Hora de ponta em Copenhaga...
19 maio 2010
Bicicleta e outras brincadeiras na cidade/bairro
Quem não se lembra de passar horas a fio na rua a brincar? Nos anos 80 a vida de criança era simples e muito mais desmaterializada.
E hoje, porque não pode ser também? Perguntem às crianças do que gostam mais? Se ficar em casa a brincar com os brinquedos mais elaborados ou simplesmente ir para a rua brincar... Brincar a quê? Qualquer coisa, desde que seja na rua! É tão fácil entreter uma criança, basta imaginação.
Ás vezes um pedaço de giz faz maravilhas...
Nunca mais me esqueço de uma tira da Mafalda (de muitas tiras, aliás) onde os pais chegavam a casa e a Mafalda estava a desenhar nas paredes. Havia desenhos por todas as paredes. Antes de os pais dizerem qualquer coisa ela diz "Já viram a quantidade de coisas que estão dentro desta caneta?"
Para andar de bicicleta não é preciso ir para o Parque das Nações.
Se elas preferirem ficar em casa, não desistir. Provavelmente estão demasiado "formatadas" e é preciso reprogramar o chip. Toca a ensinar como se vive a rua.




E hoje, porque não pode ser também? Perguntem às crianças do que gostam mais? Se ficar em casa a brincar com os brinquedos mais elaborados ou simplesmente ir para a rua brincar... Brincar a quê? Qualquer coisa, desde que seja na rua! É tão fácil entreter uma criança, basta imaginação.
Ás vezes um pedaço de giz faz maravilhas...
Nunca mais me esqueço de uma tira da Mafalda (de muitas tiras, aliás) onde os pais chegavam a casa e a Mafalda estava a desenhar nas paredes. Havia desenhos por todas as paredes. Antes de os pais dizerem qualquer coisa ela diz "Já viram a quantidade de coisas que estão dentro desta caneta?"
Para andar de bicicleta não é preciso ir para o Parque das Nações.
Se elas preferirem ficar em casa, não desistir. Provavelmente estão demasiado "formatadas" e é preciso reprogramar o chip. Toca a ensinar como se vive a rua.




Etiquetas:
bicicleta,
bicicultura,
cidade,
filhos,
Lisboa,
vida,
viver a rua
18 maio 2010
Triatlo de Coimbra - Taça de Portugal
No fim de semana passado fiz o meu primeiro triatlo desta época. Curiosamente foi no local onde tinha feito o último triatlo da época passada, na altura - Outubro - ainda do campeonato regional.Como não me apetecia levar, mais uma vez, uma bicicleta de BTT, optei por comprar uma bicicleta de ciclismo. Como não queria gastar muito dinheiro numa bicicleta que não ia utilizar muito, comprei uma em 2ª mão, mais concretamente uma clássica, pois deve ser de 1980 e tal. O estatuto de clássica veio, de facto, a confirmar-se, como poderão ler mais à frente. :D
Sexta à noite fui buscar a dita e depois disso ainda tive que fazer uma revisão e remendar um furo. Voltinha para experimentar a nova aquisição (já são 6 lá em casa) e arrumei as malas para no dia seguinte sair cedo, rumo a Coimbra.
No sábado foi dia de lazer, já que foi um fim de semana mix, com amigos e a prova.
No dia da prova, comecei mal, ou bem, conforme a perspectiva...
Fiquei instalado num bom hotel com um bom pequeno-almoço continental e tomei um pequeno-grande-almoço com tudo a que tinha direito. Só acabei de comer às 10h da manhã, uma hora antes da prova.
Meia-hora antes da partida lá me dei conta que estava atrasado e comecei a stressar - o costume, portanto. O atraso era tanto que comecei a pedalar à porta do quarto, pois o corredor era bem longo. ;)
Como entusiasta da bicicleta como meio de transporte fui para o local da prova de bicicleta. Mochila com o material às costas e lá segui eu no meio do trânsito para a zona central de Coimbra, a cerca de 1km(?) do hotel onde estava hospedado.
Como este ano sou federado, foi só chegar e equipar, coisa que fiz com alguma calma, pois afinal estava perfeitamente dentro do horário. Como a partida era debaixo da ponte pedonal, junto à margem oposta onde me encontrava, nadei para lá em modo aquecimento.
Partida! e lá segui. A água estava fria, o que me levou a fazer a prova a pensar se estaria ou não a arriscar uma paragem de digestão. O fato não me deixou ter frio nem sentir a água fria no corpo, mas as mãos estava bastante frias, até meias dormentes.
Nadei calmamente, sempre em crawl e acabei em 184º lugar deste segmento, mas ainda ficaram quase 100 atletas ainda atrás de mim.
15'17", o meu record em 750mts de natação num triatlo.
Depois de uma transição normal (lenta, portanto) comecei a pedalar na minha nova (velha!) bike. Apesar de velhota a bicicleta permitiu-me rodar suficientemente bem para me ir colando outros e andar na roda quase todo o segmento, como todos os triatletas fazem. Só as mudanças, com selectores no quadro a que não estou nada habituado, me fizeram perder muito tempo, sobretudo nas travagens e nas subidas repentinas.
Na segunda volta tentei ingerir um gel, mas deixei cair a embalagem antes de o provar! :)
Na entrada na última volta, ao pedalar junto de outro atleta, a corrente acabou por saltar para fora da cramalheira, algo que consegui corrigir após algumas tentativas. O gajo que ia ao meu lado saiu-se com esta: "Essa bicicleta já estava bem no museu!" ao que apenas respondi "Estou cá, não estou?". Ele concordou. Eu deixei-o para trás e segui atrás de outra "roda" :D
Como liguei o Garmin na transição, tenho registo deste segmento a partir dos 300mts (pois demorou a encontrar o satélite). Está aqui.
Mais uma transição, esta mais rápida pois nem calçado mudei, fiz a corrida com bastante calma, apenas forçando nos derradeiros metros onde ganhei 2 ou 3 posições. Log aqui.
Durante este segmento apareceu a minha família e graças a isso tenho fotos minhas durante a prova, coisa muito rara...
No fim, tempo ainda para umas fotos com os filhotes.
Depois de recolher a tralha, voltei a montar a bicicleta e fui para o hotel, mas com passagem pelo centro para levar uns doces regionais. Acabei por deixar um pouco de bicicultura em Coimbra ;)
Em conclusão, foi um prova em que me diverti imenso e fui muito regular.
Pela primeira vez tive a melhor prestação no segmento da natação e não na corrida, sem surpresa dado a total falta de treino de corrida e ciclismo.
Resultado
Posição: 215º (em 277 participantes)
Tempo: 1h25'27" (a 27'51" do 1º)
Por modalidade: Natação 184º; Ciclismo 215º; Corrida 215º
15 maio 2010
Bicicleta na cidade (e na FESTA) - Parte 3
Domingo, dia 9 de Maio
Dia em que S.L.Benfica ganhou o 32º campeonato.
Foto que tirei no jogo Benfica 1 - Braga 0, mas só agora publicada devido ao conteúdo, na altura ainda não confirmado. :D
Chegado de Coimbra, onde participei numa prova de Triatlo, de que falarei noutro post, foi só descarregar o carro e dirigir-me para o café mais próximo e assistir ao derradeiro jogo que confirmaria a supremacia do Benfica na época 2009/2010.
Assim que a vitória se começou a desenhar, toda a gente começou a falar no Marquês!
Era para lá que todos os benfiquistas queriam ir, para dar largas aos festejos que já não se faziam há 5 anos, muito tempo de facto!
Eu, voltei para casa, para jantar, ajudar deitar os miúdos, etc.
Muito mais tarde, talvez pelas 23h decidi ir até ao Marquês. Esta mítica rotunda já estava completamente invadida, assim com o Saldanha, a Av. da Liberdade - as televisões mostravam as imagens da festa.
Como lá chegar num instante? De bicicleta, claro.
Com a minha nova (velha!) bicicleta de ciclismo, em apenas alguns minutos estava a entrar na festa, a meio da Av. da República, já entupida de festejos encarnados. Entupida para os carros, longa para os peões, mas simplesmente ciclável para mim.
Por ir de bicicleta, não passava despercebido e várias pessoas me dirigiram comentários de festa e até elogios à minha opção de transporte, tal era a mobilidade e ao mesmo tempo integração na festa.
Mais uns minutos, passei o Saldanha, totalmente tomado por pessoas e carros, segui pela Fontes Pereira de Melo. Nessa altura o sentido era único. Nas seis faixas, só se andava para baixo. Os carros não, esses estavam parados, com pessoas em cima deles, com porta-bagagens abertos com mega-aparelhagens shunning lá dentro, luzes roxas por todos os lados, enfim... Foi a noite onde tudo foi permitido e os benfiquistas aproveitaram para extravasar.
Ao aproximar-me do Marquês a densidade de peões foi aumentando, até que no Marquês a loucura era total. Apercebi-me que a autocarro que transportava os jogadores chegava, vindo das Amoreiras e posicionei-me rapidamente no passeio do início da Av. da Liberdade para os ver.
Depois de ver os campeões, segui calmamente na bicicleta, atravessando a multidão com facilidade. Na Fontes Pereira de Melo parei para ver o fogo de artifício e finalmente segui para casa e passado uns 20 minutos cheguei a casa com a boa sensação de ter ido "ali num instante festejar e voltar". De facto, as distâncias de alguns Kms que percorridas de bicicleta tornam-se muito pequenas...
(Tirei fotos, mas estão "presas" num telemóvel)
Dia em que S.L.Benfica ganhou o 32º campeonato.
Foto que tirei no jogo Benfica 1 - Braga 0, mas só agora publicada devido ao conteúdo, na altura ainda não confirmado. :DChegado de Coimbra, onde participei numa prova de Triatlo, de que falarei noutro post, foi só descarregar o carro e dirigir-me para o café mais próximo e assistir ao derradeiro jogo que confirmaria a supremacia do Benfica na época 2009/2010.
Assim que a vitória se começou a desenhar, toda a gente começou a falar no Marquês!
Era para lá que todos os benfiquistas queriam ir, para dar largas aos festejos que já não se faziam há 5 anos, muito tempo de facto!
Eu, voltei para casa, para jantar, ajudar deitar os miúdos, etc.
Muito mais tarde, talvez pelas 23h decidi ir até ao Marquês. Esta mítica rotunda já estava completamente invadida, assim com o Saldanha, a Av. da Liberdade - as televisões mostravam as imagens da festa.
Como lá chegar num instante? De bicicleta, claro.
Com a minha nova (velha!) bicicleta de ciclismo, em apenas alguns minutos estava a entrar na festa, a meio da Av. da República, já entupida de festejos encarnados. Entupida para os carros, longa para os peões, mas simplesmente ciclável para mim.
Por ir de bicicleta, não passava despercebido e várias pessoas me dirigiram comentários de festa e até elogios à minha opção de transporte, tal era a mobilidade e ao mesmo tempo integração na festa.
Mais uns minutos, passei o Saldanha, totalmente tomado por pessoas e carros, segui pela Fontes Pereira de Melo. Nessa altura o sentido era único. Nas seis faixas, só se andava para baixo. Os carros não, esses estavam parados, com pessoas em cima deles, com porta-bagagens abertos com mega-aparelhagens shunning lá dentro, luzes roxas por todos os lados, enfim... Foi a noite onde tudo foi permitido e os benfiquistas aproveitaram para extravasar.
Ao aproximar-me do Marquês a densidade de peões foi aumentando, até que no Marquês a loucura era total. Apercebi-me que a autocarro que transportava os jogadores chegava, vindo das Amoreiras e posicionei-me rapidamente no passeio do início da Av. da Liberdade para os ver.
Depois de ver os campeões, segui calmamente na bicicleta, atravessando a multidão com facilidade. Na Fontes Pereira de Melo parei para ver o fogo de artifício e finalmente segui para casa e passado uns 20 minutos cheguei a casa com a boa sensação de ter ido "ali num instante festejar e voltar". De facto, as distâncias de alguns Kms que percorridas de bicicleta tornam-se muito pequenas...
(Tirei fotos, mas estão "presas" num telemóvel)
Etiquetas:
bicicleta,
bicicultura,
cidade,
futebol,
mobilidade
11 maio 2010
Bicicleta na cidade (e arredores) - Parte 2
Quarta-feira, dia 5 de Maio
Dia de trabalho. Bike-to-work-day.
Reunião de manhã em Lisboa. Trabalho à tarde no local habitual - Tagus Park.
De manhã, a caminho do local da reunião, tempo ainda para uma passagem no EUL/IDP para tratar de umas papeladas.
Utilizei parte da nova ciclovia Telheiras-Av.Brasil, até ao portão fechado do EUL, tendo que contornar o EUL por fora a partir daí (AGORA, esta ciclovia já está operacional, pois o portão está aberto!).
5 minutos depois, estava novamente a pedalar pelas ruas que contornam o Hospital de Santa Maria, seguindo em direcção à Av. 5 de Outubro.
A vantagem sobre os carros é grande e nem mesmo a maior velocidade atingida por estes compensa a facilidade com que me movimento no meio da confusão e com que chego à frente das filas nos semáforos.
Nos arranques, o motor ajuda-me a acelerar o suficiente para não ficar exposto ao perigo provocado pelas diferenças de velocidade.
Chegada ao local da reunião e esperada surpresa da segurança, ao ver-me naquele "estranho" veículo, para o meio profissional, entenda-se.
Já almoçado, segui dali para a estação da CP de Entre-Campos e daí segui de comboio até Barcarena e daí até ao trabalho, no Tagus Park.
Em Entre-Campos apanhei uma grande seca, pois foram cerca 20' à espera do comboio - tenho que dominar melhor os horários para evitar estes tempos mortos.
Também me lembrei (já tinha esquecido) que convém andar com um livro, quando se utiliza os TP, para ler enquanto se espera e enquanto se viaja.
O regresso a casa foi normal, para mim, claro. Ok, melhor do que normal, pois demorei pouco mais que meia-hora até casa, o que foi excelente para este meio de transporte e a distância percorrida, cerca de 18km.
Dia de trabalho. Bike-to-work-day.
Reunião de manhã em Lisboa. Trabalho à tarde no local habitual - Tagus Park.
De manhã, a caminho do local da reunião, tempo ainda para uma passagem no EUL/IDP para tratar de umas papeladas.
Utilizei parte da nova ciclovia Telheiras-Av.Brasil, até ao portão fechado do EUL, tendo que contornar o EUL por fora a partir daí (AGORA, esta ciclovia já está operacional, pois o portão está aberto!).
5 minutos depois, estava novamente a pedalar pelas ruas que contornam o Hospital de Santa Maria, seguindo em direcção à Av. 5 de Outubro.
A vantagem sobre os carros é grande e nem mesmo a maior velocidade atingida por estes compensa a facilidade com que me movimento no meio da confusão e com que chego à frente das filas nos semáforos.
Nos arranques, o motor ajuda-me a acelerar o suficiente para não ficar exposto ao perigo provocado pelas diferenças de velocidade.
Chegada ao local da reunião e esperada surpresa da segurança, ao ver-me naquele "estranho" veículo, para o meio profissional, entenda-se.
Já almoçado, segui dali para a estação da CP de Entre-Campos e daí segui de comboio até Barcarena e daí até ao trabalho, no Tagus Park.
Em Entre-Campos apanhei uma grande seca, pois foram cerca 20' à espera do comboio - tenho que dominar melhor os horários para evitar estes tempos mortos.
Também me lembrei (já tinha esquecido) que convém andar com um livro, quando se utiliza os TP, para ler enquanto se espera e enquanto se viaja.
O regresso a casa foi normal, para mim, claro. Ok, melhor do que normal, pois demorei pouco mais que meia-hora até casa, o que foi excelente para este meio de transporte e a distância percorrida, cerca de 18km.
Etiquetas:
bicicleta,
bicicultura,
BTWD,
cidade,
EUL,
gocycle,
mobilidade
10 maio 2010
Bicicleta na cidade (e arredores) - Parte 1
Sexta-feira, dia 30 de Abril
Última sexta-feira de Abril, dia de Massa Crítica.

Saí de bicicleta logo de manhã. Levei, com a bicicleta à mão, a minha filha à escola a pé, como costume.
Segui para Benfica. Lá apanhei o comboio até Barcarena e daí subi (trepei) até ao Tagus Park. A Gocycle e o seu motor eléctrico auxiliar ajudaram-me a demorar "apenas" 39 minutos e chegar em condições higiénicas suficientes para um dia de trabalho "em escritório".
À hora de almoço, tempo ainda para uma boa aula de natação!
Depois de terminado o trabalho, segui rumo à piscina municipal do Rego, no bairro do Rego, ali, entre o C.C.Gemini e Sete-Rios. Em 30 e poucos minutos estava lá.
É excelente sair do comboio e pegar na bicicleta. É uma sensação de extrema mobilidade, sobretudo quando o caos no trânsito impera à nossa volta. Parece que estamos noutra dimensão e passamos ao lado (pelo meio) de aquilo tudo.
É certo que as motas também o fazem, mas a bicicleta sai do comboio, passa pelo passeio (com respeito pelo peão) e é uma espécie de extensão do nosso corpo! Indescritível... só mesmo passando pela experiência.
Depois da aula de natação da minha filha, que já lá estava, levada pela minha mulher, segui para o rendez-vous da Massa Crítica, o Marquês de Pombal, onde tinha dois amigos à espera e, claro, mais uma série de recentes amigos da "cena da mobilidade".
Ao chegar, senti o efeito head-turning que a Gocycle provoca, sobretudo entre apreciadores de bicicletas. Estavam lá cerca de 100 ciclistas e senti o olhar de grande parte deles. Tentei alhear-me e localizei os meus amigos e a coisa passou-se! :)
Esta MC, para mim, teve o factor Gocycle, que fez que muita gente reparasse na bicicleta e me abordasse com questões e comentários. De resto foi uma excelente MC, que terminou no Miradouro de S. Pedro de Alcântara, ao lado do Bairro Alto, onde estava um excelente ambiente, com DJ de serviço e muita bebida a ser consumida e ainda não era de noite!
Depois ainda deu para jantar por ali (Largo do Carmo) e só pela 1h da manhã segui para casa, via Av. Liberdade, Fontes P. de Melo, Av. República, Campo Grande.
Foi um grande dia e totalmente ciclado!
Última sexta-feira de Abril, dia de Massa Crítica.

Saí de bicicleta logo de manhã. Levei, com a bicicleta à mão, a minha filha à escola a pé, como costume.
Segui para Benfica. Lá apanhei o comboio até Barcarena e daí subi (trepei) até ao Tagus Park. A Gocycle e o seu motor eléctrico auxiliar ajudaram-me a demorar "apenas" 39 minutos e chegar em condições higiénicas suficientes para um dia de trabalho "em escritório".
À hora de almoço, tempo ainda para uma boa aula de natação!
Depois de terminado o trabalho, segui rumo à piscina municipal do Rego, no bairro do Rego, ali, entre o C.C.Gemini e Sete-Rios. Em 30 e poucos minutos estava lá.
É excelente sair do comboio e pegar na bicicleta. É uma sensação de extrema mobilidade, sobretudo quando o caos no trânsito impera à nossa volta. Parece que estamos noutra dimensão e passamos ao lado (pelo meio) de aquilo tudo.
É certo que as motas também o fazem, mas a bicicleta sai do comboio, passa pelo passeio (com respeito pelo peão) e é uma espécie de extensão do nosso corpo! Indescritível... só mesmo passando pela experiência.
Depois da aula de natação da minha filha, que já lá estava, levada pela minha mulher, segui para o rendez-vous da Massa Crítica, o Marquês de Pombal, onde tinha dois amigos à espera e, claro, mais uma série de recentes amigos da "cena da mobilidade".
Ao chegar, senti o efeito head-turning que a Gocycle provoca, sobretudo entre apreciadores de bicicletas. Estavam lá cerca de 100 ciclistas e senti o olhar de grande parte deles. Tentei alhear-me e localizei os meus amigos e a coisa passou-se! :)
Esta MC, para mim, teve o factor Gocycle, que fez que muita gente reparasse na bicicleta e me abordasse com questões e comentários. De resto foi uma excelente MC, que terminou no Miradouro de S. Pedro de Alcântara, ao lado do Bairro Alto, onde estava um excelente ambiente, com DJ de serviço e muita bebida a ser consumida e ainda não era de noite!
Depois ainda deu para jantar por ali (Largo do Carmo) e só pela 1h da manhã segui para casa, via Av. Liberdade, Fontes P. de Melo, Av. República, Campo Grande.
Foi um grande dia e totalmente ciclado!
Etiquetas:
bicicultura,
BTWD,
cidade,
ecologia,
gocycle,
mobilidade
30 abril 2010
Última sexta-feira do mês! Dia de Massa Crítica e eu vou lá estar!
Finalmente tive oportunidade de ir trabalhar de bicicleta. Mais um BTWD. Têm sido muito poucos, face ao que tinha planeado, mas o tempo (a chuva!) e a vidinha não têm deixado.
Hoje tinha que ser. Como ia à MC (Massa Crítica), não fazia sentido usar o carro todo o dia e depois ir a casa buscar a bicicleta. Nah! Ás 9h10 estava a pedalar e, provavelmente, logo pelas 21h ainda estarei a fazer o mesmo.
Pelo meio, há que ir à piscina onde a Joana nada e o Afonso faz disparates (enquanto espera cá fora) ajudar a minha mulher nos trabalhos educativos. Depois disso, rumarei ao Marquês de Pombal para me juntar à festa da MC!
Vai ser um grande teste para a Gocycle.
Em resumo será algo como:
Telheiras-> Benfica(->comboio->)Barcarena-> Tagus Park-> Barcarena(->comboio->)Sete Rios->Rego-> Marquês de Pombal-> Volta da MC-> Casa.
Quem puder, que apareça. Vamos ver se somos mais que 100!
Hoje tinha que ser. Como ia à MC (Massa Crítica), não fazia sentido usar o carro todo o dia e depois ir a casa buscar a bicicleta. Nah! Ás 9h10 estava a pedalar e, provavelmente, logo pelas 21h ainda estarei a fazer o mesmo.
Pelo meio, há que ir à piscina onde a Joana nada e o Afonso faz disparates (enquanto espera cá fora) ajudar a minha mulher nos trabalhos educativos. Depois disso, rumarei ao Marquês de Pombal para me juntar à festa da MC!
Vai ser um grande teste para a Gocycle.
Em resumo será algo como:
Telheiras-> Benfica(->comboio->)Barcarena-> Tagus Park-> Barcarena(->comboio->)Sete Rios->Rego-> Marquês de Pombal-> Volta da MC-> Casa.
Quem puder, que apareça. Vamos ver se somos mais que 100!
27 abril 2010
Ideais...Cada um tem os seus!
A sociedade "evolui". É o que se diz...Será esta evolução plena? Não, longe disso.
Recentemente falei dos ideais de cidade para muitos, onde o que interessa é que a cidade sirva para andar e parar o carro particular em qualquer lado. Não interessa andar a pé com condições, não interessa ter transportes públicos de jeito. Apenas interessa ir a algum lado e deixar o carro no local mais próximo e mais barato possível, o que acaba por se traduzir em "cima do passeio livre (sem outro carro) mais perto". Quem diz passeio, diz passadeira!
Ora, muito relacionado com tudo isto, anda o tema deste post.
Saiu hoje no Publico.pt a notícia de que Cerca de 60 por cento da população com excesso de peso e um terço dos obesos consideram estar no peso ideal. Aconselho a leitura do artigo que tem factos muito chocantes e alguma informação básica sobre alimentação equilibrada.
Se hoje é assim, imaginem quando as crianças de hoje chegarem a adultos. Cada vez mais o estilo de vida das crianças é menos saudável e são "levados ao colo" desde que nascem até terem 12 anos.
Primeiro andam nos carrinhos de bebé. Logo aqui temos uma grande diferença na sociedade moderna: Anda-se de carrinho de bebé até tarde de mais. Quem nunca viu crianças (não-bebés!) a passear inertes, apáticas, sentadas, curvadas e comprimidas em carrinhos de bebés, empurradas pelos pais por centros comerciais. Sinceramente é uma coisa que me faz imensa impressão. O carrinho de bebé que os meus filhos usaram está novo, de tão pouco uso que teve. Os meus filhos adoram andar a pé!
Outro "carrinho" sempre presente é o carro da família. Este carro leva os miúdos de porta a porta e só se não se puder evitar é que alguém complementa com uma caminhada. Deixa-se o carro mesmo em cima da porta, muitas vezes, literalmente falando. Na minha rua há uma escola do 5º ao 7º (talvez 8º) ano e os carros enchem a rua. Onde couber um carro estão dois estacionados!
Podemos dizer "Ah e tal, os pais vivem longe, etc, etc" Sim, mas todas as escolhas são feitas a pensar "são 5/10 minutos de carro" e nunca "são 10 minutos de comboio, ou 15 a pé" e depois passam a vida sentados....
Quando os miúdos, coitados, são entregues aos seus próprios meios de locomoção sentem-se cansados ao mínimo esforço. Ter que apanhar um auto-quê? Ir a pé até à estação? Andar com aquelas pessoas todas no mesmo espaço. Nah, quero mas é uma mota ou um carro-daqueles-que-não-é-preciso-carta!
Estes mesmos miúdos são aqueles que até têm contacto com o desporto. Há hoje muito melhores condições para a prática desportiva. Oh, se há!
Mas uma coisa é o desporto, outra é mexer sem essa vertente lúdica. Ir a pé para o ginásio? Nah. Isso é para pobre!
No meu caso pessoal, sempre me custou ir de carro para fazer desporto. Só se não puder evitar. Lembro-me de fazer cerca de 4km a correr para ir para as aulas de Boxe, aulas bastante puxadas, diga-se de passagem. No regresso apanhava boleia porque a tinha, senão, provavelmente, voltava a pé para casa.
Hoje, gosto de ir correr para o Estádio Universitário de Lisboa e gosto mais ainda porque vou a correr de casa para lá (2km).
Tudo isto, sem falar das brincadeiras, que são cada vez mais virtuais e menos reais!
Apenas um episódio, recente, com uns vizinhos meus, excelentes pessoas, super bem formadas, muito dedicadas aos filhos, etc, etc.
Fomos passear (a pé) à tarde e levámos, para além dos nossos dois filhos e dois cães, duas filhas desse casal. Quando chegámos as miúdas vinham super entusiasmadas com as actividades que tínhamos feito, uma delas, escalada, brincadeira que já tinha inventado com os meus filhos, numa zona com grandes declive, com calhaus, numa “parede” com um ângulo perfeitamente escalável, aí com os seus 4 ou 5 metros.
Inventei níveis, desafios, dei notas, etc, etc…
“Pai, estivemos a fazer escalada!!!”
O pai vira-se e sai-se com esta: “Escalada?!?!?” (sabia que “apenas” tínhamos ido ali ao parque). “Ahhhh, nas Nintendos!!!” :)
Isto diz tudo sobre o Virtual vs. Real.
Eu não ando sempre a pé ou de Transportes Públicos com os meus filhos. Mas só mesmo quando não é MESMO viável. Prefiro “perder” mais tempo e ir a pé até à escola e voltar para casa e pegar no carro só depois. Prefiro ir ao centro da cidade de Metro (mesmo saindo mais caro, por vezes, em relação ao carro – fica o ensinamento, fica o exercício, fica a “experiência social”). Preferi muitas vezes combater birras de “leva-me ao colo” e não ceder e hoje andar horas a pé sem os meus filhos vacilarem e sobretudo, gostarem também de o fazer.
E vocês, já experimentaram mudar alguma coisa. Há muito mais coisas passíveis de serem mudadas do que se imagina.
Etiquetas:
comentários,
exercício,
mobilidade,
saúde
21 abril 2010
O automóvel e o ambiente
20 abril 2010
CO2 - Aviões vs. Vulcão
Poupança diária de CO2 por causa deste incidente.Por outro lado, o vulcão Eyjafjallajoekull (quem não consegue ler isto) veio confirmar que o avião rules em termo de mobilidade de grande escala.
Até em termos de mercadorias. Hoje mesmo, uma fábrica no Japão da NISSAN suspendeu a produção em cerca de 2.000 automóveis por dia por causa do não escoamento de determinados componentes de uma fábrica na Europa. (antes automóveis do que bicicletas!) :D
O tempo vale ouro e o avião poupa tempo. É velocidade a que vivemos.
Cada vez menos interessa a viagem e interessa mais o destino. Corremos para o fim.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
