04 dezembro 2009

A actividade base

Dos vários desportos que faço, a natação é hoje minha actividade base.
Normalmente 2x por semana, em alguns meses 3x, como é o caso deste. Ando com pica e assim "compenso" as últimas semanas do ano, do Natal e Fim de ano, que me impedem de treinar.

Esta coisa de fazer mais que um desporto tem a sua piada. Além da diversidade que trás em diferentes campos (lúdico, desportivo, físico), é engraçado ver os resultados cruzados, ou seja os benefícios de uma actividade na performance de outra.
Um exemplo, na natação, nos exercícios de pernas crawl eu era fraquinho, muito mesmo! Hoje sou dos mais rápidos. Porquê? Só pode ser do ciclismo e do atletismo, já que tenho treinado o mesmo que os restantes colegas nadadores e tenho evoluído de forma diferente.

Os progresso nesta disciplina têm sido muito animadores e (também) por causa disso ando com muita pica.

Esta semana fiz três treinos e em dois deles houve séries rápidas de crawl, mariposa, estilos e também algum bruços.

Os meus tempos nas séries rápidas têm caído constantemente.

Hoje a aula começou, depois do devido aquecimento, com 10x25mts a sair aos 30", logo seguidos de 6x25mts a sair aos 25" (eu só fiz 4x). Pouco depois 3x100mts estilos a sair aos 3' mais 2x100mts a sair aos 2'30".

Na quarta-feira, entre muito outros, lembro-me de 6x25mts mariposa a sair aos 40" onde fiz 20"/21" e 10"/9" de descanso, etc, etc.

Há poucos meses estas séries seriam impensáveis e sinto que ainda há margem para melhorar. Promete ser uma boa época de natação!

Não costumo falar do peso, mas recentemente baixei dos 79 kg para o 76.5 kg e hoje estou com 77.5 kg, 1 kg a mais mas sem engordar (a olho nú). Será tudo músculo? :D

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De referir, (mais) três excelentes posts do blog do Pedro A. sobre saúde e treino físico:
Mito da frequência cardíaca;
Health Club ou Death Club Sobre a actividade física exagerada e sem controle normalmente praticada em ginásio e com objectivos duvidosos;
e Death Club Take II;

03 dezembro 2009

Climagate, um dos maiores escândalos científicos da História

Afinal o grande bicho papão das alterações climáticas não é o CO2.
Como se chegou a esta conclusão? Afinal houve manipulação de dados!

Em menos de uma semana, já há mais de 10 milhões de referências na internet sobre este escândalo.

Fica aqui cópia de um excelente artigo do expresso.pt

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O caso Climategate, onde se manipularam dados para provar o aquecimento global, é um dos maiores escândalos científicos da História, pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica e sobretudo pelas suas implicações económicas e políticas.

José J. Delgado Domingos*

Passaram há pouco 42 anos sobre um dos maiores desastres de origem climática em Portugal: as inundações de 1967 em Lisboa. Centenas de mortes e centenas de milhões de prejuízos materiais. Será que este desastre se deveu às emissões de CO2eq (CO2 equivalente) ou ao aquecimento global? Claro que não!

Aliás, na altura, a imprensa internacional explorava os receios de uma nova idade do gelo devido ao arrefecimento global que se verificava. Em 1967, a probabilidade de ocorrência da precipitação que provocou o desastre em Lisboa era conhecida. Uma precipitação com características análogas pode repetir-se amanhã e as suas consequências só serão menores se as necessárias medidas de prevenção forem entretanto tomadas (e nem todas o foram!).

Catástrofe de Nova Orleães não foi causada pelo aquecimento global

O que se passou com a destruição de Nova Orleães pelo furacão Katrina foi análogo: as consequências de um furacão com aquelas características eram bem conhecidas, e as imprescindíveis obras de reparação e reforço das protecções foram insistentemente pedidas mas sistematicamente adiadas.

A catástrofe não teve nada que ver com emissões de CO2eq ou aquecimento global. As tragédias climáticas no Bangladesh, não são provocadas por emissões de CO2eq, aquecimento global ou subida do nível do mar mas sim pelas inundações resultantes do assoreamento dos rios originado pela erosão que as extensíssimas desflorestações a montante agravaram e pelo crescente aumento do número de habitantes e construções em leito de cheia.

Segundo a ONU, mais de mil milhões de pessoas estão actualmente ameaçadas pela fome ou subnutrição, e agita-se o fantasma do seu aumento ou das suas migrações massivas se não forem combatidas as emissões de CO2eq para reduzir o aquecimento global.

A situação dramática e escandalosa destes milhões de seres humanos não tem nada a ver com as emissões de CO2eq, nem com o aumento oficial de 0,8 ºC na temperatura média global nos últimos 150 anos.

Temperaturas não aumentam desde 1998

Aliás, apesar de as emissões de CO2eq terem aumentado acima do cenário mais pessimista do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, desde 1998 que a temperatura global não aumenta.

Os exemplos anteriores poderiam continuar mas a conclusão seria sempre a mesma: as consequências catastróficas de fenómenos climáticos são evidentes e têm aumentado devido a acções humanas.

O que sucedeu em 1967 em Lisboa e se repete cada vez mais agravado por esse mundo fora não é devido a emissões de CO2eq ou alegado aquecimento global.

É devido simplesmente ao facto de fenómenos climáticos naturais, que sempre existiram, terem efeitos cada vez mais catastróficos porque as acções humanas sobre o território criaram as condições para isso ao desflorestarem as cabeceiras de rios (que agravaram o seu assoreamento e as consequentes inundações), ao aumentarem os riscos de deslizamento das encostas (porque eliminaram a vegetação que as estabilizava), ao construírem cada vez mais em leitos de cheia, e ao provocarem alterações cada vez mais extensas e profundas no uso do solo.

Os efeitos das alterações no uso do solo são cada vez mais evidentes nas alterações climáticas locais e nos seus reflexos globais.

Sendo evidente que a variabilidade natural do clima sempre existiu e que as acções humanas têm vindo a agravar os seus efeitos, a subversão conceptual que a UE liderou, reduzindo tudo, ou quase tudo, às consequências do aquecimento global provocado por emissões de CO2eq é muito grave e, em última instância, contrária aos louváveis ideais que afirma defender e que suscitam o apoio das organizações ambientalistas e de multidões de bem intencionados.

Um dos maiores escândalos científicos da História

É neste contexto que rebenta o escândalo do chamado Climategate. Em termos da comunidade científica, o Climategate é um dos maiores escândalos científicos da História, não só pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica mas sobretudo pelas implicações económicas e políticas de que se reveste.

De facto, nunca existiram tantas declarações, tantos tratados, tantos protocolos e tão gigantescos fluxos financeiros tendo como único fundamento a credibilidade e o suposto consenso da comunidade científica expresso nos Summary for Policy Makers (SPM) do IPCC.

Esse fundamento desapareceu, mas os interesses envolvidos (políticos, económicos, financeiros e industriais) são de tal monta e a percepção pública da fraude científica é tão lenta que a ficção criada pela UE ainda se irá manter durante muito tempo.

O Climategate consistiu na divulgação, através da Internet, de um conjunto de ficheiros, que incluem programas de computador e emails trocados entre alguns dos principais autores dos relatórios do IPCC, de entre os quais assumem particular relevo os de Phill Jones, director do Climate Research Unit (CRU) da Universidade de East Anglia e Hadley Centre (Reino Unido), de autores do notório hockeystick e instituições responsáveis pelas bases de dados climáticos, como o National Climate Data Center (NCDC) e o Goddard Institute for Space Studies (GISS) dos EUA, consideradas de referência pelo IPCC.

O hockeystick é o termo usado entre os cientistas para designar o gráfico (em forma de stick de hóquei) que representa a evolução das temperaturas do hemisfério norte nos últimos mil anos, e que foi criado por um grupo de cientistas norte-americanos em 1998.

Manipulação de dados

Os referidos ficheiros encontravam-se num servidor do CRU e a sua autenticidade não foi até agora contestada. Aliás, muitos deles apenas confirmam o que há muito se suspeitava acerca da manipulação/fabricação de dados pelo grupo.

Todavia, muito do que era suspeito e atribuível a erro humano surge agora como intencional e destinado a manter a "verdade" (do IPCC) de que houve um aquecimento anormal e acelerado desde o início da revolução industrial devido à emissões de CO2eq.

Esta "verdade" é incompatível com o Período Quente Medieval (em que as temperaturas foram iguais ou superiores às actuais apesar de não existirem emissões de CO2eq) e a Pequena Idade do Gelo que se seguiu. É também incompatível com o não aquecimento que se verifica desde 1998. Esconder ou suprimir estas constatações foram objectivos centrais da fraude científica agora conhecida.

Silenciar os cientistas críticos

Em termos científicos, o que os emails revelam são os esforços concertados dos seus autores, junto de editores de revistas prestigiadas, para não acolher publicações que pusessem em causa as suas teses ou os dados utilizados pelo grupo, recorrendo mesmo a ameaças de substituição de editores ou de boicote à revista que não se submetesse aos seus desígnios.

Propuseram-se mesmo alterar as regras de aceitação das publicações para consideração nos Relatórios do IPCC de modo a suprimir as críticas fundamentadas às suas conclusões. Em resumo, procuraram subverter, em seu benefício, toda a ética científica da prova, da contraprova e de replicação de resultados que está no cerne do método científico, controlando o próprio processo da revisão por pares.

Em conjunto, conseguiram impedir que fossem publicados a maioria dos dados e conclusões que pusessem em causa e com fundamento o seu dogma do aquecimento global devido às emissões de CO2eq.

O Climategate provocou já uma invulgar reacção internacional, como uma simples pesquisa no Google imediatamente revela (mais de 10.600.000 referências menos de uma semana depois da sua revelação).

No intenso debate internacional em curso e que irá certamente continuar por muitos meses/anos, surgiram já todos os habituais argumentos de ilegalidade no acesso aos documentos; de idiossincrasias próprias de cientistas-estrelas que se sentiram incomodados; citações fora de contexto, etc.

Em meu entender, o mais revelador e incontestável nos ficheiros divulgados nem são os emails, apesar do que mostram quanto ao carácter e a honestidade intelectual dos cientistas intervenientes, mas sim os programas de computador para tratar os registos climáticos que utilizaram para justificar as conclusões que defendem.

Diga-se o que se disser, os programas executaram o que está nas suas instruções e não o que os seus autores agora vêem dizer que fizeram ou queriam fazer.

Dados climáticos até 1960 destruídos

Antecipando porventura o que agora sucedeu, os responsáveis pelos dados climáticos de referência arquivados no CRU, vieram publicamente confirmar que destruíram os dados das observações instrumentais até 1960 e que apenas retiveram o resultado dos tratamentos correctivos e estatísticos a que os submeteram.

Ou seja, tornaram impossível verificar se tais dados foram ou não intencionalmente manipulados para fabricar conclusões. Neste momento há provas documentais indirectas de que o fizeram pelo menos nalguns casos.

Existe ainda um efeito perverso na referida manipulação que resulta de os modelos climáticos utilizados para a previsão do futuro terem parâmetros baseados nas observações climáticas passadas, que agora estão sob suspeita.

Afecta também todas as calibrações de observações indirectas relativas a situações passadas em que não existiam registos termométricos.

Independentemente de tudo isto, o mais perturbador para os alarmistas é o facto de, contrariamente ao que os modelos utilizados pelo IPCC previam, não existir aquecimento global desde 1998, apesar do crescimento das emissões de CO2eq.

E se alguma coisa os ficheiros do Climagate revelam são os esforços feitos para que este facto não fosse do conhecimento público.

Comportamento escandaloso e intolerável

O comportamento escandaloso e intolerável de um grupo restrito de cientistas que atraiçoaram o que de melhor a Ciência tem só foi possível porque um grupo de políticos, sobretudo europeus, criou as condições para o tornar possível.

Isso ficou claro desde a criação do IPCC e torna-se evidente para quem estuda os relatórios-base do IPCC (WG1-Physical Science Basis) e os confronta com os SPM.

Todavia, seria profundamente injusto meter todos os cientistas no mesmo saco, pelo que é oportuno lembrar que se deve a inúmeros cientistas sérios e intelectualmente rigorosos uma luta persistente e perigosa contra os poderes estabelecidos, para que a ciência do IPCC fosse verificável e responsável.

Foram vilipendiados e acusados de estar ao serviço dos mais torpes interesses. Os documentos agora revelados mostram que estavam apenas ao serviço da Ciência e do rigor e honestidade dos métodos que fizeram a sua invejável reputação.

Seria também irresponsável agir como se as consequências da variabilidade climática e da utilização desbragada de combustíveis fósseis tivesse desaparecido com a revelação do escândalo. Muito pelo contrário.

Problemas ambientais de fundo devem ser atacados

Chame-se variabilidade climática ou alteração climática, os problemas de fundo da sustentabilidade ambiental permanecem e agravam-se pelo que devem ser atacados com determinação e realismo.

Se os esforços internacionais mobilizados para a Cimeira de Copenhaga conseguirem ultrapassar a obsessão do aquecimento/emissões (liderado pela UE) para se concentrarem na eficiência energética, nas energias renováveis, na minimização dos efeitos das alterações nos usos do solo, no combate à desflorestação, à fome e aos efeitos da variabilidade climática, teremos uma grande vitória para o planeta se a equidade e a justiça social não forem esquecidas.

Ao que parece, as propostas da China e dos EUA vão neste sentido tendo a delicadeza suficiente para não humilhar a União Europeia. Esperemos que sim.
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*Professor catedrático do Instituto Superior Técnico.

23 novembro 2009

Corrida Luzia Dias - 1K e 10K (e não só)

O fim de semana que passou foi muito activo. Aliás, toda a semana foi.
Apesar do mau tempo instável anunciado (coisa que raramente me faz rever os planos - o que será será) deu para fazer o BTT matinal (super matinal, pois saí de casa ainda de noite) de sábado, com a companhia dos meus dois colegas do costume, e fazer a corrida Luzia Dias no Domingo.


Nas fotos: Eu e depois JB e HM, e a panorâmica da cidade vista do Monsanto (no moinho)

A sessão de BTT (com muitas subidas) pode ser vista (e analisada) aqui.

Já a corrida, essa merece mais destaque deste blog (até o título do post!), por dois motivos.

Primeiro motivo, porque mais uma vez levei a minha filha para estas andanças. A custo, com alguma (boa) pressão e muitas doses de motivação para vencer a timidez, lá consegui levá-la a mais uma corrida.
1 km. Era das mais novas, senão a mais nova. Fez a corrida sem stress, sempre a correr certinho. Acompanhei-a apenas na 2ª metade, mas o bombeiro que a acompanhava disse-me que ela foi sempre a correr a um ritmo certo. Chegou ao fim sem abrandar ou mostrar sinais de muito desgaste. Foi a última em simultâneo com outra menina mais velha, que ora corria ora parava enquanto controlava a Joana, para não ser a última.

Comparando com a corrida do SLB, há seis meses, as diferenças são abismais. Nessa altura, custou-lhe, acabou vermelhona e claramente cansada. Ontem, acabou na maior! Espectáculo!!!

Como não houve medalhas para todos os pequenos, disse-lhe que a minha medalha era a dela e que se tinham esquecido de lha dar. Depois de muitos porquês (e porque tu não tiveste? tens sempre! etc etc) lá se convenceu.

Segundo motivo, a minha corrida.
A jogar em casa (no KM 6 passei a 50 metros de casa) tinha que fazer boa figura! ;)
Depois de da corrida da Joana, acabei por me distrair e partir no fim de todos os atletas.
A prova teve um limite de 600 inscrições, mas mesmo assim, partiu lenta de mais para mim (que tenho a mania das pressas). Saltei para o passeio e toca de ultrapassar e entrar no ritmo.
Sentia-me bem e comecei com ritmo forte. Rapidamente me apercebi que esta corrida estava recheada de bons corredores de pelotão. Ia tudo muito rápido, olhava para o relógio e via 4'20"/km, 4'35"/km... Chiça! No fim do Km 2, o pi-pi do Garmin soou e olhei para o mostrador para ver que estava a correr abaixo dos 4'/Km...
Decidi começar a olhar para o cardio e o mesmo estava sempre na casa dos 150 e muitos. Pensei, tenho que abrandar o ritmo cardíaco, mas não sei onde. Estratégia: Não acelerar nada nas descidas! Não deu para muito mas repousei, acho.

Bom, a coisa continuou a correr bem, e lá segui nesse meu (novo) ritmo apesar do sobe e desce constante. Voltinha ao meu bairro e, ao KM 8, lá se seguiu em direcção ao Lumiar pela Alameda das Linhas de Torres, altura em que troquei algumas palavras com dois corredores que falavam sobre o local da meta. Surpresa agradável, pois conseguia falar sem qualquer problema, mesmo apesar do esforço que tinha feito até ali. Fiquei UAU! e decidi largá-los e atacar os últimos dois Km's que afinal, segundo o meu GPS, foram 2,31 km...
Conclusão: Record nos 10km reais, 45'27" (4'32"/km), mas tempo final, na meta (aos 10,31Km), nem por isso. Fiquei super contente com a prestação e estou ansioso pela última prova do ano, o GP de Natal, que decorre entre o Saldanha, Campo Grande, Saldanha, e Rossio e Restauradores (prova rápida, portanto).
Dados do computador de pulso :) aqui. Destaque para o gráfico de altimetria.

Resultado
Posição: 261º (586 terminaram)
Tempo: 46'52" (a 15'12" do 1º)

20 novembro 2009

Lisboa - vista do rio Tejo

Com esta foto, tirada do site da CML, inicio uma série nova de posts - Fotografias de Lisboa.
Lisboa é a cidade que escolhi para viver, precisamente há 10 anos, embora, antes disso, em praticamente toda a minha vida tenha passado grandes períodos por Lisboa, desde o jardim de infância até à Universidade.

Nem me vou alongar, nem escrever coisas lindas e rebuscadas, versos ou frases conhecidas sobre esta cidade. Vou simplesmente partilhar, através de (boas) fotografias, a beleza desta cidade.

18 novembro 2009

"E o desporto?"

Um sportblog e só se fala de bicicletas e coisas verde e mobilidade... Que seca! :)

Bom, de facto não tenho (b)logado muito acerca da minhas actividades desportivas.

Os triatlos já acabaram, as corridas estão a acabar (ok, nem por isso, acho que há sempre corridas, basta procurar), mas a natação e o BTT continuam a acontecer.
Ou seja, acabou o triatlo, mas as especialidades que o compõem continuam a ser praticadas.

BTT
Depois de uma grande paragem, no sábado passado voltei ao Monsanto, com os meus colegas e companheiros desde desporto, JB e HM.
O piso estava molhado, mas não muito e deu para matar a sede do todo-o-terreno, já que deu para sentir o prazer e adrenalina da condução e dos saltos.
Pela primeira vez levei o GPS, que deu para registar muitos dados, para posterior análise. Por exemplo: Saber que em determinado single-track (a descer) atingi 35km/h e que a pulsação subiu a 163bpm (quase o máximo que atingi em toda a volta) de pura adrenalina, já que o esforço físico não foi muito por aí além... enfim, detalhes com interesse para mim, apenas, eu sei. :D
Ficou tudo registado e pode ser consultado aqui.
No próximo sábado haverá mais uma sessão, bem cedinho - pelas 7h15 da manhã - para não afectar o resto do dia em famelga.

Natação
Neste campo, como tenho dito, tem sido uma boa época e estou cada vez mais competitivo (comigo mesmo) e os records pessoais têm sido batidos ou igualados, mesmo sem grande esforço nesse sentido. Tenho rolado mais rápido, com (ainda) grande evolução na mariposa, onde, por exemplo, fazer 100mts já não me custa quase nada.
O estilo Costas também têm evoluído mais recentemente e no crawl, nas séries mais curtas e mais rápidas já estou praticamente ao nível dos meus colegas mais batidos na prática deste desporto.

Atletismo
Depois da prova Corrida do Tejo, treinei duas vezes. A última sessão foi esta semana e em cima da hora decidi fazer a ciclovia Telheiras-Benfica, só para experimentar uma coisa diferente. Acabou por ser uma experiência agradável e provavelmente de repetir.
A ciclovia acaba por ser uma pista que já trás o percurso e o objectivo definido à partido, o que simplifica o processo mental de definição do treino (quantas voltas? por onde vou agora? acabo já ou corro mais um bocado, etc, etc).
Mesmo pelas 21h30m cruzei-me com seis ciclistas, o acabou por ser uma boa contagem de bicicletas, que traduz um pouco da revolução (lenta) que está a acontecer em termos de mobilidade suave.
Dados dos treinos, aqui e aqui.

Este fim de semana, corrida "a jogar em casa", ou seja no Lumiar com passagem por Telheiras.
Até ao fim do ano ainda participarei em mais uma ou duas provas.

Certo certo, é terminar o ano com mais de 400km corridos, mais do dobro em relação ao ano passado (191km).

13 novembro 2009

33 razões

... para andar de bicicleta, em bikeradar.com.

PS: este miúdo não é o meu filho (foto tirado do artigo que referencio)

11 novembro 2009

Só porque se pode...

... não tem que se fazer!

Eu levo a minha filha a pé todos os dias. Já apanhámos uma molha e tudo. A mochila tem rodas e quando há mais peso (ou mais pressa) levo-a eu ao ombro.

Provavelmente ganharia uns minutos ao levá-la de carro, mas perderia mais minutos ainda da companhia da minha filha, da conversa, da caminhada, de um início calmo de um dia de trabalho.

Sou um sortudo porque posso fazê-lo? Ou terei tido isso em conta quando há uns anos escolhi aquele bairro para morar? Ou terei abdicado de ter uma casa maior e mais recente e privilegiei os espaços verdes, o comércio, as escolas e acessibilidades em geral? Nem é preciso ser muito esperto, basta pensar quantos anos queremos viver em determinado local e pensar no que vamos precisar.

09 novembro 2009

Ainda as ciclovias

Já aqui falei das ciclovias, sobre o que penso que têm de bom e o que têm de mau.
Como moro junto a uma das mais recentes, Telheiras-Carnide, assisto in loco ao impacto que têm junto dos cidadãos, automobilizados e não-automobilizados.

Este domingo que passou, dia de chuva, vi muitas pessoas de bicicleta. Vi casais, vi pais com filhos, mães com filhos, famílias inteiras e vi os habituais BTTistas a caminho do Monsanto.
Não os contei, mas assim por alto, diria que no espaço de 10 minutos que passei ao longo desta ciclovia, vi passar cerca de 25 ciclistas, dos quais meia dúzia deviam ser crianças.

Conclusão: As ciclovias não estão boas, ocupam os passeios, são tortuosas pois atravessam cruzamentos de formas estranhas, dão voltas desnecessárias - Concordo! Mas que estão a meter pessoas a andar de bicicleta pelas ruas da cidade, lá isso estão!!

Provavelmente, a maior parte destas pessoas que eu vi já tinham bicicletas, mas se calhar para andar nas mesmas, antes, punham-nas por cima dos carros e iam para o Parque das Nações ou para o Monsanto. Ou então, não iam a lado nenhum.

Devo dizer, vi tantos ou mais ciclistas do que peões a passear nos passeios.

Na foto em cima:
Nesta via, foi eliminada uma faixa de cada lado, ficando uma faixa mais larga para cada sentido, uma ciclovia de uma lado e aumento dos lugares de estacionamento do outro (passaram a ser em espinha em vez de paralelos à via). Em termo de trânsito, não se nota mais congestionamento, o resto... é o que se vê.

08 novembro 2009

Visão verde


A edição desta semana da revista Visão (5-11 de Novembro) foi uma edição especial Verde.

A quem se interessar minimamente sobre este assunto, aconselho a compra. Para além de oferecer uma lâmpada económica que vale o preço de capa, são 228 páginas sobre tudo o que diz respeito a este tema:
Alterações climáticas e Copenhaga; exemplos de boas alterações na sociedade já efectuadas por entidades e por pessoas singulares; ideias verde que se traduzem em poupanças financeiras; exame ambiental da Grande Lisboa; arquitectura ecológica; resultados de uma sondagem sobre o ambiente; comparação das viagem para o trabalho, de carro e de transportes públicos, na linha de Cascais; etc, etc...

Felizmente, cada vez mais, mais pessoas partilham uma visão verde para o nosso planeta, mas, tal como a nossa selecção nacional de futebol, já andamos a fazer muitas contas - para ver se dá para passar para o século seguinte.

06 novembro 2009

Verde, verde, são as árvores e as bicicletas! (long post)


O carro.
Apesar do greenwash que é feito, o carro nunca foi, não é, nem nunca será verde.
Estou cada vez mais anti-carro. Não de uma forma fanática, mas que estou, estou.
Continuo a conduzir um (até mais que um), mas tenho um desprendimento cada vez maior por aqueles objectos.

Para quem não me conhece, digo-o, isto vindo de mim significa uma grande mudança.
Sempre adorei motores. Conduzi motas desde dos 15/16 anos, sempre tive imenso prazer em conduzir tudo o que tivesse motores. Carros, jipes, karts, motas de estrada, motas de motocross/enduro, motas de água, corta-relvas! :). Acelerei muito, fiz rally, enduro, motocross, conduzi carros com quase 500cv (Porsche 911 Turbo, Mercedes SL500, etc) e até fui campeão de Kart na minha empresa, derrotando os dotados (e super-leves) motoristas residentes! :D

Até há uns tempos acompanhava o sector automóvel relativamente de perto. Hoje acompanho o sector automóvel verde, uma área ainda muito baseada nas expectativas e ainda muito verde, ou seja não madura! :)
Mesmo assim, serão carros e terão muito impacto negativo na sociedade.
Um blog que me ajudou a mudar faz hoje 3 anos e fala de muitos destes impactos: http://menos1carro.blogs.sapo.pt/

Confesso que tenho ainda alguma expectativa (e entusiasmo) sobre o que aí vêm de verde no sector automóvel, mas cada vez mais me entusiasmo com outro tipo de cenas, bem mais importantes:
As pessoas e a qualidade de vida e tudo o que isso implica - É muito, eu sei. Envolve ambiente, política, transportes, civismo, educação, etc, etc..

Continuo a gostar de conduzir, mas cada vez mais numa perspectiva lúdica e menos numa perspectiva de o fazer para chegar do ponto A ao ponto B.
Havendo alternativa, e muitas vezes há, utilizo-as.
O carro terá sempre o seu lugar, como forma de deslocação, mas o seu uso poderá ser bastante reduzido, já que grande parte do uso actual é nas deslocações pendulares casa-trabalho-casa.

Uma das pequenas grandes infelicidades que vivo é ter que utilizar o carro para ir trabalhar. Demoro cerca de 25/30 minutos, sem apanhar grande trânsito, mas custa-me ter que o fazer todos os dias e não ter alternativa.

A bicicleta.
Está no título do post e ainda não falei dela.
A bicicleta é considerado o meio de transporte mais verde e o mais eficaz. Não polui e a força necessária para a fazer mover é muito reduzida tendo em conta a locomoção que permite.
Além de ser um meio de transporte a bicicleta representa para muitos uma espécie de liberdade vivida na infância, liberdade que ficou na infância.
A melhor definição que encontro é a "sensação Verão Azul", alusiva à série juvenil mítica dos anos 80, onde a bicleta fazia parte da vida dos personagens.

Eu ando de bicicleta em dois modos, o modo desportivo e o modo deslocação-útil.
No desportivo - BTT - a adrenalina, a performance, a velocidade são a prioridade.
No modo deslocação sente-se o pulso à cidade, vê-se, cheira-se e ouve-se o que nunca se viu, cheirou ou ouviu. A liberdade que se sente face aos carros é a sensação Verão Azul!!

Para as minhas deslocações casa-trabalho-casa, a bicicleta convencional não é uma solução. Ainda não desisti do assunto e estou presentemente a estudar a viabilidade da bicicleta eléctrica, combinada com o comboio.
Objectivo: Utilizar a bicicleta 2x/semana em média.

Já tinha falado destas bicicletas antes, mas hoje estou mais determinado e mais farto do carro e há no mercado mais e melhores opções, embora caras, confesso.
Na foto: Kalkhoff Agattu C - O motor está junto à pedaleira, e a força é adicionada à corrente, mantendo inalterado o feeling de andar de bicicleta.

Mesmo assim vou adicionar cerca de 15 minutos ao trajecto, para cada lado, mas no fim do dia, os 30 minutos serão compensado com outras coisas (as tais de que falei atrás).
Se levar a minha filha sentada na "bagageira" da bicicleta(estou em negociações com ela!) substituo um trajecto a pé (10 minutos ida e volta) e acabo por gastar pouco mais neste somatório levar-filha-à-escola-e-ir-para-o-trabalho. ehehe

O que ganho com isso? Poupo dinheiro? Nim (poupa-se na manutenção do carro). Poupo tempo? Não, antes pelo contrário.
Então porquê???? Poupo o planeta e ganho PRAZER. Priceless.