13 novembro 2009

33 razões

... para andar de bicicleta, em bikeradar.com.

PS: este miúdo não é o meu filho (foto tirado do artigo que referencio)

11 novembro 2009

Só porque se pode...

... não tem que se fazer!

Eu levo a minha filha a pé todos os dias. Já apanhámos uma molha e tudo. A mochila tem rodas e quando há mais peso (ou mais pressa) levo-a eu ao ombro.

Provavelmente ganharia uns minutos ao levá-la de carro, mas perderia mais minutos ainda da companhia da minha filha, da conversa, da caminhada, de um início calmo de um dia de trabalho.

Sou um sortudo porque posso fazê-lo? Ou terei tido isso em conta quando há uns anos escolhi aquele bairro para morar? Ou terei abdicado de ter uma casa maior e mais recente e privilegiei os espaços verdes, o comércio, as escolas e acessibilidades em geral? Nem é preciso ser muito esperto, basta pensar quantos anos queremos viver em determinado local e pensar no que vamos precisar.

09 novembro 2009

Ainda as ciclovias

Já aqui falei das ciclovias, sobre o que penso que têm de bom e o que têm de mau.
Como moro junto a uma das mais recentes, Telheiras-Carnide, assisto in loco ao impacto que têm junto dos cidadãos, automobilizados e não-automobilizados.

Este domingo que passou, dia de chuva, vi muitas pessoas de bicicleta. Vi casais, vi pais com filhos, mães com filhos, famílias inteiras e vi os habituais BTTistas a caminho do Monsanto.
Não os contei, mas assim por alto, diria que no espaço de 10 minutos que passei ao longo desta ciclovia, vi passar cerca de 25 ciclistas, dos quais meia dúzia deviam ser crianças.

Conclusão: As ciclovias não estão boas, ocupam os passeios, são tortuosas pois atravessam cruzamentos de formas estranhas, dão voltas desnecessárias - Concordo! Mas que estão a meter pessoas a andar de bicicleta pelas ruas da cidade, lá isso estão!!

Provavelmente, a maior parte destas pessoas que eu vi já tinham bicicletas, mas se calhar para andar nas mesmas, antes, punham-nas por cima dos carros e iam para o Parque das Nações ou para o Monsanto. Ou então, não iam a lado nenhum.

Devo dizer, vi tantos ou mais ciclistas do que peões a passear nos passeios.

Na foto em cima:
Nesta via, foi eliminada uma faixa de cada lado, ficando uma faixa mais larga para cada sentido, uma ciclovia de uma lado e aumento dos lugares de estacionamento do outro (passaram a ser em espinha em vez de paralelos à via). Em termo de trânsito, não se nota mais congestionamento, o resto... é o que se vê.

08 novembro 2009

Visão verde


A edição desta semana da revista Visão (5-11 de Novembro) foi uma edição especial Verde.

A quem se interessar minimamente sobre este assunto, aconselho a compra. Para além de oferecer uma lâmpada económica que vale o preço de capa, são 228 páginas sobre tudo o que diz respeito a este tema:
Alterações climáticas e Copenhaga; exemplos de boas alterações na sociedade já efectuadas por entidades e por pessoas singulares; ideias verde que se traduzem em poupanças financeiras; exame ambiental da Grande Lisboa; arquitectura ecológica; resultados de uma sondagem sobre o ambiente; comparação das viagem para o trabalho, de carro e de transportes públicos, na linha de Cascais; etc, etc...

Felizmente, cada vez mais, mais pessoas partilham uma visão verde para o nosso planeta, mas, tal como a nossa selecção nacional de futebol, já andamos a fazer muitas contas - para ver se dá para passar para o século seguinte.

06 novembro 2009

Verde, verde, são as árvores e as bicicletas! (long post)


O carro.
Apesar do greenwash que é feito, o carro nunca foi, não é, nem nunca será verde.
Estou cada vez mais anti-carro. Não de uma forma fanática, mas que estou, estou.
Continuo a conduzir um (até mais que um), mas tenho um desprendimento cada vez maior por aqueles objectos.

Para quem não me conhece, digo-o, isto vindo de mim significa uma grande mudança.
Sempre adorei motores. Conduzi motas desde dos 15/16 anos, sempre tive imenso prazer em conduzir tudo o que tivesse motores. Carros, jipes, karts, motas de estrada, motas de motocross/enduro, motas de água, corta-relvas! :). Acelerei muito, fiz rally, enduro, motocross, conduzi carros com quase 500cv (Porsche 911 Turbo, Mercedes SL500, etc) e até fui campeão de Kart na minha empresa, derrotando os dotados (e super-leves) motoristas residentes! :D

Até há uns tempos acompanhava o sector automóvel relativamente de perto. Hoje acompanho o sector automóvel verde, uma área ainda muito baseada nas expectativas e ainda muito verde, ou seja não madura! :)
Mesmo assim, serão carros e terão muito impacto negativo na sociedade.
Um blog que me ajudou a mudar faz hoje 3 anos e fala de muitos destes impactos: http://menos1carro.blogs.sapo.pt/

Confesso que tenho ainda alguma expectativa (e entusiasmo) sobre o que aí vêm de verde no sector automóvel, mas cada vez mais me entusiasmo com outro tipo de cenas, bem mais importantes:
As pessoas e a qualidade de vida e tudo o que isso implica - É muito, eu sei. Envolve ambiente, política, transportes, civismo, educação, etc, etc..

Continuo a gostar de conduzir, mas cada vez mais numa perspectiva lúdica e menos numa perspectiva de o fazer para chegar do ponto A ao ponto B.
Havendo alternativa, e muitas vezes há, utilizo-as.
O carro terá sempre o seu lugar, como forma de deslocação, mas o seu uso poderá ser bastante reduzido, já que grande parte do uso actual é nas deslocações pendulares casa-trabalho-casa.

Uma das pequenas grandes infelicidades que vivo é ter que utilizar o carro para ir trabalhar. Demoro cerca de 25/30 minutos, sem apanhar grande trânsito, mas custa-me ter que o fazer todos os dias e não ter alternativa.

A bicicleta.
Está no título do post e ainda não falei dela.
A bicicleta é considerado o meio de transporte mais verde e o mais eficaz. Não polui e a força necessária para a fazer mover é muito reduzida tendo em conta a locomoção que permite.
Além de ser um meio de transporte a bicicleta representa para muitos uma espécie de liberdade vivida na infância, liberdade que ficou na infância.
A melhor definição que encontro é a "sensação Verão Azul", alusiva à série juvenil mítica dos anos 80, onde a bicleta fazia parte da vida dos personagens.

Eu ando de bicicleta em dois modos, o modo desportivo e o modo deslocação-útil.
No desportivo - BTT - a adrenalina, a performance, a velocidade são a prioridade.
No modo deslocação sente-se o pulso à cidade, vê-se, cheira-se e ouve-se o que nunca se viu, cheirou ou ouviu. A liberdade que se sente face aos carros é a sensação Verão Azul!!

Para as minhas deslocações casa-trabalho-casa, a bicicleta convencional não é uma solução. Ainda não desisti do assunto e estou presentemente a estudar a viabilidade da bicicleta eléctrica, combinada com o comboio.
Objectivo: Utilizar a bicicleta 2x/semana em média.

Já tinha falado destas bicicletas antes, mas hoje estou mais determinado e mais farto do carro e há no mercado mais e melhores opções, embora caras, confesso.
Na foto: Kalkhoff Agattu C - O motor está junto à pedaleira, e a força é adicionada à corrente, mantendo inalterado o feeling de andar de bicicleta.

Mesmo assim vou adicionar cerca de 15 minutos ao trajecto, para cada lado, mas no fim do dia, os 30 minutos serão compensado com outras coisas (as tais de que falei atrás).
Se levar a minha filha sentada na "bagageira" da bicicleta(estou em negociações com ela!) substituo um trajecto a pé (10 minutos ida e volta) e acabo por gastar pouco mais neste somatório levar-filha-à-escola-e-ir-para-o-trabalho. ehehe

O que ganho com isso? Poupo dinheiro? Nim (poupa-se na manutenção do carro). Poupo tempo? Não, antes pelo contrário.
Então porquê???? Poupo o planeta e ganho PRAZER. Priceless.

02 novembro 2009

Corrida do Tejo 2009

Já lá vai uma semana e o relato estava por fazer. A disponibilidade tem sido pouca e não tem havido tempo nem para exercício nem para blog about it...

A corrida do Tejo.

Pela primeira vez, fiz esta prova sem companhia. Quer dizer, companhia humana, já que levei o meu virtual partner :)
Eu explico: Estabeleci um objectivo no meu Garmin, que foi correr 10km em 46'15". Neste modo, aparece o virtual partner e o relógio vai dando a distância entre nós. É um pacer daqueles que leva a tabuleta "45 minutos", só que com um tempo determinado por mim.

10.000 pessoas são 10.000 pessoas e juntá-las todas na partida implica encher a marginal umas boas centenas de metros. Depois do tiro de partida, fazer passar todas estas pessoas pela linha de partida também se traduz nuns bons minutos.
Eu só passei pela linha de partida 2 minutos depois do tiro.

O grande defeito desta prova é de facto este: muita gente e quanto mais para trás mais lentos são. Comecei a correr na relva do jardins de Algés, no asfalto zig-zagueando entre individuais e grupos (apesar de me tentar conter para não o fazer) e apenas ao km 2 a coisa melhorou um pouco.

Nessa altura encontrei o NK que ia no seu passo mais lento (fez 49'), já que já tinha corrido 8km antes da prova. Grande NK!
Disse-lhe que ia a correr contra o relógio e segui (esta expressão fez todo o sentido naquele dia). "Vais com o homem-sombra!" gritou ele, também adepto dos Garmins. :)

Segui viagem. Até ali tinha feito 4'39" e 4'35"/km, mas no 3º Km, a subida junto à Estádio Nacional (ganho de altitude de 30 metros) fez mossa e nesse km fiz 4'57" para no seguinte descansar na descida a 4'40" :)
Daí para a frente....agora tenho um Garmin, caramba, por isso fica a grelha com os tempo já a seguir para quem estiver interessado! :D

Como o GPS acusou os 10km antes da meta e estava programado para essa distância, parou as medições antes da meta. O meu tempo foi de 47'06".

Conclusão, foi uma corrida em que tentei o record pessoal nos 10k, mas sem sucesso, embora tenho corrido bem e não tenha ficado longe.

Alguns detalhes:
. Muitas mulheres (as camisolas com cores distintas - entre géneros - nos ombros realçaram muito bem este facto);
. Dois ou três atletas caídos no chão por se sentirem mal devido ao esforço - a maior popularidade destas provas tem estes danos colaterais, pois há quem vá sem ter noção das suas capacidades e depois a coisa pode correr muito mal. Desconheço se houve mais do que sustos para os envolvidos.
. Três colegas de trabalho da minha sala estrearam-se em provas de atletismo nesta prova e gostaram muito da experiência, o que comprova que a fórmula deste evento é boa e tem impacto numa sociedade pouco exercitada.

Garmin stuff aqui.

Resultado
Posição: 1.998º (9.147 terminaram)
Tempo: 47'06" (a 19'54" do 1º)

23 outubro 2009

Recta final

O ano/época de 2009 está a aproximar-se do fim.
Os triatlos acabaram e no atletismo só tenho previstas mais duas provas de 10km, uma já este domingo - Corrida do Tejo - e outra quatro semanas mais tarde.

Para acabar o ano em beleza, decidi sacar um plano de treinos da net, tendo em vista a um record pessoal na última corrida de 10km. Qualquer coisa à volta dos 46 minutos já fico contente, embora vá apontar para os 45'. :)

Ontem foi a 2ª sessão do meu plano de 5 semanas. Aquecimento de 1800mts, Tempo Run de 5km e no final 1800mts de arrefecimento.

Dados:
Aquecimento a 5'30"/km
Tempo Run a 4'34"/km
Arrefecimento a 5'15"/km
Calorias gastas: 717
BPM média: 153 pulsações

Agora com o GARMIN há muita, muita informação :D
Ontem consegui abstrair-me mais do aparelho e o treino foi muito porreiro.
Nas últimas voltas parecia uma ambulância, já que tenho parametrizado o BPM máx a 166 (errado!) e volta e meia lá vinha o alarme. Vou corrigir o valor para o valor aconselhado - básico - que para mim será 183 bpm (220 - idade).

Na natação a época ainda vai a começar e prevê-se um ano de grande progresso e a intensidade dos treinos têm aumentado a olhos vistos. 2010 vai ser em grande! :))

21 outubro 2009

Riscos no mapa


É oficial!

Desde ontem que comecei a riscar o mapa.

O que quer isto dizer? GARMIN 305 Forerunner. Chegou dos States (dólares baratos!) há duas semanas, às minhas mãos no sábado passado e ontem foi a primeira experiência.
Sendo eu uma pessoa muito métrica, ou seja, gostar de registar dados, compará-los e analisá-los, somá-los e outras coisas terminadas em 'á-los', era uma questão de tempo adquirir um aparelho de GPS vocacionado para o desporto. Não era urgente mas era necessário. :)

Até aqui, o meu velhinho CASIO, cronómetro multi facetado foi dando para os gastos e vai continuar a servir para as sessões de natação, pois o novo gadget não é à prova de água.
Como foi ontem. Foi so-so, mais ou menos...
Ainda sou maçarico e a quantidade de funcionalidade que este bicho tem é brutal. Liguei o dito em casa para configurações básicas e ligar a soutien (sensor de batimentos cardíacos, que a gozar com a malta que usa costumo chamar soutien ;)
Enquanto brincava com o Garmin a minha pulsação situou-se nos 50bpm.

Começou o treino e segui a viagem do costume. Apesar do volume exagerado para 'relógio' de pulso, não se dá por ele. Não tem luz, o que para quem treina à noite é mau.
Ao chegar à 2ª circular apercebo-me que não está a marcar o ritmo/passada e percebi logo porquê... Tinha ligado em casa e por isso não apanhou os satélites e sem GPS é um cronómetro e pouco mais. Resolvi parar e reiniciar - Eu queria todas as funções, caramba!

Ao chegar ao EUL, fiz novo reset, pois a média de velocidade estava toda alterada, porque tinha contabilizado o tempo desde casa e a velocidade apenas desde da 2ª circular (onde afinal não tinha feito mesmo um Reset mas sim Lap) e isso não podia ser :) Eu queria os dados mais precisos e não meios malucos!

Ontem a principal motivação era o próprio relógio (hey, qualquer uma é boa, certo?) e a coisa estava a correr tudo menos bem....

À 3ª foi de vez. Primeira volta ao EUL calma e a segunda volta mais forte. Fisicamente não estive bem, senti muito o esforço e a corrida foi tudo menos fluída. O novo gadget afectou claramente o espírito, tem muita informação, ainda nova para mim (a que passada vou, quanto fiz de média, a que ritmo cardíaco vou, etc, etc), o que acabou por influenciar o meu comportamento.

Acabei por fazer um treino de 8.6km a uma média de 4'54"/km com uma pulsação média de 150bpm. Velocidade máx 3'50"/km e bpm máx de 170 (com direito a alarme e tudo!) e mais uma carrada de informação que ainda não processei. :)

20 outubro 2009

Triatlo do Estoril (s-sprint) - Triatlo para todos

O triatlo é cada vez mais para todos!

O número de participantes não pára aumentar e isso é bom para todos, inclusive para mim que estou cada vez mais longe do último :D, mas também mais perto do primeiro, o que traduz o aumento de forma (e diminuição de peso!) que tenho tido esta época, sobretudo depois do verão.

Bom, dito isto, vamos ao relato da última prova de 2009.

Foi este domingo, ainda com sol e bom tempo - uma espécie de Verão de S.Martinho antecipado.
Cheguei com tempo, coisa rara. Meti os ténis no PT2 (parque de transição) junto ao Casino e equipei-me no PT1, junto à praia do Tamariz onde ia começar a prova.

Depois da partida dos Juniores, uns minutos depois deu-se a partida da prova aberta.

Pela quantidade de atletas, percebia-se que ia haver confusão dentro de água. Desta vez não estava disposto a ficar para o fim, pois 191 atletas, muitos deles novatos, implicaria nadar muito lentamente e provavelmente não evitar a confusão dos "toscos".

Parti com tudo! Corri para a água, saltitei ao entrar no mar até ser vantajoso e mergulhei para o que desse e viesse. Inicialmente ainda encarrilei nos que seguiam à minha frente, mas logo depois decidi atacar a molhada sem apelo nem agravo :D

Entre estaladas (mais dadas do que recebidas), abraços (meter o braço em cima de um tronco alheio), toques muitos, lá fui nadando como podia, escolhendo o lado para onde respirar consoante a vizinhança. A água parecia a de um jacuzzi em potência máxima de tão mexida que estava. Bebi água com fartura, tal era a confusão...

Às tantas, ainda nesta confusão - que só se desfez a cerca de 50mts do final do troço - aparece-me alguém à minha frente a nadar à bruços... que à molhada se equivale a seguirmos atrás de um cavalo de rodeo aos coices!
Instintivamente na braçada seguinte em vez de puxar água puxei a perna do/a brucista e pronto, problema resolvido! :D Não foi por mal, foi apenas instinto de sobrevivência, sério.

Bom, fui sempre a abrir e saí da água em menos de 6', o que para 300mts equivale dizer que foi a maior performance (em termos de média) que já fiz. Saí da água em 79º, para uma transição normal e sai do parque montado na minha All Moutain de pneus finos! :)

A ciclistica da bicicleta e do ciclista não foram/são famosas e aqui não havia ilusões, era dar o máximo e pronto. Na descida do Casino para a marginal, passa por mim o montanhista João Garcia, bem equipado numa bicicleta de ciclismo, claro.
Na curva aproximo-me (ganho sempre tempo nas curvas!) e meto-me na roda dele, com muito esforço, mas aguento-me. Estive quase para lhe dizer "Leva-me ao topo, João!" mas acabei por me conter e passado uma centena de metros ficar para trás.

Até ao fim deste segmento fiz uma prova regular apanhando a roda (de bike de ciclismo) do mesmo atleta na mesma zona nas duas voltas. Era roda, depois saía para a frente e na volta seguinte roda no mesmo sítio e saída para a frente novamente! Curioso.

Cheguei ao PT2, já muito preenchido de bicicletas, larguei a minha e calcei os ténis e segui para o atletismo que se fez inicialmente contornando o Casino, voltando no sentido inverso e depois entravou-se no jardim do Casino onde para cima e para baixo se completavam os 2.4km.
Corri bem e acabei forte - a uns 200mts do fim olhei para cronómetro e vi que ainda havia possibilidade de acabar nos 45', objectivo definido inicialmente - ganhando ainda muitas posições, terminando este segmento com 11'21" (a 4'44"/km).

Gostei muito da prova, da forma com a fiz e sobretudo pela festa que foi com muita participação de todo o tipo de pessoas e géneros (muita menina a fazer a prova!).

A minha prestação traduzida em números: Fiz mais 34% do tempo que o primeiro classificado fez (o meu record em termos de diferencial) e fiquei a menos de meio da tabela, também record em termos de posição final.


Resultado
Posição: 102º (em 191 participantes)
Tempo: 44'59" (a 11'26" do 1º)
Por modalidade: Natação 79º; Ciclismo 111º; Corrida 96º

08 outubro 2009

Triatlo de Coimbra


No passado dia 4 de Outubro, participei no triatlo de Coimbra, prova que faz parte do campeonato regional centro. Foi a primeira edição de triatlo nesta cidade, mas de certeza que não será a última, já que a cidade tem condições excelentes para esta modalidade.

O rio Mondego em forma de espelho de água para a natação, as boas avenidas junto à margem (norte) para o ciclismo e os grandes jardins que existem em ambas as margens para o atletismo, colocam esta cidade como uma das melhores para a prática deste desporto.

Mas esta prova teve bastantes novidades para mim.
Em termos não desportivos, a novidade foi o aproveitamento da deslocação a Coimbra para gozar um fim de semana em família. Quarto com quatro camas no hotel - uma autêntica caserna familiar! :D

Em termos desportivos, as grandes novidades forma a estreia de um fato isotérmico de triatlo e uma bicicleta de ciclismo com algum jeito, emprestada pelo HR a quem mais uma vez agradeço o gesto.

"Canhão" de carbono!

Com estas condições, pela primeira vez tive uma oportunidade de me comparar com os demais atletas que normalmente andam à minha frente.

O material não é tudo, nunca achei que era, mas é responsável por alguns minutos a menos no tempo final. Eu sabia mas não tinha forma de medir. Como objectivo defini um tempo total de 1h20m, o que seria mais de 8' a menos que a minha melhor marca, obtida este ano em Oeiras.

Dia da prova
Acordei minutos antes do despertador e saí de fininho do quarto para não acordar o resto da malta da caserna. :)
Desci para o pequeno almoço e quando voltei ao quarto já tudo estava a pé. Fiquei com o meu mai-novo para a minha mulher e filha conseguirem tomar o pequeno almoço sem que o Afonso destruísse meia sala. Já à pressa equipei-me e juntei o material necessário para a prova.
Material no saco de plástico (bad move!), bicicleta e desci com o Afonso, deixando-o na sala de pequenos almoços e lá segui para o local da prova.

No caminho, em frente ao largo da Portagem (zona central de Coimbra, junto à ponte velha) seguia lentamente, antes de virar para a ponte, quando de repente a roda da frente bloqueia e zás, voei por cima da bicicleta e aterrei no meio do chão!
Voar é exagero, mas passei por cima da dita e esmurrei o joelho - e senti o queixo a embater - no alcatrão.
Merda! Logo com uma bicicleta emprestada, pensei eu.
O saco que levava de lado, pendurado, bateu na roda e esta bloqueou. Improvável, pois o principal volume era um fato isotérmico... Mas o que realmente fez de travão foi uma embalagem de nivea (aquelas redondas de metal) que prendeu nos raios.

Só quando cheguei ao parque de transição pude olhar para dentro do saco. Na hora levantei-me e segui viagem para não perder tempo. A lata de nivea estava em forma de 'V' acentuado. O telemóvel que ia dentro de outro saco, raspado por trás. O fato - que eu receava ter estragado - ficou com uma pequena 'unhada' no meio das pernas.
Na bicicleta a única marca foi a roda da frente um pouco empenada - alarguei ligeiramente os travões da frente e ficou nice!

Equipei-me e aqueci (nadando) durante uns 10 minutos.
Esta prova teve uma partida com salto para dentro de água. Passei para a linha de trás e só saltei para a água na 3ª leva, evitando assim maiores confusões dentro de água.

A natação correu-me bem. Pela primeira vez nadei sempre sempre. Não parei, não abrandei, não olhei para o lado nem para trás, nem mesmo na passagem pelas bóias, onde normalmente se abranda. Pela primeira vez nadei sempre em crawl. Excelente!
Entrei no parque de transição com 16'20", tempo melhor que todos os anteriores mas que mesmo assim me surpreendeu, já que esperava algo mais perto do 15'.

Na transição fiz 2' o que é muito, claro, mas foi apenas a 2ª vez que despi um fato completo. O resto do tempo, foi o costume, calçar a meia, etc, etc...

Depois veio a grande novidade. Fazer a prova de bicicleta na estrada com uma bicicleta de estrada! :)
Pela primeira vez num triatlo (não-BTT) senti-me dentro da corrida. Sai do parque junto com dois ou três atletas e meti-me logo na roda de dois que jogavam em equipa.
A minha inexperiência veio logo ao de cima quando decidi passá-los, saindo da roda, para uns 50/100mts à frente ser ultrapassado por eles para nunca mais os ver! :)

Adiante. Segui, sempre a rolar bem passando outros de vez em quando, mas quase sempre sozinho até que... sou ultrapassado e pimba, meto-me logo na roda - percebi que o triatletas vivem muito disto e de facto não tem nada a ver.... - para não mais largar a boleia até ao fim deste segmento.
Andar na roda é estranho, mas bom. Estamos sempre com a sensação que vamos devagar mas o truque é aguentar esse falso ritmo lento, pois é apenas uma sensação já que custa muito menos ir atrás. Até se tem que travar de vez em quando.
37'10" depois estava a entrar no parque de transição novamente.
Como pedalei com o ténis normais - apesar de os pedais serem de encaixe, o que às tantas me fez ficar com os pés dormentes - esta transição tinha tudo para ser rápida, mas acabei por estupidamente não encontrar o meu local/cesto e perder uns bons 20" à procura até cair em mim e deixar a bicicleta e o capacete em qualquer lado, já que não precisava de nada do cesto.
Nesta altura encontro o NM, parceiro já habitual nestas andanças que nada muito rápido mas a pedalar nem por isso (ainda, claro!).

A corrida decorreu normalmente, apesar de ter começado forte demais nos primeiros 500mts, ter sofrido logo a seguir por causa disso, até estabilizar a meio e por fim acabar em maior ritmo para chegar ao fim dentro de 1h20m, tempo definido como objectivo para esta prova. Fiz 23'50", ou seja 4'46"/km.

Foi uma prova que me correu bem. Baixei o meu tempo record em 8 minutos e tal e reduzi a % de tempo a mais em relação ao 1º classificado de 49.4% (melhor até aqui, em Oeiras este ano) para 36.8% o que equivaleu neste caso a "apenas" a 21 minutos...

Quanto à bicicleta de estrada, voltei a ficar com o "bichinho"! ;)

Resultado
Posição: 65º (em 84 participantes)
Tempo: 1h20'17" (a 21'37" do 1º)