benfica), avisto ao fundo um ciclista que me parece familiar. Em modo eléctrico rapidamente me aproximo dele e, já perto do C.C. Colombo, com um suave toque de campainha, como que o "Hey..." cumprimento-o.
Com este amigo e vizinho, o António Cruz (com quem organizei a palestra no bairro), sigo à conversa em direcção de casa.

À nossa volta a confusão imperava. Estávamos nas imediações do grande estádio do Benfica e o jogo SLB-SCP (2-1, estamos na final!!) estava a 1h de começar. A 2ª circular e a IC19 deviam estar caóticas, mas nem dei por isso :)

Em amena cavaqueira seguimos até nos depararmos com uma rua fechada à entrada de Telheiras devido à claque do SCP e sua aparatosa escolta policial. Rua fechada mas não para nós, que seguimos pela ciclovia, até mais à frente termos mesmo que parar devido à aproximação da claque e ao zelo dos polícias que nos pediram para encostar meios desviados numa rua perpendicular pois "eles podiam atirar-nos com alguma coisa". Será que sabiam que somos dois benfiquistas?!? :D
Mais dois dedos de conversa e lá prosseguimos viagem até chegar calmamente a Telheiras onde nos deixámos ficar mais uns momentos à conversa até cada um seguir na sua bicicleta para casa.

Nestas alturas, não consigo deixar de pensar que se estivéssemos cada um em seu carro, além de ser improvável sequer darmos um pelo outro, teríamos acenado e seguido as nossa (individuais) vidas.

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Recentemente fiz uma mini-palestra no meu trabalho sobre Mobilidade Sustentável. Mais uma vez apostei no lado social da coisa, não descurando os restantes, como por exemplo, o caro-eléctrico-não-é-a-solução!
Depois da apresentação houve tempo para uma conversa/debate sobre o tema, mas não deu para aprofundar muito para além do ram-ram "não há alternativas", "gosto de TP, mas não dá para mim", "sozinhos não conseguimos mudar nada" e, sobre as bicicletas "Portugal é pior [do que os países nórdicos,] porque o tempo é bom e transpira-se mais".
Gostei na mesma, pois no mínimo as pessoas ficam a pensar mais um bocadinho nesta questão da mobilidade e, talvez, talvez um dia a coisa "bata"!

12 janeiro 2011

Sol. Bicicleta para o ....

...Furo. Mota, afinal teve ser a mota, novamente.

Acordei cedo. O sol radiante confirmou-se e pensei "Zero emissões!". Preparei a trouxa toda para mais um bike-to-work-day. Saco da natação, pequeno-almoço para tomar no comboio, tudo.

Saí, e com a bicicleta (gocycle) pela mão, levei a Joana à escola, para logo de seguida iniciar a viagem para o trabalho.
Cerca de 800mts depois, sensação estranha, parece que "sentia mais o chão", alguns segundos depois, confirmo, furo na roda traseira.

Alguns (intermináveis) minutos a caminhar para casa - ainda bem que foi perto!, encasaquei-me e lá fui ter com a Vespa que levou rapidamente ao trabalho, acabando por chegar à mesma hora que chegaria de bicicleta, mas claro, sem metade do gozo.
Podia ter sido pior, pois se fosse carro teria tido "Zero gozo"!

15 dezembro 2010

Frio...

... vento, sol, calor (interior), pequeno-almoço em andamento, mais frio, vento, calor...
Um bike-to-work-day, como outro qualquer!

16 novembro 2010

De regresso aos...

... Gocycle-to-work-days!!

Pronto, era só isto. ;)

PS1: Continuo a contrariar a teoria geral de que troquei as biclicletas pela mota.
PS2: ZERO viagens de carro (para o trabalho) desde que tenho a mota.

01 outubro 2010

O ciclista urbano

São 8h da manhã. Um já-não-tão-jovem homem, dos seus trinta e muitos anos sai de casa, com uma bicicleta de ciclismo ao seu lado. Olha em redor, sente o ar ainda fresco, o sol radiante mas ainda morno a bater-lhe na face e pensa, “que grande dia para pedalar para o trabalho”.

Com desenvoltura monta-se na bicicleta e dá as primeiras pedaladas com vigor, como que se quisesse afirmar, “cheguei e faço parte do trânsito”.

No primeiro entroncamento entra com eficácia e suavidade no trânsito da rua principal da sua zona. O trânsito parou para um peão atravessar a passadeira e a bicicleta surge com o seu charme e passa depois do peão sem lhe causar perigo ou agressividade.

No primeiro semáforo o trânsito adensa-se e o ciclista passa por entre os restantes veículos usando toda a sua elegância de forma e de movimento. Na cabeça da fila, antecipa-se ao verde e ganha a vantagem inicial suficiente para fugir aos fumos da largada dos poluidores automóveis. No cruzamento seguinte entra numa ciclovia. Não é fã deste tipo de solução, mas usa-as que não lhe retiram segurança, conforto e eficácia na sua deslocação.

O ritmo a que segue é moderado. Vai vestido para trabalhar, com excepção da camisola que é desportiva e mais respirável, e terá que chegar ao seu trabalho, a 18km dali, em condições de higiene aceitáveis, embora mesmo assim vá necessitar de um pequeno “tratamento” antes de se apresentar aos demais colegas.

No parque tecnológico em que trabalha vive-se um ambiente empresarial e o carro é quase obrigatório, seja pelo status seja pela necessidade de chegar a um local remoto e mal servido de transportes públicos. Ali a bicicleta é um ser estranho e deve ser vista com algo para deslocar alguns desfavorecidos que nem para o passe têm dinheiro.

Atravessando uma zona central, circulando num corredor BUS, a sua presença é notada pelos transeuntes. O meio de transporte que usa é despido e isso torna-o humano. É uma pessoa que vai ali, à mostra, com emoções, expressões faciais, há contacto visual, há vida naquele meio de transporte.

Passado pouco mais que uma dezena de minutos desde que saiu de casa, o ciclista chega à estação de comboios onde vai apanhar um comboio que o levará para mais perto do seu destino. A boa frequência com que passam comboios deixa-o despreocupado com os horários, tornando a sua viagem livre de constrangimentos temporais.

Desta vez, surpreendentemente chega a tempo de apanhar o comboio anterior ao que tinha previsto, fruto da temperatura mais fresca sentida aquela hora que permitiu pedalar com maior vigor.

Na estação entra semi-desmontado em suave deslize das últimas pedaladas.

Depois de validar o bilhete sobe ao apeadeiro tranquilamente com a bicicleta a seu lado. No apeadeiro tem tempo ainda para folhear um jornal gratuito enquanto aguarda sentado pelo comboio que chega no minuto seguinte.

Uma vez no comboio, na zona habitual, encosta a bicicleta a três bancos corridos e senta-se junto à janela onde recebe novamente o ainda tímido sol da manhã. O sentido em que vai o comboio, do centro para a periferia, é demonstrado pelo vazio de passageiros. Apenas outro passageiro se encontra perto.

É nesta altura que o ciclista faz a sua primeira refeição. A relativa pressa com que sai de casa apenas lhe permite preparar um pequeno-almoço para levar e a vontade de o comer muito cedo também não é muita.

Ali, tranquilo, pode finalmente apreciar a refeição. Distraído enquanto se alimenta, grande parte da viagem de 16 minutos desaparece. Mais uns minutos e chega ao seu destino.

Novamente no chão, sai calmamente do apeadeiro, atrás de todos os peões que fazem o mesmo. 30 metros depois volta a montar e a pedalar, voltando a sentir aquele prazer da simbiose homem-máquina que só a bicicleta permite.

Mais à frente passa numa passagem desnivelada para peões que passa sobre uma das estradas com maior circulação da Europa. A fila no sentido da urbe é interminável. O reflexo do sol funde todo aquele metal numa peça única, como se uma grande serpente metálica e brilhante se estendesse sobre aquela estrada. Paralelamente a toda aquela realidade o ciclista segue o seu caminho, metido consigo próprio mas misturado com tudo o que o rodeia, vivendo cada metro daquela viagem.

Neste troço a viagem endurece. O bairro-dormitório por onde passa foi construído numa verdadeira encosta e do outro lado está o seu destino. Calmamente vence a inclinação, pedalando levemente, recorrendo-se das mudanças mais leves da sua bicicleta. Num declive mais acentuado, apeia-se durante umas dezenas de metros, atalhando caminho e poupando umas gotas de transpiração.

Até chegar ao cume, o ciclista é o mais lento da via. Sem vergonha segue o seu caminho, lento mas determinado, mas sempre motivado pelo que o leva a estar ali, o prazer de andar de bicicleta e o prazer de não andar de carro no meio do trânsito.

Uma vez no cume, avista o seu destino. Vários amontoados de betão e uma via cheia de formigas metálicas correndo na sua direcção. A descer é o mais rápido da via, passando ao lado da fila em direcção à grande rotunda que gere vários fluxos com muitos automóveis e agora também uma bicicleta.

A entrada no parque tecnológico é feita ultrapassando mais uma vez umas dezenas de automóveis, cheias de executivos, bem vestido e cheirosos. Ali ao lado, segue este ciclista, sem dress-code e sem cheiro a perfume mas completamente sem stress e desenlatado.

Uma centenas de metros à frente o cliclista entra na garagem subterrânea do edifício onde trabalha e estaciona a bicicleta num dos dez lugares de bicicletas que conquistou com o seu activismo interno. Hoje é só a sua bicicleta que lá está, mas o futuro poderá trazer mais uma quantas.

Enquanto sobe os três pisos pelo elevador limpa as pouco sociais gotas de transpiração. Usa o elevador só por isso, como sala ascendente de pequenas limpezas. Já no corredor, apenas a sua camisola de Lycra o denuncia como ciclista. O sorriso semi-rasgado poderia ser de outra coisa, mas quem o conhece percebe a razão do mesmo. Ele foi de bicicleta para o trabalho.

23 setembro 2010

Mobilidade a fingir e mobilidade a sério

Esta semana, a "mobilidade" é tema em destaque um pouco por todo o mundo.
Cá, são anunciadas medidas, mas na maior parte delas interessa mais "parecer" do que "ser". São os autocarros com wi-fi, são os sites do género Lisboa Ciclável, são as 10 (!) bicicletas que a EMEL que disponibiliza a preços exorbitantes para os clientes que deixem o carro num parque específico (depois de fazerem porradas de Kms), etc, etc...

Houve uma iniciativa mais lúdica, o Marquês Down Tunnel, e eu claro, estive lá, não tanto para descer o túnel de bicicleta (já andei em descidas muito mais emocionantes), mas para curtir o ambiente. No blog Lisbon Cycle Chic há um excelente post com fotos e um filme, onde se pode ficar com uma pequena ideia sobre o que se passou ali. Aproveitem e vejam o resto deste blog que tenta retratar (literalmente) o que se está a passar em Lisboa em termos de utilização de bicicleta como meio de transporte.

Mobilidade e as cidades.
A "mobilidade" não são só bicicletas, longe disso. A "mobilidade", ou seja, a política de mobilidade deve dar condições para que todos os cidadãos, sem excepção, se possam mover livremente, e sempre beneficiando os mais "frágeis" em detrimento dos mais "fortes", i.e previligiando os peões e prejudicando os carros, passando pelos transportes públicos capazes de satisfazer as reais necessidades de quem deles precisa, passando pela criação de condições para a mobilidade em meios suaves como bicicletas, trotinetes, etc (não é criar ciclovias em cima dos passeios!!!).

Enfim, todo um mundo, ainda longe dos nossos decisores políticos, cujos os votos ficariam em risco se alterassem a ordem natural (not!) das coisas....

Agora, há cidades/países onde estão a ser feitas coisas, mesmo!
Vejam este pequeno vídeo sobre a City!

Esta semana só andei de carro na segunda-feira e se não estiver a chover amanhã (neste momento, em que escrevo, está a chover) voltarei a ir para o trabalho de bicicleta+comboio e sem motor, já que a Gocycle está encostada com um problema num crank.

Também amanhã, acontecerá a Massa Crítica, não esquecer (e espero mesmo que não chova par se bater o record de 200 ciclistas).

21 setembro 2010

Dia Mundial sem carros - Amanhã (/todos os dias)

Amanhã é o dia mundial sem carros. Acima de tudo é um dia simbólico, mas não só, pois há medidas concretas, mas também há muito aproveitamento político e greenwashing.
Este dia alerta para esta questão, o uso intensivo do carro para tudo e mais alguma coisa. Para ir ao pão, para ir ali abaixo, para ir para a estação, para ir para o emprego, para levar os miúdos à escola, etc, etc. Nem se pensa noutra forma, sai-se de casa direito à garagem, liga-se o carro, a climatização e o rádio e lá se segue de forma enlatada para o destino, destino quase sempre forrado a quatro paredes.

A rua, o clima, as pessoas, os cheiros, o exercício físico, fica para quando for de férias, ou para a reforma. Claro que a probabilidade de chegar à reforma é menor com o estilo de vida sedentário que se leva cada vez mais.
Li recentemente num livro do Prof. Fernando Pádua que nos próximos anos vamos assistir a uma queda na esperança média de vida de cerca de 10 anos, devido aos hábitos sedentários nas novas(/todas!) gerações.

Bom, chega de discurso e vamos à acção! Toca a repensar no modelo de mobilidade, pelo menos de vez em quando, pois há tanta deslocação que pode ser feita de outras formas.... a pé, de bicicleta, de transportes públicos, de boleia, em carpooling, etc, etc, etc, etc....

Eu, não sou gajo de deixar para amanhã o que posso fazer hoje e por isso, hoje, lá em casa temos mais coisas penduradas....
Amanhã é outro dia, verde, espera-se!

PS: Hoje está um dia esplêndido de sol e temperatura amena. Pedalar para o trabalho soube a férias. Sério.

14 setembro 2010

Menos dois carros - Dia Carbono Zero

Hoje foi é 1º dia lá de casa em que estão a ser usados apenas meios de transportes não poluentes!

Qual haveria de ser o transporte??? Bicicleta, claro.

Pois é, eu e a minha mulher estamos de bicicleta (nos respectivos trabalhos) e os miúdos foram a pé para a escola, hoje, levados pela minha mulher, também a pé.

Como já estava previsto antes, este ano seria o ano em que ambos os meus filhos ficariam em escolas no meu bairro, a cerca de 5' a pé da minha casa.

Com isto, cai a necessidade de a minha mulher (e eu, por vezes) andar de carro para levar o mai-novo à escola. Como a relativa curta distância e tipo de percurso de casa para o trabalho dela permite uma fácil utilização de bicicleta a opção foi feita - de bicicleta para o trabalho.
Claro que, o activismo caseiro também teve muito peso nesta decisão!!! :)

Ao todo, deixarão de ser feitos cerca de 45 km de carro, só hoje!

Boas pedaladas!

22 julho 2010

Coisas soltas

Ando sem disposição para posts muito elaborados...
Fica um conjunto de acontecimentos e pensamentos sobre mim, dentro da temática do blog, claro.

1 - Bati o meu record dos 1000mts na piscina, em crawl!!! 19'50". Pela 1ª vez fiz menos de 20' o que é um grande marco para mim. Foi numa aula de natação livre e comecei a nadar sem objectivos até que, pelos 200mts, decidi "ir" para os 1000 e ver como me saia. O facto de ter sido numa piscina com água 3º mais fresca comparativamente com a piscina onde normalmente nado, também deve ter ajudado.
Apesar do record, sinto-me muito em baixo de forma e sem força, fruto da paragem devido a uma forte constipação.


2 - Comprei o material que me faltava para triatlo, o fato de lycra, uma espécie de baby doll :D Mandei vir de UK mas devolvi porque ficou pequeno... Venha o L!!
Depois disto "só" fica a faltar o sapato de encaixe para bicicleta de estrada...

Quase me esquecia...
Comprei uma nova bicicleta (usada mas como nova) para ciclismo. Uma coisa gama baixa, mas já com garfo e escoras em carbono. Pesa pouco menos que a minha clássica, mas é muito mais apta para ciclismo a sério.
O meu problema agora, é que não me consigo desfazer da outra e só eu já tenho 4 bicicletas, num total de 7 lá em casa e ainda falta comprar uma de senhora para a minha mulher começar a levar par ao trabalho... :p
Isto está a ficar crítico, lol.


3 - Como já aqui disse antes, o Pedro Alves vai fazer o Brevet de 600km para o PBP 2011, o já famoso Portugal na Vertical.

Eu tenho intenção de o acompanhar da zona de Vila Franca Xira até ao Cais do Sodré. O meu maior receio é a hora a que acontece, pois é pela madrugada de domingo, altura com muito condutores ainda "animados" da noite por essas estradas fora. Vamos ver como corre...


4 - Hoje vim para o trabalho de bicicleta. Mais um Bike-To-Work-Day (BTWD)... nada de especial a não ser uma melhor disposição geral, mesmo no trabalho! :D.

E, claro, menos uns 5kg e tal de emissão de CO2.


5 - De resto, faltam apenas uns dias para as férias no Algarve e "para variar" vão ter uma forte componente desportiva. Será o meu regresso ao BTT este ano, pois aqueles caminhos perto do mar são irresistíveis!! Também me apetece levar a bicla de estrada...
Na praia, tal como no ano passado, haverão sessões de natação no estilo "águas abertas":)

Se conseguir encaixar, ainda vou participar numa destas provas, do 18º CIRCUITO DE MAR ALGARVE 2010.

[Foto dos JO de Pequim]

Fica a divulgação do circuito, muito interessante para quem gostar destas andanças!

15 julho 2010

Bike-to-work-days reduzem o risco de morte até 40%


Ir de bicicleta para o trabalho é, aparentemente, mais seguro do que não ir.
Um estudo dinamarquês avaliou o estado de saúde de 30 mil pessoas ao longo de um período de 14 anos e descobriu que, com todos os outros factores de risco iguais, simplesmente ir de bicicleta para o trabalho reduziu o risco de morte em 40%.

Os estudos indicaram que os ciclistas têm, pelo menos, 15% menos de absentismo em relação a trabalhadores não-ciclistas, e quanto maior frequência e a distância, a menor taxa de absentismo.

Calcula-se que, se pedalarmos a cerca de 20km/h durante meia hora, então queimaremos energia equivalente a três bananas.

Quem pedala e mora a cerca de 6,5 Kms do trabalho, evita mais de 900 kg de emissões de CO2, por ano.

Outros estudos mostram um aumento de 4% a 15% na produtividade e menos 27% de erros em tarefas para funcionários fisicamente aptos.

[in Treehugger.com]