Nas passadas férias escolares, de Natal, os meus filhos passaram grande desse período no Algarve, terra da minha mulher. O mais novo, o Afonso foi lá para baixo com familiares e a Joana foi mais tarde de comboio, com uma amiga e seus filhos.
Como essa amiga que a ia levar estava na Costa da Caparica, só tínhamos que levar a Joana até lá e foi aí que entraram as bicicletas.
Já há muito que andávamos para fazer a travessia para a Trafaria de barco com as bicicletas. O futuro muito incerto da continuação desta ligação de barco foi o empurrão para se fazer desta vez.
Aqui fica a história.
Num belo domingo de Inverno, céu limpo e temperaturas baixas, bom para pedalar... acordámos, molengámos e rapidamente ficámos atrasados para fazer a ligação Telheiras-Cais de Belém, cerca de 15km. O stress acumulou-se e saímos de casa a 45/50' do barco partir. Tínhamos que apanhar aquele, porque só haveria outro 2h depois, o que invalidava toda a "missão".
Como a Joana só ia, não voltava, foi à pendura na Xtracycle.
Foi uma viagem puxada. A minha prática desportiva reduzia-se às viagens urbanas de bicicleta e, para tentar a chance, foi preciso puxar pelo cabedal do início ao fim e só a coincidência de haver uma prova de atletismo naquele dia, que fechou ao trânsito o Saldanha, a Fontes Pereira de Melo, a Rotunda do Marquês e a Av. da Liberdade, nos permitiu chegar a horas (ou a tempo de o barco esperar que comprássemos os bilhetes).
O regresso foi agradável, mas também um pouco penoso, tal a minha falta de forma física actual, sobretudo para corridas-de-15km-com-carga. Valeu-me a bicicleta eléctrica do meu primo, que conduzi em parte da viagem.
Fica a reportagem fotográfica e alguns comentários.
A partir do Saldanha, entrámos numa "via verde". "Furámos a barricada" e invadimos uma corrida de atletismo. Foi hilariante, pois uma família a pedal apareceu, passou pelo pelotão, passou os líderes (mais ou menos no momento da foto) e ainda foi passar o batedor da polícia (que se vê ao fundo na foto). Entrámos na rotunda a fazer de batedores e só a meio da Av. da Liberdade fomos desviado por um polícia mais zeloso que nos desclassificou e nos retirou do circuito. Esta "participação", para além de memorável, foi o que nos permitiu chegar a horas ao destino. Chegámos com um velocidade média de 18km/h, atravessando a cidade pelo meio, o que não é nada mau! O principal obstáculo foi a própria ciclovia à beira rio, manhosa, e os BTTistas-de-ciclovias, demasiados lentos para um família-pedalo-voadora. :D
Os veículos no barco, a caminho da outra banda. Eu aqui tive que tirar a camada interior de roupa, pois estava encharcada... Fomos com speed-over-style!
A saída do barco.
Esta travessia (Belém-Trafaria) tem o seu fim previsto.
Talvez hoje se saiba o veredicto final...(update: Mantém-se!!)
Talvez hoje se saiba o veredicto final...(update: Mantém-se!!)
Brincando e pedalando!
Na Trafaria, vila pescatória, com Lisboa no horizonte.
Já no paredão da Costa da Caparica.
Estava um dia espectacular para pedalar e passear. Fresco e luminoso!
Parados, só para desfrutar a paisagem (e os ângulos para fotos).
No regresso, um fim de tarde magnífico, que nos brindou com as cores que aqui vêem.
Um ciclista à espera de dois ciclistas. O meu primo, com quem combinámos e que nos fez companhia até casa, metendo a conversa em dia. Tentem fazer isto de carro, tentem! :)
Porque será que os ciclistas têm tantas fotos tão boas? (1)
Porque será que os ciclistas têm tantas fotos tão boas? (2)
Resposta às perguntas (1) e (2):
Porque têm sempre tempo e disposição para tirar fotos, mesmo a meio da viagem.
Na realidade são fotos normalíssimas, sem qualidade por aí além, tiradas por um telemóvel. As oportunidades é que são boas. :)
Na realidade são fotos normalíssimas, sem qualidade por aí além, tiradas por um telemóvel. As oportunidades é que são boas. :)
















