
No passado dia 4 de Outubro, participei no triatlo de Coimbra, prova que faz parte do campeonato regional centro. Foi a primeira edição de triatlo nesta cidade, mas de certeza que não será a última, já que a cidade tem condições excelentes para esta modalidade.
O rio Mondego em forma de espelho de água para a natação, as boas avenidas junto à margem (norte) para o ciclismo e os grandes jardins que existem em ambas as margens para o atletismo, colocam esta cidade como uma das melhores para a prática deste desporto.
Mas esta prova teve bastantes novidades para mim.
Em termos não desportivos, a novidade foi o aproveitamento da deslocação a Coimbra para gozar um fim de semana em família. Quarto com quatro camas no hotel - uma autêntica caserna familiar! :D
Em termos desportivos, as grandes novidades forma a estreia de um fato isotérmico de triatlo e uma bicicleta de ciclismo com algum jeito, emprestada pelo HR a quem mais uma vez agradeço o gesto.

"Canhão" de carbono!
Com estas condições, pela primeira vez tive uma oportunidade de me comparar com os demais atletas que normalmente andam à minha frente.
O material não é tudo, nunca achei que era, mas é responsável por alguns minutos a menos no tempo final. Eu sabia mas não tinha forma de medir. Como objectivo defini um tempo total de 1h20m, o que seria mais de 8' a menos que a minha melhor marca, obtida este ano em Oeiras.
Dia da prova
Acordei minutos antes do despertador e saí de fininho do quarto para não acordar o resto da malta da caserna. :)
Desci para o pequeno almoço e quando voltei ao quarto já tudo estava a pé. Fiquei com o meu mai-novo para a minha mulher e filha conseguirem tomar o pequeno almoço sem que o Afonso destruísse meia sala. Já à pressa equipei-me e juntei o material necessário para a prova.
Material no saco de plástico (bad move!), bicicleta e desci com o Afonso, deixando-o na sala de pequenos almoços e lá segui para o local da prova.
No caminho, em frente ao largo da Portagem (zona central de Coimbra, junto à ponte velha) seguia lentamente, antes de virar para a ponte, quando de repente a roda da frente bloqueia e zás, voei por cima da bicicleta e aterrei no meio do chão!
Voar é exagero, mas passei por cima da dita e esmurrei o joelho - e senti o queixo a embater - no alcatrão.
Merda! Logo com uma bicicleta emprestada, pensei eu.
O saco que levava de lado, pendurado, bateu na roda e esta bloqueou. Improvável, pois o principal volume era um fato isotérmico... Mas o que realmente fez de travão foi uma embalagem de nivea (aquelas redondas de metal) que prendeu nos raios.
Só quando cheguei ao parque de transição pude olhar para dentro do saco. Na hora levantei-me e segui viagem para não perder tempo. A lata de nivea estava em forma de 'V' acentuado. O telemóvel que ia dentro de outro saco, raspado por trás. O fato - que eu receava ter estragado - ficou com uma pequena 'unhada' no meio das pernas.
Na bicicleta a única marca foi a roda da frente um pouco empenada - alarguei ligeiramente os travões da frente e ficou nice!
Equipei-me e aqueci (nadando) durante uns 10 minutos.
Esta prova teve uma partida com salto para dentro de água. Passei para a linha de trás e só saltei para a água na 3ª leva, evitando assim maiores confusões dentro de água.
A natação correu-me bem. Pela primeira vez nadei sempre sempre. Não parei, não abrandei, não olhei para o lado nem para trás, nem mesmo na passagem pelas bóias, onde normalmente se abranda. Pela primeira vez nadei sempre em crawl. Excelente!
Entrei no parque de transição com 16'20", tempo melhor que todos os anteriores mas que mesmo assim me surpreendeu, já que esperava algo mais perto do 15'.
Na transição fiz 2' o que é muito, claro, mas foi apenas a 2ª vez que despi um fato completo. O resto do tempo, foi o costume, calçar a meia, etc, etc...
Depois veio a grande novidade. Fazer a prova de bicicleta na estrada com uma bicicleta de estrada! :)
Pela primeira vez num triatlo (não-BTT) senti-me dentro da corrida. Sai do parque junto com dois ou três atletas e meti-me logo na roda de dois que jogavam em equipa.
A minha inexperiência veio logo ao de cima quando decidi passá-los, saindo da roda, para uns 50/100mts à frente ser ultrapassado por eles para nunca mais os ver! :)
Adiante. Segui, sempre a rolar bem passando outros de vez em quando, mas quase sempre sozinho até que... sou ultrapassado e pimba, meto-me logo na roda - percebi que o triatletas vivem muito disto e de facto não tem nada a ver.... - para não mais largar a boleia até ao fim deste segmento.
Andar na roda é estranho, mas bom. Estamos sempre com a sensação que vamos devagar mas o truque é aguentar esse falso ritmo lento, pois é apenas uma sensação já que custa muito menos ir atrás. Até se tem que travar de vez em quando.
37'10" depois estava a entrar no parque de transição novamente.
Como pedalei com o ténis normais - apesar de os pedais serem de encaixe, o que às tantas me fez ficar com os pés dormentes - esta transição tinha tudo para ser rápida, mas acabei por estupidamente não encontrar o meu local/cesto e perder uns bons 20" à procura até cair em mim e deixar a bicicleta e o capacete em qualquer lado, já que não precisava de nada do cesto.
Nesta altura encontro o NM, parceiro já habitual nestas andanças que nada muito rápido mas a pedalar nem por isso (ainda, claro!).
A corrida decorreu normalmente, apesar de ter começado forte demais nos primeiros 500mts, ter sofrido logo a seguir por causa disso, até estabilizar a meio e por fim acabar em maior ritmo para chegar ao fim dentro de 1h20m, tempo definido como objectivo para esta prova. Fiz 23'50", ou seja 4'46"/km.
Foi uma prova que me correu bem. Baixei o meu tempo record em 8 minutos e tal e reduzi a % de tempo a mais em relação ao 1º classificado de 49.4% (melhor até aqui, em Oeiras este ano) para 36.8% o que equivaleu neste caso a "apenas" a 21 minutos...
Quanto à bicicleta de estrada, voltei a ficar com o "bichinho"! ;)
Resultado
Posição: 65º (em 84 participantes)
Tempo: 1h20'17" (a 21'37" do 1º)