24 abril 2013
Velo Culture e os benefícios para a saúde
20 dezembro 2012
A palavra passa
A palavra passa e quem experimenta, fica convencido.
07 dezembro 2012
Inverno e fazer-a-vida-de-bicicleta?
22 março 2012
Entrevista a um novato
Em Lisboa, diz quem lá passa o dia (não é o meu caso) que a todo o instante se vêem ciclistas a circular.
De facto, há dias, numa esplanada na minha rua, numa hora vi passar cerca de 20 ciclistas.
O que trago hoje é uma entrevista do Camilo, que me tinha contactado há pouco tempo no sentido de obter umas dicas sobre um trajecto que ele tinha intenção de fazer, de casa para o seu trabalho.
Como acho muito importante a captação de novos aderentes, fica aqui o testemunho de quem começou recentemente, que pode inspirar outros potenciais novatos!
Idade e profissão?
35, consultor de recursos humanos.
20 março 2012
Tudo o que vos quero dizer num só video!
09 março 2012
É para isto que escrevo, falo, mostro, etc
Acontece que o trajecto que ele precisa de fazer tem muito em comum com aquele que fiz e relatei nesse post.
29 fevereiro 2012
Commuting total de bicicleta - afinal é possível
Em jeito de conclusão, achei tão fácil que fiquei com vontade de repetir muitas vezes e em breve e com a certeza que só usarei novamente o comboio pelo meio por um motivo muito especial (que não estou a ver qual seja).
06 junho 2011
Ostentar
27 abril 2011
Aprovado pelo FMI
22 março 2011
A história da minha mobilidade (casa>trabalho>casa)
03 março 2011
Ciclista social
Tenho vincado muito o lado social na questão da mobilidade.
12 janeiro 2011
Sol. Bicicleta para o ....
Acordei cedo. O sol radiante confirmou-se e pensei "Zero emissões!". Preparei a trouxa toda para mais um bike-to-work-day. Saco da natação, pequeno-almoço para tomar no comboio, tudo.
Saí, e com a bicicleta (gocycle) pela mão, levei a Joana à escola, para logo de seguida iniciar a viagem para o trabalho.
Cerca de 800mts depois, sensação estranha, parece que "sentia mais o chão", alguns segundos depois, confirmo, furo na roda traseira.
Alguns (intermináveis) minutos a caminhar para casa - ainda bem que foi perto!, encasaquei-me e lá fui ter com a Vespa que levou rapidamente ao trabalho, acabando por chegar à mesma hora que chegaria de bicicleta, mas claro, sem metade do gozo.
Podia ter sido pior, pois se fosse carro teria tido "Zero gozo"!
15 dezembro 2010
Frio...
16 novembro 2010
De regresso aos...
01 outubro 2010
O ciclista urbano
São 8h da manhã. Um já-não-tão-jovem homem, dos seus trinta e muitos anos sai de casa, com uma bicicleta de ciclismo ao seu lado. Olha em redor, sente o ar ainda fresco, o sol radiante mas ainda morno a bater-lhe na face e pensa, “que grande dia para pedalar para o trabalho”.
Com desenvoltura monta-se na bicicleta e dá as primeiras pedaladas com vigor, como que se quisesse afirmar, “cheguei e faço parte do trânsito”.
No primeiro entroncamento entra com eficácia e suavidade no trânsito da rua principal da sua zona. O trânsito parou para um peão atravessar a passadeira e a bicicleta surge com o seu charme e passa depois do peão sem lhe causar perigo ou agressividade.
No primeiro semáforo o trânsito adensa-se e o ciclista passa por entre os restantes veículos usando toda a sua elegância de forma e de movimento. Na cabeça da fila, antecipa-se ao verde e ganha a vantagem inicial suficiente para fugir aos fumos da largada dos poluidores automóveis. No cruzamento seguinte entra numa ciclovia. Não é fã deste tipo de solução, mas usa-as que não lhe retiram segurança, conforto e eficácia na sua deslocação.
O ritmo a que segue é moderado. Vai vestido para trabalhar, com excepção da camisola que é desportiva e mais respirável, e terá que chegar ao seu trabalho, a 18km dali, em condições de higiene aceitáveis, embora mesmo assim vá necessitar de um pequeno “tratamento” antes de se apresentar aos demais colegas.
No parque tecnológico em que trabalha vive-se um ambiente empresarial e o carro é quase obrigatório, seja pelo status seja pela necessidade de chegar a um local remoto e mal servido de transportes públicos. Ali a bicicleta é um ser estranho e deve ser vista com algo para deslocar alguns desfavorecidos que nem para o passe têm dinheiro.
Atravessando uma zona central, circulando num corredor BUS, a sua presença é notada pelos transeuntes. O meio de transporte que usa é despido e isso torna-o humano. É uma pessoa que vai ali, à mostra, com emoções, expressões faciais, há contacto visual, há vida naquele meio de transporte.
Passado pouco mais que uma dezena de minutos desde que saiu de casa, o ciclista chega à estação de comboios onde vai apanhar um comboio que o levará para mais perto do seu destino. A boa frequência com que passam comboios deixa-o despreocupado com os horários, tornando a sua viagem livre de constrangimentos temporais.
Desta vez, surpreendentemente chega a tempo de apanhar o comboio anterior ao que tinha previsto, fruto da temperatura mais fresca sentida aquela hora que permitiu pedalar com maior vigor.
Na estação entra semi-desmontado em suave deslize das últimas pedaladas.
Depois de validar o bilhete sobe ao apeadeiro tranquilamente com a bicicleta a seu lado. No apeadeiro tem tempo ainda para folhear um jornal gratuito enquanto aguarda sentado pelo comboio que chega no minuto seguinte.
Uma vez no comboio, na zona habitual, encosta a bicicleta a três bancos corridos e senta-se junto à janela onde recebe novamente o ainda tímido sol da manhã. O sentido em que vai o comboio, do centro para a periferia, é demonstrado pelo vazio de passageiros. Apenas outro passageiro se encontra perto.
É nesta altura que o ciclista faz a sua primeira refeição. A relativa pressa com que sai de casa apenas lhe permite preparar um pequeno-almoço para levar e a vontade de o comer muito cedo também não é muita.
Ali, tranquilo, pode finalmente apreciar a refeição. Distraído enquanto se alimenta, grande parte da viagem de 16 minutos desaparece. Mais uns minutos e chega ao seu destino.
Novamente no chão, sai calmamente do apeadeiro, atrás de todos os peões que fazem o mesmo. 30 metros depois volta a montar e a pedalar, voltando a sentir aquele prazer da simbiose homem-máquina que só a bicicleta permite.
Mais à frente passa numa passagem desnivelada para peões que passa sobre uma das estradas com maior circulação da Europa. A fila no sentido da urbe é interminável. O reflexo do sol funde todo aquele metal numa peça única, como se uma grande serpente metálica e brilhante se estendesse sobre aquela estrada. Paralelamente a toda aquela realidade o ciclista segue o seu caminho, metido consigo próprio mas misturado com tudo o que o rodeia, vivendo cada metro daquela viagem.
Neste troço a viagem endurece. O bairro-dormitório por onde passa foi construído numa verdadeira encosta e do outro lado está o seu destino. Calmamente vence a inclinação, pedalando levemente, recorrendo-se das mudanças mais leves da sua bicicleta. Num declive mais acentuado, apeia-se durante umas dezenas de metros, atalhando caminho e poupando umas gotas de transpiração.
Até chegar ao cume, o ciclista é o mais lento da via. Sem vergonha segue o seu caminho, lento mas determinado, mas sempre motivado pelo que o leva a estar ali, o prazer de andar de bicicleta e o prazer de não andar de carro no meio do trânsito.
Uma vez no cume, avista o seu destino. Vários amontoados de betão e uma via cheia de formigas metálicas correndo na sua direcção. A descer é o mais rápido da via, passando ao lado da fila em direcção à grande rotunda que gere vários fluxos com muitos automóveis e agora também uma bicicleta.
A entrada no parque tecnológico é feita ultrapassando mais uma vez umas dezenas de automóveis, cheias de executivos, bem vestido e cheirosos. Ali ao lado, segue este ciclista, sem dress-code e sem cheiro a perfume mas completamente sem stress e desenlatado.
Uma centenas de metros à frente o cliclista entra na garagem subterrânea do edifício onde trabalha e estaciona a bicicleta num dos dez lugares de bicicletas que conquistou com o seu activismo interno. Hoje é só a sua bicicleta que lá está, mas o futuro poderá trazer mais uma quantas.
Enquanto sobe os três pisos pelo elevador limpa as pouco sociais gotas de transpiração. Usa o elevador só por isso, como sala ascendente de pequenas limpezas. Já no corredor, apenas a sua camisola de Lycra o denuncia como ciclista. O sorriso semi-rasgado poderia ser de outra coisa, mas quem o conhece percebe a razão do mesmo. Ele foi de bicicleta para o trabalho.
23 setembro 2010
Mobilidade a fingir e mobilidade a sério
Esta semana só andei de carro na segunda-feira e se não estiver a chover amanhã (neste momento, em que escrevo, está a chover) voltarei a ir para o trabalho de bicicleta+comboio e sem motor, já que a Gocycle está encostada com um problema num crank.
21 setembro 2010
Dia Mundial sem carros - Amanhã (/todos os dias)

14 setembro 2010
Menos dois carros - Dia Carbono Zero
22 julho 2010
Coisas soltas
Fica um conjunto de acontecimentos e pensamentos sobre mim, dentro da temática do blog, claro.
1 - Bati o meu record dos 1000mts na piscina, em crawl!!! 19'50". Pela 1ª vez fiz menos de 20' o que é um grande marco para mim. Foi numa aula de natação livre e comecei a nadar sem objectivos até que, pelos 200mts, decidi "ir" para os 1000 e ver como me saia. O facto de ter sido numa piscina com água 3º mais fresca comparativamente com a piscina onde normalmente nado, também deve ter ajudado.
Apesar do record, sinto-me muito em baixo de forma e sem força, fruto da paragem devido a uma forte constipação.
2 - Comprei o material que me faltava para triatlo, o fato de lycra, uma espécie de baby doll :D Mandei vir de UK mas devolvi porque ficou pequeno... Venha o L!!
Depois disto "só" fica a faltar o sapato de encaixe para bicicleta de estrada...
Quase me esquecia...
Comprei uma nova bicicleta (usada mas como nova) para ciclismo. Uma coisa gama baixa, mas já com garfo e escoras em carbono. Pesa pouco menos que a minha clássica, mas é muito mais apta para ciclismo a sério.O meu problema agora, é que não me consigo desfazer da outra e só eu já tenho 4 bicicletas, num total de 7 lá em casa e ainda falta comprar uma de senhora para a minha mulher começar a levar par ao trabalho... :p
Isto está a ficar crítico, lol.
3 - Como já aqui disse antes, o Pedro Alves vai fazer o Brevet de 600km para o PBP 2011, o já famoso Portugal na Vertical.
Eu tenho intenção de o acompanhar da zona de Vila Franca Xira até ao Cais do Sodré. O meu maior receio é a hora a que acontece, pois é pela madrugada de domingo, altura com muito condutores ainda "animados" da noite por essas estradas fora. Vamos ver como corre...4 - Hoje vim para o trabalho de bicicleta. Mais um Bike-To-Work-Day (BTWD)... nada de especial a não ser uma melhor disposição geral, mesmo no trabalho! :D.
Na praia, tal como no ano passado, haverão sessões de natação no estilo "águas abertas":)
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Fica a divulgação do circuito, muito interessante para quem gostar destas andanças!
15 julho 2010
Bike-to-work-days reduzem o risco de morte até 40%

Ir de bicicleta para o trabalho é, aparentemente, mais seguro do que não ir.
Um estudo dinamarquês avaliou o estado de saúde de 30 mil pessoas ao longo de um período de 14 anos e descobriu que, com todos os outros factores de risco iguais, simplesmente ir de bicicleta para o trabalho reduziu o risco de morte em 40%.
Os estudos indicaram que os ciclistas têm, pelo menos, 15% menos de absentismo em relação a trabalhadores não-ciclistas, e quanto maior frequência e a distância, a menor taxa de absentismo.
Calcula-se que, se pedalarmos a cerca de 20km/h durante meia hora, então queimaremos energia equivalente a três bananas.
Quem pedala e mora a cerca de 6,5 Kms do trabalho, evita mais de 900 kg de emissões de CO2, por ano.
Outros estudos mostram um aumento de 4% a 15% na produtividade e menos 27% de erros em tarefas para funcionários fisicamente aptos.
[in Treehugger.com]








