20 outubro 2010

Já estive mais longe...(de 1988)

Não é segredo que o surf é uma das minhas paixões não correspondidas (por mim!) :)
Por falta de disponibilidade ainda não voltei a este desporto.
Já tenho todo o material mínimo necessário, a antiga prancha (semente 6'2" de 1987), o fato de verão da Decathlon (o tal que fez triatlo!) e, comprados já neste milénio, o leash (corda que agarra a prancha à perna), o axe e uma lycra interior. Recentemente comprei uma prancha melhor para recomeçar, uma prancha em Epoxy de tamanho 6'9" , portanto maior e mais flutuante, mais fácil para maçaricos como eu serei certamente (outra vez!).

No sábado passado, tive um almoço de família na Aroeira e levei o material no carro. Pela tarde fui até à praia, mas as ondas não foram e o cenário foi este:

Bonito, mas não para as minhas intenções. :)

MAS, I'll be back! para a Costa da Caparica, mas mais no centro da vila, onde há spots com ondulação mais certinha... Estou quase, quase lá...

PS: Novamente de Vespa, de regresso ao Surf... A minha vida está a voltar a 1988! Só pode ser bom sinal! :D A juventude que gostaria de preservar, no fundo... Assim o corpo o permita.

12 outubro 2010

One less car - kind of....


Uma referência motorizada neste blog... Sem medos! :)

O Sportblog começou por ser uma coisa muito focada na minha mudança em termos desportivos. Tinha sido um desportista nato, passado por um sedentário nato, gradualmente regressei à actividade desportiva e no inicio do blog estava a começar a intensificar e diversificar essa mesma actividade desportiva.
O regresso à bicicleta ocorre já com o Sportblog em andamento e da bicicleta à mobilidade em geral foi um saltinho.
Já a ecologia e a cidadania, atravessam todo este período e são temas que sempre me interessaram e me moldaram como pessoa.

A ecologia e mobilidade mais o meu passado motard conspiraram e o resultado foi este. Comprei um Vespa (GT200L), para me deslocar para o trabalho, sobretudo, mas não só.
Estava cansado do trânsito e de andar com 1 tonelada e tal para trás e para a frente só para me deslocar para o trabalho, cerca de 36 Km diários.
Assim, poupo o ambiente, poupo tempo e poupo "a carteira" e ainda desfruto do prazer de andar de Vespa, algo que já me era familiar, já que conduzi uma (PX125) entre os 16 e os 20 anos.
E a chuva???, pergunta que qualquer carro-dependente faz quando se fala de bicicletas ou motas ou tudo o que não seja andar dentro de um carro...
Não vou ser extremista mas conto apanhar algumas chuvas, sempre com equipamento adequado, claro.

Como gosto de traçar objectivos, para já estabeleci que a ideia é reduzir 70% das viagens de carro para o trabalho, indo de bicicleta ou de mota.

O próximo passo em termo de política de mobilidade familiar é vender um carro. Será um grande passo, mas como o carro menos necessário não é o meu, não depende directamente de mim... A ver vamos!

04 outubro 2010

Os putos

Quem não se lembra da letra desta canção?
Os putos, que pareciam bandos de pardais à solta. Pareciam, pois agora já não parecem, muito menos são!

Os miúdos de hoje podem ter muitas coisas que nós não tivemos, mas uma coisa que não têm mesmo é a liberdade que nós efectivamente tivemos.

Quando surge aquela conversa com a inevitável pergunta, gostavas de ser criança hoje? blá blá... Penso sempre: Trocar a vida que tive com a vida que teria hoje, mesmo com estes gadjets e brinquedos hi-tech, etc, etc... Nah!

Passávamos a vida na rua a brincar com amigos reais e não virtuais. Éramos chamados pelos pais, pelas janelas a centenas de metros de distância... Enfim, todos já conhecem estas comparações.

E a mobilidade e autonomia das crianças?? Essa hoje é ridiculamente diminuta e crianças-não-tão-crianças são despejadas nas escolas de popó pelos pais, que na maior parte das vezes não pararam para pensar se seria viável a criancinha de 10, 12 14 anos ir para a escola a pé ou de transportes públicos (nem vou meter aqui a bicicleta!)....

Uma cena normal num final de um dia de escola de 2º ciclo (idades dos 10 aos 14 anos):


Reparem no pormenor... Dezenas de carros em dupla fila, a passadeira completamente tapada de carros com pais que querem que os filhos saltem do portão para a assento do automóvel, o caos completo.
Circular nesta rua nesta altura é completamente impossível. A polícia (PSP Escola Segura), claro, assiste a tudo sem fazer nada, pois pagam-lhe apenas para vestir a farda.
Esta foto foi tirada em Junho deste ano, num dia de bom tempo e não num dia de chuva ou temporal....

No meu tempo, ir para a escola era fixe, íamos em grupo, ficavamos na conversa/namorico na estação, jogavamos jogos das cores dos carros, etc, etc. Ah... não tínhamos telemóveis para mandar SMS's às centenas... e por isso tinhamos que nos divertir mesmo! :D

Este post soa a conversa de velho, eu sei, mas custa-me ver estes miúdos sempre engailoados... Casa->garagem->carro->escola->carro->actividades->carro->garagem->casa.

PS: Nem peguei no tema da saúde e da obesidade infantil, que é um flagelo!!!

01 outubro 2010

They love bikes. E nós, o que adoramos?



Resposta: Carros!

PS: Mas é tão difícil (e arriscado) abraçar os passageiros...

O ciclista urbano

São 8h da manhã. Um já-não-tão-jovem homem, dos seus trinta e muitos anos sai de casa, com uma bicicleta de ciclismo ao seu lado. Olha em redor, sente o ar ainda fresco, o sol radiante mas ainda morno a bater-lhe na face e pensa, “que grande dia para pedalar para o trabalho”.

Com desenvoltura monta-se na bicicleta e dá as primeiras pedaladas com vigor, como que se quisesse afirmar, “cheguei e faço parte do trânsito”.

No primeiro entroncamento entra com eficácia e suavidade no trânsito da rua principal da sua zona. O trânsito parou para um peão atravessar a passadeira e a bicicleta surge com o seu charme e passa depois do peão sem lhe causar perigo ou agressividade.

No primeiro semáforo o trânsito adensa-se e o ciclista passa por entre os restantes veículos usando toda a sua elegância de forma e de movimento. Na cabeça da fila, antecipa-se ao verde e ganha a vantagem inicial suficiente para fugir aos fumos da largada dos poluidores automóveis. No cruzamento seguinte entra numa ciclovia. Não é fã deste tipo de solução, mas usa-as que não lhe retiram segurança, conforto e eficácia na sua deslocação.

O ritmo a que segue é moderado. Vai vestido para trabalhar, com excepção da camisola que é desportiva e mais respirável, e terá que chegar ao seu trabalho, a 18km dali, em condições de higiene aceitáveis, embora mesmo assim vá necessitar de um pequeno “tratamento” antes de se apresentar aos demais colegas.

No parque tecnológico em que trabalha vive-se um ambiente empresarial e o carro é quase obrigatório, seja pelo status seja pela necessidade de chegar a um local remoto e mal servido de transportes públicos. Ali a bicicleta é um ser estranho e deve ser vista com algo para deslocar alguns desfavorecidos que nem para o passe têm dinheiro.

Atravessando uma zona central, circulando num corredor BUS, a sua presença é notada pelos transeuntes. O meio de transporte que usa é despido e isso torna-o humano. É uma pessoa que vai ali, à mostra, com emoções, expressões faciais, há contacto visual, há vida naquele meio de transporte.

Passado pouco mais que uma dezena de minutos desde que saiu de casa, o ciclista chega à estação de comboios onde vai apanhar um comboio que o levará para mais perto do seu destino. A boa frequência com que passam comboios deixa-o despreocupado com os horários, tornando a sua viagem livre de constrangimentos temporais.

Desta vez, surpreendentemente chega a tempo de apanhar o comboio anterior ao que tinha previsto, fruto da temperatura mais fresca sentida aquela hora que permitiu pedalar com maior vigor.

Na estação entra semi-desmontado em suave deslize das últimas pedaladas.

Depois de validar o bilhete sobe ao apeadeiro tranquilamente com a bicicleta a seu lado. No apeadeiro tem tempo ainda para folhear um jornal gratuito enquanto aguarda sentado pelo comboio que chega no minuto seguinte.

Uma vez no comboio, na zona habitual, encosta a bicicleta a três bancos corridos e senta-se junto à janela onde recebe novamente o ainda tímido sol da manhã. O sentido em que vai o comboio, do centro para a periferia, é demonstrado pelo vazio de passageiros. Apenas outro passageiro se encontra perto.

É nesta altura que o ciclista faz a sua primeira refeição. A relativa pressa com que sai de casa apenas lhe permite preparar um pequeno-almoço para levar e a vontade de o comer muito cedo também não é muita.

Ali, tranquilo, pode finalmente apreciar a refeição. Distraído enquanto se alimenta, grande parte da viagem de 16 minutos desaparece. Mais uns minutos e chega ao seu destino.

Novamente no chão, sai calmamente do apeadeiro, atrás de todos os peões que fazem o mesmo. 30 metros depois volta a montar e a pedalar, voltando a sentir aquele prazer da simbiose homem-máquina que só a bicicleta permite.

Mais à frente passa numa passagem desnivelada para peões que passa sobre uma das estradas com maior circulação da Europa. A fila no sentido da urbe é interminável. O reflexo do sol funde todo aquele metal numa peça única, como se uma grande serpente metálica e brilhante se estendesse sobre aquela estrada. Paralelamente a toda aquela realidade o ciclista segue o seu caminho, metido consigo próprio mas misturado com tudo o que o rodeia, vivendo cada metro daquela viagem.

Neste troço a viagem endurece. O bairro-dormitório por onde passa foi construído numa verdadeira encosta e do outro lado está o seu destino. Calmamente vence a inclinação, pedalando levemente, recorrendo-se das mudanças mais leves da sua bicicleta. Num declive mais acentuado, apeia-se durante umas dezenas de metros, atalhando caminho e poupando umas gotas de transpiração.

Até chegar ao cume, o ciclista é o mais lento da via. Sem vergonha segue o seu caminho, lento mas determinado, mas sempre motivado pelo que o leva a estar ali, o prazer de andar de bicicleta e o prazer de não andar de carro no meio do trânsito.

Uma vez no cume, avista o seu destino. Vários amontoados de betão e uma via cheia de formigas metálicas correndo na sua direcção. A descer é o mais rápido da via, passando ao lado da fila em direcção à grande rotunda que gere vários fluxos com muitos automóveis e agora também uma bicicleta.

A entrada no parque tecnológico é feita ultrapassando mais uma vez umas dezenas de automóveis, cheias de executivos, bem vestido e cheirosos. Ali ao lado, segue este ciclista, sem dress-code e sem cheiro a perfume mas completamente sem stress e desenlatado.

Uma centenas de metros à frente o cliclista entra na garagem subterrânea do edifício onde trabalha e estaciona a bicicleta num dos dez lugares de bicicletas que conquistou com o seu activismo interno. Hoje é só a sua bicicleta que lá está, mas o futuro poderá trazer mais uma quantas.

Enquanto sobe os três pisos pelo elevador limpa as pouco sociais gotas de transpiração. Usa o elevador só por isso, como sala ascendente de pequenas limpezas. Já no corredor, apenas a sua camisola de Lycra o denuncia como ciclista. O sorriso semi-rasgado poderia ser de outra coisa, mas quem o conhece percebe a razão do mesmo. Ele foi de bicicleta para o trabalho.

28 setembro 2010

Ciclovias analisadas

As ciclovias são polémicas.
Esta é a minha visão sobre as ciclovias. Há muito estudos e opiniões melhor formadas, conhecimentos académicos, etc. Está é apenas a minha humilde opinião, depois de experimentar, mas também depois de me informar, em alguns dos tais estudos e opiniões :D.

Normalmente, para quem não anda de bicicleta, são uma grande medida que cria todas as condições para andar de bicicleta.

Para quem anda de carro são uma maravilha já que retira estes "veículos lentos" da frente dos automóveis. Há alguns que pensam que, em mobilidade, só o que for gasto em prol do automóvel é que é bem gasto.

Para quem anda a pé, há um misto de sentimentos.
Por um lado retira-lhes mais um pedaço do pouco espaço que têm e obriga-os a conviver com este tipo de "veículos rápidos e perigosos", pondo em risco a integridade física, sobretudo em jovens (irrequietos) e idosos, estes com menor agilidade para fugir das bicicletas.
Por outro lado, as ciclovias, são pistas óptimas para caminhar, empurrar os carrinhos de bebés e de compras, etc, etc.

E os ciclistas, o que pensam das ciclovias.
Aqui é que a polémica é grande. Há de tudo. Em geral, os principiantes adoram-nas, pois com elas atrevem-se a pedalar pelas ruas onde elas existem, onde antes nem pensar!!
As famílias adoram-nas. Podem levar os mais pequenos a passear e o piso/pista é propícia para aprender.
Depois há os ciclistas de ocasião, BTTistas a caminho do Monsanto, etc, que usam a ciclovia porque ela segue exactamente o seu trajecto e assim "escusam de se chatear com o trânsito".

Ora, o problema das ciclovias é que elas induzem uma falsa segurança e falsa separação do trânsito. Sobretudo as ciclovias bi-direccionais, opção única ou quase, em Portugal e feita sempre em jeito de remendo, já que as urbes onde são implementadas já se encontram praticamente construídas, sendo por isso difícil a coexistência.
Há imensos estudos sobre isto. Refiro aqui um, do Mário Alves, especialista nessa "estranha" área da Mobilidade.

Os mais informados e que realmente usam a bicicleta para se moverem eficazmente pelas cidades, apercebem-se com facilidade dos perigos que se correm quando se usam as ciclovias portuguesas.

Ficam alguns exemplos:
- Perigo de colisão com peões. Os peões usam as ciclovias. Por vezes por falta de espaço pedonal suficiente, outras por comodidade, mas é um facto que as ciclovias estão cheias de peões. Alguns são crianças e aí o perigo aumenta, pois mesmo não estando em cima da ciclovia, podem rapidamente mudar de trajectória. Também há o perigo dos animais, que mesmo com trela podem ser imprevisíveis.
- Atravessamentos/passadeiras. Em cada cruzamento ou entroncamento temos que atravessar a estrada. Aqui reside o maior risco/perigo e alguns inconvenientes.
Os inconvenientes são vários. Desde a perda de prioridade para os automóveis, passando pelo tempo de espera em caso de semáforos (que nestas ruas secundárias estão mais tempo fechados do que os das vias principais), passando pela necessidade de subir e descer o lancil do passeio, muitas vezes com altura desadequada para quem circula de bicicleta, etc, etc.
O risco é a colisão!!! Por exemplo, quem circula de automóvel, quando entra numa rua perpendicular nunca conta com um ciclista, sobretudo quando este circula no passeio ao seu lado, mas também com ele se aproxima do cruzamento, vindo do passeio da direcção contrária.

Como uma imagem vale mil palavras, roubei esta ao artigo do Mário Alves:

- Quando a ciclovia não nos leva ao destino/ transição para a estrada. Seguir numa ciclovia bi-direccional e no lado errado do sentido normal é por vezes um quebra cabeças deixo os ciclistas com verdadeiros desafios de conseguirem voltar a "entrar nos eixos" dos sentidos normais do tráfego.
- Voltinhas e obstáculos. As ciclovias em Portugal são feitas por cima do que já está feito. Encontrar um caminho e o espaço que elas exigem nas nossas ruas não é fácil, admito. Roubar espaço/fluidez aos automóveis requere muita coragem política e raramente é feito.
O que resulta é o que temos. A ciclovia vai aqui, mas ali à frente passar para o outro lado da rua, dá uma curvinha ali e interrompe N vezes acolá. No campo dos obstáculos temos os famosos pilaretes, sinais de trânsito, etc, etc. Juntando os peões "invasores", circular com algum ritmo nunca ciclovia exige tanta ou mais atenção do que fazer um single track rápido no BTT. Sim, porque andar de bicicleta não é só passear e stlyle-over-speed!



A minha experiência.
Moro numa zona de Lisboa bastante bem servida de ciclovias.
A minha prática actual em zonas servidas por ciclovias resulta da experiência que fui adquirindo ao longo do tempo, passando por esses locais. No início ia pelas ciclovias (trajectória a verde).

Deixo aqui dois exemplos referentes a duas zonas por onde tenho passado todos os dias. No 1º exemplo, Largo da Luz, caso circulasse pela ciclovia, by-the-book, teria que fazer 6! atravessamentos, numa zona em que circulando junto com o trânsito demoro cerca de 30 a 90 segundos a atravessar, dependendo dos semáforos da via principal, sempre mais favoráveis do que os das vias secundárias.
(clicar para ampliar)

[Largo da Luz, Carnide]

[Av. Colégio Militar, Benfica]

Legenda:
A vermelho estão sinalizadas as ciclovias (os mapas ainda não as incluem).
A verde, a trajectória do ciclista caso use a ciclovia.
A amarelo a trajectória do ciclista circulando da forma mais prática (e segura).
A azul, em elipses, as zonas de atravessamento, com todos os risco e inconvenientes referidos anteriormente.

Volto a afirmar, não sou especialista na matéria. Sou apenas um cidadão do mundo das ciclovias! :D

23 setembro 2010

Mobilidade a fingir e mobilidade a sério

Esta semana, a "mobilidade" é tema em destaque um pouco por todo o mundo.
Cá, são anunciadas medidas, mas na maior parte delas interessa mais "parecer" do que "ser". São os autocarros com wi-fi, são os sites do género Lisboa Ciclável, são as 10 (!) bicicletas que a EMEL que disponibiliza a preços exorbitantes para os clientes que deixem o carro num parque específico (depois de fazerem porradas de Kms), etc, etc...

Houve uma iniciativa mais lúdica, o Marquês Down Tunnel, e eu claro, estive lá, não tanto para descer o túnel de bicicleta (já andei em descidas muito mais emocionantes), mas para curtir o ambiente. No blog Lisbon Cycle Chic há um excelente post com fotos e um filme, onde se pode ficar com uma pequena ideia sobre o que se passou ali. Aproveitem e vejam o resto deste blog que tenta retratar (literalmente) o que se está a passar em Lisboa em termos de utilização de bicicleta como meio de transporte.

Mobilidade e as cidades.
A "mobilidade" não são só bicicletas, longe disso. A "mobilidade", ou seja, a política de mobilidade deve dar condições para que todos os cidadãos, sem excepção, se possam mover livremente, e sempre beneficiando os mais "frágeis" em detrimento dos mais "fortes", i.e previligiando os peões e prejudicando os carros, passando pelos transportes públicos capazes de satisfazer as reais necessidades de quem deles precisa, passando pela criação de condições para a mobilidade em meios suaves como bicicletas, trotinetes, etc (não é criar ciclovias em cima dos passeios!!!).

Enfim, todo um mundo, ainda longe dos nossos decisores políticos, cujos os votos ficariam em risco se alterassem a ordem natural (not!) das coisas....

Agora, há cidades/países onde estão a ser feitas coisas, mesmo!
Vejam este pequeno vídeo sobre a City!

Esta semana só andei de carro na segunda-feira e se não estiver a chover amanhã (neste momento, em que escrevo, está a chover) voltarei a ir para o trabalho de bicicleta+comboio e sem motor, já que a Gocycle está encostada com um problema num crank.

Também amanhã, acontecerá a Massa Crítica, não esquecer (e espero mesmo que não chova par se bater o record de 200 ciclistas).

21 setembro 2010

Dia Mundial sem carros - Amanhã (/todos os dias)

Amanhã é o dia mundial sem carros. Acima de tudo é um dia simbólico, mas não só, pois há medidas concretas, mas também há muito aproveitamento político e greenwashing.
Este dia alerta para esta questão, o uso intensivo do carro para tudo e mais alguma coisa. Para ir ao pão, para ir ali abaixo, para ir para a estação, para ir para o emprego, para levar os miúdos à escola, etc, etc. Nem se pensa noutra forma, sai-se de casa direito à garagem, liga-se o carro, a climatização e o rádio e lá se segue de forma enlatada para o destino, destino quase sempre forrado a quatro paredes.

A rua, o clima, as pessoas, os cheiros, o exercício físico, fica para quando for de férias, ou para a reforma. Claro que a probabilidade de chegar à reforma é menor com o estilo de vida sedentário que se leva cada vez mais.
Li recentemente num livro do Prof. Fernando Pádua que nos próximos anos vamos assistir a uma queda na esperança média de vida de cerca de 10 anos, devido aos hábitos sedentários nas novas(/todas!) gerações.

Bom, chega de discurso e vamos à acção! Toca a repensar no modelo de mobilidade, pelo menos de vez em quando, pois há tanta deslocação que pode ser feita de outras formas.... a pé, de bicicleta, de transportes públicos, de boleia, em carpooling, etc, etc, etc, etc....

Eu, não sou gajo de deixar para amanhã o que posso fazer hoje e por isso, hoje, lá em casa temos mais coisas penduradas....
Amanhã é outro dia, verde, espera-se!

PS: Hoje está um dia esplêndido de sol e temperatura amena. Pedalar para o trabalho soube a férias. Sério.

20 setembro 2010

Corrida Destak. O regresso às corridas. 10km

Ontem voltei ao atletismo. Foi um regresso forçado. Fui forçado pela atracção que esta prova desperta em mim. Tal como a Corrida do Tejo, decorre na Marginal e é um regalo para os olhos e para a mente.
Este ano, 2010, só tinha feito três corridas. Corrida do Benfica (10km) e dois triatlos Sprint (5km cada). Treinos, não deu!

Com a "banhada" do meu parceiro de corridas (até para acordar dependemos do telemóvel e quando a bateria falha, nem chamadas do amigo-que-dá-boleia se recebe) , atrasei-me e não consegui implementar a medida verde que pretendia que consistia em ir de comboio desde Lisboa até Carcavelos e depois de Cascais até Lisboa. Atrasado lá segui de carro até Carcavelos.

Cheguei com tempo para um mini-aquecimento e alguns ligeiros alongamentos.

Partida!
Juntei-me pacientemente ao pelotão e segui na velocidade que este me permitiu. Sabia que não iria ser pêra doce e poupei-me, mas sem perder o objectivo que eram os 50/55'. Cedo percebi que os 50' eram possíveis e lá segui a ritmo mais ou menos certo, com algum quase-sofrimento nas subidas, fruto da falta de treino.

O que safou a coisa foi a panorâmica, que ia enchendo a vista, vista que, inconscientemente, ia fugindo para a baía de Cascais, onde a meta me aguardava.
Cortei a meta com o meu famoso sprint (not!), ultrapassando quase uma dezena de atletas e com um tempo oficial de 49'59", o que foi bem bom.

O regresso foi feito de comboio (até Carcavelos) na companhia de um corredor mais sénior, na conversa sobre corridas e afins. Retive a frase "chamam-me maluco, mas quase todos que têm a minha idade (58) andam a cair de podres...." Este senhor fez pouco mais tempo do que eu e treina 4x por semana. É preciso manter a actividade, está no meu lema! :D

Parciais por km (pelo garmin):
Km 1: 4'56"
Km 2: 4'48"
Km 3: 4'57"
Km 4: 5'08"
Km 5: 4'57"
Km 6: 5'03"
Km 7: 4'57"
Km 8: 5'08"
Km 9: 5'06"
Km 10: 4'45"

Pulsação média de 162 bpm e máxima de 180 bpm.

Resultado
Posição: 727º (2.166 terminaram)
Tempo: 49'59" (a 18'27" do 1º)

Garmin stuff: aqui.


16 setembro 2010

Massa Crítica de Setembro - 7º aniversário

Este mês realiza-se a maior Massa Crítica do ano e muito provavelmente a maior de sempre em Lisboa. Há um ano foram cerca de 200 participantes, o record da MC de Lisboa até então.
A julgar pelo aumento de utilizadores de bicicleta que se vêm por Lisboa (e não só), o record vai ser facilmente batido, haja divulgação do evento.

De que se trata?

Uma Massa Crítica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em transportes suaves. Realiza-se sempre na última sexta-feira de cada mês às 18h00, partindo de um local pré-determinado.

As MC também são conhecidas nos países lusófonos como "Bicicletada" porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta. No entanto o termo "Massa Crítica" é mais apropriado porque encoraja a participação de pessoas que se deslocam de outras formas suaves: patins, skate, trotinete, etc

Parados no Semáforo, MC Lisboa Junho 2007. Foto: FBrunoPara lá das motivações pessoais de cada participante, a MC é uma celebração da mobilidade suave que permite aos ciclistas circular com mais segurança e facilidade, marcando a sua presença no espaço público e tornando-a visível pelo número e densidade da concentração. Esta "segurança através da quantidade" torna-a uma excelente forma de iniciação à utilização de veículos suaves em espaço urbano.

Ver mais massacriticapt.net.