14 novembro 2011

O fim das rodinhas! :D


Foi numa tarde de domingo, com um céu cinzento, negro até, pronto para descarregar toda a chuva que tinha sido prevista para fim de semana.

Depois de uma manhã de sofá a ver carros que falam na televisão, o filme Carros 2, era preciso desanuviar e nada melhor do que um passeio.

Como também tinha os cães para passear, desafiei a Joana e o Afonso para irem de bicicleta enquanto os passeava. Aceitaram logo. A Joana ainda quis que convidasse uma amiga que mora perto e esse foi o nosso primeiro destino.
Pelos passeios, lá fomos nós, eu a pé com os cães, o Afonso na sua bicla com rodinhas e a Joana na dela.

Como andar pelos passeios é desagradável, a Joana, já mais estradista, acabou por não curtir muito. Já o Afonso, estava especialmente motivado. Aproveitava cada troço para pedalar desenfreadamente só parando com uma valente travagem, por vezes no limite do equilíbrio.

Na zona da PSP, onde à volta de um relvado há uma espécie de pisa oval feita em blocos de cimento, meti-os a pedalar em jeito de corrida. O Afonso, ou por outra, o Francesco do Carros 2 como ele dizia, estava louco e pedalou com todas as suas energias. Cada ressalto no chão desequilibrava a pequena bicla de rodas 12" e pouco terreno perdia para a irmã, veterana nestas andanças.

A chuva continua a anunciar-se, o céu cada vez mais negro, mas o Afonso continua pedalar e cada vez as rodinhas tocavam menos no chão. O momento ideal tinha chegado.

Ao chegar a casa, desafiei-o. Vamos tirar as rodinhas? Aceitou prontamente e lá fomos nós.

Na mesma praceta onde a Joana aprendeu aos quase-6 anos, o Afonso com quase-5 aprendeu ontem.

Comecei por o segurar no pescoço, no capucho do casaco e passado uns minutos já o estava a deixar ir sozinho. Tirando o arbusto e uma ou outra entrada pelos canteiros que envolvem o largo, foi tudo sempre a andar. Esqueceu-se dos travões no processo mas parava facilmente com os pés tal o tamanho reduzido da bicicleta.
No meio disto tudo, nem um nervosismo, antes pelo contrário. Olhava para o lado, para trás, até tirou a mão para coçar o nariz... com uma queda evitada por mim, que por acaso seguia ao lado dele. :)
A principal instrução inicial foi "abranda!", não admira a foto estar tremida... ;)

Fui a casa buscar a câmara e ficou tudo em filme.

Grande sensação, esta de ensinar um filho a andar de bicicleta. Foi a segunda vez, mas o gostinho manteve-se!

Agora, é continuar a treiná-lo e passá-lo para a bicicleta da irmã de roda 20" depois de lhe tirar os autocolantes das Winx que foram colocados por cima dos motivos de rapaz que decoravam originalmente a bicicleta. :D (truques para não comprar coisas em duplicado!)

A Joana (sem saber), já tem uma bicicleta de senhorita à sua espera, uma Órbita Estoril 24" usada-como-nova comprada na semana passada. :)

Agora sim, somos 100% ciclistas lá em casa!

PS: passados 10 minutos estava a chover a cântaros. Foi uma tarde muito bem passada. Nada como enfrentar as condições!

28 outubro 2011

Não tem que ser assim para sempre

"Na Holanda sim, consegue-se andar de bicicleta. Cá é impossível!"

As bicicletas lá de casa

Um post com fotos da frota lá de casa (agora em duas cidades), ainda em construção....
Todas juntas, podem parecer muitas, mas há razões para cada uma delas, nem que seja "a paixão pela bicicleta".

Peugeot Mónaco - 1986(?)
A minha nova preferida!

Diamant - 197x(?)
1ª aquisição em Bruxelas. Mais um clássico na colecção.

Creme Cafe Racer - 2012
A luxuosa.

Electra Townie 21D + Kit Xtracycle - 2011
A raínha das deslocações em família e uma mula de carga. Must have!


ZEG - "muito antiga"
Um peça de colecção. Antiga mas leve e com selector de mudanças no guiador.
Devia ser uma bomba no seu tempo. Ainda hoje, é uma bicicleta de confiança!


B'twin 3 - 2010
Uma bicicleta de estrada moderna, só isso. Para o meu lado de triatleta/randonneur.
(está à venda - falta de uso!)


Merida City9100 - 2009
A bicicleta de senhora, da senhora lá de casa, que a adora.
Também leva mini-pessoas e muita carga.

B'Twin 20" - 2009
Da criança mais velha. Mais tarde, fica para a mais nova.


Bicicleta policial, 12"
A bicicleta oficial de ensino. A ensinar desde 2005 (era do meu sobrinho).
Já está a andar sem rodinhas e a já pequena para o Afonso.

B'Twin 24"
Já está à espera que a Joana lhe pegue.
(assim que o Afonso passar para a dela)

Specialized Stumpjumper Comp - 2007
A minha adorável todo-o-terreno.
Está sem uso, mas voltará a andar....

BTT semi-rígida - 2001
A 1ª bicla do milénio. Já fez de tudo.
Actualmente, é a enviada especial nos Algarves.
Agora com um guiador novo, está bem mais citadina!

25 outubro 2011

Presos pela liberdade

O Orçamento de Estado para 2012 tem sido muito debatido e combatido na nossa sociedade, sobretudo por causa do corte dos Subsídios de Férias e Natal dos funcionários públicos e as subidas do IVA em alguns produtos e sectores de actividade.

No meio disto, o corte de cerca de 800km de ferrovia do já curta rede nacional, deixando várias capitais de Distrito sem comboios, e com poupanças muito duvidosas, pode parecer pouco importante. Mas não é. Nada mesmo.

Os nossos cidadãos, maus gestores dos seus dinheiros, à imagem dos que nos governam, não perceberam ainda que gastam uma das maiores fatias do seu orçamento familiar na rubrica de transportes e que o grande razão é o uso (e abuso) do automóvel particular.

O automóvel particular é caro! É caro na aquisição, é caro na manutenção e caro na operação/uso.
Os Portugueses usam e abusam deste transporte. Fazem-no porque não há muitas opções, mas também o fazem porque gostam do conforto e também do status que o automóvel supostamente lhes dá.

A crise já está a alterar algumas coisas, nomeadamente a compra de automóveis novos, que tem caído a pique. O lado do status começa a ter "menos interesse", vá.

No que diz respeito ao uso, também há alguma redução, mas ainda muito pequena. Aqui não basta querer, pois em muitos casos não há, de facto, alternativas competitivas.
Para estas pessoas a liberdade conquistada depois do 25 de Abril, depois da adesão à Comunidade Europeia e da chegada dos milhões, traduziu-se em consumo. Quanto mais consumiam, mas livres se sentiam. Quanto maior fosse a casa, mais livres e realizados eram, quanto melhor fosse o carro mais kms podia fazer mantendo o conforto e aumentado a velocidade, etc, etc.

O crédito alavancou ainda mais esta liberdade. Para quê comprar só a casa, se o banco empresta também para o carro. Para quê uma casa à medida se o crédito dá para uma "máior"?

O desafogo financeiro (induzido pelo crédito) e o baixo custo da energia também levou a que fossem feitas poucas ou nenhumas contas ou planeamento financeiro na altura de decidir onde comprar a casa. Porquê viver no meio da cidade no apartamento caro e pequeno se posso viver no campo com o mesmo valor, com uma casa muito maior? As viagens casa-trabalho e trabalho-casa? São baratas e rápidas e as estradas estão cada vez melhores (mais largas, mais alternativas, etc).

E chegámos onde estamos hoje. O orçamento de estado e familiares vão ter que encolher. Há que cortar no lado da despesa, até porque as receitas (ordenados) estão a cair ou a desaparecer e as despesas continuam a subir (Impostos, energias, etc).

O problema é que agora as famílias têm "boas" casas, "bons" carros, "boas" estradas à sua disposição mas o custo destas comodidades não podem ser descartados porque não há alternativas.

Casas - Hoje não se vende uma casa do pé para a mão. Muitas das casas têm hipotecas com valor superior ao valor de mercado actual. Sobretudo as casas dos subúrbios, porque quem compra hoje já começa a fazer mais contas, digo eu...

Carros - Além de desvalorizarem cada vez mais, o custo de utilização tem subido constantemente. O estilo de vida de quase todos não se adapta a vidas sem carro, ou vários carros por família, desde as compras de bens de primeira necessidade, a levar os filhos à escola, ir para o emprego, viajar para qualquer destino, seja perto ou não.

Estradas - É o que resta em temos de mobilidade. Foram caras de construir e ainda por cima compradas a crédito recorrendo a concessões magníficas para os privados que ficaram com elas. Os nosso filhos ainda vão andar a pagá-las. Usá-las é cada vez mais caro. As SCUT passaram a ex-SCUT e o custo deverá continuar a ser transferido par os seus utilizadores. Quem as quiser largar, fica muitas vezes sem opções.

As "opções" que a população pede, também tem que se lhe diga, porque passam quase sempre por mais estradas, mas sem pagamento. Estradas, mas das boas, não é uma estradita com curvas e que passe em aldeias...Nah, isso é para os locais, que nós queremos é chegar longe!

Hoje, dependentes deste modelo de mobilidade, os portugueses têm que cortar noutras despesas, bem mais críticas para o bem-estar.

Hoje Portugal e o portugueses estão presos aquilo que lhes foi vendido como uma forma de liberdade. Estão presos ao automóvel e aos crescentes custos a ele associados.

Como cá há poucos estudos, deixo aqui a referência a um estudo feito nos EUA, país incomparavelmente mais dependente do carro do que Portugal.... ou nem por isso, já que segundo a Forbes, Portugal ultrapassou os EUA em nº de carros per capita (embora não se perceba de onde vieram estes dados e o Eurostat tenha valores bem diferentes referentes a 2008)



Para mim é escandaloso, Portugal continuar a remar contra a maré, desinvestindo nos Transportes Públicos, os únicos realmente sustentáveis e continuar a investir no modelo automóvel particular, ainda que eléctrico. A aposta no carro eléctrico, com redes de abastecimento do mais avançado do que é feito no mundo é mais uma herança do Sócrates, ao nível do "Plano Magalhães" e que desviaram fundos preciosos para uma onda tão moderna que ainda ninguém tem prancha para a surfar, ou alguém já viu mais do que um ou dois carros eléctricos? Eu já vi dois. Juro!

21 outubro 2011

Bicicletas de carga

Novamente este tema?
Sim! Nunca é demais insistir nele, divulgar estas bicicletas que podem mudar a vida de muito boa gente que pensa que o porta-bagagens e os bancos de trás são indispensáveis, logo o carro é indispensável nas suas vidas.

Para abrir deixo aqui este video com alguns testemunhos americanos sobre o tema (inclui energia eléctrica em alguns casos!)



Andar com uma coisa destas é muito mais do que andar com uma bicicleta mais alguma carga.

Muitos se interrogarão, uma bicicleta com uns bons alforges não dá para o mesmo? uma bicicleta com uma cadeirinha e uma criança não é a mesma coisa?

A resposta é "Não".
Uma bicicleta de carga, tem uma versatilidade semelhante a um carro, apenas tem menos capacidade.

Com uma bicicleta com (uns bons) alforges, temos que meter a carga avulso dentro do alforge, para depois tirá-la da mesma maneira. Se precisarmos de um item que está no fundo do dito, temos que tirar tudo para fora, quase. Não é prático.

Com uma bicicleta de carga, podemos sair de manhã e ir alterando o plano ao longo do dia mesmo que essas alterações ao plano incluam transporte de crianças (até um adulto!) ou cargas (um carrinho de compras quase cheio, por exemplo!).

Aproveitando a ausência do Afonso, ontem, pela primeira vez, fui de bicicleta para a natação da Joana, levando-a na bicicleta longa. Estou sempre a dizer a quem começa a pedalar, "Vais ver que passado meses e meses estás a descobrir mais e mais tarefas onde o carro pode ser substituído". Ontem fui eu a sentir isso, apesar de terem passado anos, ainda estou em evolução nas duas rodas como meio de transporte.

Como ia fazer o trajecto pela primeira vez, levei a minha filha (28kg) no banco de trás. Tomar esta decisão não implicou refazer a mala. O mesmo saco que ia no carro, enfiou-se numa das mega-super-versáteis bolsas laterais et voilá!
Às 18h a cidade de Lisboa estava caótica, mas o nosso caminho não incluía caos, porque algumas ciclovias são efectivamente úteis pois introduzem novos traejctos para bicicletas e não é preciso ir "dar uma granda bolta!". O que as ciclovias de Lisboa trouxeram de bom, efectivamente, foi isto, atalhos!

Durante o caminho, a sensação foi a de estar a ser filmado para um anúncio de bicicletas, onde todos olham, comentam, os carros ficam para trás e nós, utopicamente passamos "voando" por aquele caos todo, sempre com um sorriso nos lábios e cabelos ao vento (ok, no caso da minha filha!) :)

Demorando pouco mais do que a opção automóvel, acabei por estacionar à porta (literalmente).
Foi só tirar o saco em segundos, prender a bicicleta a um poste e estamos dentro do recinto!

O regresso, não foi tão directo, pois não queria subir o que tinha descido para ali chegar. Optei por um caminho mais longo, mais central e sem ganhar cota (desnecessária). A confusão/trânsito era tanto que até as motas foram ficando para trás. Ao chegar ao Campo Grande o caos instalou-se pois era jogo de um clube que veste verde que tem ali o estádio... Mais motas e motociclistas a verem-nos passar e lá chegámos a Telheiras. Para nós foi um fim de tarde normal, aproveitando o tempo da viagem para conversar e comentar o que se ia passando...

Para a próxima oportunidade, vai o mais pequeno à boleia (são só 20kg) e a Joana já vai a pedalar na dela. A carga dos dois.... vai na cargo-bike, claro!

Join the revolution! Get a cargo-bike!

07 outubro 2011

Ainda as ciclovias

Há um ano falei das ciclovias, numa perspectiva pessoal, com base na minha experiência.

[mapa com representação gráfica de duas alternativas
de circulação, nas ciclovias e fora]


Como se trata de um assunto sempre actual, volto a referir esse post (ou então é para fazer render mais ainda um dos posts mais lidos - faço fortunas com publicidade! NOT!).

Ciclovias analisadas.

Passou um ano e a minha opinião mantém-se inalterada.

Se queremos melhores condições para pedalar pela cidade a "luta" deverá ser contra a velocidade excessiva que é praticada nas cidades e pela invasão total dos automóveis aos poucos espaços que ainda não lhes pertencem (passeios, praças, passadeiras, segundas-filas, etc, etc).

Alguns factores (adicionais) a ter em conta na questão das ciclovias:

- São caríssimas! Porque são feitas, então? Porque são politicamente vantajosas (estão na moda, dá para inaugurar e ficam "bonitas"), ou seja, o povo gosta.
- Mantém/potencia o automóvel como rei e senhor da estrada. Ao meter as bicicleta fora das estradas, os automobilistas tornam-se menos tolerantes à presença das bicicletas. Há muitas queixas de ciclistas que são chateados por automobilistas para irem para o passeio (até polícias já fazem isto).


PS: Eu uso algumas ciclovias, mas em alguns cruzamentos a minha atenção tem que ser muito maior do que quando circulo na estrada, no fluxo "normal" do trânsito.

03 outubro 2011

A ciclo-revolução

Depois não digam que eu não avisei.

A ciclo revolução está a ganhar forma. Para além dos cada-vez-mais-frequentes avistamentos de ciclistas pelas ruas das cidades portuguesas, mais concretamente Lisboa, onde o fenómeno está a ganhar expressão, a Massa Crítica está cada vez maior.
Setembro foi o mês de aniversário da MC de Lisboa (já lá vão 8 anos!) e é sempre mês de record de participantes.

Na passada sexta-feira, fomos mais que 400 ciclistas (há contagens que apontam para 450), praticamente o dobro do record que foi estabelecido há um ano, no 7º aniversário.


Ter participado nesta Massa Crítica foi um privilégio por vários motivos, dos quais destaco (em jeito de resumo):

- Já não andava de bicicleta há 25 dias (devido à recuperação de um acidente de mota)

- Levei a Joana pela 1ª vez (à pendura na Xtracycle), que apesar da confusão, especialmente alguns corkings mais confusos, gostou.

- O percurso de Telheiras até ao Marquês. Saímos 17 de Telheiras e ao longo do trajecto, vários ciclistas se foram juntando. Indescrítivel!! Parecia uma cena combinada para um spot publicitário. Até banda sonora teve, pois o SOM da MC mora em Telheiras e era nesta caravana que ia.
Telheiras, mais uma vez, no topo da mudança, em transição!
Chegámos ao Marquês num grupo de cerca de 30 ciclistas. Muito bom!

[chegada do "gang" ao Marquês]

- A minha irmã também participou e veio de bicla do Montijo (acho que andou de barco pela 1ª vez e já lá está há uma porrada de anos) e acabou por fazer um fim de semana inteiro de bicicleta e transportes públicos E gostou! (óbvio, quem experimenta, normalmente gosta...).

- Foi engraçado ver ali quase uma dezena de ciclistas que directa ou indirectamente estão ali por causa da minha influência (tive que fazer um esforço para o reconhecer um ou outro), alguns dos quais já optaram por incluir a bicicleta nas suas opções de mobilidade. É uma grande satisfação.

- Numa reunião recente numa empresa  (por causa desta lides) lançámos o convite para participarem na MC e disponibilizamo-nos a arranjar bicicletas para quem não tivesse.
Estavam lá cerca de 15 colaboradores, todos estreantes!!!
Fica aqui o agradecimento à Bike Ibéria e ao Didier que emprestou bicicletas muitos destes novos participantes. É assim que se luta pelas causas que acreditamos!

- A Massa atingiu um volume brutal (que já mostra um pouco do que vem aí) e eu estava lá! A sensação de participar numa onda positiva daquelas é algo que não se esquece. ;)

[Praça de Espanha]


E como foi o percurso de mais de 400 ciclistas por volta das 19h numa sexta-feira? Foi o de sempre mas em "mais bom" :)

- A rotunda do Marquês de Pombal, onde se dão várias voltas iniciais, ficou atestada, não dando sequer para perceber onde começava ou acabava a coisa.

- Todas as avenidas por onde passávamos ficavam repletas de ciclistas, escapando-se apenas a faixa BUS, como sempre.

- Para manter esta massa compacta, foram necessárias rolhas (corking) nas vias perpendiculares quando os semáforos estavam verdes para as mesmas. Tirando a rotunda de Entre-Campos, onde os ânimos tiveram ao rubro, correu tudo bem.

- Com estas rolhas, o trânsito nas zonas onde circulámos ficou caótico, em todos os sentidos. Em Entre-Campos o verdadeiro dead-lock foi feitos com bicicletas, o que não deixa de ser engraçado. We are traffic!

- A Praça de Espanha foi quase "tomada". Metade de toda a extensão circular da dita foi ocupada por bicicletas, até à compactação num semáforo onde se atingiu um êxtase geral, com salva de palmas e tudo. Muito bom.

- Mais uma passagem pela rotunda do Marquês e depois segui dali para casa, já que tinha penduras menores. Sei que continuou para a baixa e terminou com a "tomada" da Praça do Comércio para fotos finais.

Esta MC teve necessariamente muitos estreantes e de certo que esses não ficaram indiferentes ao fenómeno, quer da Massa propriamente dita, quer do movimento em geral, pois estiveram na "montra" e puderam observar N soluções cicláveis, com carga, crianças pequenas e grandes, etc, etc. Há muito que a bicicleta saiu da esfera do desporto/BTT e ali estão centenas de casos que provam isso.

Fotos de Alexandre Paris, aqui.