20 Janeiro 2012

A cidade, o Tejo e uma aventura

Mais um post da série "Uma aventura". Sem dúvida que, volto a dizê-lo, a opção bicicleta trás muita aventura à nossa vida. Aventurinhas, pronto. Peripécias, histórinhas que ficam....

Nas passadas férias escolares, de Natal, os meus filhos passaram grande desse período no Algarve, terra da minha mulher. O mais novo, o Afonso foi lá para baixo com familiares e a Joana foi mais tarde de comboio, com uma amiga e seus filhos.

Como essa amiga que a ia levar estava na Costa da Caparica, só tínhamos que levar a Joana até lá e foi aí que entraram as bicicletas.

Já há muito que andávamos para fazer a travessia para a Trafaria de barco com as bicicletas. O futuro muito incerto da continuação desta ligação de barco foi o empurrão para se fazer desta vez.

Aqui fica a história.

Num belo domingo de Inverno, céu limpo e temperaturas baixas, bom para pedalar... acordámos, molengámos e rapidamente ficámos atrasados para fazer a ligação Telheiras-Cais de Belém, cerca de 15km. O stress acumulou-se e saímos de casa a 45/50' do barco partir. Tínhamos que apanhar aquele, porque só haveria outro 2h depois, o que invalidava toda a "missão".

Como a Joana só ia, não voltava, foi à pendura na Xtracycle.
Foi uma viagem puxada. A minha prática desportiva reduzia-se às viagens urbanas de bicicleta e, para tentar a chance, foi preciso puxar pelo cabedal do início ao fim e só a coincidência de haver uma prova de atletismo naquele dia, que fechou ao trânsito o Saldanha, a Fontes Pereira de Melo, a Rotunda do Marquês e a Av. da Liberdade, nos permitiu chegar a horas (ou a tempo de o barco esperar que comprássemos os bilhetes).

O regresso foi agradável, mas também um pouco penoso, tal a minha falta de forma física actual, sobretudo para corridas-de-15km-com-carga. Valeu-me a bicicleta eléctrica do meu primo, que conduzi em parte da viagem.

Fica a reportagem fotográfica e alguns comentários.

 A partir do Saldanha, entrámos numa "via verde". "Furámos a barricada" e invadimos uma corrida de atletismo. Foi hilariante, pois uma família a pedal apareceu, passou pelo pelotão, passou os líderes (mais ou menos no momento da foto) e ainda foi passar o batedor da polícia (que se vê ao fundo na foto). Entrámos na rotunda a fazer de batedores e só a meio da Av. da Liberdade fomos desviado por um polícia mais zeloso que nos desclassificou e nos retirou do circuito. Esta "participação", para além de memorável, foi o que nos permitiu chegar a horas ao destino. Chegámos com um velocidade média de 18km/h, atravessando a cidade pelo meio, o que não é nada mau! O principal obstáculo foi a própria ciclovia à beira rio, manhosa, e os BTTistas-de-ciclovias, demasiados lentos para um família-pedalo-voadora. :D

 Os veículos no barco, a caminho da outra banda. Eu aqui tive que tirar a camada interior de roupa, pois estava encharcada... Fomos com speed-over-style!

A saída do barco.
Esta travessia (Belém-Trafaria) tem o seu fim previsto.
Talvez hoje se saiba o veredicto final...(update: Mantém-se!!)

 Brincando e pedalando!

Na Trafaria, vila pescatória, com Lisboa no horizonte.

Já no paredão da Costa da Caparica.
Estava um dia espectacular para pedalar e passear. Fresco e luminoso!

Parados, só para desfrutar a paisagem (e os ângulos para fotos).

No regresso, um fim de tarde magnífico, que nos brindou com as cores que aqui vêem. 

Um ciclista à espera de dois ciclistas. O meu primo, com quem combinámos e que nos fez companhia até casa, metendo a conversa em dia. Tentem fazer isto de carro, tentem! :)

Porque será que os ciclistas têm tantas fotos tão boas? (1)

Porque será que os ciclistas têm tantas fotos tão boas? (2)

Resposta às perguntas (1) e (2):
Porque têm sempre tempo e disposição para tirar fotos, mesmo a meio da viagem.

Na realidade são fotos normalíssimas, sem qualidade por aí além, tiradas por um telemóvel. As oportunidades é que são boas. :)



3 comentários:

FBC disse...

Bela caminhada e feita em tempo record, os meus parabéns.
E que grande truque, aquela de se meterem no meio de uma corrida de atletismo.
Gostava de um dia ter "lata" para fazer uma coisa dessas, porque reconheço que dessa forma a vida é muito mais interessante - deve ter sido de chorar a rir ver os ciclistas irromperem da multidão de corredores e ultrapassarem tudo e todos, inclusive o polícia batedor que ia à frente.
Abraço,
Francisco

Sergio disse...

De Telheiras para Belém aconselho a cortar por Monsanto (não sei se é muito prático na XtraCycle e sobretudo com pendura).

César disse...

FCB, começar a pedalar é tão fácil. "Esta vida" está ao alcance de todos.

Sérgio, atravessar o Monsanto tem o problema da cota. Desta forma é quase sempre plano ou a descer e dá-me muito gozo passar pela baixa e mostrar a cidade aos meus filhos, que ainda muito novos já conhecem alguns locais da cidade e até pedaços da história a eles associados.
Talvez opte por essa rota quando for sem miúdos (a pedalar ou à pendura).