Commuting é um conjunto de viagens regulares entre o local de residência e o local de trabalho ou estudo. Também se pode referir a viagens frequentes entre locais de outra natureza.
Actualmente faço o meu commuting de scooter. Tendo em conta a fase da vida em que estou, e mesmo gostando muito de pedalar, é a que faz mais sentido. É rápido, mesmo feito com pouca velocidade, relativamente seguro (sobretudo a essa velocidade) e consigo fazê-lo relativamente relaxado e metido nos meus pensamentos, algo semelhante ao que se consegue de bicicleta.
Ando tão relaxado, em modo-bicicleta, que já dei por mim a entrar de mota na ciclovia que costumo usar para sair de Telheiras em direcção ao centro da cidade, duas vezes. :p
Bom, o título fala em bicicleta, por isso vamos a ele.
Uma coisa que não me canso de dizer, sobre o uso da bicicleta, é a constante alteração da percepção que vamos tendo em relação à possibilidade de usar a bicicleta nas nossas deslocações. Cada dia que passa, alargamos os nossos horizontes, mesmo sendo já cromos no assunto (acontece o mesmo com andar a pé. Se começarmos a andar a pé, rapidamente nos apercebemos de que é possível percorrer distâncias razoáveis sem grande esforço ou tempo despendido).
Trabalhando no Tagus Park (entre Oeiras e Cacém), o meu commuting de bicicleta nunca chegou a sê-lo. Já teve altos e baixos, mas quando o carro desapareceu da equação, com a opção scooter, quando o tempo (fora do trabalho) começou a escassear, a opção bicicleta foi ficando menos competitiva.
A última versão de commuting de bicicleta incluía o comboio entre Benfica e Massamá (linha de Sintra).
Usar os transportes públicos, além de dispendioso (fica mais caro do que usar de mota, mesmo incluindo manutenção), tem um grande incómodo que é a dependência de horários e o aumento do tempo de viagem se os horários não forem cumpridos, tipo perder o comboio. Este inconveniente tem outro associado, que é o de existir algum stress quando vamos a caminho da estação. Andar de bicicleta é sobretudo anti-stress, portanto não joga muito bem. O ideal é a autonomia total, ou seja pedalar da origem ao destino.
Um colega meu, que mora na Falagueira, influenciado por mim, acho, utilizou várias vezes a bicicleta para chegar ao Tagus e o seu percurso tinha apenas 10km.
Recentemente, ao olhar para o seu track, registado num mapa, dei conta que afinal não seria assim tão complicado vir de bicicleta desde casa e que o caminho dele, já testado por ele, podia ser utilizado na íntegra.
Já em 2008 tinha pensado num trajecto quase igual. Na altura até lhe chamei 'Projecto arrojado' e não tinha claramente a experiência que tenho hoje. Na altura esse projecto acabou por ser concretizado em modo BTT-urbano, também muito engraçado, diga-se (embora apenas num sentido e com carro ao barulho). Acabei por repetir a experiência mais vezes, cada vez com mais gozo e de forma mais optimizada.
Foi um formato muito mix, que envolvia carro, BTT a sério, natureza (avistamentos de várias espécies animais), cidade, etc, etc.
Na semana passada, tinha um carro na revisão, perto do trabalho, e era dia de o ir buscar. A bicicleta é excelente para estas viagens sem ida ou sem volta. Utilizo-as muito para isto, também (há tempos fui levar um carro aos meus pais ao aeroporto - cheguei, abri o porta-bagagens, tirei a bicla, "adeus e divirtam-se" e lá fui eu a pedalar para casa).
Como tenho a eléctrica inactiva neste momento, optei pela minha touring-special, a minha bicla de eleição dos últimos tempos.
Desta vez, o comboio não ia ser utilizado e optei por fazer todo o caminho, cerca de 16km. Com dicas do meu colega consegui evitar quase toda a confusão entre da zona da Amadora e fiz toda a viagem sem grande confusão de trânsito e poluição, que é o que mais influencia a minha escolha de trajectos.
1h05 minutos de porta a porta foi o que demorei, mesmo depois de andar perdido por Massamá e com várias paragens pelo meio (para confirmar rota, tirar uma camisola, acertar a altura do banco da bicicleta, etc).
Na próxima vez conseguirei tirar 5 ou 10 minutos, na mesma bicicleta, um pouco mais se for na eléctrica (que poupa transpiração e permite outro andamento).
Para aqueles que têm a IC19 na cabeça, asseguro que só a vi quando passei por cima dela na passagem pedonal entre Massamá e São Marcos. Para os que têm a pergunta do 'suor' na cabeça, posso dizer que usei uma camisola de nylon que substitui por outra camisola interior no trabalho, tudo o resto ficou (calça de ganga e camisola de lã) e garanto que não fiquei a cheirar mal - o truque é simples, ter os banhos em dia!! :)
O percurso foi este: Telheiras > Carnide > Pontinha (perto de) > Falagueira > Amadora > Queluz > Massamá > São Marcos > Tagus Park.
Passagem por cima da Estação de Massamá
(como me perdi acabei por passar por aqui, desnecessariamente)
Em jeito de conclusão, achei tão fácil que fiquei com vontade de repetir muitas vezes e em breve e com a certeza que só usarei novamente o comboio pelo meio por um motivo muito especial (que não estou a ver qual seja).



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