16 novembro 2010

De regresso aos...

... Gocycle-to-work-days!!

Pronto, era só isto. ;)

PS1: Continuo a contrariar a teoria geral de que troquei as biclicletas pela mota.
PS2: ZERO viagens de carro (para o trabalho) desde que tenho a mota.

09 novembro 2010

Cartão velho, carro novo!

No Domingo passado, aproveitei algum tempo livre para dar andamento a um projecto que já tinha na calha. Coisas feitas de cartão. O cartão é um material com muito potencial e bem trabalhado dá para imensa coisa, desde brinquedos, móveis, assentos, candeeiros, etc, etc.

Material: Caixa de cartão (enviada por correio pela Gocycle); cola, tesoura (não é o ideal) e ainda utilizei um x-acto.


Peças depois de cortadas...


Os miúdos também participaram. A Joana a colar...


... e o Afonso a snifar cola!/verificar colagem :)


Produto acabado: Um jipe (que não pode apanhar chuva) :)


Mas pode fazer todo o terreno (quando seco!)


Assim terminou este primeiro projecto.
O brinquedo continua a ser o preferido do dia e já tem montes de passageiros desenhados pelo Afonso, pois o cartão estava mesmo a pedir...

O melhor disto tudo é o processo de montagem partilhado com as crianças, pois há uma tendência para acharem que as coisas nascem nas lojas. O Afonso só perguntava "Quando é que está pronto? Já está?" :D. Já a Joana participou activamente.
Ah... e mais ninguém no mundo tem um brinquedo igual aquele. :D

Agora é arranjar tempo para mais brinquedos e utilidades. Talvez um avião e um estojo para lápis e canetas...

08 novembro 2010

"E agora, Portugal?"

Deixo aqui um post de um vizinho que conheci recentemente, nas sessões da Iniciativa de Transição em Telheiras.
É um excelente artigo sobre o estado da nação e do mundo, que deveria fazer pensar todos aqueles que o lerem.
Aconselho vivamente a leitura do post (e o resto do blog).

Aqui:

É bom ter vizinhos, sobretudo destes! ;)

05 novembro 2010

O petróleo está no fim (?)

O pico do petróleo é um assunto que me tem despertado interesse, sobretudo ultimamente, mas um pouco desde que li o livro "O sétimo Selo" do José Rodrigues dos Santos, onde fiquei a perceber alguma coisa (pouca!) sobre o petróleo e as questões à volta das reservas, extracção do dito e das questões geo-políticas-estratégicas que envolvem esta preciosa, e cada vez mais escassa, substância.

O tema não é nada fácil e é encarado pelos leigos, comuns cidadãos como mais uma história do fim do mundo, do Apocalipse e tal.

A conceituada revista National Geographic publicou, em 2004, um extenso artigo sobre este tema, que partilho aqui (digitalização do papel).

Uma coisa é certa, desenganem-se aqueles que pensam que tudo vai permanecer como está hoje, com os seres humanos a explorar o planeta até ao tutano, ao mesmo tempo que o sufocam com gases de efeito de estufa e com os chineses (indianos, etc, etc) a caminharem para o modelo de consumo ocidental (americano, mesmo).

Um pensamento "giro" sobre o petróleo é que vai "aparecer" algo que o substitua. A evolução tecnológica vai encarregar-se, naturalmente, de arranjar uma saída, como está acontecer com os carros eléctricos, visto como a salvação e a razão para deixarmos de consumir petróleo, de o abandonarmos, mesmo (recentemente alguém argumentava comigo isto mesmo, íamos deixar de precisar dele por causa dos carros eléctricos :s).
O petróleo não faz apenas andar os nossos carros, o petróleo está em tudo o que nos rodeia, e as energias alternativas de que tanto se fala (eólica, solar, das ondas, etc) não vão servir para fazer os produtos químicos de que depende toda a agricultura, para medicamentos, alcatrão, plásticos, etc, etc. etc...
A própria rede eléctrica é, ainda, alimentada sobretudo por combustíveis fósseis, como o petróleo, gás natural, carvão.

Bom, não sou especialista (nem de longe nem de perto!) e ainda há pouco tempo não tinha bem a noção de uma série de coisas... Apenas pretendo partilhar alguma informação ;)

03 novembro 2010

Cidadania


"Ask not what your country can do for you - ask what you can do for your country." é das frases históricas que mais me toca.

Em Portugal vivemos ainda na fase "O que é o Estado pode fazer por mim" e como o Estado é muito, muito, muito mau, o que tem sido feito não é bom para ninguém, a não ser para a oligarquia que o compõe.

Na onda do que é que podemos fazer pelo país, acabei de enviar um e-mail à direcção do instituto (público, sim!) onde trabalho, no sentido de os alertar para a falta de políticas de eficiência energética no gigante edifício em que estamos instalados.

Apelei ao lado económico, mas também ao lado ecológico e dei algumas sugestões de fácil implementação, como por exemplo instalar interruptores para se poderem apagar as luzes!!!! Edifícios modernos... :(

Não sei o que isto pode dar (vou tentar que dê algo), mas que fiz o que devia, fiz!

02 novembro 2010

Surf's up

Praia da Rocha, Portimão

Este fim de semana foi um fim de semana com surf!

O Surf é um desporto (é tão mais que isso!) sobre o qual já tinha assumido que tinha saudades e que ia voltar a praticar, assim que possível.
Sem forçar esse momento apareceu.

Por motivos familiares tive que ir passar parte deste fim de semana grande a Portimão, Algarve. A Praia da Rocha foi o spot onde regressei às ondas!

Domingo, bem cedo (hora nova mas hábitos velhos) fui ver o mar e lá estavam elas, as ondas que me iriam receber de volta. Regressei a casa para voltar com toda a troop incluindo os cães. Aí sim, os Marques tinham chegado à praia...

Eu segui a minha via, directo para o mar. O tempo estava mau, chuva e vento, e o resto da troop rápido regressou a casa.

Fiz um rápido aquecimento e entrei na água.
A temperatura estava boa, cerca de 20º suficientemente quente para não ter tido frio com o meu fato de amador (e de Verão, calção e manga curta) - o tal fato que já serviu para tudo, desde ski aquático, wakeboard, snorkeling e triatlo.

O mar estava grande e desordenado. O forte vento baralhava a ondulação e o resultado não era bonito, mas naquele momento nada me desmotivaria.
A primeira onda não tardou. Era grande e pensei "siga". Umas remadas e aí estava eu a apanhar a boleia. Assim que tentei pôr-me de pé, ainda no drop, Pumba! grande tralho!
Abusei e tentei cedo de mais meter-me de pé, como se tivesse sido ontem a última vez que surfei. Ri-me! Ainda debaixo de água, pensei "que estica! venha a próxima".
Segunda onda e zás, estava de pé. Fiz parte do drop ainda deitado e levantei-me com mais calma. De pé, senti-me realmente de volta. A onda já estava desfeita, mas o regresso estava feito.

Daí em diante foi sempre a evoluir, novamente. Onda atrás de onda, tralho atrás de tralho, porrada atrás de porrada, passei quase 2h dentro de água, sem qualquer cansaço, graças à forma física da natação! Se tivesse voltado ao surf sem "braços de natação" aquela sessão teria sido reduzida a 30 minutos de sofrimento, pois o mar estava difícil. Assim, foi muito, muito fácil voltar! :)

No dia seguinte voltei ao spot. O mar estava ainda maior, mas mais ordenado. O meu surf continuou a evoluir em grande velocidade. A sessão acabou por ser mais curta mas muito produtiva. Enquanto surfava a família e os cães brincavam na praia, num dia esplêndido de sol mas com vento.

O surf é um desporto que nos une com a natureza de uma forma indiscritível. Estar ali no meio do mar, sentir a força do mar, o Sol nele reflectido, a chuva (quando cai), o vento e todo aquele silêncio humano, só o som da natureza.... É muito bom! Tinha saudades, tinha mesmo saudades e só naquela altura percebi o quanto.

Assim foi o regresso, com as expectativas pessoais muito excedidas.
Surf's up, again!

29 outubro 2010

Grande opção, pequena falha

Utilizar a mota, aliás VESPA, para o trabalho tem-se provado uma excelente opção.
É a terceira semana que a uso e tenho poupado em todos os aspectos, Euros, minutos e stress, pois sei sempre quanto tempo vou demorar a fazer determinado trajecto.

O que tenho ganho é liberdade. Ontem tive que ir ao centro de Lisboa buscar o cartão de cidadão... Olhei para o relógio ao chegar ao Campo Pequeno, enquanto esperava pelo semáforo verde na cabeça da fila e constatei que tinha demorado 5' desde casa até ali com um trânsito descomunal. Disse para mim mesmo: "UAU".

A pequena falha é a falta de material de chuva. Tenho-me desleixado com isso e hoje apanhei a 1ª molha... ok, kind of, pois só ensopei o casaco e molhei uma pequena parte da camisola na barriga. Estou impecável, embora tenha uma poça atrás de mim debaixo da roupa motard que escorre pendurada numa cadeira...
Tenho que atinar e comprar o impermeável e as luvas que me faltam!

Mesmo assim, quando estiver mesmo mau tempo (como está neste preciso momento!)... posso pegar no carro, não há estigmas.

Para aqueles que já estão a pensar que deixei de usar de bicicleta, digo o seguinte: ERRADO!! Ainda ontem à noite fui às compras de bicicleta.

Transição em Telheiras

Telheiras é um bairro diferente. Já tinha percebido isso.
Sempre me senti bem vivendo em Telheiras. Sinto que estou integrado num bairro e que faço parte de uma comunidade.
A ART - Associação de Residentes de Telheiras, tem sangue novo e um dos projectos que está a arrancar nesta associação é a Iniciativa de Transição em Telheiras.

Na quarta feira-passada realizou-se o primeiro encontro, feito para palpar terreno e sentir se haveria quórum no bairro para tal projecto. A resposta foi muito positiva muitas dezenas de pessoas marcaram presença.

Feitas as apresentações, houve a projecção de um filme que focava um dos problemas globais actual, o pico do petróleo e o impacto na estilo de vida actual.
O filme (muito bom!), "THE END OF SUBURBIA" é centrado no modelo americano, mas aplica-se com muita facilidade noutras regiões, nomeadamente na Europa, dado que cada vez mais imitamos o "american way of living"...

Depois do filme houve um debate sobre o tema e não só. Falou-se do movimento de transição, de permacultura, do fim do petróleo, da dependência actual do petróleo e afins.
Vi muitas caras conhecidas, vizinhos ou nem por isso. Vi e fiquei a conhecer mais um pouco desta comunidade. Gostei de ver uma comunidade preocupada com estes temas e senti que havia ali vontade de fazer algo mais do que se faz actualmente.

No fim ficou a promessa de novidades em breve, a recepção de sugestões para temas a debater. Um dos temas a incluir será, claro, a bicicleta!

Chegámos a um ponto em que reciclar não é suficiente. Há que reduzir drasticamente a pegada ecológica!!

Já estava semi-familiarizado com a Transição e Permacultura(*), mas gostei de sentir ao vivo a coesão social em volta do tema. Se vai dar frutos ou não, veremos...

No fundo, no fundo, já estou em modo de transição há uns anos.

(*)Uma definição para Permacultura:
É um método holístico para planear, actualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.

Ficam mais alguns sites e blogs sobre o assunto:
poscarbono.blogspot.com
Pico do Petróleo
Transição e Permacultura Portugal

28 outubro 2010

Casa nova - Plano C

Mudei de poiso. Trouxe comigo tudo o que tinha acumulado. Mudei-me mas não vou deixar caixotes por abrir, nem vou mudar de decoração.

Continuo o mesmo, apenas precisei de sair de dentro de um Sportblog, que já não transmitia tudo aquilo que o blog representava. O desporto foi o princípio, agora é apenas parte de um "plano" mais abrangente.

Bem vindos de novo ao meu blog, o PLANO C.

27 outubro 2010

Randonneurs Portugal

Grande notícia para a bicicultura portuguesa.
Portugal já tem Randonneurs, representado por Randonneurs Portugal.


Vale a pena visitar o site oficial: www.randonneursportugal.org

O que é o Randonneurs Portugal?
É uma associação que tem como missão a implementação em Portugal dos Brevets Randonneurs Mondiaux (BRM), eventos de ciclismo de longa distância não competitiva.

Basicamente tratam-se de eventos que são obrigatórios para quem pretender participar no "Brevet de todos os brevets" o mítico Paris-Brest-Paris, evento que se realiza de 4 em 4 anos e que terá a a próxima edição já em 2011.

MAS, este eventos também são para quem queira simplesmente desafiar-se a si próprio ou fazer estes "passeios" pois normalmente têm um cariz turístico associado. As regras são muito simples pois basta fazer uma média mínima start-to-finish de 15km/h (e máxima de 30km/h), passar nos pontos de controlo obrigatórios e ter autonomia total entre eles.
Cumprindo estas simples regras e o código da estrada, o resto é com cada um. Se gosta de pedalar depressa e parar para uma almoçarada, uma soneca, etc, é à vontade.
A distância mais curta é de 200km a percorrer, no máximo, em 13h30m.

A calendário para 2011 já está definido e abrange todo o país, algo notável para primeiro ano de actividade.


Em Portugal esta modalidade está a arrancar, mas quem sabe... podem aparecer praticantes deste tipo de ciclismo que até aqui andaram por aí a pedalar "sozinhos" e claro, novos interessados em experimentar, como é o meu caso.

O simples facto de Portugal aparecer no mapa desta grande organização global é mais um motivo de orgulho para mim, pelo menos.

Como jovem associação que é, peço a colaboração de todos na divulgação desta modalidade que é não competitiva e que permite a cada participante alargar os horizontes em vários aspectos, sempre pedalando.

Parabéns aos organizadores, um pequeno grupo de entusiastas, liderado pelo meu colega e amigo, Pedro Alves (de quem já falei por diversas vezes neste blog). Ok... confesso que sou uma pequena parte deste grupo :).

Um nota importante: Esta associação não tem qualquer fim lucrativo e a valor das inscrições serão baixos e existirão apenas para os pequenos custos da organização.