28 janeiro 2010

27 janeiro 2010

... & CYCLE!

Não quero simplesmente IR!, pois quero fazê-lo de forma activa e sentir o pulso ao que me rodeia!

Quero pedalar.

Quero fazê-lo e chegar ao destino em condições minimamente higiénicas.

Quero ir pedalando!

I want to GO & CYCLE!

26 janeiro 2010

GO!

Muitas vezes, vou trabalhar assim:

E volto para casa assim:

Ás vezes, apetece-me simplesmente IR!:


(as fotos do trânsito foram tiradas dia 22-01-2010, na A5 e IC19)

21 janeiro 2010

Slow start

Calmamente volto à minha actividade física regular.
Depois do embate inicial - ter descoberto duas hérnias discais - nada como, calmamente, (re)planear as coisas para já e deixar o resto em aberto.

Para já, temos:

- Diminuição de peso - a batalha mais difícil!!! - 1kg já lá vai, mais um ou dois não serão muito difíceis, mas a partir daí, não sei como vai ser. Já estou a cortar nos hidratos de carbono, já estou a comer mais vezes ao dia e em menores quantidades, já estou a evitar (mesmo!) fritos, etc, etc...

- Melhorar a postura geral. Tenho evoluído neste aspecto, sobretudo quando sentado, no trabalho (ao computador) e em casa (à mesa, no sofá...). No inicio custou-me. Tinha dores, dormências em várias zonas das costas - falta de (bom) hábito?

- Reforço muscular localizado para melhor suporte da coluna (o esqueleto sem músculos é uma marioneta! :). Abdominais, dorsais, oblíquos, etc.
Aqui entra o plano 5BX, plano que tenho cumprido, embora não by-the-book, todos os dias, nem se que seja a última coisa que faço antes de me deitar, por vezes às tantas da manhã.
Vou subir de nível (exercícios mais complexos/difíceis) e aí vou entrar em by-the-book-mode. O nível onde estou é demasiado fácil. :)

- Caminhar. Tenho caminhado diariamente. No mínimo 10 minutos. Ontem foram 18. Sempre com algum vigor. Se contar que todos os dias da semana levo a minha filha à escola a pé, somam-se mais uns 10 minutos, embora bem mais lentos.

- Natação condicionada. Só crawl e costas. O estilo costas vai, forçosamente, melhorar pois a frequência com que o pratico é bem maior.
Um pequeno teste de forma, ontem, permitiu-me perceber que não perdi assim tanto ritmo, já que nadei 1000mts em crawl e só fiz mais 30" do que a minha melhor marca (21').
Ainda é estranho, fazer a aula com restrições, face aos restantes colegas. Nunca tinha passado por isto. Estava a adorar mariposa. Se calhar foi o que me tramou!

(O post já vai longo...)

Para mais tarde, depois de melhor análise, ficam:
- Corrida
- Bicicleta (BTT, cidade, etc)
- Triatlos
- Duatlos
- ....

15 janeiro 2010

A nossa terrinha

A nossa terrinha, Portugal, é espectacular! No bom e no mau sentido. Não sou daqueles que anda sempre a dizer mal de tudo e de todos, e que este país isto, este país aquilo.

Não o faço, porque sou tolerante, não o faço porque me adapto, não o faço porque não sigo o carneirismo de ser igual aos outros, ou fazer assim porque todos fazem, e vou vivendo a minha vida, à minha maneira - influenciada por o que me rodeia, claro, mas faço o possível para ser bem vivida. Não o faço porque sei ver o que temos de bom e cada vez faço mais para o aproveitar.

Agora, isto não quer dizer que não fale, não critique, não procure melhorar, influenciar, mostrar o caminho. Atenção, não sou iluminado, não sou exemplar, nem pretendo ser. Apenas acho que há tanta coisa que podia ser diferente, para melhor, claro. ;)

Nesta linha de pensamento, há na blogosfera um blog, que enche as minhas medidas. São três meninas que o escrevem, às quais deixo aqui os parabéns. Visitem, que vale a pena: http://anossaterrinha.blogspot.com.

Explorem o blog, há muito e bons posts, alguns deles, verdadeiras reportagens de fundo sobre diversos assuntos. Esta terrrinha tem muito que se lhe diga e estas meninas fazem-no!

Destaco uma recente comparação (em três posts) entre uma cidade portuguesa, Évora, e uma cidade "gémea" francesa, Chartres. Ver para crer!!

Obrigado ao anossaterrinha!

07 janeiro 2010

Quem não tem muito tempo...

... para ficar em forma, e pretende fazê-lo, com este programa não tem desculpas. É uma receita (antiiiga) e foi o indicada pelo médico.

"The 5BX program was developed for the Royal Canadian Air Force by Bill Orban. They stopped using it 25 years ago."

"The diversity of work assignments, combined with lack of adequate gymnasium facilities at many of our stations makes it difficult to schedule formal physical training periods for all our personnel. The 5BX Plan puts physical fitness within reach of every member of the RCAF. The program was quite easy and tailored for all ages and is reportedly to have sold 23,000,000 copies between the late 1950's to late 1980's."


Há quem o considere antiquado e inseguro, mas, como em tudo, há sempre alguém a dizer mal.
Comecei o dito há uns dias e vou continuar.

Qual a vantagem deste plano face a um plano do tipo X abdominais e Y flexões por dia?
É a forma como o 5BX está concebido. Foi feito para servir para todas as pessoas, independentemente da idade ou forma física (este é para homens, para mulheres há um "10BX", acho).
Basicamente, o plano consiste no seguinte:

Tem cinco tipos de exercício, com um tempo determinado para cada, totalizando sempre 11' por sessão.
Há níveis e subníveis. Entre os subníveis varia a quantidade a fazer de cada exercício. Entre níveis varia a forma como o exercício é feito (por exemplo, a flexão começa com os joelhos no chão, passa pela versão normal, depois com palminhas e no fim com mortal encarpado pelo meio).

Com isto tudo, acabamos por ter um guião dinâmico, que podemos acompanhar sempre, quer seja em fase de progressão, quer seja numa fase de pura manutenção. Estou a gostar.

Como o quinto exercício é correr no mesmo sítio, não o tenho feito, portanto as minhas sessões resumem-se a 5 minutos diários.
Esse 5º exercício pode ser substituído por uma caminhada ou pequena corrida, no decorrer dos níveis e subníveis, a distância mantêm-se fixa e o tempo para a fazer vai diminuindo.

Noutro campo - o da mesa - tenho também feito progressos, comendo menos hidratos, mais sopa, e mais fruta. Resultados? Só no fim do jogo e este é um jogo que nunca acaba ;)

06 janeiro 2010

Reset

Afinal o post anterior tinha o título errado. Devia ter sido "Ano velho, Ano Novo e Corpo gordo"
Eu explico.

Conforme planeado, hoje à tarde fui a uma consulta com o médico da Federação de Triatlo. É uma das vantagens de ser federado.

Resumindo um bocado, as recomendações foram claras:
1 - Perder peso
2 - Fortalecer musculatura
3 - Adquirir boa/melhor postura em geral, sobretudo no trabalho onde passo muitas horas sentado.

Mas há mais! Além da hérnia na L4/L5, também tenho na L5/S1. São pequenas, mas se não seguir estas recomendações, um dias destes a coisa agrava-se e depois, "só a faca me vale".

Fui claramente considerado gordo! O médico é simpático e foi directo - Gostei!.
Estas lesões aparecem devido ao esforço sobredimensionado que o peso provoca - faz todo o sentido.

Houve uma série de tiradas que valem a pena a referência...

Quando entrei no consultório, o médico, olhando para mim, disse "É joelhos?" Mais tarde percebi porquê a pergunta. Porque sou gordo e, normalmente, os joelhos acusam o abuso. :)

Mais à frente, disse-me "E se não perder peso, um dia destes são os joelhos!" :D

"Tem que deixar de comer hidratos de carbono. Sabe a que me refiro?" (durante 3 semanas)
"Sei, mas assim fico com fome."
"Fome? Vá treinar! Beba água! Tem que emagrecer até aos 72kg" (tenho 172cm e 78kg)
"72? mas diz isso por ser desportista?"
"Se fosse desportista, teria que pesar 68!"

Foi uma consulta gira. Observou-me e concluiu que não era nada de grave, desde que, as recomendações fossem seguidas.
A fisioterapia foi aconselhada, os ténis para pés planos também e como tenho pouco tempo, vai-me fazer chegar via e-mail o Programa canadiano, que com 11 minutos de exercícios diários faz maravilhas (a quem o seguir, claro). :)

Apesar de nestes anos recentes ter reduzido o peso e ter substituído muita massa gorda por massa muscular, sabia que estava longe do desejável.

Foi uma boa wake-up-call, e, pela primeira vez na vida, vou fazer uma dieta.

Com menos uns quilos, trabalho muscular específico e uma nova postura serei um novo atleta em 2010!

Esta é a minha resolução de ano novo.

05 janeiro 2010

Ano velho, Ano novo e Corpo velho

2009 já lá vai.
Foi um bom ano desportivo. Não atingi todos os objectivos traçados, mas quase. O objectivo global foi alcançado - mexer, evoluir, aproveitar o que este corpinho ainda vai permitindo.

Com 37, going 38, este corpo vai começando a acusar a idade...

Porquê este discurso? ... foi-me diagnosticada uma hérnia discal (L4/L5) :(

A hérnia não é grande, mas é lateral e tem maior pressão no nervo. No final do ano andei mesmo mal e depois de medicado fiquei bom, mas as dores, embora ligeiras, estão a voltar.

Esta ilustração parece muito semelhante ao meu caso (segundo percebi a descrição do ortopedista):
Estou ainda muito abananado, sem saber que tipo de implicações/limitações terei e como a coisa irá evoluir....
Amanhã vou falar com o médico da Federação de Trialto, pois o ortopedista despachou-me à grande (consultas expresso! - foi o que se arranjou à pressa e como primeiro vêm sempre os exames, assim já os fiz!). Vou aproveitar e falar da minha fascíte plantar, já antiga, e das minhas dores na zona cervical.... Enfim, estou todo f*dido!

Vou, provavelmente, continuar com a natação, com limitações (nada de mariposa e poucos bruços), correr está fora de questão, por agora, e sobre o ciclismo, sinceramente ainda nem percebi.
Um novo desporto que vou começar a praticar, já percebi, é a fisioterapia. Para mim será estreia!

Quanto ao Ano novo, quando me situar melhor, traçarei os meus objectivos. Há muitas provas de triatlo, com BTT à mistura, há a natação, ainda com muito para evoluir, há o atletismo, onde estava a começar a entrar noutro patamar, etc, etc. Uma coisa é certa, I'll be back!

Logo agora que tenho umas luzes fantásticas a chegar de Hong Kong, para iniciar o BTT nocturno. Sei lá quando voltarei ao BTT....

18 dezembro 2009

Ser ecológico - A mensagem chegou ao Público em geral???


Ecológico. Quem lê este blog sabe sou, ou tento ser.

Hoje a minha mensagem (ou parte dela) chegou a um dos principais jornais diários.
Juntamente com mais três pessoas (que não conheço), fui entrevistado por e-mail.

Terei sido seleccionado por ter copiado um post meu, feito em Janeiro, num blog do Público sobre o tema. Esse meu post, "Ser ecológico" até me saiu bem na altura, ehehe (voltei a lê-lo).

O título foi inspirado na principal mensagem que tentei passar, que ser ecológico é como ser bem educado, vem de dentro (e foi capa da P2!!) :).

Fica a notícia (destaquei a minha parte! :)

O que lhe falta para passar no teste ambiental e ser uma pessoa bem-educada

Perguntámos a quatro portugueses o que é necessário fazer para se ter um comportamento verde. Reciclar é indiscutível, mas ter uma horta caseira também vem na lista. Afinal, diminuir o impacto das nossas vidas no planeta já passou a questão da cidadania, é boa-educação. Por Nicolau Ferreira



Acabou-se. Se ainda existe um lado glamoroso no discurso ecológico, atraente para jovens rebeldes que querem fazer parte das expedições mais ou menos heróicas da Greenpeace e irritante para os que olham com cinismo para a maior movida ambiental que alguma vez a humanidade viveu, Manuela Araújo afasta-o de uma vez por todas antes de começar a responder às perguntas do P2. "Todas as acções a que me refiro não se destinam a ter um impacto positivo no ambiente, apenas a reduzir o impacto negativo", explica a arquitecta de 47 anos por e-mail, antes de começar a enumerar as acções. Não há portanto uma pretensão ao heroísmo, nem ao salvamento de nada, há apenas uma tentativa de arrumar o máximo que se desarruma por termos o estilo de vida que temos.

E a desarrumação individual é significativa, basta fazer o teste da pegada ecológica para percebê-lo. Tentámos recriar o nosso quotidiano e medir esta pegada para compreender o impacto das nossas acções e perceber que efeito tem uma mudança de hábitos. Com um avatar suíço e os Alpes em pano de fundo, a situação mais próxima de Portugal que oferecia o site que escolhemos para o questionário, respondemos a perguntas sobre alimentação, o consumo de casa ou os meios de transporte que utilizamos.

O resultado está longe de ser brilhante. Mesmo com lâmpadas de poupança, reciclagem e poucos quilómetros percorridos de carro, seria necessária mais uma Terra inteira para comportar um modo de vida que não dispensa algumas horas anuais de voo, refeições com carne, alimentação importada e uma casa mal calafetada (mas sem aquecimento central). Se as perto de 6,8 mil milhões de pessoas que existem vivessem com luxos idênticos, um planeta Marte habitável não chegaria para todos, e ninguém sabe quando é que a população humana vai deixar de crescer. Mas existem alternativas para a maioria dos problemas e optar por essas alternativas pode, ao fim do dia, tornar-nos portadores de uma etiqueta verde.

Três frentes de batalha

Há um objectivo geral por trás de cada comportamento verde, por mais que o "ecológico" irrite os familiares, amigos e colegas que ainda não aderiram. "Para mim o importante é reduzir o consumo ao essencial e excluir o supérfluo, englobando aqui o consumo de água, de energia e de "coisas"", sumariza Manuela, que vive em Vila Nova de Famalicão. O consumo alimentar, a energia gasta em casa e o modo como cada um se movimenta todos os dias de um lado para o outro são as principais frentes de batalha que podem ser escrutinadas do ponto de vista ambiental.

No supermercado a primeira regra é comprar alimentos produzidos na região. Quanto mais perto for a origem do alimento, menos energia foi consumida para o fazer chegar aos pontos de venda. Depois, sempre que se puder, deve-se optar por alimentos de origem biológica, cujo certificado garante práticas naturais de crescimento, menos fertilizantes químicos e antibióticos. Também é importante a diminuição na procura de carnes, principalmente a vermelha, já que a produção animal exige grandes quantidades de cereal e feno (lembra-se da crise de alimentos durante a Primavera de 2008, em que parte do problema foi causada pelo número de famílias chinesas que passaram a consumir carne?). Para quem tenha a sorte de ter um pouco de terra sugere-se uma aventura pela horticultura para alimentação própria.

Em casa, uma das medidas mais unânimes é a separação do lixo e reciclagem. Uma actividade que pode abarcar mais do que o plástico, o papel ou o vidro e passar a incluir as pilhas, os óleos. Os restos orgânicos são grandes candidatos para a fertilização da horta. Nuno Pinheiro é um adepto. "Fazemos compostagem com cascas e restos das plantas do jardim e do olival. O olival é fertilizado com o mato da limpeza da mata da qual somos proprietários, onde plantamos de tudo um pouco e temos árvores das mais variadas espécies", explica o bancário de 39 anos que vive numa aldeia perto de Seia.

Em relação à energia e à água, Daniela Ambrósio, de 27 anos, tem uma lista longa de regras que ajudam a optimizar os recursos. Para poupar electricidade no aquecimento sugere proteger portas e janelas de fugas de ar, ter as persianas abertas durante o dia para entrar calor e manter as portas fechadas. Relativamente à luz, opta por lâmpadas economizadoras, prefere electrodomésticos de Classe A de energia, portáteis a computadores fixos, que obrigam a ter ecrã, desliga os electrodomésticos da ficha, só põe máquinas (da roupa e loiça) a trabalhar quando estão cheias, cozinha em grandes quantidades para economizar energia e defende a utilização de painéis fotovoltaicos. Para poupar água sugere a utilização de um copo sempre que se lava os dentes, armazenar a água do banho num balde para outros fins e utilizar a água da cozedura de alimentos para fazer sopa.

De tudo isto só falha uma coisa. "Não tenho painéis fotovoltaicos e solares porque o prédio onde moro não tem, mas quando tiver casa própria essa será uma prioridade", afirma a gestora cultural de Aveiro, que prefere roupas de fibra natural a fibra sintética e substitui o limpa-vidros por uma solução de água e vinagre menos nociva para o ambiente.

Nas viagens diárias não há muito a saber, trocar o automóvel com um passageiro por transportes públicos, uma bicicleta ou as pernas é a atitude mais ecológica. Mas há detalhes a ter em conta para os utilizadores de carro, como baixar o consumo de combustível reduzindo a velocidade, desligar o motor sempre que se pára em algum sítio, e abandonar o hábito de trocar o veículo de dois em dois anos.

Limitações externas

César Marques é um dos que optam por ter uma condução mais cuidada já que não consegue livrar-se do carro. "Não posso fugir a determinadas obrigações e responsabilidades, como ir para o trabalho todos os dias, que fica a 18 quilómetros de casa, num trajecto que não é servido por transportes públicos competitivos com o automóvel particular", explica o informático de 37 anos que vive em Lisboa. Se pudesse, admite que andaria só de bicicleta, pois é o seu transporte de eleição.

De resto recicla, sempre que pode vai a pé até aos locais, tem em casa um contador de electricidade bi-horário, que permite poupar dinheiro utilizando mais electricidade durante a noite, o que acarreta menos custos para a rede eléctrica. Se pudesse, faria mais: "Gostaria de produzir energia limpa de uma forma simples e sem grandes burocracias. Na Alemanha entra-se numa loja da especialidade, adquirem-se os painéis, faz-se a instalação e em meia dúzia de dias já se produz e vende energia para a rede eléctrica."

Há mais reparos a fazer ao sistema português. Como os preços altos dos produtos biológicos, das lâmpadas economizadoras, dos electrodomésticos de Classe A ou dos painéis fotovoltaicos que, segundo Daniela Ambrósio, nem todas as pessoas podem pagar. Manuela Araújo queixa-se da falta de incentivo à agricultura portuguesa, que impede termos um mercado interno maior, e sugere a implementação da certificação energética dos edifícios, não só dos que estão a ser construídos mas também dos antigos.

Nuno Pinheiro, apesar de pagar o saneamento, denuncia uma situação constrangedora para qualquer país que se diz civilizado. "A pegada ecológica da minha família poderia ser menor se os esgotos da minha aldeia fossem tratados. A agravar tudo isto, estão a ir directos para a única fonte de água que existia e abastecia a aldeia antes de haver água canalizada", explica, desabafando que "paga para poluir".

As limitações portuguesas não são uma justificação para não se fazer nada, considera César Marques, defendendo que "há ainda possibilidade de reduzir muito a pegada ecológica". O facto é que muitas pessoas não alteram os seus hábitos diários. Daniela Ambrósio acredita que para se alterar o comportamento é necessário ter-se, antes de tudo, uma "consciência do que é o ambiente, do quanto necessitamos dele para viver, e depois perceber o mal que lhe fazemos". Até porque outra opinião unânime é a de que a acção individual conta.

Ser ecológico

"Já imaginou a redução na área necessária para produção de alimentos para gado bovino se todos, ou a maioria dos habitantes dos países ditos desenvolvidos, passassem a comer apenas a quantidade de carne recomendada pelos nutricionistas?", questiona Manuela Araújo, que diz sentir-se tentada a criticar pessoas que têm um grande nível de instrução e ignoram este assunto. Nuno Pinheiro defende que a educação começa em casa, "e não na escola, como muitos pais pensam".

A forma mais fácil de educar é o exemplo pessoal, diz César Marques. "As pessoas são sensíveis aos casos particulares e projectam com maior facilidade essa experiência em si mesmas", acrescenta. E quando existem benefícios económicos, as mudanças ainda são mais rápidas, garante o informático.

Talvez não seja necessária uma etiqueta verde, uma lista que será sempre artificial e que poderá não se ajustar à realidade de cada um. Talvez as pessoas ganhem novos hábitos à medida que sintam os exemplos dos outros crescerem como uma coisa fácil, como parece ser para Manuela Araújo: "Faço de tudo um pouco e gradualmente, sem fundamentalismos, de modo a que não prejudique a vida familiar." César Marques olha para a ecologia como algo que deve estar enraizado, que faz parte de qualquer acto. "Ser ecológico é algo natural, tal como os bons modos para uma pessoa bem formada. Quem é bem-educado não tem uma lista de acções." Limpa o que suja, não cospe no chão, fecha a porta quando sai. Deixa as coisas como as encontrou, prontas para serem utilizadas pelo próximo. E a Terra é uma daquelas coisas que estão sempre a ser utilizadas pelo próximo.

(link)

14 dezembro 2009

G.P. Natal - No natal, até para terminar uma prova há filas

Pois é! Em época natalícia, já se sabe é uma confusão para fazer qualquer coisa numa cidade como Lisboa. É nos centros comerciais, é no trânsito, é nas corridas de atletismos...Hã???
Sim, a corrida em que participei neste domingo terminou assim:


É verdade! Fiquei a ver a meta, o destino, o objectivo, mas atrás de umas boas dezenas de atletas, em fila!

Comecemos do início.
Apesar da lombalgia que me tem massacrado nos últimos dias (estranhamente, no sábado até me esqueci dela!) decidi participar nesta última corrida do ano - para mim, claro.
Esta era uma prova de que ouvia falar muito das edições anteriores - prova muito rápida, com muitas descidas, etc - e tinha bastante curiosidade em experimentar.

Lá fui.
Encontrei-me no local da partida com os meus colegas de clube para receber o dorsal da prova - nunca falei disto, mas tenho um clube (Clube de Cultura e Desporto da minha entidade patronal) que me patrocina as incrições e algum material desportivo - e ainda tive tempo de fazer um aquecimento, já que a manhã estava gélida.

Um pequeno truque: usei um creme gordo na cara que me protegeu totalmente do frio - nem o sentia!!

A prova começou rápida e eu também. Cada vez tenho mais dificuldade em começar calmo. Será da forma física ou influência do pelotão? Provavelmente dos dois!

Esta prova começava no Saldanha, seguia pela Av. República até ao Campo Grande, depois passava por trás da Churrasqueira e voltava pelo sentido inverso até ao Saldanha, para depois seguir pela Av. Fontes Pereira de Melo até até ao Marquês de Pombal, daí, descendo pela Av. da Liberdade, Restauradores, volta à Praça do Rossio e regresso aos Restauradores.

Tudo aconteceu pelas mais nobres avenidas da capital! :)

Tentei sempre um bom ritmo, embora por vezes tenha quebrado um pouco, como no Km 3, o mais lento de todos, a 4'50", fruto do arranque rápido e dos dois túneis de Entrecampos e Campo Grande - os túneis não matam mas moem!

No regresso do Campo Grande, comecei a retomar o ritmo e arranjei companhia. Reparei que um Sr. baixinho, já de cabelo branco, ia na mesma passada que eu desde uns kms atrás... meti-me com ele ao Km 4 e qualquer coisa. Disse-lhe "Já está quase..." ele negou e eu completei "...estamos quase a meio!". A partir daí seguimos juntos durante algum tempo. Senti que ia a levá-lo, e ele, correspondendo, ia a puxar por ele próprio. Seguimos em silêncio.

Foto: Saída do túnel de Entrecampos. Lá vou eu e o meu parceiro (rosa millenium).

Na subida para o Saldanha - sim, é a subir! - voltei a quebrar ligeiramente (4'48"), mas mesmo assim segui em direccção ao objectivo, que era bater o record pessoal na distância.
Atingido o cume da prova, Saldanha, era tempo de acelerar. Comecei gradualmente a acelerar (aqui fui muito ultrapassado) e quando dou conta chega aparece, lançado, no meu campo de visão do lado direito o Sr. Rosa Millenium, que entretanto tinha ficado para trás. "Calçou os patins?", perguntei-lhe.

Daí até meio da Av. da Liberdade, foi ele a lebre. Esta malta está habituada a puxar sempre e nas descidas é um-ver-se-te-avias!
Ainda me disse "Se quiser siga" e eu "nãao, agora vou eu consigo!" :)
Trocámos mais umas impressões. 61 anos com 7 anos de atletismo. Ah valente!

Continuei a aumentar o ritmo (isolando-me do, até ali, parceiro) e entrei na Praça do Rossio em grande performance (4'06") e a subir alguns lugares, até que entro nos Restauradores e surge o inesperado! Fila!!

Abrandei por momentos e pensei "caguei, vou para a meta e logo se vê", mas aparece um gajo da organização a esbracejar e (estupidamente) encarneirei como o resto dos carneiros e lá fui para a fila. Fiquei lixado comigo mesmo! devia ter continuado, pois assim mamei com uns 6 minutos de fila até passar a meta, tudo por causa do funil em cima da meta, para encaminhar as pessoas para a entrega de uma t-shirt manhosa e uma garrafa de água.

Associação de Atletismos de Lisboa, bela merda de prova que organizaram!
Ausência de marcação das distâncias, abastecimento sem grande capacidade E fila para passar a meta?!?! Dass...

Bom, sem meta, decidi parar o cronómetro quando parei, aos 9,83 km, com um tempo de 43'44", ou seja a uma média de 4'27"/Km. Para mim fica um tempo de 44'30" aos 10 K (por inferência).

Foi o meu record pessoal, e não é um organização manhosa como esta que me vai tirar o gostinho :D

Dados da prova, aqui.

E assim acaba o atletismo em 2009. 410Km de corridas por aí.