
Amanhã é o dia mundial sem carros. Acima de tudo é um dia simbólico, mas não só, pois há medidas concretas, mas também há muito aproveitamento político e greenwashing.
Este dia alerta para esta questão, o uso intensivo do carro para tudo e mais alguma coisa. Para ir ao pão, para ir ali abaixo, para ir para a estação, para ir para o emprego, para levar os miúdos à escola, etc, etc. Nem se pensa noutra forma, sai-se de casa direito à garagem, liga-se o carro, a climatização e o rádio e lá se segue de forma enlatada para o destino, destino quase sempre forrado a quatro paredes.
A rua, o clima, as pessoas, os cheiros, o exercício físico, fica para quando for de férias, ou para a reforma. Claro que a probabilidade de chegar à reforma é menor com o estilo de vida sedentário que se leva cada vez mais.
Li recentemente num livro do Prof. Fernando Pádua que nos próximos anos vamos assistir a uma queda na esperança média de vida de cerca de 10 anos, devido aos hábitos sedentários nas novas(/todas!) gerações.
Bom, chega de discurso e vamos à acção! Toca a repensar no modelo de mobilidade, pelo menos de vez em quando, pois há tanta deslocação que pode ser feita de outras formas.... a pé, de bicicleta, de transportes públicos, de boleia, em carpooling, etc, etc, etc, etc....
Eu, não sou gajo de deixar para amanhã o que posso fazer hoje e por isso, hoje, lá em casa temos mais coisas penduradas....
Amanhã é outro dia, verde, espera-se!
PS: Hoje está um dia esplêndido de sol e temperatura amena. Pedalar para o trabalho soube a férias. Sério.
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