Para se fazer um puzzle, é necessário ter uma boa noção da "big picture" mas também conhecer alguns elementos específicos. Se conseguirmos ligar esses pontos específicos, então temos capacidade de acabar o puzzle com muito mais facilidade.
Como não temos propriamente a imagem das cidades onde vivemos na cabeça (mesmo com o uso generalizado do gmaps e afins), acabamos por tentar fazer o puzzle sem recurso a esse elemento.
Mas o que quero dizer com esta conversa?
Em baixo está a cidade de Lisboa com os percursos que já foram feitos de bicicletas por todo o agregado lá de casa.
[Principais trajectos percorridos em família, alguns deles muitas vezes]
Apenas parte do "puzzle" está completo, mas de bicicleta todas estas peças se unem com bastante facilidade e tenho como certo que os meus filhos, com 4 e 8 anos, têm uma boa noção da cidade onde vivem. O nível de dificuldade deste puzzle acaba por diminuir. :)
Circular com eles de bicicleta pela cidade, dando-lhes pequenas informações sobre os vários locais, monumentos, praças, etc, parando aqui e ali, etc, dá-me um imenso prazer.
Descobrir, realmente, a cidade e em simultâneo dá-la a conhecer desta forma aos meus filhos é uma das melhores coisas que a bicicleta trouxe à minha vida.
O reflexo desta "educação", em termos de mobilidade, tem um retorno quase imediato. Cada um deles olha para o carro como uma das hipóteses de transporte e quase sempre como a última. De bicicleta, a pé são sempre as opções óbvias para eles e por vezes é preciso justificar porque não se pode ir dessa forma :).
PS: A minha filha já foi chamada de mentirosa na escola ao contar alguns episódios relativos às viagens de bicicletas...

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