15 março 2011

Planos falhados

Foto daqui.

Nem sempre os planos de vida correm bem (será que há planos, objectivos conscientes?).
As cidades representam muitas vezes o sonho. Não o verdadeiro sonho, mas sim um sonho vendido pela sociedade de hoje, em que os (novos) valores levam-nos a viver uma vida que não é aquela com que realmente sonhámos.

Casa->Trabalho (quando há!)->Casa->gastar dinheiro em tudo o que nos vendem como importante->pedir empréstimos para comprar ainda mais coisas->trabalhar mais ainda->depositar filhos na escola e em actividades extra, etc etc.

Por vezes o melhor é dar um passo atrás. "Atrás" não significa necessariamente regressão!!!
Pode ser, ter menos coisas, fazer mais coisas simples e tão gratificantes, passar mais tempo com quem gostamos, conhecer os vizinhos, viver em comunidade (como era dantes!), viver mais a natureza, e tanto, tanto mais!

06 março 2011

03 março 2011

Ciclista social



Tenho vincado muito o lado social na questão da mobilidade.
Trata-se, a meu ver, o lado menos visível, menos consciente nestas questões da mobilidade, e que nos afecta profundamente, por isso tenho vindo a sentir uma maior necessidade para o destacar (relembro este post).

A bicicleta é uma peça do (grande) puzzle que é a mobilidade sustentável, mas é para mim a peça de eleição, pois permite uma velocidade substancialmente maior do que andar a pé quase sem perder a proximidade entre as pessoas e o espaço urbano. É mais rápida, mas o suficientemente lenta para nos sentirmos ligados às pessoas, às coisas, a tudo o que nos rodeia.

Ontem, em mais um BTWD (bike-to-work-day), foi um excelente exemplo.

Comecei por sair de casa a pé com a Joana para a levar à escola. Com a bicicleta pela mão, lá fomos os dois, andando e conversando até ao início da rua da escola. Aí, beijinhos e cada um seguiu o seu caminho, ela puxando o seu trolley em direcção ao portão da escola e eu, agora montado na bicicleta em direcção ao meu trabalho, a 18km de distância.

Na saída do comboio na estação de Barcarena encontrei um colega que recentemente passou a usar os TP, com quem ainda troquei uns dedos de conversa enquanto percorríamos todas as mega estruturas pedonais desniveladas para passar de um lado da estação para o outro. Um "até já" e eu lá segui à minha velocidade e ele na sua, a pé até ao autocarro que tem paragem no lado oposto da IC19.

A IC19, mesmo "com menos trânsito" (deve ter sido um dia difícil)

Ao chegar, uma surpresa. Sem fazer por isso, 43' depois de ter saído de casa estava no trabalho, com os tais 16' de comboio pelo meio, tempo que aproveito para tomar o pequeno-almoço preparado em casa.

No final do dia, no sentido inverso, ao chegar à zona do C.C. Fonte Nova (Benfica), avisto ao fundo um ciclista que me parece familiar. Em modo eléctrico rapidamente me aproximo dele e, já perto do C.C. Colombo, com um suave toque de campainha, como que o "Hey..." cumprimento-o.
Com este amigo e vizinho, o António Cruz (com quem organizei a palestra no bairro), sigo à conversa em direcção de casa.

À nossa volta a confusão imperava. Estávamos nas imediações do grande estádio do Benfica e o jogo SLB-SCP (2-1, estamos na final!!) estava a 1h de começar. A 2ª circular e a IC19 deviam estar caóticas, mas nem dei por isso :)

Em amena cavaqueira seguimos até nos depararmos com uma rua fechada à entrada de Telheiras devido à claque do SCP e sua aparatosa escolta policial. Rua fechada mas não para nós, que seguimos pela ciclovia, até mais à frente termos mesmo que parar devido à aproximação da claque e ao zelo dos polícias que nos pediram para encostar meios desviados numa rua perpendicular pois "eles podiam atirar-nos com alguma coisa". Será que sabiam que somos dois benfiquistas?!? :D
Mais dois dedos de conversa e lá prosseguimos viagem até chegar calmamente a Telheiras onde nos deixámos ficar mais uns momentos à conversa até cada um seguir na sua bicicleta para casa.

Nestas alturas, não consigo deixar de pensar que se estivéssemos cada um em seu carro, além de ser improvável sequer darmos um pelo outro, teríamos acenado e seguido as nossa (individuais) vidas.

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Recentemente fiz uma mini-palestra no meu trabalho sobre Mobilidade Sustentável. Mais uma vez apostei no lado social da coisa, não descurando os restantes, como por exemplo, o caro-eléctrico-não-é-a-solução!
Depois da apresentação houve tempo para uma conversa/debate sobre o tema, mas não deu para aprofundar muito para além do ram-ram "não há alternativas", "gosto de TP, mas não dá para mim", "sozinhos não conseguimos mudar nada" e, sobre as bicicletas "Portugal é pior [do que os países nórdicos,] porque o tempo é bom e transpira-se mais".
Gostei na mesma, pois no mínimo as pessoas ficam a pensar mais um bocadinho nesta questão da mobilidade e, talvez, talvez um dia a coisa "bata"!

02 março 2011

Os Randonneurs já cá estão

Foram 35 randonneurs que no passado dia 26 de Fevereiro fizeram o 1º Brevet Randonneur Mondial, os 200km Tejo-Sorraia-Tejo, organizado pela mui recente associação Randonneurs Portugal da qual faço parte.

Pelas 6h15 da manhã, ao preparar-me para sair de casa, não pude deixar de pensar como esta história começou, na vontade do Pedro Alves de participar no Paris-Brest-Paris e de, na blogosfera, conseguir agregar um conjunto de pessoas que lhe desse força e algum apoio para trazer esta vertente do ciclismo para Portugal.
É mais uma vitória da iniciativa individual!

O núcleo duro na distribuição de tarefas

E como foi?
Da minha parte, neste Brevet, não pude dar mais que uma parte da manhã.
A festa de aniversário da minha filha naquela tarde, deu-me uma desculpa para não participar. Se não a tivesse, talvez tivesse treinado pouco e tivesse arriscado ir... talvez...

Apanhei boleia do meu presidente, António (sou vice-presidente do conselho fiscal) e lá fomos pela madrugada a caminho do local da partida, Vila Franca de Xira.

A Câmara Municipal local cedeu-nos as magníficas instalações do complexo da piscina municipal, com direito a parque de campismo e tudo. Iniciativa, mais uma vez, iniciativa! Contactámos, conseguimos.

Dividimos tarefas e fiquei a receber os participantes à medida que chegavam, dando-lhes algumas orientações sobre o que ia acontecer.

Randonneurs equipados, inscrições/pagamentos finalizados, briefing efectuado, com recomendações de orientação e de segurança, e lá se deu a partida, sem tiro de partida, sem qualquer momento solene... Foi tipo, "isto acaba às 21h30!, boa sorte".

Depois de fechado "o caixa" (de tupperware) com o dinheiro, o conselho fiscal oficializou as contas e partiu de volta para Lisboa.

Saí de lá orgulhoso!
Orgulhoso por testemunhar e por ter contribuído, ainda que pouco (o Pedro Alves é que é o grande mentor e trabalhador por detrás disto).

O Brevet acabou por correr muito bem e apenas dois participantes não concluiram a distância por uns meros 15km, devido a hiperglicémia.

Fotos aqui.

Estamos todos de parabéns, digo eu.

11 fevereiro 2011

Cidades com vida

De todo o activismo que tenho praticado recentemente (engraçado como em Portugal esta palavra é quase depreciativa), em diferentes áreas, pró-peão e contra-carros-nos-passeios, pró-bicicletas como meio de transporte, pró-andar-a-pé (para a escola), na Transição (contra-um-sem-fim-de-coisas-da-sociedade-actual), o grande somatório disto tudo é simples de obter:

O que eu quero mais são cidades com vida.

O que é uma cidade com vida? Já temos muitas pessoas (vivas) nas cidades, aliás cada vez mais... mas será que isso se está a traduzir em "vida"?

Temos cada vez mais pessoas de costas para a sociedade, à espera que alguém faça o que elas querem que seja feito, mas sem nunca pensar que podem sair do lado do problema e passar para o lado da solução.
Temos cada vez mais pessoas, mas cada vez mais dentro de carros.
Temos cada vez mais pessoas mas a viverem vidas cada vez mais isoladas (não escrevo isto na sequência da notícia da morte da idosa que só foi descoberta 9 anos depois, embora tenha tudo a ver!).
Temos cada vez mais pessoas auto-escravizadas numa sociedade de consumo., que trabalham sobretudo para "ter" e cada vez menos para "ser", e trabalham muito.
Temos cada vez mais pessoas que passam cada vez menos tempo com os filhos. Delegam a educação na TV, consolas, internet e afins.

Temos cada vez mais pessoas a viver como autómatos, ou seja com menos vida.

O que me move em termos sociais é isto. Envolvo-me para promover a vida.

Escrevi este post depois de ver estas duas imagens, não por ter sido uma descoberta vê-las pois já é um tema que aprofundo há uns tempos, mas inspiram-me!

Antes ->vidas???


Depois->Vidas!!!

Nestas duas fotos (a 2ª tem tanto fotoshop quanto as fotografias de revista de hoje em dia) podemos ver como trazer vida às cidades. O site de onde as copiei está a promover um concurso tipo "Desenha a tua rua!" e é curioso pois é precisamente o que estou a fazer com os meus vizinhos do grupo da Mobilidade na Iniciativa de Transição de Telheiras.

O que tem a Transição a ver com mobilidade e medidas de acalmia de tráfego? Tem tudo! Transição -> eliminar dependência do petróleo + comunidades mais ligadas = andar a pé.
Como conseguir converter trânsito motorizado em trânsito não motorizado? Redesenhando as ruas para dar segurança aos actores principais, as pessoas!!

O que já aconteceu até agora? Começou com um palestra sobre a utilização da bicicleta como meio de transporte e mobilidade suave em geral com a participação do Mário Alves, onde cabeças foram literalmente abertas para esta temática.
Desde então, várias pessoas (no mínimo 5 ou 6) passaram a a bicicleta como meio de transporte. Foi criado um grupo de trabalho que já tem um diagnóstico sobre o bairro, que, se tudo correr bem será o princípio de processo de transformação na vida de bairro, que não é má mas pode melhorar e muito.

Termino este post com uma frase que aprendi neste processo: "As pessoas são o sangue das cidades". Já agora uma outra: "Os carros esterilizam as ruas". Têm tanto significado. Adoro o poder da linguagem!! :)

Bons desenhos! Boas vidas!

28 janeiro 2011

Bicicleta de carga

Já tenho algumas bicicletas, mas ainda me falta ter uma.

Não é uma qualquer, é A bicicleta que vai eliminar algumas viagens (curtas) de carro, que ainda faço e que me fazem muita comichão.
Porquê a comichão, porque são curtas, porque são de carro quando podiam ser facilmente feitas de bicla, sem trânsito, sem estacionamento, sem poluir etc, etc.
Porquê de carro? Porque tenho que carregar coisas, porque tenho que levar o filho e/ou a filha não-sei-onde.

MAS, o fim desta comichão está à vista. Vêm aí a UTE! Trata-se de uma long-tail que tem os requisitos que tenho neste momento, um deles, o preço contido.

Há duas semanas tive a oportunidade de experimentar uma long-tail. Troquei de duas-rodas com o Gonçalo (Vespa<->bicicleta) na sexta à tarde e tive um fim de semana livre do carro, quase.
Logo no sábado de manhã, fui ao Continente de Telheiras com o Afonso. Para ele foi a aventura, sempre a dizer para andar mais rápido e a reclamar sempre que pedalava (ainda que apenas por momentos) em cima do passeio... "vai para a estrada, vai para a estrada!".
Giro giro, foi ameaçar para ele se portar bem, senão íamos de carro e não de bicicleta! e a resultar!!! ;)

Na parte da tarde, foi o "grande" passeio à horta de permacultura da FCUL (mais info e fotos, aqui). Já no local, este veículo tornou-se num carrocel e os meus filhos e as filhas de uns amigos que lá foram ter, só queriam andar e quase que lutavam para conseguir o seu lugar. Claro que, por onde passávamos, era garantia a atenção de todos...não sei porquê :)

Agora, é só esperar mais umas semanas para que a minha chegue.
Já está encomendada, claro, à Cenas a Pedal ;) que me ajudou imenso neste difícil processo de escolher a bicicleta ideal tendo em conta os meus requisitos. São especialistas em soluções de mobilidade a pedais! 5 estrelas!

21 janeiro 2011

Permacultura?? O que é essa cena?

Quem viu este filme já sabe um pouco do que é isto da Permacultura.

Quem não viu o filme, não sabe o que perde... mas eu digo, perde a possibilidade de ter a noção do que está por detrás da nossa agricultura convencional e como esse modelo pode ter os dias contados.
Perde a possibilidade de conhecer alguns (bons) exemplos alternativos à agricultura convencional.

Claro que pode sempre reverter isso e ver o filme, ou ir até Telheiras na próxima quarta-feira, dia 26 de Janeiro, participar no evento, "AH! Permacultura em Telheiras!", mais uma iniciativa do grupo de Transição em Telheiras, do qual, orgulhosamente, faço parte! :)
(clicar para ampliar)

Melhor ainda, pode ver o filme e participar no evento. ;)
Participem! Experimentem sair do lado do problema e passar para o lado da solução. É bem mais interessante.

20 janeiro 2011

Pequenas (grandes) mudanças

É com orgulho que escrevo este post.
Sempre gostei de partilhar e até influenciar, sobretudo quando tenho a certeza que essa partilha/influência é uma "coisa boa".

Há uns meses, em conversa com um colega durante o almoço, o tema era "filhos" e rotinas matinais, etc.
Este meu colega, com três filhos pequenos (dos 2 aos 6 anos, na altura, acho) não tinha a vida fácil e falava da rotina de distribuição como algo complicado.
De facto, despachar, meter no carro (casacos, malas, cintos de segurança, etc, quando são muito pequenos/não obedientes, etc, não é fácil, acreditem!), enfrentar o trânsito, arranjar lugar para estacionar minimamente bem, ir à escola, despedidas nem sempre rápidas (daí a importância de estacionar sem bloquear outros), etc, etc... Ufa, só de escrever isto cansa!
Bom, ouvindo isto e tendo eu já "visto a luz", fiz uma ou duas perguntas para perceber se havia possibilidade de mudar (haver há sempre!).

- A que distância moras da escola?
- É fácil estacionar em frente à escola?
- Costumas apanhar trânsito nesse trajecto?

Bingo!
Morava perto (dois quarteirões), estacionar era super complicado e stressante e o trânsito era também um factor muito importante já que estamos a falar de uma zona central e movimentada até com alguns dias de caos.

Meti o discurso "andar a pé", falei do meu caso e dos benefícios que senti com as mudanças, pois também tinha sido totó ao levar a Joana de carro "à passagem", o que era um absurdo completo.

A minha sugestão/desafio(!) foi logo aceite. As diferenças foram sentidas logo de início. Houve dias de resistência das miúdas, mas a mudança aconteceu.
Também a mulher do meu colega resistiu à mudanças, mas temporariamente (o testemunho é seu)

Entretanto pedi-lhes que dessem um pequeno testemunho na 1ª pessoa, que acederam logo, mas só agora me chegou às mãos. Tá tudo dito.


Andar a pé é divertido. [21.05.2010]

Todos os dias de manhã a rotina da distribuição era igual. Todos juntos num único carro e fazíamos a distribuição. Primeiro o mais pequeno, que fica com a avó e depois as meninas que andam na mesma escola, a seguir passávamos em casa e cada um seguia no seu carro para o trabalho.

No mês de Fevereiro (mais coisa menos coisa) o marido começou a ir levar as meninas a pé. Elas não gostavam nada. Faziam fita à saída, ou porque estavam cansadas, ou porque lhes doía as pernas ou porque tinham frio. Quando chovia iam contente com os chapéus-de-chuva. Eu não concordava (muito) com esta mudança, mas até me deu jeito. Pois assim perdia menos tempo de manhã e chegava muito mais cedo ao trabalho e assim também podia sair mais cedo.

Algum tempo depois, as queixas deixaram de se ouvir e começaram a perguntar-me quando é que eu ia também a pé e todos os dias respondia-lhes: qualquer dia.

Os dias ficaram melhores, o bebé começou a andar ainda melhor e experimentei. Demorei menos tempo e fiquei fã. E voltámos a sair todos juntos de manhã para a distribuição, a diferença é que não vamos de carro, mas sim a pé. Nos dias em que não há actividades extra-curriculares, também os vamos buscar a pé. Apesar da distância não ser grande, sinto que as crianças andam melhor, com o passo mais firme e mais direitas.

Desvantagens: Nenhuma.

Vantagens:

  • Não temos de nos preocupar com o estacionar na escola, que por vezes era uma confusão.
  • Poupança de combustível.
  • Despachamo-nos mais depressa (tem dias em que é muito complicado “prender” 3 crianças dentro de um carro).
  • Chegam à escola com o aquecimento feito e não há tantas birras na despedida.
  • Mais tempo com qualidade com as crianças.
  • E sem sombra de dúvida, é divertido!

Actualização [29.01.2011]

A partir do início do ano lectivo de 2010/2011 (Setembro), o mais novo foi para a escola – antes ficava na casa da Avó – e deixámos de sair todos juntos a pé, só as mais velhas é que iam a pé com o Pai. “Ele tem de ir de carro dado que a escola dele fica a cerca de 15 minutos a pé, enquanto as delas fica a cerca de 7 minutos, sem ronha”.

A partir de Outubro, com a mudança do clima ele ficou doente, até há 2 semanas, e por causa disso até as manas deixaram de ir a pé.

Desde a semana passada voltamos a fazer as caminhadas matinais, e a boa disposição voltou. Vamos no caminho a cantar, a falar sobre coisas que aconteceram na véspera e que no dia anterior não houve tempo para contar…etc, e num instante já está, chegamos à escola.

12 janeiro 2011

Telheiras em Transição

Não tenho falado muito disso, mas faço parte da Iniciativa de Telheiras em Transição.

O que é a Transição? É a passagem de uma sociedade desagregada e dependente do petróleo para um conjunto de comunidades unidas e resilientes (uma definição minha).

É consumir conscientemente, é consumir local, é reduzir/eliminar a dependência do petróleo, é cultivar os próprios vegetais e frutas em horta pequenas e/ou comunitárias, de preferência permacultura, é viver em sociedade, é partilhar conhecimento e skills, é poluir muito menos....enfim... é tanta coisa boa! :)

No fundo é uma preparação, uma mudança para um estilo de vida que nos prepará para um futuro cada vez mais incerto, com crises económicas e sociais sem fim à vista, o pico do petróleo eminente (seja hoje ou daqui a 10, 20 anos), uma conjuntura que vai abanar muito a nossa sociedade e o nosso modo de vida actual.

E não, não é nenhuma seita do Apocalipse, é uma comunidade que olha para o lado da solução em vez de se focar no problema.

No âmbito deste movimento, a bicicleta tem um papel importante por todas as razões que já foram anteriormente faladas ;)

Este fim de semana a bicicleta estará em alta em Telheiras e por isso deixo o convite a todos que queiram saber mais um pouco de permacultura, que queiram/precisem reparar ou afinar uma bicicleta ou simplesmente queiram conviver com pessoas que escolheram viver a vida e outra maneira.
(clicar na imagem para ampliar)

Eu, em princípio, terei uma long tail (bicicleta mais longa que transporta muita carga e também pessoas) durante o fim de semana para um "teste de carga" a esta opção na vida real .

Já experimentei a bicicleta do Bicycle Repair Man durante uns minutos e foi a loucura (ainda hoje me lembrei dele enquanto caminhava para casa com a bicla pela mão, pneu furado) .

Era quase Natal e a Joana e o Afonso decidiram cantar uma canção de Natal, alto e bom som enquanto seguiam, ambos, sentados atrás. Tudo debaixo de chuva miudinha. Épico!
Fica um obrigado à Ana e ao Bruno das Cenas a Pedal.

Em breve haverá novidades neste tema, stay tuned!

Sol. Bicicleta para o ....

...Furo. Mota, afinal teve ser a mota, novamente.

Acordei cedo. O sol radiante confirmou-se e pensei "Zero emissões!". Preparei a trouxa toda para mais um bike-to-work-day. Saco da natação, pequeno-almoço para tomar no comboio, tudo.

Saí, e com a bicicleta (gocycle) pela mão, levei a Joana à escola, para logo de seguida iniciar a viagem para o trabalho.
Cerca de 800mts depois, sensação estranha, parece que "sentia mais o chão", alguns segundos depois, confirmo, furo na roda traseira.

Alguns (intermináveis) minutos a caminhar para casa - ainda bem que foi perto!, encasaquei-me e lá fui ter com a Vespa que levou rapidamente ao trabalho, acabando por chegar à mesma hora que chegaria de bicicleta, mas claro, sem metade do gozo.
Podia ter sido pior, pois se fosse carro teria tido "Zero gozo"!