15 janeiro 2010

A nossa terrinha

A nossa terrinha, Portugal, é espectacular! No bom e no mau sentido. Não sou daqueles que anda sempre a dizer mal de tudo e de todos, e que este país isto, este país aquilo.

Não o faço, porque sou tolerante, não o faço porque me adapto, não o faço porque não sigo o carneirismo de ser igual aos outros, ou fazer assim porque todos fazem, e vou vivendo a minha vida, à minha maneira - influenciada por o que me rodeia, claro, mas faço o possível para ser bem vivida. Não o faço porque sei ver o que temos de bom e cada vez faço mais para o aproveitar.

Agora, isto não quer dizer que não fale, não critique, não procure melhorar, influenciar, mostrar o caminho. Atenção, não sou iluminado, não sou exemplar, nem pretendo ser. Apenas acho que há tanta coisa que podia ser diferente, para melhor, claro. ;)

Nesta linha de pensamento, há na blogosfera um blog, que enche as minhas medidas. São três meninas que o escrevem, às quais deixo aqui os parabéns. Visitem, que vale a pena: http://anossaterrinha.blogspot.com.

Explorem o blog, há muito e bons posts, alguns deles, verdadeiras reportagens de fundo sobre diversos assuntos. Esta terrrinha tem muito que se lhe diga e estas meninas fazem-no!

Destaco uma recente comparação (em três posts) entre uma cidade portuguesa, Évora, e uma cidade "gémea" francesa, Chartres. Ver para crer!!

Obrigado ao anossaterrinha!

07 janeiro 2010

Quem não tem muito tempo...

... para ficar em forma, e pretende fazê-lo, com este programa não tem desculpas. É uma receita (antiiiga) e foi o indicada pelo médico.

"The 5BX program was developed for the Royal Canadian Air Force by Bill Orban. They stopped using it 25 years ago."

"The diversity of work assignments, combined with lack of adequate gymnasium facilities at many of our stations makes it difficult to schedule formal physical training periods for all our personnel. The 5BX Plan puts physical fitness within reach of every member of the RCAF. The program was quite easy and tailored for all ages and is reportedly to have sold 23,000,000 copies between the late 1950's to late 1980's."


Há quem o considere antiquado e inseguro, mas, como em tudo, há sempre alguém a dizer mal.
Comecei o dito há uns dias e vou continuar.

Qual a vantagem deste plano face a um plano do tipo X abdominais e Y flexões por dia?
É a forma como o 5BX está concebido. Foi feito para servir para todas as pessoas, independentemente da idade ou forma física (este é para homens, para mulheres há um "10BX", acho).
Basicamente, o plano consiste no seguinte:

Tem cinco tipos de exercício, com um tempo determinado para cada, totalizando sempre 11' por sessão.
Há níveis e subníveis. Entre os subníveis varia a quantidade a fazer de cada exercício. Entre níveis varia a forma como o exercício é feito (por exemplo, a flexão começa com os joelhos no chão, passa pela versão normal, depois com palminhas e no fim com mortal encarpado pelo meio).

Com isto tudo, acabamos por ter um guião dinâmico, que podemos acompanhar sempre, quer seja em fase de progressão, quer seja numa fase de pura manutenção. Estou a gostar.

Como o quinto exercício é correr no mesmo sítio, não o tenho feito, portanto as minhas sessões resumem-se a 5 minutos diários.
Esse 5º exercício pode ser substituído por uma caminhada ou pequena corrida, no decorrer dos níveis e subníveis, a distância mantêm-se fixa e o tempo para a fazer vai diminuindo.

Noutro campo - o da mesa - tenho também feito progressos, comendo menos hidratos, mais sopa, e mais fruta. Resultados? Só no fim do jogo e este é um jogo que nunca acaba ;)

06 janeiro 2010

Reset

Afinal o post anterior tinha o título errado. Devia ter sido "Ano velho, Ano Novo e Corpo gordo"
Eu explico.

Conforme planeado, hoje à tarde fui a uma consulta com o médico da Federação de Triatlo. É uma das vantagens de ser federado.

Resumindo um bocado, as recomendações foram claras:
1 - Perder peso
2 - Fortalecer musculatura
3 - Adquirir boa/melhor postura em geral, sobretudo no trabalho onde passo muitas horas sentado.

Mas há mais! Além da hérnia na L4/L5, também tenho na L5/S1. São pequenas, mas se não seguir estas recomendações, um dias destes a coisa agrava-se e depois, "só a faca me vale".

Fui claramente considerado gordo! O médico é simpático e foi directo - Gostei!.
Estas lesões aparecem devido ao esforço sobredimensionado que o peso provoca - faz todo o sentido.

Houve uma série de tiradas que valem a pena a referência...

Quando entrei no consultório, o médico, olhando para mim, disse "É joelhos?" Mais tarde percebi porquê a pergunta. Porque sou gordo e, normalmente, os joelhos acusam o abuso. :)

Mais à frente, disse-me "E se não perder peso, um dia destes são os joelhos!" :D

"Tem que deixar de comer hidratos de carbono. Sabe a que me refiro?" (durante 3 semanas)
"Sei, mas assim fico com fome."
"Fome? Vá treinar! Beba água! Tem que emagrecer até aos 72kg" (tenho 172cm e 78kg)
"72? mas diz isso por ser desportista?"
"Se fosse desportista, teria que pesar 68!"

Foi uma consulta gira. Observou-me e concluiu que não era nada de grave, desde que, as recomendações fossem seguidas.
A fisioterapia foi aconselhada, os ténis para pés planos também e como tenho pouco tempo, vai-me fazer chegar via e-mail o Programa canadiano, que com 11 minutos de exercícios diários faz maravilhas (a quem o seguir, claro). :)

Apesar de nestes anos recentes ter reduzido o peso e ter substituído muita massa gorda por massa muscular, sabia que estava longe do desejável.

Foi uma boa wake-up-call, e, pela primeira vez na vida, vou fazer uma dieta.

Com menos uns quilos, trabalho muscular específico e uma nova postura serei um novo atleta em 2010!

Esta é a minha resolução de ano novo.

05 janeiro 2010

Ano velho, Ano novo e Corpo velho

2009 já lá vai.
Foi um bom ano desportivo. Não atingi todos os objectivos traçados, mas quase. O objectivo global foi alcançado - mexer, evoluir, aproveitar o que este corpinho ainda vai permitindo.

Com 37, going 38, este corpo vai começando a acusar a idade...

Porquê este discurso? ... foi-me diagnosticada uma hérnia discal (L4/L5) :(

A hérnia não é grande, mas é lateral e tem maior pressão no nervo. No final do ano andei mesmo mal e depois de medicado fiquei bom, mas as dores, embora ligeiras, estão a voltar.

Esta ilustração parece muito semelhante ao meu caso (segundo percebi a descrição do ortopedista):
Estou ainda muito abananado, sem saber que tipo de implicações/limitações terei e como a coisa irá evoluir....
Amanhã vou falar com o médico da Federação de Trialto, pois o ortopedista despachou-me à grande (consultas expresso! - foi o que se arranjou à pressa e como primeiro vêm sempre os exames, assim já os fiz!). Vou aproveitar e falar da minha fascíte plantar, já antiga, e das minhas dores na zona cervical.... Enfim, estou todo f*dido!

Vou, provavelmente, continuar com a natação, com limitações (nada de mariposa e poucos bruços), correr está fora de questão, por agora, e sobre o ciclismo, sinceramente ainda nem percebi.
Um novo desporto que vou começar a praticar, já percebi, é a fisioterapia. Para mim será estreia!

Quanto ao Ano novo, quando me situar melhor, traçarei os meus objectivos. Há muitas provas de triatlo, com BTT à mistura, há a natação, ainda com muito para evoluir, há o atletismo, onde estava a começar a entrar noutro patamar, etc, etc. Uma coisa é certa, I'll be back!

Logo agora que tenho umas luzes fantásticas a chegar de Hong Kong, para iniciar o BTT nocturno. Sei lá quando voltarei ao BTT....

18 dezembro 2009

Ser ecológico - A mensagem chegou ao Público em geral???


Ecológico. Quem lê este blog sabe sou, ou tento ser.

Hoje a minha mensagem (ou parte dela) chegou a um dos principais jornais diários.
Juntamente com mais três pessoas (que não conheço), fui entrevistado por e-mail.

Terei sido seleccionado por ter copiado um post meu, feito em Janeiro, num blog do Público sobre o tema. Esse meu post, "Ser ecológico" até me saiu bem na altura, ehehe (voltei a lê-lo).

O título foi inspirado na principal mensagem que tentei passar, que ser ecológico é como ser bem educado, vem de dentro (e foi capa da P2!!) :).

Fica a notícia (destaquei a minha parte! :)

O que lhe falta para passar no teste ambiental e ser uma pessoa bem-educada

Perguntámos a quatro portugueses o que é necessário fazer para se ter um comportamento verde. Reciclar é indiscutível, mas ter uma horta caseira também vem na lista. Afinal, diminuir o impacto das nossas vidas no planeta já passou a questão da cidadania, é boa-educação. Por Nicolau Ferreira



Acabou-se. Se ainda existe um lado glamoroso no discurso ecológico, atraente para jovens rebeldes que querem fazer parte das expedições mais ou menos heróicas da Greenpeace e irritante para os que olham com cinismo para a maior movida ambiental que alguma vez a humanidade viveu, Manuela Araújo afasta-o de uma vez por todas antes de começar a responder às perguntas do P2. "Todas as acções a que me refiro não se destinam a ter um impacto positivo no ambiente, apenas a reduzir o impacto negativo", explica a arquitecta de 47 anos por e-mail, antes de começar a enumerar as acções. Não há portanto uma pretensão ao heroísmo, nem ao salvamento de nada, há apenas uma tentativa de arrumar o máximo que se desarruma por termos o estilo de vida que temos.

E a desarrumação individual é significativa, basta fazer o teste da pegada ecológica para percebê-lo. Tentámos recriar o nosso quotidiano e medir esta pegada para compreender o impacto das nossas acções e perceber que efeito tem uma mudança de hábitos. Com um avatar suíço e os Alpes em pano de fundo, a situação mais próxima de Portugal que oferecia o site que escolhemos para o questionário, respondemos a perguntas sobre alimentação, o consumo de casa ou os meios de transporte que utilizamos.

O resultado está longe de ser brilhante. Mesmo com lâmpadas de poupança, reciclagem e poucos quilómetros percorridos de carro, seria necessária mais uma Terra inteira para comportar um modo de vida que não dispensa algumas horas anuais de voo, refeições com carne, alimentação importada e uma casa mal calafetada (mas sem aquecimento central). Se as perto de 6,8 mil milhões de pessoas que existem vivessem com luxos idênticos, um planeta Marte habitável não chegaria para todos, e ninguém sabe quando é que a população humana vai deixar de crescer. Mas existem alternativas para a maioria dos problemas e optar por essas alternativas pode, ao fim do dia, tornar-nos portadores de uma etiqueta verde.

Três frentes de batalha

Há um objectivo geral por trás de cada comportamento verde, por mais que o "ecológico" irrite os familiares, amigos e colegas que ainda não aderiram. "Para mim o importante é reduzir o consumo ao essencial e excluir o supérfluo, englobando aqui o consumo de água, de energia e de "coisas"", sumariza Manuela, que vive em Vila Nova de Famalicão. O consumo alimentar, a energia gasta em casa e o modo como cada um se movimenta todos os dias de um lado para o outro são as principais frentes de batalha que podem ser escrutinadas do ponto de vista ambiental.

No supermercado a primeira regra é comprar alimentos produzidos na região. Quanto mais perto for a origem do alimento, menos energia foi consumida para o fazer chegar aos pontos de venda. Depois, sempre que se puder, deve-se optar por alimentos de origem biológica, cujo certificado garante práticas naturais de crescimento, menos fertilizantes químicos e antibióticos. Também é importante a diminuição na procura de carnes, principalmente a vermelha, já que a produção animal exige grandes quantidades de cereal e feno (lembra-se da crise de alimentos durante a Primavera de 2008, em que parte do problema foi causada pelo número de famílias chinesas que passaram a consumir carne?). Para quem tenha a sorte de ter um pouco de terra sugere-se uma aventura pela horticultura para alimentação própria.

Em casa, uma das medidas mais unânimes é a separação do lixo e reciclagem. Uma actividade que pode abarcar mais do que o plástico, o papel ou o vidro e passar a incluir as pilhas, os óleos. Os restos orgânicos são grandes candidatos para a fertilização da horta. Nuno Pinheiro é um adepto. "Fazemos compostagem com cascas e restos das plantas do jardim e do olival. O olival é fertilizado com o mato da limpeza da mata da qual somos proprietários, onde plantamos de tudo um pouco e temos árvores das mais variadas espécies", explica o bancário de 39 anos que vive numa aldeia perto de Seia.

Em relação à energia e à água, Daniela Ambrósio, de 27 anos, tem uma lista longa de regras que ajudam a optimizar os recursos. Para poupar electricidade no aquecimento sugere proteger portas e janelas de fugas de ar, ter as persianas abertas durante o dia para entrar calor e manter as portas fechadas. Relativamente à luz, opta por lâmpadas economizadoras, prefere electrodomésticos de Classe A de energia, portáteis a computadores fixos, que obrigam a ter ecrã, desliga os electrodomésticos da ficha, só põe máquinas (da roupa e loiça) a trabalhar quando estão cheias, cozinha em grandes quantidades para economizar energia e defende a utilização de painéis fotovoltaicos. Para poupar água sugere a utilização de um copo sempre que se lava os dentes, armazenar a água do banho num balde para outros fins e utilizar a água da cozedura de alimentos para fazer sopa.

De tudo isto só falha uma coisa. "Não tenho painéis fotovoltaicos e solares porque o prédio onde moro não tem, mas quando tiver casa própria essa será uma prioridade", afirma a gestora cultural de Aveiro, que prefere roupas de fibra natural a fibra sintética e substitui o limpa-vidros por uma solução de água e vinagre menos nociva para o ambiente.

Nas viagens diárias não há muito a saber, trocar o automóvel com um passageiro por transportes públicos, uma bicicleta ou as pernas é a atitude mais ecológica. Mas há detalhes a ter em conta para os utilizadores de carro, como baixar o consumo de combustível reduzindo a velocidade, desligar o motor sempre que se pára em algum sítio, e abandonar o hábito de trocar o veículo de dois em dois anos.

Limitações externas

César Marques é um dos que optam por ter uma condução mais cuidada já que não consegue livrar-se do carro. "Não posso fugir a determinadas obrigações e responsabilidades, como ir para o trabalho todos os dias, que fica a 18 quilómetros de casa, num trajecto que não é servido por transportes públicos competitivos com o automóvel particular", explica o informático de 37 anos que vive em Lisboa. Se pudesse, admite que andaria só de bicicleta, pois é o seu transporte de eleição.

De resto recicla, sempre que pode vai a pé até aos locais, tem em casa um contador de electricidade bi-horário, que permite poupar dinheiro utilizando mais electricidade durante a noite, o que acarreta menos custos para a rede eléctrica. Se pudesse, faria mais: "Gostaria de produzir energia limpa de uma forma simples e sem grandes burocracias. Na Alemanha entra-se numa loja da especialidade, adquirem-se os painéis, faz-se a instalação e em meia dúzia de dias já se produz e vende energia para a rede eléctrica."

Há mais reparos a fazer ao sistema português. Como os preços altos dos produtos biológicos, das lâmpadas economizadoras, dos electrodomésticos de Classe A ou dos painéis fotovoltaicos que, segundo Daniela Ambrósio, nem todas as pessoas podem pagar. Manuela Araújo queixa-se da falta de incentivo à agricultura portuguesa, que impede termos um mercado interno maior, e sugere a implementação da certificação energética dos edifícios, não só dos que estão a ser construídos mas também dos antigos.

Nuno Pinheiro, apesar de pagar o saneamento, denuncia uma situação constrangedora para qualquer país que se diz civilizado. "A pegada ecológica da minha família poderia ser menor se os esgotos da minha aldeia fossem tratados. A agravar tudo isto, estão a ir directos para a única fonte de água que existia e abastecia a aldeia antes de haver água canalizada", explica, desabafando que "paga para poluir".

As limitações portuguesas não são uma justificação para não se fazer nada, considera César Marques, defendendo que "há ainda possibilidade de reduzir muito a pegada ecológica". O facto é que muitas pessoas não alteram os seus hábitos diários. Daniela Ambrósio acredita que para se alterar o comportamento é necessário ter-se, antes de tudo, uma "consciência do que é o ambiente, do quanto necessitamos dele para viver, e depois perceber o mal que lhe fazemos". Até porque outra opinião unânime é a de que a acção individual conta.

Ser ecológico

"Já imaginou a redução na área necessária para produção de alimentos para gado bovino se todos, ou a maioria dos habitantes dos países ditos desenvolvidos, passassem a comer apenas a quantidade de carne recomendada pelos nutricionistas?", questiona Manuela Araújo, que diz sentir-se tentada a criticar pessoas que têm um grande nível de instrução e ignoram este assunto. Nuno Pinheiro defende que a educação começa em casa, "e não na escola, como muitos pais pensam".

A forma mais fácil de educar é o exemplo pessoal, diz César Marques. "As pessoas são sensíveis aos casos particulares e projectam com maior facilidade essa experiência em si mesmas", acrescenta. E quando existem benefícios económicos, as mudanças ainda são mais rápidas, garante o informático.

Talvez não seja necessária uma etiqueta verde, uma lista que será sempre artificial e que poderá não se ajustar à realidade de cada um. Talvez as pessoas ganhem novos hábitos à medida que sintam os exemplos dos outros crescerem como uma coisa fácil, como parece ser para Manuela Araújo: "Faço de tudo um pouco e gradualmente, sem fundamentalismos, de modo a que não prejudique a vida familiar." César Marques olha para a ecologia como algo que deve estar enraizado, que faz parte de qualquer acto. "Ser ecológico é algo natural, tal como os bons modos para uma pessoa bem formada. Quem é bem-educado não tem uma lista de acções." Limpa o que suja, não cospe no chão, fecha a porta quando sai. Deixa as coisas como as encontrou, prontas para serem utilizadas pelo próximo. E a Terra é uma daquelas coisas que estão sempre a ser utilizadas pelo próximo.

(link)

14 dezembro 2009

G.P. Natal - No natal, até para terminar uma prova há filas

Pois é! Em época natalícia, já se sabe é uma confusão para fazer qualquer coisa numa cidade como Lisboa. É nos centros comerciais, é no trânsito, é nas corridas de atletismos...Hã???
Sim, a corrida em que participei neste domingo terminou assim:


É verdade! Fiquei a ver a meta, o destino, o objectivo, mas atrás de umas boas dezenas de atletas, em fila!

Comecemos do início.
Apesar da lombalgia que me tem massacrado nos últimos dias (estranhamente, no sábado até me esqueci dela!) decidi participar nesta última corrida do ano - para mim, claro.
Esta era uma prova de que ouvia falar muito das edições anteriores - prova muito rápida, com muitas descidas, etc - e tinha bastante curiosidade em experimentar.

Lá fui.
Encontrei-me no local da partida com os meus colegas de clube para receber o dorsal da prova - nunca falei disto, mas tenho um clube (Clube de Cultura e Desporto da minha entidade patronal) que me patrocina as incrições e algum material desportivo - e ainda tive tempo de fazer um aquecimento, já que a manhã estava gélida.

Um pequeno truque: usei um creme gordo na cara que me protegeu totalmente do frio - nem o sentia!!

A prova começou rápida e eu também. Cada vez tenho mais dificuldade em começar calmo. Será da forma física ou influência do pelotão? Provavelmente dos dois!

Esta prova começava no Saldanha, seguia pela Av. República até ao Campo Grande, depois passava por trás da Churrasqueira e voltava pelo sentido inverso até ao Saldanha, para depois seguir pela Av. Fontes Pereira de Melo até até ao Marquês de Pombal, daí, descendo pela Av. da Liberdade, Restauradores, volta à Praça do Rossio e regresso aos Restauradores.

Tudo aconteceu pelas mais nobres avenidas da capital! :)

Tentei sempre um bom ritmo, embora por vezes tenha quebrado um pouco, como no Km 3, o mais lento de todos, a 4'50", fruto do arranque rápido e dos dois túneis de Entrecampos e Campo Grande - os túneis não matam mas moem!

No regresso do Campo Grande, comecei a retomar o ritmo e arranjei companhia. Reparei que um Sr. baixinho, já de cabelo branco, ia na mesma passada que eu desde uns kms atrás... meti-me com ele ao Km 4 e qualquer coisa. Disse-lhe "Já está quase..." ele negou e eu completei "...estamos quase a meio!". A partir daí seguimos juntos durante algum tempo. Senti que ia a levá-lo, e ele, correspondendo, ia a puxar por ele próprio. Seguimos em silêncio.

Foto: Saída do túnel de Entrecampos. Lá vou eu e o meu parceiro (rosa millenium).

Na subida para o Saldanha - sim, é a subir! - voltei a quebrar ligeiramente (4'48"), mas mesmo assim segui em direccção ao objectivo, que era bater o record pessoal na distância.
Atingido o cume da prova, Saldanha, era tempo de acelerar. Comecei gradualmente a acelerar (aqui fui muito ultrapassado) e quando dou conta chega aparece, lançado, no meu campo de visão do lado direito o Sr. Rosa Millenium, que entretanto tinha ficado para trás. "Calçou os patins?", perguntei-lhe.

Daí até meio da Av. da Liberdade, foi ele a lebre. Esta malta está habituada a puxar sempre e nas descidas é um-ver-se-te-avias!
Ainda me disse "Se quiser siga" e eu "nãao, agora vou eu consigo!" :)
Trocámos mais umas impressões. 61 anos com 7 anos de atletismo. Ah valente!

Continuei a aumentar o ritmo (isolando-me do, até ali, parceiro) e entrei na Praça do Rossio em grande performance (4'06") e a subir alguns lugares, até que entro nos Restauradores e surge o inesperado! Fila!!

Abrandei por momentos e pensei "caguei, vou para a meta e logo se vê", mas aparece um gajo da organização a esbracejar e (estupidamente) encarneirei como o resto dos carneiros e lá fui para a fila. Fiquei lixado comigo mesmo! devia ter continuado, pois assim mamei com uns 6 minutos de fila até passar a meta, tudo por causa do funil em cima da meta, para encaminhar as pessoas para a entrega de uma t-shirt manhosa e uma garrafa de água.

Associação de Atletismos de Lisboa, bela merda de prova que organizaram!
Ausência de marcação das distâncias, abastecimento sem grande capacidade E fila para passar a meta?!?! Dass...

Bom, sem meta, decidi parar o cronómetro quando parei, aos 9,83 km, com um tempo de 43'44", ou seja a uma média de 4'27"/Km. Para mim fica um tempo de 44'30" aos 10 K (por inferência).

Foi o meu record pessoal, e não é um organização manhosa como esta que me vai tirar o gostinho :D

Dados da prova, aqui.

E assim acaba o atletismo em 2009. 410Km de corridas por aí.

10 dezembro 2009

Log natação

Como este blog também serve de log, fica o registo de alguns tempos da aula de ontem.
Foi uma aula com restrições, já que tenho sentido dores nas costas (zona dos rins). Ainda não percebi qual a razão e decidi (por uns tempos) não nadar mariposa nem bruços.

Depois de cerca de 600mts de crawl e um pouco de costas de aquecimento e não só, fiz cinco séries de 200mts crawl , sempre com viragens muito suaves (practicamente sem impulso na parede). Intervalos de 1' entre cada série.

Tempos (200mts crawl):
1ª 4'18"
2ª 4'20"
3ª 4'13"
4ª 4'10"
5ª 4'06"

No final, 2x50mts crawl em 52" e 48".

Os tempos não são muito diferentes de há uns meses, embora as viragens suaves tenham influenciado os mesmos, negativamente. A resistência, essa sim, é hoje bem maior!

09 dezembro 2009

04 dezembro 2009

A actividade base

Dos vários desportos que faço, a natação é hoje minha actividade base.
Normalmente 2x por semana, em alguns meses 3x, como é o caso deste. Ando com pica e assim "compenso" as últimas semanas do ano, do Natal e Fim de ano, que me impedem de treinar.

Esta coisa de fazer mais que um desporto tem a sua piada. Além da diversidade que trás em diferentes campos (lúdico, desportivo, físico), é engraçado ver os resultados cruzados, ou seja os benefícios de uma actividade na performance de outra.
Um exemplo, na natação, nos exercícios de pernas crawl eu era fraquinho, muito mesmo! Hoje sou dos mais rápidos. Porquê? Só pode ser do ciclismo e do atletismo, já que tenho treinado o mesmo que os restantes colegas nadadores e tenho evoluído de forma diferente.

Os progresso nesta disciplina têm sido muito animadores e (também) por causa disso ando com muita pica.

Esta semana fiz três treinos e em dois deles houve séries rápidas de crawl, mariposa, estilos e também algum bruços.

Os meus tempos nas séries rápidas têm caído constantemente.

Hoje a aula começou, depois do devido aquecimento, com 10x25mts a sair aos 30", logo seguidos de 6x25mts a sair aos 25" (eu só fiz 4x). Pouco depois 3x100mts estilos a sair aos 3' mais 2x100mts a sair aos 2'30".

Na quarta-feira, entre muito outros, lembro-me de 6x25mts mariposa a sair aos 40" onde fiz 20"/21" e 10"/9" de descanso, etc, etc.

Há poucos meses estas séries seriam impensáveis e sinto que ainda há margem para melhorar. Promete ser uma boa época de natação!

Não costumo falar do peso, mas recentemente baixei dos 79 kg para o 76.5 kg e hoje estou com 77.5 kg, 1 kg a mais mas sem engordar (a olho nú). Será tudo músculo? :D

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De referir, (mais) três excelentes posts do blog do Pedro A. sobre saúde e treino físico:
Mito da frequência cardíaca;
Health Club ou Death Club Sobre a actividade física exagerada e sem controle normalmente praticada em ginásio e com objectivos duvidosos;
e Death Club Take II;

03 dezembro 2009

Climagate, um dos maiores escândalos científicos da História

Afinal o grande bicho papão das alterações climáticas não é o CO2.
Como se chegou a esta conclusão? Afinal houve manipulação de dados!

Em menos de uma semana, já há mais de 10 milhões de referências na internet sobre este escândalo.

Fica aqui cópia de um excelente artigo do expresso.pt

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O caso Climategate, onde se manipularam dados para provar o aquecimento global, é um dos maiores escândalos científicos da História, pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica e sobretudo pelas suas implicações económicas e políticas.

José J. Delgado Domingos*

Passaram há pouco 42 anos sobre um dos maiores desastres de origem climática em Portugal: as inundações de 1967 em Lisboa. Centenas de mortes e centenas de milhões de prejuízos materiais. Será que este desastre se deveu às emissões de CO2eq (CO2 equivalente) ou ao aquecimento global? Claro que não!

Aliás, na altura, a imprensa internacional explorava os receios de uma nova idade do gelo devido ao arrefecimento global que se verificava. Em 1967, a probabilidade de ocorrência da precipitação que provocou o desastre em Lisboa era conhecida. Uma precipitação com características análogas pode repetir-se amanhã e as suas consequências só serão menores se as necessárias medidas de prevenção forem entretanto tomadas (e nem todas o foram!).

Catástrofe de Nova Orleães não foi causada pelo aquecimento global

O que se passou com a destruição de Nova Orleães pelo furacão Katrina foi análogo: as consequências de um furacão com aquelas características eram bem conhecidas, e as imprescindíveis obras de reparação e reforço das protecções foram insistentemente pedidas mas sistematicamente adiadas.

A catástrofe não teve nada que ver com emissões de CO2eq ou aquecimento global. As tragédias climáticas no Bangladesh, não são provocadas por emissões de CO2eq, aquecimento global ou subida do nível do mar mas sim pelas inundações resultantes do assoreamento dos rios originado pela erosão que as extensíssimas desflorestações a montante agravaram e pelo crescente aumento do número de habitantes e construções em leito de cheia.

Segundo a ONU, mais de mil milhões de pessoas estão actualmente ameaçadas pela fome ou subnutrição, e agita-se o fantasma do seu aumento ou das suas migrações massivas se não forem combatidas as emissões de CO2eq para reduzir o aquecimento global.

A situação dramática e escandalosa destes milhões de seres humanos não tem nada a ver com as emissões de CO2eq, nem com o aumento oficial de 0,8 ºC na temperatura média global nos últimos 150 anos.

Temperaturas não aumentam desde 1998

Aliás, apesar de as emissões de CO2eq terem aumentado acima do cenário mais pessimista do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, desde 1998 que a temperatura global não aumenta.

Os exemplos anteriores poderiam continuar mas a conclusão seria sempre a mesma: as consequências catastróficas de fenómenos climáticos são evidentes e têm aumentado devido a acções humanas.

O que sucedeu em 1967 em Lisboa e se repete cada vez mais agravado por esse mundo fora não é devido a emissões de CO2eq ou alegado aquecimento global.

É devido simplesmente ao facto de fenómenos climáticos naturais, que sempre existiram, terem efeitos cada vez mais catastróficos porque as acções humanas sobre o território criaram as condições para isso ao desflorestarem as cabeceiras de rios (que agravaram o seu assoreamento e as consequentes inundações), ao aumentarem os riscos de deslizamento das encostas (porque eliminaram a vegetação que as estabilizava), ao construírem cada vez mais em leitos de cheia, e ao provocarem alterações cada vez mais extensas e profundas no uso do solo.

Os efeitos das alterações no uso do solo são cada vez mais evidentes nas alterações climáticas locais e nos seus reflexos globais.

Sendo evidente que a variabilidade natural do clima sempre existiu e que as acções humanas têm vindo a agravar os seus efeitos, a subversão conceptual que a UE liderou, reduzindo tudo, ou quase tudo, às consequências do aquecimento global provocado por emissões de CO2eq é muito grave e, em última instância, contrária aos louváveis ideais que afirma defender e que suscitam o apoio das organizações ambientalistas e de multidões de bem intencionados.

Um dos maiores escândalos científicos da História

É neste contexto que rebenta o escândalo do chamado Climategate. Em termos da comunidade científica, o Climategate é um dos maiores escândalos científicos da História, não só pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica mas sobretudo pelas implicações económicas e políticas de que se reveste.

De facto, nunca existiram tantas declarações, tantos tratados, tantos protocolos e tão gigantescos fluxos financeiros tendo como único fundamento a credibilidade e o suposto consenso da comunidade científica expresso nos Summary for Policy Makers (SPM) do IPCC.

Esse fundamento desapareceu, mas os interesses envolvidos (políticos, económicos, financeiros e industriais) são de tal monta e a percepção pública da fraude científica é tão lenta que a ficção criada pela UE ainda se irá manter durante muito tempo.

O Climategate consistiu na divulgação, através da Internet, de um conjunto de ficheiros, que incluem programas de computador e emails trocados entre alguns dos principais autores dos relatórios do IPCC, de entre os quais assumem particular relevo os de Phill Jones, director do Climate Research Unit (CRU) da Universidade de East Anglia e Hadley Centre (Reino Unido), de autores do notório hockeystick e instituições responsáveis pelas bases de dados climáticos, como o National Climate Data Center (NCDC) e o Goddard Institute for Space Studies (GISS) dos EUA, consideradas de referência pelo IPCC.

O hockeystick é o termo usado entre os cientistas para designar o gráfico (em forma de stick de hóquei) que representa a evolução das temperaturas do hemisfério norte nos últimos mil anos, e que foi criado por um grupo de cientistas norte-americanos em 1998.

Manipulação de dados

Os referidos ficheiros encontravam-se num servidor do CRU e a sua autenticidade não foi até agora contestada. Aliás, muitos deles apenas confirmam o que há muito se suspeitava acerca da manipulação/fabricação de dados pelo grupo.

Todavia, muito do que era suspeito e atribuível a erro humano surge agora como intencional e destinado a manter a "verdade" (do IPCC) de que houve um aquecimento anormal e acelerado desde o início da revolução industrial devido à emissões de CO2eq.

Esta "verdade" é incompatível com o Período Quente Medieval (em que as temperaturas foram iguais ou superiores às actuais apesar de não existirem emissões de CO2eq) e a Pequena Idade do Gelo que se seguiu. É também incompatível com o não aquecimento que se verifica desde 1998. Esconder ou suprimir estas constatações foram objectivos centrais da fraude científica agora conhecida.

Silenciar os cientistas críticos

Em termos científicos, o que os emails revelam são os esforços concertados dos seus autores, junto de editores de revistas prestigiadas, para não acolher publicações que pusessem em causa as suas teses ou os dados utilizados pelo grupo, recorrendo mesmo a ameaças de substituição de editores ou de boicote à revista que não se submetesse aos seus desígnios.

Propuseram-se mesmo alterar as regras de aceitação das publicações para consideração nos Relatórios do IPCC de modo a suprimir as críticas fundamentadas às suas conclusões. Em resumo, procuraram subverter, em seu benefício, toda a ética científica da prova, da contraprova e de replicação de resultados que está no cerne do método científico, controlando o próprio processo da revisão por pares.

Em conjunto, conseguiram impedir que fossem publicados a maioria dos dados e conclusões que pusessem em causa e com fundamento o seu dogma do aquecimento global devido às emissões de CO2eq.

O Climategate provocou já uma invulgar reacção internacional, como uma simples pesquisa no Google imediatamente revela (mais de 10.600.000 referências menos de uma semana depois da sua revelação).

No intenso debate internacional em curso e que irá certamente continuar por muitos meses/anos, surgiram já todos os habituais argumentos de ilegalidade no acesso aos documentos; de idiossincrasias próprias de cientistas-estrelas que se sentiram incomodados; citações fora de contexto, etc.

Em meu entender, o mais revelador e incontestável nos ficheiros divulgados nem são os emails, apesar do que mostram quanto ao carácter e a honestidade intelectual dos cientistas intervenientes, mas sim os programas de computador para tratar os registos climáticos que utilizaram para justificar as conclusões que defendem.

Diga-se o que se disser, os programas executaram o que está nas suas instruções e não o que os seus autores agora vêem dizer que fizeram ou queriam fazer.

Dados climáticos até 1960 destruídos

Antecipando porventura o que agora sucedeu, os responsáveis pelos dados climáticos de referência arquivados no CRU, vieram publicamente confirmar que destruíram os dados das observações instrumentais até 1960 e que apenas retiveram o resultado dos tratamentos correctivos e estatísticos a que os submeteram.

Ou seja, tornaram impossível verificar se tais dados foram ou não intencionalmente manipulados para fabricar conclusões. Neste momento há provas documentais indirectas de que o fizeram pelo menos nalguns casos.

Existe ainda um efeito perverso na referida manipulação que resulta de os modelos climáticos utilizados para a previsão do futuro terem parâmetros baseados nas observações climáticas passadas, que agora estão sob suspeita.

Afecta também todas as calibrações de observações indirectas relativas a situações passadas em que não existiam registos termométricos.

Independentemente de tudo isto, o mais perturbador para os alarmistas é o facto de, contrariamente ao que os modelos utilizados pelo IPCC previam, não existir aquecimento global desde 1998, apesar do crescimento das emissões de CO2eq.

E se alguma coisa os ficheiros do Climagate revelam são os esforços feitos para que este facto não fosse do conhecimento público.

Comportamento escandaloso e intolerável

O comportamento escandaloso e intolerável de um grupo restrito de cientistas que atraiçoaram o que de melhor a Ciência tem só foi possível porque um grupo de políticos, sobretudo europeus, criou as condições para o tornar possível.

Isso ficou claro desde a criação do IPCC e torna-se evidente para quem estuda os relatórios-base do IPCC (WG1-Physical Science Basis) e os confronta com os SPM.

Todavia, seria profundamente injusto meter todos os cientistas no mesmo saco, pelo que é oportuno lembrar que se deve a inúmeros cientistas sérios e intelectualmente rigorosos uma luta persistente e perigosa contra os poderes estabelecidos, para que a ciência do IPCC fosse verificável e responsável.

Foram vilipendiados e acusados de estar ao serviço dos mais torpes interesses. Os documentos agora revelados mostram que estavam apenas ao serviço da Ciência e do rigor e honestidade dos métodos que fizeram a sua invejável reputação.

Seria também irresponsável agir como se as consequências da variabilidade climática e da utilização desbragada de combustíveis fósseis tivesse desaparecido com a revelação do escândalo. Muito pelo contrário.

Problemas ambientais de fundo devem ser atacados

Chame-se variabilidade climática ou alteração climática, os problemas de fundo da sustentabilidade ambiental permanecem e agravam-se pelo que devem ser atacados com determinação e realismo.

Se os esforços internacionais mobilizados para a Cimeira de Copenhaga conseguirem ultrapassar a obsessão do aquecimento/emissões (liderado pela UE) para se concentrarem na eficiência energética, nas energias renováveis, na minimização dos efeitos das alterações nos usos do solo, no combate à desflorestação, à fome e aos efeitos da variabilidade climática, teremos uma grande vitória para o planeta se a equidade e a justiça social não forem esquecidas.

Ao que parece, as propostas da China e dos EUA vão neste sentido tendo a delicadeza suficiente para não humilhar a União Europeia. Esperemos que sim.
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*Professor catedrático do Instituto Superior Técnico.