21 janeiro 2011

Permacultura?? O que é essa cena?

Quem viu este filme já sabe um pouco do que é isto da Permacultura.

Quem não viu o filme, não sabe o que perde... mas eu digo, perde a possibilidade de ter a noção do que está por detrás da nossa agricultura convencional e como esse modelo pode ter os dias contados.
Perde a possibilidade de conhecer alguns (bons) exemplos alternativos à agricultura convencional.

Claro que pode sempre reverter isso e ver o filme, ou ir até Telheiras na próxima quarta-feira, dia 26 de Janeiro, participar no evento, "AH! Permacultura em Telheiras!", mais uma iniciativa do grupo de Transição em Telheiras, do qual, orgulhosamente, faço parte! :)
(clicar para ampliar)

Melhor ainda, pode ver o filme e participar no evento. ;)
Participem! Experimentem sair do lado do problema e passar para o lado da solução. É bem mais interessante.

20 janeiro 2011

Pequenas (grandes) mudanças

É com orgulho que escrevo este post.
Sempre gostei de partilhar e até influenciar, sobretudo quando tenho a certeza que essa partilha/influência é uma "coisa boa".

Há uns meses, em conversa com um colega durante o almoço, o tema era "filhos" e rotinas matinais, etc.
Este meu colega, com três filhos pequenos (dos 2 aos 6 anos, na altura, acho) não tinha a vida fácil e falava da rotina de distribuição como algo complicado.
De facto, despachar, meter no carro (casacos, malas, cintos de segurança, etc, quando são muito pequenos/não obedientes, etc, não é fácil, acreditem!), enfrentar o trânsito, arranjar lugar para estacionar minimamente bem, ir à escola, despedidas nem sempre rápidas (daí a importância de estacionar sem bloquear outros), etc, etc... Ufa, só de escrever isto cansa!
Bom, ouvindo isto e tendo eu já "visto a luz", fiz uma ou duas perguntas para perceber se havia possibilidade de mudar (haver há sempre!).

- A que distância moras da escola?
- É fácil estacionar em frente à escola?
- Costumas apanhar trânsito nesse trajecto?

Bingo!
Morava perto (dois quarteirões), estacionar era super complicado e stressante e o trânsito era também um factor muito importante já que estamos a falar de uma zona central e movimentada até com alguns dias de caos.

Meti o discurso "andar a pé", falei do meu caso e dos benefícios que senti com as mudanças, pois também tinha sido totó ao levar a Joana de carro "à passagem", o que era um absurdo completo.

A minha sugestão/desafio(!) foi logo aceite. As diferenças foram sentidas logo de início. Houve dias de resistência das miúdas, mas a mudança aconteceu.
Também a mulher do meu colega resistiu à mudanças, mas temporariamente (o testemunho é seu)

Entretanto pedi-lhes que dessem um pequeno testemunho na 1ª pessoa, que acederam logo, mas só agora me chegou às mãos. Tá tudo dito.


Andar a pé é divertido. [21.05.2010]

Todos os dias de manhã a rotina da distribuição era igual. Todos juntos num único carro e fazíamos a distribuição. Primeiro o mais pequeno, que fica com a avó e depois as meninas que andam na mesma escola, a seguir passávamos em casa e cada um seguia no seu carro para o trabalho.

No mês de Fevereiro (mais coisa menos coisa) o marido começou a ir levar as meninas a pé. Elas não gostavam nada. Faziam fita à saída, ou porque estavam cansadas, ou porque lhes doía as pernas ou porque tinham frio. Quando chovia iam contente com os chapéus-de-chuva. Eu não concordava (muito) com esta mudança, mas até me deu jeito. Pois assim perdia menos tempo de manhã e chegava muito mais cedo ao trabalho e assim também podia sair mais cedo.

Algum tempo depois, as queixas deixaram de se ouvir e começaram a perguntar-me quando é que eu ia também a pé e todos os dias respondia-lhes: qualquer dia.

Os dias ficaram melhores, o bebé começou a andar ainda melhor e experimentei. Demorei menos tempo e fiquei fã. E voltámos a sair todos juntos de manhã para a distribuição, a diferença é que não vamos de carro, mas sim a pé. Nos dias em que não há actividades extra-curriculares, também os vamos buscar a pé. Apesar da distância não ser grande, sinto que as crianças andam melhor, com o passo mais firme e mais direitas.

Desvantagens: Nenhuma.

Vantagens:

  • Não temos de nos preocupar com o estacionar na escola, que por vezes era uma confusão.
  • Poupança de combustível.
  • Despachamo-nos mais depressa (tem dias em que é muito complicado “prender” 3 crianças dentro de um carro).
  • Chegam à escola com o aquecimento feito e não há tantas birras na despedida.
  • Mais tempo com qualidade com as crianças.
  • E sem sombra de dúvida, é divertido!

Actualização [29.01.2011]

A partir do início do ano lectivo de 2010/2011 (Setembro), o mais novo foi para a escola – antes ficava na casa da Avó – e deixámos de sair todos juntos a pé, só as mais velhas é que iam a pé com o Pai. “Ele tem de ir de carro dado que a escola dele fica a cerca de 15 minutos a pé, enquanto as delas fica a cerca de 7 minutos, sem ronha”.

A partir de Outubro, com a mudança do clima ele ficou doente, até há 2 semanas, e por causa disso até as manas deixaram de ir a pé.

Desde a semana passada voltamos a fazer as caminhadas matinais, e a boa disposição voltou. Vamos no caminho a cantar, a falar sobre coisas que aconteceram na véspera e que no dia anterior não houve tempo para contar…etc, e num instante já está, chegamos à escola.

12 janeiro 2011

Telheiras em Transição

Não tenho falado muito disso, mas faço parte da Iniciativa de Telheiras em Transição.

O que é a Transição? É a passagem de uma sociedade desagregada e dependente do petróleo para um conjunto de comunidades unidas e resilientes (uma definição minha).

É consumir conscientemente, é consumir local, é reduzir/eliminar a dependência do petróleo, é cultivar os próprios vegetais e frutas em horta pequenas e/ou comunitárias, de preferência permacultura, é viver em sociedade, é partilhar conhecimento e skills, é poluir muito menos....enfim... é tanta coisa boa! :)

No fundo é uma preparação, uma mudança para um estilo de vida que nos prepará para um futuro cada vez mais incerto, com crises económicas e sociais sem fim à vista, o pico do petróleo eminente (seja hoje ou daqui a 10, 20 anos), uma conjuntura que vai abanar muito a nossa sociedade e o nosso modo de vida actual.

E não, não é nenhuma seita do Apocalipse, é uma comunidade que olha para o lado da solução em vez de se focar no problema.

No âmbito deste movimento, a bicicleta tem um papel importante por todas as razões que já foram anteriormente faladas ;)

Este fim de semana a bicicleta estará em alta em Telheiras e por isso deixo o convite a todos que queiram saber mais um pouco de permacultura, que queiram/precisem reparar ou afinar uma bicicleta ou simplesmente queiram conviver com pessoas que escolheram viver a vida e outra maneira.
(clicar na imagem para ampliar)

Eu, em princípio, terei uma long tail (bicicleta mais longa que transporta muita carga e também pessoas) durante o fim de semana para um "teste de carga" a esta opção na vida real .

Já experimentei a bicicleta do Bicycle Repair Man durante uns minutos e foi a loucura (ainda hoje me lembrei dele enquanto caminhava para casa com a bicla pela mão, pneu furado) .

Era quase Natal e a Joana e o Afonso decidiram cantar uma canção de Natal, alto e bom som enquanto seguiam, ambos, sentados atrás. Tudo debaixo de chuva miudinha. Épico!
Fica um obrigado à Ana e ao Bruno das Cenas a Pedal.

Em breve haverá novidades neste tema, stay tuned!

Sol. Bicicleta para o ....

...Furo. Mota, afinal teve ser a mota, novamente.

Acordei cedo. O sol radiante confirmou-se e pensei "Zero emissões!". Preparei a trouxa toda para mais um bike-to-work-day. Saco da natação, pequeno-almoço para tomar no comboio, tudo.

Saí, e com a bicicleta (gocycle) pela mão, levei a Joana à escola, para logo de seguida iniciar a viagem para o trabalho.
Cerca de 800mts depois, sensação estranha, parece que "sentia mais o chão", alguns segundos depois, confirmo, furo na roda traseira.

Alguns (intermináveis) minutos a caminhar para casa - ainda bem que foi perto!, encasaquei-me e lá fui ter com a Vespa que levou rapidamente ao trabalho, acabando por chegar à mesma hora que chegaria de bicicleta, mas claro, sem metade do gozo.
Podia ter sido pior, pois se fosse carro teria tido "Zero gozo"!

09 janeiro 2011

50' alternativos à Televisão

Com um documentário de televisão, da BBC.
Desde que vi este documentário que ando a falar muito nele a amigos.
Não fazia sentido, portanto, não o deixar por aqui, até porque é sobre mais um Plano A (Agricultura) que parece estar em causa no futuro, que se adivinha no mínimo incerto.

06 janeiro 2011

Os meus Mais e Menos para 2011

Em jeito de resoluções de ano novo, para 2011 quero:

Chegar mais cedo ao trabalho;
Sair mais cedo do trabalho;
Andar mais de bicicleta;
Andar mais a pé;
Usar mais Transportes Públicos;
Treinar mais para Triatlos;
Participar mais em triatlos;
Praticar mais BTT;
Deitar mais cedo;
Dormir mais;
Ler mais;
Saber mais;
Cultivar mais vegetais no quintal;
Consumir mais produtos portugueses/locais;
Reparar mais coisas;
Reutilizar mais coisas;
Construir mais coisas;
Passar mais tempo com família e amigos;
Conhecer mais sítios;
Ajudar mais os outros;
Partilhar mais com os outros;

Andar menos de carro;
Consumir menos plásticos;
Consumir menos!;
Usar (ainda) menos produtos descartáveis;
Poluir menos;
Ver (ainda) menos televisão;
Depender menos do petróleo;
Desperdiçar menos tempo;


E não, não se trata disto:


Para o planeta só há o Plano A.


Imagem: zero2fearo

Imagens presentes num concurso de design ecológico, Sustainable Refrainables.

03 janeiro 2011

Ano novo... 4 rodas novas!


Não é um carro, claro! Também não são novas, nem velhas. São... antigas... clássicas!!

Uma ZEG para senhora e uma Ye-Ye para homem. Só preciso de uma bomba que dê para válvulas de há 30 anos... :D

29 dezembro 2010

Bom ano 2011!!

Desejo a todos um bom ano novo!


Será que 2011 vai ser o ano da bicicleta e da mudança do paradigma da mobilidade em geral (menos automóveis particulares, mais Transportes públicos, mais meios suaves como andar a pé)?

Será que 2001 vai ser o ano de mudança em relação à dependência do petróleo? O petróleo voltou a estar em alta. A procura continua a subir (China, India e afins) e a produção mantém-se inalterada...

Será que 2011 será um grande ano de Transição? Em Telheiras o processo continua!

Se fosse uma candidata a Miss Mundo era disto que eu falaria no meu discurso "I wish..." Ehehe :D

Bom ano a todos! mesmo para os que têm uma pegada ecológica brutal, seus brutos! :)

18 dezembro 2010

O que o carro faz aos nossos bairros

O carro tem imensos efeitos negativos nas nossas ruas. Para além do ruído, poluição, espaço que roubam para passar e estacionar, há ainda implicações de que poucos se apercebem...
Vejam este video com o resultado de um estudo sobre o impacto do trânsito na vida de bairro.