24 março 2009

Triatleta (e reclamador)

[Agora que vai começar a época dos triatlos...]

Triatleta

Por um lado não me considero um triatleta, já que não participo em muitas provas de triatlo.
No ano passado só foram duas, este ano se tudo decorrer normalmente, participarei em 6 ou 7 triatlos e dois ou três duatlos.

Por outro lado acho que neste momento é o que melhor de me define como atleta já que não me vejo a fazer qualquer uma das três modalidades em exclusividade muito menos abdicar de alguma. Aqui vejo-me como um triatleta, de facto.

O atletismo tem sido a minha grande base de treino e vou continuar a treinar, embora sem o rigor e quantidade que tive até aqui pois o objectivo assim o exigia.

O ciclismo continua a ser a minha grande dificuldade neste trinómio. Não tenho tempo! Ao fim de semana é quase impossível arranjar umas horas, à noite é impossível (ou então é possível mas ainda não pensei nisso). Para colmatar esta minha dificuldade adquiri um rolo de treino para fazer ciclismo no quintal :) Vou começar a rolar assim que me recuperar totalmente da Meia Maratona e até tenho em casa uma bicicleta de ciclismo que comprei na Decathlon, mas ainda à experiência pois não sei se me adaptarei bem à bicha (questões de tamanho do quadro, ergonomia, etc).

Na natação o panorama alterou-se pois agora tenho um professor à séria. Aqui há uns tempos decidi por termo à situação de estar alguém que não sabia nadar – quanto mais ensinar – a dar aulas de natação e reclamei ao responsável da piscina.

Até já tinha decidido passar a nadar em regime livre, mas a reacção do responsável foi tão rápida que no dia seguinte já havia novo professor! Uau!
Voltei a fazer exercícios mais básicos e estou agora a trabalhar na amplitude da braçada, sobretudo.
Sinto que com este professor e dedicação minha poderei aprender mais até Junho do que no último ano.
Para ajudar vou passar a fazer uma sessão livre adicional (às duas aulas) por semana para ajudar na melhoria da forma física.



Reclamador

Cada vez mais chego a esta conclusão: reclamar é preciso.
Não com o objectivo de descarregar em cima de alguém, mas num sentido crítico positivo e construtivo para ajudar alguém a perceber que está a fazer mal e que pode melhorar o serviço ou produto. Hoje em dia reclamo muito, sobretudo via e-mail, mas de outras formas também.

Reclamo de situações diversas. Estradas parcialmente obstruídas com obras eternamente paradas, compras na internet com maus resultados, publicidade enganosa, questões públicas/segurança com a polícia e Câmara Municipal, produtos de qualidade inferior (roupa, alimentos, etc) que devolvo mesmo que usados ou parcialmente gastos, provas desportivas com falhas inaceitáveis, falta de qualidade em serviço, etc, etc.
Hoje em dia é muito fácil sermos ouvidos e até agora tenho tido sempre respostas, justificações, desculpas esfarrapadas também, indemnizações e devoluções. O saldo é muito positivo e aconselho a fazerem o mesmo.

Por exemplo, nos EUA, este conceito é levado a um extremo e há pessoas que abusam do sistema, mas na prática resulta e o cliente lá é muito respeitado e isso é bom. Cá ainda somos muito come-e-cala, mas isto está a mudar.

Ainda ontem seguiu um e-mail para a organização da Meia Maratona de Lisboa – aposto que não foi o único que receberam – e se forem minimamente espertos vão analisar as reclamações e sugestões que receberam.

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