17 janeiro 2012

Crawl - A minha experiência

'Crawl' é uma palavra de pesquisa que manda leitores para este blog com alguma frequência.
Um pouco por causa disso, mas também porque voltei agora à piscina depois de 6 meses de interrupção (estou com pica!), vou contar a minha experiência no crawl, ao longo deste últimos anos.

Este post retrata apenas a minha experiência neste estilo. Não sou especialista, longe disso.

Toda a gente sabe nadar! Toda a gente nada crawl, bastando para isso dar uma braçadas em jeito de remadas e já está.
Nas nossas praias assistimos a verdadeiros nadadores... de praia. Cabeça de fora a girar (rabinho bem lá em baixo), braçadas enérgicas e curtas e pronto, 20 metros e 'tá' feita a demonstração técnica do Tarzan.
Volta e meia, aparece um que leva a cabeça debaixo de água e faz o dobro da distância - este sim, sabe nadar!
É certo que ninguém nasce ensinado e que não temos todos que nadadores, mas cada vez me divirto mais a ver o crawl que se nada por aí.

Não há muito tempo estava naquele grupo que metia a cabeça debaixo de água e fazia 30 metros seguidos, tudo isto com respiração bilateral! Eu sabia nadar mais-ou-menos... pelo menos pensava isso. Sério.

Um dia, decidi ir nadar para uma piscina, em regime livre.
O primeiro choque foi quando percebi que não conseguia nadar com ritmo meio-enérgico muito mais do que 25mts seguidos. Com a insistência comecei a aumentar a resistência.
O segundo choque, este enorme, foi quando decidi pegar numa prancha e bater apenas as pernas. Não consegui sair do sítio, literalmente.
Abandonei a prancha e continuei durante algum tempo a nadar em regime livre. A resistência foi aumentando e as sessões chegaram aos 1700mts (cerca de 45').

Depois de parar cerca de um ano, decidi voltar, mas desta vez para ter aulas. Foi o melhor que fiz.
Só quando temos um professor é que percebemos que afinal não estamos tão longe dos tais figuras de que falei antes, mesmo com respiração bilateral! :)

As pernas são duas âncoras que ao invés de nos darem propulsão, puxam-nos para trás, 'pedalando' (os joelhos trabalham muito e o movimento é rotativo) em vez de baterem , fazendo mais resistência do que outra coisa. Há aprendizes que chegam a andar para trás, quando apenas batem pernas.
A somar às pernas a trabalhar em contra-mão, temos as braçadas sem técnica, resultando numa coisa que não se pode chamar crawl, na realidade.

O problema maior é quando há 30 e tal anos disto. Desmontar todos estes vícios mecânicos é uma tarefa muito complicada e só anos de aprendizagem e prática nos permitem nadar com uma técnica média.

Ao olhar para a minha filha a bater pernas na sua aula de natação, tenho a certeza que me ganharia nesse exercício e temos o mesmo tempo de aulas de natação.

O que tem que ter quem sabe nadar crawl?

Deslize, deslize, deslize - Um bom nadador parece que vai parado, tal a aparente lentidão/subtiliza dos movimentos. Na realidade tem um bom deslize e apesar de poucas braçadas a velocidade é elevada e com um esforço optimizado.
Amplitude na braçada - para haver deslize é preciso agarrar a água lá à frente e deixá-la lá bem atrás.
Direcção - Todos os movimentos devem ser equilibrados e alinhados. Os braços não se cruzam à frente da cabeça, a anca pode 'dançar', etc. Os S's não permitem o tal deslize.
Pernada - As pernas têm que bater com um mínimo de técnica. Só muitos exercícios só de pernas podem dar a potência e a técnica. Nada de dobrar joelhos! Sem uma boa pernada o corpo afunda e os braços é que pagam.

Hoje, passados 4 anos de aulas de natação, 2x por semana, posso dizer que sei nadar crawl, porque reúno as condições base que acabei de descrever. Tenho-as, mas todas elas precisam de melhorar.

Quem quiser aprender (mesmo!) a nadar crawl, ou outro estilo, vá para as aulas, pois em regime livre não chega lá. Pode até chegar a uma boa performance, mas ficará sempre aquém do seu verdadeiro potencial. O longo percurso de aprendizagem da natação é o torna este desporto mais atractivo, pois é um desafio constante.

16 janeiro 2012

Quem somos, o que fazemos e o que queremos

Está a decorrer um inquérito on-line que visa "delinear perfis de utilizadores de bicicleta em meio urbano e identificar os problemas que enfrentam, assim como recolher propostas e sugestões para a melhoria das infra-estruturas da rede ciclável lisboeta."

A responsável pelo dito é uma experiente utilizadora de bicicleta da cidade e este estudo é feito no âmbito da sua Tese de Mestrado em Engenharia do Território do Instituto Superior Técnico (IST), que tem como tema "Gestão da Mobilidade em Bicicleta - necessidades, factores de preferência e ferramentas de suporte ao planeamento e gestão de redes".

O inquérito está disponível em www.InqueritoBicicleta.pt.to e o tempo estimado para preenchimento do inquérito é de 5 a 10 minutos. O público-alvo são utilizadores de bicicleta em Lisboa. As respostas serão alvo de tratamento estatístico de dados com fins meramente académicos.

Este tipo de estudos são muito importantes, sobretudo numa sociedade como a nossa em que pouco se sabe e se estuda sobre... mobilidade, por exemplo.

Pessoalmente estou muito curioso sobre os resultados, até porque trata-se de um questionário bem feito, claramente feito por quem tem experiência no terreno e que sabe quais os assuntos/questões importantes no tema.

PS: A autora do estudo conduz a única bicicleta que vendi até hoje! E o que eu gostava da bicla!


13 janeiro 2012

A cidade, as pessoas e as bicicletas

Quando se fala em grandes cidades, Nova Iorque vem sempre à cabeça. Pelo menos à minha.
Não conheço assim tantas cidades, mas conheço essa. Estive lá em 2002, altura em que os carros não me faziam a confusão que fazem hoje, e fiquei apaixonado. Passei 5 dias na rua e, apesar de todo aquele betão, ferro, trânsito, consegue ser uma cidade onde o peão se sente bem com inúmeros espaços agradáveis, desde jardins, parques, praças, etc, etc e muita companhia, ou seja pessoas na rua!

Desde então, muita coisa mudou nessa cidade, mas só para melhor.
Nova Iorque tem hoje um espaço público com muito mais qualidade e, aos poucos, os carros começaram a perder espaço para as pessoas. Para as pessoas e para as pessoas de bicicleta, que significa praticamente o mesmo, ao contrário das pessoas em carros que se transformam num ser frio, distante e tendencialmente agressivo.

Dito isto, segue o vídeo que queria mostrar neste post :)


Streetfilms- Celebrating #BIKENYC 2011

Natação - check!


Voltando rapidamente aos bons hábitos... :-)

12 janeiro 2012

2012, o ano [signo] do Pedal?

Tudo aponta para um ano com muita pedalada e o fim de uma fase menos activa (meio ano praticamente parado). A ver vamos...

14 novembro 2011

O fim das rodinhas! :D


Foi numa tarde de domingo, com um céu cinzento, negro até, pronto para descarregar toda a chuva que tinha sido prevista para fim de semana.

Depois de uma manhã de sofá a ver carros que falam na televisão, o filme Carros 2, era preciso desanuviar e nada melhor do que um passeio.

Como também tinha os cães para passear, desafiei a Joana e o Afonso para irem de bicicleta enquanto os passeava. Aceitaram logo. A Joana ainda quis que convidasse uma amiga que mora perto e esse foi o nosso primeiro destino.
Pelos passeios, lá fomos nós, eu a pé com os cães, o Afonso na sua bicla com rodinhas e a Joana na dela.

Como andar pelos passeios é desagradável, a Joana, já mais estradista, acabou por não curtir muito. Já o Afonso, estava especialmente motivado. Aproveitava cada troço para pedalar desenfreadamente só parando com uma valente travagem, por vezes no limite do equilíbrio.

Na zona da PSP, onde à volta de um relvado há uma espécie de pisa oval feita em blocos de cimento, meti-os a pedalar em jeito de corrida. O Afonso, ou por outra, o Francesco do Carros 2 como ele dizia, estava louco e pedalou com todas as suas energias. Cada ressalto no chão desequilibrava a pequena bicla de rodas 12" e pouco terreno perdia para a irmã, veterana nestas andanças.

A chuva continua a anunciar-se, o céu cada vez mais negro, mas o Afonso continua pedalar e cada vez as rodinhas tocavam menos no chão. O momento ideal tinha chegado.

Ao chegar a casa, desafiei-o. Vamos tirar as rodinhas? Aceitou prontamente e lá fomos nós.

Na mesma praceta onde a Joana aprendeu aos quase-6 anos, o Afonso com quase-5 aprendeu ontem.

Comecei por o segurar no pescoço, no capucho do casaco e passado uns minutos já o estava a deixar ir sozinho. Tirando o arbusto e uma ou outra entrada pelos canteiros que envolvem o largo, foi tudo sempre a andar. Esqueceu-se dos travões no processo mas parava facilmente com os pés tal o tamanho reduzido da bicicleta.
No meio disto tudo, nem um nervosismo, antes pelo contrário. Olhava para o lado, para trás, até tirou a mão para coçar o nariz... com uma queda evitada por mim, que por acaso seguia ao lado dele. :)
A principal instrução inicial foi "abranda!", não admira a foto estar tremida... ;)

Fui a casa buscar a câmara e ficou tudo em filme.

Grande sensação, esta de ensinar um filho a andar de bicicleta. Foi a segunda vez, mas o gostinho manteve-se!

Agora, é continuar a treiná-lo e passá-lo para a bicicleta da irmã de roda 20" depois de lhe tirar os autocolantes das Winx que foram colocados por cima dos motivos de rapaz que decoravam originalmente a bicicleta. :D (truques para não comprar coisas em duplicado!)

A Joana (sem saber), já tem uma bicicleta de senhorita à sua espera, uma Órbita Estoril 24" usada-como-nova comprada na semana passada. :)

Agora sim, somos 100% ciclistas lá em casa!

PS: passados 10 minutos estava a chover a cântaros. Foi uma tarde muito bem passada. Nada como enfrentar as condições!

28 outubro 2011

Não tem que ser assim para sempre

"Na Holanda sim, consegue-se andar de bicicleta. Cá é impossível!"

As bicicletas lá de casa

Um post com fotos da frota lá de casa (agora em duas cidades), ainda em construção....
Todas juntas, podem parecer muitas, mas há razões para cada uma delas, nem que seja "a paixão pela bicicleta".

Peugeot Mónaco - 1986(?)
A minha nova preferida!

Diamant - 197x(?)
1ª aquisição em Bruxelas. Mais um clássico na colecção.

Creme Cafe Racer - 2012
A luxuosa.

Electra Townie 21D + Kit Xtracycle - 2011
A raínha das deslocações em família e uma mula de carga. Must have!


ZEG - "muito antiga"
Um peça de colecção. Antiga mas leve e com selector de mudanças no guiador.
Devia ser uma bomba no seu tempo. Ainda hoje, é uma bicicleta de confiança!


B'twin 3 - 2010
Uma bicicleta de estrada moderna, só isso. Para o meu lado de triatleta/randonneur.
(está à venda - falta de uso!)


Merida City9100 - 2009
A bicicleta de senhora, da senhora lá de casa, que a adora.
Também leva mini-pessoas e muita carga.

B'Twin 20" - 2009
Da criança mais velha. Mais tarde, fica para a mais nova.


Bicicleta policial, 12"
A bicicleta oficial de ensino. A ensinar desde 2005 (era do meu sobrinho).
Já está a andar sem rodinhas e a já pequena para o Afonso.

B'Twin 24"
Já está à espera que a Joana lhe pegue.
(assim que o Afonso passar para a dela)

Specialized Stumpjumper Comp - 2007
A minha adorável todo-o-terreno.
Está sem uso, mas voltará a andar....

BTT semi-rígida - 2001
A 1ª bicla do milénio. Já fez de tudo.
Actualmente, é a enviada especial nos Algarves.
Agora com um guiador novo, está bem mais citadina!