15 abril 2011

Diálogos sobre bicicletas (1)

Ontem, fomos jantar a Belém com um casal que vive em Entre-Campos.
Combinar e não combinar, digo "vamos ter a vossa casa de bicicleta às 20h30 e depois seguimos juntos de carro".
À hora combinada, na casa desses amigos:

Ele: "Vamos, ainda temos que ir buscá-los!"
Ela: "Não temos nada, eles vêm cá ter de bicicleta"
Ele: "Estás a falar a sério? Pensei que aquilo era gozo!"

(Fizeram questão de descer antes da hora para nos ver chegar, tipo ver-para-crer!)

Na garagem onde deixámos as bicicletas, já depois do jantar, e depois de cada um experimentar as nossas bicicletas... :

Eles: "Então, agora como vão daqui para casa?"
Nós: "Vamos pelo Campo Grande, utilizando a ciclovia..."
Eles: "A esta hora [23:15]? Isso é muito perigoso! Não têm medo? E a escuridão? E têm luzes?"

Algures no meio destes diálogos, a minha amiga solta um "Eu tenho é pena de não ter esta desenvoltura para andar de bicicleta pela cidade" -> um bocado da boca para fora, mas sentido! :)

01 abril 2011

Quer pedalar e tem "receios"? Bike Buddy, da MUBi é a solução!

Bike Buddy, um projecto MUBi: http://bikebuddy.mubi.pt

A MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (http://mubi.pt) – lança nesta sexta-feira a iniciativa “Bike Buddy” (BB) para a cidade de Lisboa.

O projecto consiste num serviço de apoio contínuo, gratuito e voluntário às deslocações urbanas em bicicleta de novos utilizadores, com vista a promover e facilitar a adopção deste meio de transporte. Os requisitos mínimos para solicitar este serviço são ter uma bicicleta em condições aceitáveis e saber conduzi-la com destreza. O contacto deverá ser feito através de um pequeno inquérito na página oficial do projecto BB (http://bikebuddy.mubi.pt), em que o interessado poderá, detalhando o seu perfil de utilizador, requerer o BB que mais lhe convém.

O apoio encerra dois aspectos, baseados na experiência de utilização de bicicleta em meio urbano pelos vários membros da MUBi: o primeiro prende-se com recomendações e dicas concretas acerca de rotas, equipamento, material, segurança, estratégias de condução defensiva e legislação, com vista a tornar a experiência de deslocação na cidade em bicicleta o mais confortável e segura possível; o segundo aspecto do apoio, cuja duração e frequência deverá ser definida por ambas as partes, implica um acompanhamento presencial durante um percurso recorrente do novo utilizador, na acepção de que a companhia de alguém mais experiente transmite uma ajuda indelével a quem pretende afirmar-se como um pleno utilizador de bicicleta em meio urbano.

O objectivo do projecto BB visa a longo prazo aumentar a frequência de utilizadores de bicicleta na cidade de Lisboa e noutras cidades portuguesas, combatendo o mito que reitera ou a sua impossibilidade ou os elevados riscos para a segurança de cada utilizador; acreditamos na MUBi que, apesar da ausência de condições ideais para o uso da bicicleta na cidade de Lisboa, importa promover este meio de transporte através de um apoio experiencial que desconstrua tais popularizações do uso da bicicleta.

22 março 2011

A história da minha mobilidade (casa>trabalho>casa)

Quem lê este blog, ou quem me conhece, sabe mais ou menos qual o meu trajecto que faço para ir trabalhar.
Moro em Telheiras e trabalho no Tagus Park em Oeiras.

Morar em Lisboa e trabalhar fora de Lisboa é uma situação contra-natura. Cresci nos subúrbios, a deslocar-me diariamente para Lisboa, desde o Jardim de Infância, no secundário, na faculdade e no 1º emprego, com alguns bons intervalos pelo meio (desde a primária até ao 9º ano e no 12º). A viver desde 2000 em Lisboa, comecei a trabalhar em Oeiras em 2001. É galo! Por gostar de viver em Lisboa (sobretudo em Telheiras!) e não viver sozinho, é óbvio que mudar está fora da equação!

Quando, em 2001 em pleno centro de Lisboa, na 1ª entrevista para o actual emprego, me disseram "Vamos mudar para o Tagus Park em Oeiras, há algum problema?", respondi prontamente, "Não, não há problema, tenho carro!".
Comecei menos mal, em modo car-pooling.
Um grande amigo meu, de Benfica, acabou ficar meu colega alternavamos semanalmente de carro/condutor.
Era excelente! Éramos amigos, dividiamos os custos, partilhavamos a viagem com muita alegria e palhaçada, só volta e meia tínhamos que gerir melhor os horários devido a um de nós ter que ficar até mais tarde que o habitual. Nos dias em que havia um assunto particular para tratar antes ou depois, cada um levava o seu carro nesse dia.
Foi assim durante mais que um ano (não me lembro quanto tempo foi exactamente). Já nessa altura a nossa motivação era, sobretudo, de eficiência. Para quê dois carros para duas pessoas com o mesmo percurso e horário??

Mais tarde as nossas vidas complicaram-se, com filhos, com mudanças de morada, etc, o car-pooling deixou de ser opção e comecei a utilizar o carro, sozinho, como a grande maioria do portugueses.

Aqui entrei na fase tuga pura. Carro para todo o lado, levar a filha, ir buscar, é rápido, é contra-o-trânsito, etc, etc. Claro que valorizava a actividade física e tal, mas o carro era parte de mim.

Andei nisso até muito recentemente, altura em que comecei até começar escrever o blog Sportblog, inicialmente sobre a minha actividade desportiva, depois sobre a actividade física em geral, evoluindo para a utilização da bicicleta, altura em que se abriu para mim o mundo da mobilidade, muito por causa da web 2.0.
Como conhecimento é uma coisa lixada, comecei a ganhar uma consciência que nunca mais me permitiu olhar para carro-o-transporte-de-eleição com os mesmo olhos.
Nessa altura, dava por mim, dentro do carro, nos 18km de trajecto a pensar "tenho que arranjar uma forma de meter a bicicleta nesta equação".

As primeiras experiências foram aventureiras. Foi um misto de aventura/mobilidade suave. Como andava numa onda de BTT, comecei a analisar o mapa com o Google Earth e fui trançando e experimentando percursos cada vez menos urbanos. Levava a bicicleta no carro e no fim do dia ia de bicicleta para casa.
Demorava cerca de 1h15m e tinha um contacto bastante razoável com a natureza (tendo em conta a zona), com avistamentos de animais selvagens e tudo (perdizes, águias, coelhos). No dia seguinte ia de boleia de manhã e ao fim do dia regressava novamente no carro.

Numa fase seguinte, apareceu-me a solução bicicleta+Transportes Públicos, a intermodalidade.
Telheiras>Benfica>de comboio>Barcarena>TagusPark passou a ser o percurso a fazer de bicicleta, mas apenas de vez em quando.
Entretanto o namoro com a Gocycle já tinha começado. Tinha o que eu precisava, eléctrica, compacta, leve e "muita louca"! ;) Tive que a comprar! mas só depois de pensar muito sobre o assunto, pois conheci-a mais que um ano antes de a comprar, não foi algo impulsivo.
Mesmo com esta bicicleta, nas deslocações para o trabalho o carro continuou a ser o transporte principal e só volta e meia é que a minha vida permitia a utilização da bicicleta, comparando com um dia bom de carro, demorava mais 20 minutos e isso numa vida complicada pode fazer a diferença.

Já em 2010, com a mudança do meu filho mais novo para uma escola no bairro, tal como a minha filha, desapareceu a necessidade do carro para ir levar/buscar um filho a outra parte da cidade e tudo se descomplicou. Descomplicou para mim e para a minha mulher que começou a andar de bicicleta pela cidade logo a partir dessa altura.

Como o uso da bicicleta ocasional (o pico foi no mês de Setembro com 50% dos dias neste modo) não me satisfazia, continuei a procurar uma solução e cheguei à mota. Mota não, Vespa! :)

A partir de Outubro, desde do dia que a comprei, nunca mais usei o carro para ir trabalhar, à excepção de dois dias em que estive doente e decidi ir trabalhar na mesma.
Desde então, tem sido mota e, volta e meia, bicicleta.

Andar de mota novamente (de 1986 a 1996 foi o meu único meio de transporte) foi voltar a ter a liberdade que ela permite. Tal como na bicicleta, a componente trânsito desaparece como que milagrosamente e isso dá a liberdade de escolher qualquer percurso, a qualquer hora sem ter que equacionar o trânsito. É muito bom!
Está longe de permitir a vivência que uma bicicleta permite, mas só o facto de nos retirar de dentro da lata (e tudo o que ela implica) faz desta opção uma boa opção.

Fora do trajecto casa-trabalho-casa, hoje, o carro só anda mesmo quando tem que ser. Desde o início do ano foram consumidos menos de dois depósitos de combustível pelos carros lá de casa, em pequenas voltas por Lisboa com os miúdos (até isso está a mudar!) e em viagens para fora de Lisboa.
Ainda este sábado tive que chamar a assistência pois quando cheguei ao carro tinha a bateria descarregada.

Este post acabou por ficar diferente do que pretendia inicialmente, mas a escrita é assim, leva-nos a sítios diferentes dos planeados :D

Um dia destes vou escrever sobre as diferenças entre estes três modos, carro, mota e bicicleta.
Boas mobilidades!

15 março 2011

Planos falhados

Foto daqui.

Nem sempre os planos de vida correm bem (será que há planos, objectivos conscientes?).
As cidades representam muitas vezes o sonho. Não o verdadeiro sonho, mas sim um sonho vendido pela sociedade de hoje, em que os (novos) valores levam-nos a viver uma vida que não é aquela com que realmente sonhámos.

Casa->Trabalho (quando há!)->Casa->gastar dinheiro em tudo o que nos vendem como importante->pedir empréstimos para comprar ainda mais coisas->trabalhar mais ainda->depositar filhos na escola e em actividades extra, etc etc.

Por vezes o melhor é dar um passo atrás. "Atrás" não significa necessariamente regressão!!!
Pode ser, ter menos coisas, fazer mais coisas simples e tão gratificantes, passar mais tempo com quem gostamos, conhecer os vizinhos, viver em comunidade (como era dantes!), viver mais a natureza, e tanto, tanto mais!

06 março 2011

03 março 2011

Ciclista social



Tenho vincado muito o lado social na questão da mobilidade.
Trata-se, a meu ver, o lado menos visível, menos consciente nestas questões da mobilidade, e que nos afecta profundamente, por isso tenho vindo a sentir uma maior necessidade para o destacar (relembro este post).

A bicicleta é uma peça do (grande) puzzle que é a mobilidade sustentável, mas é para mim a peça de eleição, pois permite uma velocidade substancialmente maior do que andar a pé quase sem perder a proximidade entre as pessoas e o espaço urbano. É mais rápida, mas o suficientemente lenta para nos sentirmos ligados às pessoas, às coisas, a tudo o que nos rodeia.

Ontem, em mais um BTWD (bike-to-work-day), foi um excelente exemplo.

Comecei por sair de casa a pé com a Joana para a levar à escola. Com a bicicleta pela mão, lá fomos os dois, andando e conversando até ao início da rua da escola. Aí, beijinhos e cada um seguiu o seu caminho, ela puxando o seu trolley em direcção ao portão da escola e eu, agora montado na bicicleta em direcção ao meu trabalho, a 18km de distância.

Na saída do comboio na estação de Barcarena encontrei um colega que recentemente passou a usar os TP, com quem ainda troquei uns dedos de conversa enquanto percorríamos todas as mega estruturas pedonais desniveladas para passar de um lado da estação para o outro. Um "até já" e eu lá segui à minha velocidade e ele na sua, a pé até ao autocarro que tem paragem no lado oposto da IC19.

A IC19, mesmo "com menos trânsito" (deve ter sido um dia difícil)

Ao chegar, uma surpresa. Sem fazer por isso, 43' depois de ter saído de casa estava no trabalho, com os tais 16' de comboio pelo meio, tempo que aproveito para tomar o pequeno-almoço preparado em casa.

No final do dia, no sentido inverso, ao chegar à zona do C.C. Fonte Nova (Benfica), avisto ao fundo um ciclista que me parece familiar. Em modo eléctrico rapidamente me aproximo dele e, já perto do C.C. Colombo, com um suave toque de campainha, como que o "Hey..." cumprimento-o.
Com este amigo e vizinho, o António Cruz (com quem organizei a palestra no bairro), sigo à conversa em direcção de casa.

À nossa volta a confusão imperava. Estávamos nas imediações do grande estádio do Benfica e o jogo SLB-SCP (2-1, estamos na final!!) estava a 1h de começar. A 2ª circular e a IC19 deviam estar caóticas, mas nem dei por isso :)

Em amena cavaqueira seguimos até nos depararmos com uma rua fechada à entrada de Telheiras devido à claque do SCP e sua aparatosa escolta policial. Rua fechada mas não para nós, que seguimos pela ciclovia, até mais à frente termos mesmo que parar devido à aproximação da claque e ao zelo dos polícias que nos pediram para encostar meios desviados numa rua perpendicular pois "eles podiam atirar-nos com alguma coisa". Será que sabiam que somos dois benfiquistas?!? :D
Mais dois dedos de conversa e lá prosseguimos viagem até chegar calmamente a Telheiras onde nos deixámos ficar mais uns momentos à conversa até cada um seguir na sua bicicleta para casa.

Nestas alturas, não consigo deixar de pensar que se estivéssemos cada um em seu carro, além de ser improvável sequer darmos um pelo outro, teríamos acenado e seguido as nossa (individuais) vidas.

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Recentemente fiz uma mini-palestra no meu trabalho sobre Mobilidade Sustentável. Mais uma vez apostei no lado social da coisa, não descurando os restantes, como por exemplo, o caro-eléctrico-não-é-a-solução!
Depois da apresentação houve tempo para uma conversa/debate sobre o tema, mas não deu para aprofundar muito para além do ram-ram "não há alternativas", "gosto de TP, mas não dá para mim", "sozinhos não conseguimos mudar nada" e, sobre as bicicletas "Portugal é pior [do que os países nórdicos,] porque o tempo é bom e transpira-se mais".
Gostei na mesma, pois no mínimo as pessoas ficam a pensar mais um bocadinho nesta questão da mobilidade e, talvez, talvez um dia a coisa "bata"!

02 março 2011

Os Randonneurs já cá estão

Foram 35 randonneurs que no passado dia 26 de Fevereiro fizeram o 1º Brevet Randonneur Mondial, os 200km Tejo-Sorraia-Tejo, organizado pela mui recente associação Randonneurs Portugal da qual faço parte.

Pelas 6h15 da manhã, ao preparar-me para sair de casa, não pude deixar de pensar como esta história começou, na vontade do Pedro Alves de participar no Paris-Brest-Paris e de, na blogosfera, conseguir agregar um conjunto de pessoas que lhe desse força e algum apoio para trazer esta vertente do ciclismo para Portugal.
É mais uma vitória da iniciativa individual!

O núcleo duro na distribuição de tarefas

E como foi?
Da minha parte, neste Brevet, não pude dar mais que uma parte da manhã.
A festa de aniversário da minha filha naquela tarde, deu-me uma desculpa para não participar. Se não a tivesse, talvez tivesse treinado pouco e tivesse arriscado ir... talvez...

Apanhei boleia do meu presidente, António (sou vice-presidente do conselho fiscal) e lá fomos pela madrugada a caminho do local da partida, Vila Franca de Xira.

A Câmara Municipal local cedeu-nos as magníficas instalações do complexo da piscina municipal, com direito a parque de campismo e tudo. Iniciativa, mais uma vez, iniciativa! Contactámos, conseguimos.

Dividimos tarefas e fiquei a receber os participantes à medida que chegavam, dando-lhes algumas orientações sobre o que ia acontecer.

Randonneurs equipados, inscrições/pagamentos finalizados, briefing efectuado, com recomendações de orientação e de segurança, e lá se deu a partida, sem tiro de partida, sem qualquer momento solene... Foi tipo, "isto acaba às 21h30!, boa sorte".

Depois de fechado "o caixa" (de tupperware) com o dinheiro, o conselho fiscal oficializou as contas e partiu de volta para Lisboa.

Saí de lá orgulhoso!
Orgulhoso por testemunhar e por ter contribuído, ainda que pouco (o Pedro Alves é que é o grande mentor e trabalhador por detrás disto).

O Brevet acabou por correr muito bem e apenas dois participantes não concluiram a distância por uns meros 15km, devido a hiperglicémia.

Fotos aqui.

Estamos todos de parabéns, digo eu.

11 fevereiro 2011

Cidades com vida

De todo o activismo que tenho praticado recentemente (engraçado como em Portugal esta palavra é quase depreciativa), em diferentes áreas, pró-peão e contra-carros-nos-passeios, pró-bicicletas como meio de transporte, pró-andar-a-pé (para a escola), na Transição (contra-um-sem-fim-de-coisas-da-sociedade-actual), o grande somatório disto tudo é simples de obter:

O que eu quero mais são cidades com vida.

O que é uma cidade com vida? Já temos muitas pessoas (vivas) nas cidades, aliás cada vez mais... mas será que isso se está a traduzir em "vida"?

Temos cada vez mais pessoas de costas para a sociedade, à espera que alguém faça o que elas querem que seja feito, mas sem nunca pensar que podem sair do lado do problema e passar para o lado da solução.
Temos cada vez mais pessoas, mas cada vez mais dentro de carros.
Temos cada vez mais pessoas mas a viverem vidas cada vez mais isoladas (não escrevo isto na sequência da notícia da morte da idosa que só foi descoberta 9 anos depois, embora tenha tudo a ver!).
Temos cada vez mais pessoas auto-escravizadas numa sociedade de consumo., que trabalham sobretudo para "ter" e cada vez menos para "ser", e trabalham muito.
Temos cada vez mais pessoas que passam cada vez menos tempo com os filhos. Delegam a educação na TV, consolas, internet e afins.

Temos cada vez mais pessoas a viver como autómatos, ou seja com menos vida.

O que me move em termos sociais é isto. Envolvo-me para promover a vida.

Escrevi este post depois de ver estas duas imagens, não por ter sido uma descoberta vê-las pois já é um tema que aprofundo há uns tempos, mas inspiram-me!

Antes ->vidas???


Depois->Vidas!!!

Nestas duas fotos (a 2ª tem tanto fotoshop quanto as fotografias de revista de hoje em dia) podemos ver como trazer vida às cidades. O site de onde as copiei está a promover um concurso tipo "Desenha a tua rua!" e é curioso pois é precisamente o que estou a fazer com os meus vizinhos do grupo da Mobilidade na Iniciativa de Transição de Telheiras.

O que tem a Transição a ver com mobilidade e medidas de acalmia de tráfego? Tem tudo! Transição -> eliminar dependência do petróleo + comunidades mais ligadas = andar a pé.
Como conseguir converter trânsito motorizado em trânsito não motorizado? Redesenhando as ruas para dar segurança aos actores principais, as pessoas!!

O que já aconteceu até agora? Começou com um palestra sobre a utilização da bicicleta como meio de transporte e mobilidade suave em geral com a participação do Mário Alves, onde cabeças foram literalmente abertas para esta temática.
Desde então, várias pessoas (no mínimo 5 ou 6) passaram a a bicicleta como meio de transporte. Foi criado um grupo de trabalho que já tem um diagnóstico sobre o bairro, que, se tudo correr bem será o princípio de processo de transformação na vida de bairro, que não é má mas pode melhorar e muito.

Termino este post com uma frase que aprendi neste processo: "As pessoas são o sangue das cidades". Já agora uma outra: "Os carros esterilizam as ruas". Têm tanto significado. Adoro o poder da linguagem!! :)

Bons desenhos! Boas vidas!

28 janeiro 2011

Bicicleta de carga

Já tenho algumas bicicletas, mas ainda me falta ter uma.

Não é uma qualquer, é A bicicleta que vai eliminar algumas viagens (curtas) de carro, que ainda faço e que me fazem muita comichão.
Porquê a comichão, porque são curtas, porque são de carro quando podiam ser facilmente feitas de bicla, sem trânsito, sem estacionamento, sem poluir etc, etc.
Porquê de carro? Porque tenho que carregar coisas, porque tenho que levar o filho e/ou a filha não-sei-onde.

MAS, o fim desta comichão está à vista. Vêm aí a UTE! Trata-se de uma long-tail que tem os requisitos que tenho neste momento, um deles, o preço contido.

Há duas semanas tive a oportunidade de experimentar uma long-tail. Troquei de duas-rodas com o Gonçalo (Vespa<->bicicleta) na sexta à tarde e tive um fim de semana livre do carro, quase.
Logo no sábado de manhã, fui ao Continente de Telheiras com o Afonso. Para ele foi a aventura, sempre a dizer para andar mais rápido e a reclamar sempre que pedalava (ainda que apenas por momentos) em cima do passeio... "vai para a estrada, vai para a estrada!".
Giro giro, foi ameaçar para ele se portar bem, senão íamos de carro e não de bicicleta! e a resultar!!! ;)

Na parte da tarde, foi o "grande" passeio à horta de permacultura da FCUL (mais info e fotos, aqui). Já no local, este veículo tornou-se num carrocel e os meus filhos e as filhas de uns amigos que lá foram ter, só queriam andar e quase que lutavam para conseguir o seu lugar. Claro que, por onde passávamos, era garantia a atenção de todos...não sei porquê :)

Agora, é só esperar mais umas semanas para que a minha chegue.
Já está encomendada, claro, à Cenas a Pedal ;) que me ajudou imenso neste difícil processo de escolher a bicicleta ideal tendo em conta os meus requisitos. São especialistas em soluções de mobilidade a pedais! 5 estrelas!

21 janeiro 2011

Permacultura?? O que é essa cena?

Quem viu este filme já sabe um pouco do que é isto da Permacultura.

Quem não viu o filme, não sabe o que perde... mas eu digo, perde a possibilidade de ter a noção do que está por detrás da nossa agricultura convencional e como esse modelo pode ter os dias contados.
Perde a possibilidade de conhecer alguns (bons) exemplos alternativos à agricultura convencional.

Claro que pode sempre reverter isso e ver o filme, ou ir até Telheiras na próxima quarta-feira, dia 26 de Janeiro, participar no evento, "AH! Permacultura em Telheiras!", mais uma iniciativa do grupo de Transição em Telheiras, do qual, orgulhosamente, faço parte! :)
(clicar para ampliar)

Melhor ainda, pode ver o filme e participar no evento. ;)
Participem! Experimentem sair do lado do problema e passar para o lado da solução. É bem mais interessante.