Hoje em dia, no que toca à mobilidade, quem tem carro, usa-o como uma extensão do corpo.
Não usar o carro numa deslocação é quase contra-natura.
Muitos amigos e colegas, perguntam-me quase estupefactos "Como é que vais não-sei-onde de bicicleta?".
De facto, vivemos numa sociedade automóvel e, sentados nestes veículos todas as nossas vidas, sem nos apercebermos ficamos programados com rotinas quase intrínsecas ao nosso ser.
Pensar bicicleta é substituir essa extensão, pesada, poluidora, invasora dos espaço público, pela bicicleta, obviamente sem menosprezar as pernas e o caminhar pois são a nossa melhor forma de deslocação, quando viável, claro.
Um pequeno episódio. Há dias, em pleno Eixo Norte-Sul, dia de chuva (o tal em que choveu, nestas últimas semanas/meses), a minha filha sai-se com esta:
- Porquê inventaram os automóveis? Foi para ser mais rápido, ou para ficarmos mais protegidos [da chuva]?
- Mais rápido do que o quê?, perguntei eu, adivinhando o raciocínio.
- Mais rápido do que andar a pé, de bicicleta e 'isso'.
É giro perceber que, desmontando o modelo, se consegue olhar para o carro com uma distância suficiente para o pôr em causa, tal como outra coisa qualquer. Pride!
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