A bicicleta como meio de transporte tem sido uma bandeira política, sobretudo nesta altura, de campanha eleitoral em Lisboa.
As ciclovias estão hoje na baila, seja nos media, seja de boca em boca na população - uns contra outros a favor...
Para mim, em termos individuais, as ciclovias não aquecem nem arrefecem, pelo menos as que têm sido feitas, que têm um cariz mais de lazer do que prático.
Eu explico melhor:
Como me desloco bem no meio do trânsito - vários anos de experiência a andar de mota diariamente - raramente a ciclovia é melhor opção do que as vias normais.
Nas vias normais a escolha do trajecto e as respectivas mudanças de direcção são mais fáceis de efectuar - vamos sempre no sentido certo do trânsito, podemos mudar de faixa em função da viragem que vamos fazer a seguir, etc, etc, ao contrário das ciclovias onde as mesmas são partilhadas - mesmo! - com os peões, onde por vezes vamos no sentido "errado" do trânsito, onde por vezes há voltinhas que não interessam a quem tem que se deslocar mesmo, etc, etc.
Outro argumento apontado por quem usa a bicicleta diariamente é o resultado de estudos que apontam com a ciclovia como mais perigosa face ao uso das vias normais, pois nas vias normais a nossa presença é mais sentida e quando se mete na equação as mudanças de direcção essa diferença faz toda a diferença.
Agora, há outro lado da questão:
Para mim as ciclovias - mesmo as que temos - são melhor do que nada, pois dão visibilidade à bicicleta em geral, dão um estímulo a quem tem receio do trânsito a experimentar e quiçá continuar e fornecem alternativas às voltas à praceta normalmente feitas por pais e filhos.
Como infelizmente não posso utilizar a bicicleta todos os dias, utilizo-a sempre que posso.
Alguns exemplos:
No outro dia fui num instante comprar farturas à feira da Luz em Carnide. Em 20 minutos, estava de volta em casa com um saquinho de farturas, sem se quer ter desmontado da bicicleta para as comprar! :) Usei a nova ciclovia Telheiras-Carnide (quando me servem utilizo-as, até porque é proibido ir pela estrada havendo ciclovias - lei bastante contestada pelos ciclistas, por sinal). O que de carro teria sido uma seca, de bicicleta foi um prazer!
Na semana passada, fui ao debate Que lugar para o peão em Lisboa, organizado pelo Passeio Livre, que aconteceu no Cinema S. Jorge em plena Av. da Liberdade. Chegado a casa de carro, vindo de fora de Lisboa, estacionei e peguei na bicicleta e 20 minutos depois - com circulação pela rotunda do Marquês e tudo! - estava a estacionar à porta do cinema (com cadeado). Depois disso ainda jantei por ali. Só regressei a casa pela meia-noite, regresso que fiz de metro e não era o único com a bicicleta.
Muitas pessoas podem encaixar estas pequenas deslocações no seu dia a dia. Aconselho que o façam, pois a sensação é óptima! Eu chamo-lhe a sensação "Verão Azul"! Até parece que ouço a música de vez em quando! :D
(O DEBATE foi um sucesso só pelo facto de ter existido e nem tanto pelo conteúdo onde os políticos são sempre políticos e acabaram por falar muito dos carros e de se acusarem uns aos outros do que fizeram mal ou deixaram de fazer bem, etc. Também se falou do peão, claro!
O movimento Passeio Livre foi quem organizou e apesar de o tema não ter sido sobre esse movimento, ficou claro que todos simpatizam com ele pelo que defende e pelo que representa - participação cívica na sociedade)
06 outubro 2009
29 setembro 2009
Passeio Livre, o debate

Há uns meses, um grupo de cidadãos indignados com o estacionamento em cima dos passeios, lançou a iniciativa Passeio Livre, que tem como ponta visível do Iceberg autocolantes que são disponibilizados a quem queira mostrar o desagrado aos que estacionam o seu carro em cima do passeio, colando um autocolante no vidro nesses carros.
É claro que o autocolante foi apenas um primeiro passo e o seu sucesso é grande, já que já foram despachados uns 25.000 autocolantes.
Agora aparece a prova de que este 'movimento' não se resume a isto. Um debate com as principais candidaturas à Câmara Municipal de Lisboa, onde a mobilidade do peão e o problema do estacionamento em cima dos passeios vão ser os grande temas.
É claro que vão surgir promessas, mentiras, demagogias, mas o assunto vai subindo à tona e alertando - sobretudo aqueles que já se acostumaram a conviver com os carros no passeio - de que o lugar desses carros é nas estradas!
Vai ser amanhã, no cinema S. Jorge pelas 18h.
Apareçam, divulguem, comentem, enfim, acordem para este assunto que afecta toda a sociedade.
22 setembro 2009
Massa Crítica Setembro + Festa Crítica

O que é uma Massa Crítica?
Uma Massa Crítica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em transportes suaves. Realiza-se sempre na última sexta-feira de cada mês às 18h30, partindo de um local pré-determinado. Ocorre por cidades em todo o mundo.
As MC também são conhecidas nos países lusófonos como Bicicletadas porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta.
Para lá das motivações pessoais de cada participante, a MC é uma coincidência organizada de cidadãos unidos pelo interesse em celebrar formas de transporte mais sustentáveis a longo prazo do que o automóvel.
Além disto, é uma experiência nova para quem gostar de Lisboa, passear, conhecer novos ambientes e realidades. É um passeio de bicicleta por Lisboa, super seguro, de forma muito lenta, onde se passa o tempo a contemplar (fotografar), conversar, etc.
O local de encontro em Lisboa é no Parque Eduardo VII, junto à rotunda do Marquês de Pombal, entre as 18h e 18h30m.
A bicicleta e utilização da mesma como meio de transporte é o fio condutor, mas a experiência é muito para além disso. Vem e trás um amigo, pois a conversa é um um pontos fortes!
Este mês é uma edição especial que termina em Alfama com uma festa... crítica, claro!
Festa Crítica
Pois é: Com início a partir das 21h e com Licença Especial de Ruído até às 3 da matina, há musica copos e comes na colectividade Magalhães Lima, que tem um edifício fantástico no coração de Alfama.
Como chegar lá?
É por baixo das portas do Sol. É o sítio onde a marcha de Alfama faz os seus ensaios. Toda a gente de Alfama conhece. É naquele largo (Largo do Salvador) onde há sempre festa rija no Stº António...
Quanto é que se paga?
Nada! A festa foi organizada com trabalho voluntário e com a contribuição de todos como forma de promover a Massa Crítica e de bebermos uns copos...
Vai haver uma banca na festa com alguns materiais (podem trazer coisas de casa com interesse para os ciclistas para meter lá se quiserem) e onde podem deixar uns trocos para ajudar a pagar os panfletos e os cartazes.
É já nesta sexta-feira!
Corrida da Linha 10K (e o atletismo em geral)
Como previsto, no domingo passado voltei à "competição" :D
Competição para mim é uma espécie de (boa) obrigação, que me faz correr e estar minimamente em forma para nos dias das provas cumprir.
Não correndo eu desde dia 3 de Agosto, dia em que corri 6km, fazer uma prova de 10km a seco pareceu-me um pouco mau. Assim, decidi fazer um pequeno treino e sexta-feira voltei ao EUL e lá fiz 6km (a 5'02"/km).
DESTAQUE: O campo de Golf já está acabado e mantiveram o acesso ao trilho principal que dá a volta ao recinto :). Já o trilho interno que passava no meio de uma série de árvores, esse desapareceu... :S
Nesse mesmo dia tinha tido uma aula de natação violenta, sobretudo devido ao uso abusivo de barbatanas, acessório que ilude o corpo física e mentalmente mas que deixa as suas marcas depois, pois acabamos por fazer muito mais esforço.
Voltando à prova, a mesma realizou-se na Marginal, entre Carcavelos e a baía de Cascais.
Nunca tinha corrido nesta parte da Marginal, que me pareceu mais fácil do que a parte percorrida na Corrida do Tejo. O dia estava bom, com sol mas com uma brisa que temperou os cerca de 4.000 participantes.
Acabei por acompanhar o JP - o futebolista corredor - até aos 7km, onde passámos com 34'25" (4'55"/km), e a partir daí soltei-me mais um pouco, acabando por fazer o km 8 a 4'19" (incluía a maior subida, onde passei dezenas de atletas!:) e os últimos dois km a 4'52", finalizando a prova com 48'27" (4'51"/km).
Sem dúvida que os portugueses têm aderido a estes eventos. Isso nota-se nas provas e mais tarde se notará nos Hospitais, mas ao contrário! :)
Ontem, em conversa com um conhecido, voltei a constatar a 'estranha' ligação que existe entre o homem e a corrida. :D
Tal como eu, esta pessoa "detestava correr". Hoje, aos trinta e tal anos, descobriu a corrida e já começa a ressacar quando não corre durante algum tempo.
(Muitos amigos me perguntam "Como é que tens paciência para correr?". De facto, quem está por 'fora' não percebe o que se passa cá dentro, dentro de nós que corremos e sentimos o apelo para este tão simples e no entanto tão fascinante desporto!)
Aos trinta e tal anos, o tal 'jovem' nota já a grande diferença física no seu quotidiano, sentindo-se mais leve e mais ágil.
Conclusão, até para se ser jovem é preciso trabalhar e com trabalho esta juventude dura mais tempo!
Competição para mim é uma espécie de (boa) obrigação, que me faz correr e estar minimamente em forma para nos dias das provas cumprir.
Não correndo eu desde dia 3 de Agosto, dia em que corri 6km, fazer uma prova de 10km a seco pareceu-me um pouco mau. Assim, decidi fazer um pequeno treino e sexta-feira voltei ao EUL e lá fiz 6km (a 5'02"/km).
DESTAQUE: O campo de Golf já está acabado e mantiveram o acesso ao trilho principal que dá a volta ao recinto :). Já o trilho interno que passava no meio de uma série de árvores, esse desapareceu... :S
Nesse mesmo dia tinha tido uma aula de natação violenta, sobretudo devido ao uso abusivo de barbatanas, acessório que ilude o corpo física e mentalmente mas que deixa as suas marcas depois, pois acabamos por fazer muito mais esforço.
Voltando à prova, a mesma realizou-se na Marginal, entre Carcavelos e a baía de Cascais.
Nunca tinha corrido nesta parte da Marginal, que me pareceu mais fácil do que a parte percorrida na Corrida do Tejo. O dia estava bom, com sol mas com uma brisa que temperou os cerca de 4.000 participantes.
Acabei por acompanhar o JP - o futebolista corredor - até aos 7km, onde passámos com 34'25" (4'55"/km), e a partir daí soltei-me mais um pouco, acabando por fazer o km 8 a 4'19" (incluía a maior subida, onde passei dezenas de atletas!:) e os últimos dois km a 4'52", finalizando a prova com 48'27" (4'51"/km).
Sem dúvida que os portugueses têm aderido a estes eventos. Isso nota-se nas provas e mais tarde se notará nos Hospitais, mas ao contrário! :)
Ontem, em conversa com um conhecido, voltei a constatar a 'estranha' ligação que existe entre o homem e a corrida. :D
Tal como eu, esta pessoa "detestava correr". Hoje, aos trinta e tal anos, descobriu a corrida e já começa a ressacar quando não corre durante algum tempo.
(Muitos amigos me perguntam "Como é que tens paciência para correr?". De facto, quem está por 'fora' não percebe o que se passa cá dentro, dentro de nós que corremos e sentimos o apelo para este tão simples e no entanto tão fascinante desporto!)
Aos trinta e tal anos, o tal 'jovem' nota já a grande diferença física no seu quotidiano, sentindo-se mais leve e mais ágil.
Conclusão, até para se ser jovem é preciso trabalhar e com trabalho esta juventude dura mais tempo!
14 setembro 2009
BTT no Monsanto (e os Gadgets)
Ontem foi dia de BTT. Regressei ao Monsanto, desta vez com dois colegas, o JB - com quem partilhei já várias experiências anteriormente - e o HM - novato no BTT, nem por isso enrascado - GO HM!
Foi uma volta normal, apenas feita em sentido inverso ao habitual. O que há aqui de novo? O HM levou um super gadget, o GARMIN 705. Uma maquineta com tudo o que é funções para BTT, com GPS, mapa de estradas, mapa de curvas de nível, monitor cardíaco, monitor de cadência (voltas que os pedais dão), altímetro, etc.
Um sonho para quem gosta destas cenas!
Sou fan deste tipo de aparelhos, mas até agora ainda não me deixei seduzir por nenhum.
Gosto de contar, contabilizar, acumular informação sobre as minhas voltas, sejam de que tipo for. Mais tarde gosto de processar e analisar essa informação.
E porquê ainda não comprei? Estou à espera da última moda, claro! :D
Não comprei porque também gosto do conceito 'keep it simple' e porque ainda implica algum investimento.
Quando aparecer um relógio com GPS, altímetro e HRM que funcione dentro e fora de água, compro! Não, o Garmin 310 ainda não tem isto tudo, pois falta o altímetro e o HRM não funciona dentro de água.
Como a espera normalmente traduz-se em melhor, mais barato e mais rápido, it's a win-win situation!
Até lá, continuarei com o good old cronómetro, o good no-so-old Goggle Earth (c/ régua!)e o good old Excel.
Fica alguma informação sobre a volta, medidos pelo aparelho do HM.
A volta foi esta (cerca de 18km), mais Telheiras-Benfica e Benfica-Telheiras (7km), já com novas ciclovias, com as vantagens e desvantagens inerentes (um dia falo nisso).

Dados de altitude e velocidade. É aqui que há enormes diferenças entre o BTT e o ciclismo de estrada. O tipo de esforço que exige o BTT é diferente do ciclismo e mais ainda do atletismo (de estrada pelo menos). O dono do gadget, ainda novato no BTT, fez uma média final de batimento cardíaco de 167 bpm e chegou a ter média de 175 bpm, o que é muita fruta. Eu devo/espero ter andado longe, um dia saberei ;).
Foi uma volta normal, apenas feita em sentido inverso ao habitual. O que há aqui de novo? O HM levou um super gadget, o GARMIN 705. Uma maquineta com tudo o que é funções para BTT, com GPS, mapa de estradas, mapa de curvas de nível, monitor cardíaco, monitor de cadência (voltas que os pedais dão), altímetro, etc.
Um sonho para quem gosta destas cenas!
Sou fan deste tipo de aparelhos, mas até agora ainda não me deixei seduzir por nenhum.
Gosto de contar, contabilizar, acumular informação sobre as minhas voltas, sejam de que tipo for. Mais tarde gosto de processar e analisar essa informação.
E porquê ainda não comprei? Estou à espera da última moda, claro! :D
Não comprei porque também gosto do conceito 'keep it simple' e porque ainda implica algum investimento.
Quando aparecer um relógio com GPS, altímetro e HRM que funcione dentro e fora de água, compro! Não, o Garmin 310 ainda não tem isto tudo, pois falta o altímetro e o HRM não funciona dentro de água.
Como a espera normalmente traduz-se em melhor, mais barato e mais rápido, it's a win-win situation!
Até lá, continuarei com o good old cronómetro, o good no-so-old Goggle Earth (c/ régua!)e o good old Excel.
Fica alguma informação sobre a volta, medidos pelo aparelho do HM.
A volta foi esta (cerca de 18km), mais Telheiras-Benfica e Benfica-Telheiras (7km), já com novas ciclovias, com as vantagens e desvantagens inerentes (um dia falo nisso).
Dados de altitude e velocidade. É aqui que há enormes diferenças entre o BTT e o ciclismo de estrada. O tipo de esforço que exige o BTT é diferente do ciclismo e mais ainda do atletismo (de estrada pelo menos). O dono do gadget, ainda novato no BTT, fez uma média final de batimento cardíaco de 167 bpm e chegou a ter média de 175 bpm, o que é muita fruta. Eu devo/espero ter andado longe, um dia saberei ;).
11 setembro 2009
BTT no Algarve em fotos
Deixo aqui uma série de imagens, que apesar de transmitirem muito pouco acerca da beleza deste passeio de BTT, mostram uma das zonas mais bonitas (para mim) da costa algarvia, zona com imensas falésias, algumas delas autênticas esculturas naturais.
Foi uma volta de 17km, entre as praias de Benagil e a Srª da Rocha na zona de Lagoa.
As fotos foram tiradas com o telemóvel.
Praia quase desconhecida, com acesso muito difícil.
Outra praia sem acesso por terra, a não ser em rappel.
Ainda a mesma praia...
Antes de iniciar a descida vertiginosa para um vale com uma praia em miniatura.
A praia em miniatura. (Eu vinha da falésia direita e depois segui para a falésia da esquerda, qualquer uma delas um desafio e tanto para um BTTista - espectáculo!)
Vista da capela da Srª da Rocha.
Myself na zona da capela, com a praia da Srª da Rocha por trás e Armação de Pera ao fundo.
Praia e vila da Srª da Rocha
Capela da Srª da Rocha
Já de regresso a casa... o que se desceu teve que ser subido (parte com a bike às costas).
Vista parcial da "parte escondida" da praia de Albandeira.
Foi uma volta de 17km, entre as praias de Benagil e a Srª da Rocha na zona de Lagoa.
As fotos foram tiradas com o telemóvel.
10 setembro 2009
De volta
Um mês inteiro.
No que ao desporto diz respeito, parti para férias cheio de objectivos triatleiros, ou seja, planos para nadar, ciclar e correr.
Só a corrida ficou de parte!
A corrida continua a ser o elo mais fraco em termos de gosto, quando comparada com as outras duas modalidades. Gosto de correr, mas não tanto quanto nadar ou ciclar, assumo. No entanto é aquela onde tenho melhor performance, pelo menos em termos comparativos!
Levei um TRI-plano concreto, intenção de participar em provas de natação em águas abertas (mar). Não executei o plano, mas treinei.
Não participei em provas, mas nadei quase sempre que fui à praia. Sessões de 9 a 31 minutos seguidos. Crawl. A água esteve um espectáculo no Algarve nas três semanas que lá estive.
No total nadei cerca de 3h30m.
Sinto que dei um grande passo em termos de mar. Em nenhum triatlo tive uma natação tranquila e onde estivesse a 100%, nem perto. Esta experiência mais longa poderá significar muito em termos de novas provas. A ver vamos!
Experimentei ainda o meu fato novo de triatlo. Estava com dúvidas em relação ao tamanho (comprei na net), mas está perfeito. No pequeno teste, conclui que, com fato num troço semelhante reduzi o tempo em cerca de 15%. Venha um triatlo para o comprovar....
Fiz BTT, claro. A zona para onde vou, entre Carvoeiro e Armação de Pera, é para mim um dos melhores sítios onde eu já fiz BTT. Tem tudo, desde trialeiras técnicas até aos caminhos rápidos, passando por single tracks, saltos, etc, etc. A paisagem - de mar - é brutal. Depois virão as fotos.
No total ciclei cerca de 90km.
WAKEBOARD - Espectáculo!
Tive a oportunidade de experimentar mais esta modalidade de prancha (as minhas preferidas) e não me saí mal. À terceira tentativa estava de pé, e depois foi surfar na esteira do barco que me puxava pelo mar de Tavira. Cinco estrelas!
O regresso à normalidade
As aulas de natação começaram de novo. Estou com o melhor arranque de época de sempre - o facto de ter nadado muito no mar ajudou - e na segunda aula tirei 7" ao record dos 200mts estilos (4'03") o que é um bom sinal para início de época.
O atletismo vai começar como sempre. A inscrição numa prova de 10km para dia 20 deste mês vai obrigar-me a treinar qualquer coisa até lá. :)
O ciclismo começará este fim de semana, com uma ida ao Monsanto, e terei ainda oportunidade de conhecer novas ciclovias entre Telheiras e Benfica.
No cicloactivismo, temos um mês forte, com o BIKE FILM FESTIVAL (celebração da bicicleta pelo cinema, artes e música) e a maior edição de sempre da Massa Crítica a 25 de Setembro. Até lá vou fazer campanha (alguns de vós poderão ser alvo desta campanha) para participarem nesta grande manifestação pacífica em prol da bicicleta. Espera-se que sejam ultrapassados os 100 participantes e até se possa atingir os 200.
O triatlo voltará em Outubro, dia 4, em Coimbra.
Para a época de 2010, tenho o desejo/objectivo de fazer os triatlos da distância Olímpico, ou seja 1500mts natação, 40km ciclismo e 10km atletismo...
Pronto. Apareci :), dei notícias e de futuro colocarei algumas fotos, maybe...
03 agosto 2009
Triatlo analisado
Uma das vantagens de ter um (b)log e registar tempos, posições, etc, etc, é a possibilidade de se analisarem esses dados e tirar conclusões, algumas já conhecidas e outras nem por isso.
Em baixo está um gráfico resultante dos dados que registei, relativos a todas as participações em triatlos.
Tipo de provas:
Sprint, provas disputadas pelos "pro's": 750mts natação + 20km ciclismo + 5km atletismo
Super-Sprint, provas de promoção, disputadas por amadores: 375mts natação + 10km ciclismo + 2,5km atletismo

Eu sei que é complicado perceber à 1ª, por isso explico melhor:
Na linha de cima, a AZUL, está representado a percentagem de tempo que gasto a mais, comparativamente com o 1º classificado da prova.
A tendência de descida comprova a minha melhoria face ao geral. Comecei com cerca de 70%(s-sprint) e 85%(sprint) e acabei nos 60%(sprint), tendo alcançado os 50%(sprint) em Oeiras 2009 e 45%(s-sprint) em Estoril 2008.
Na restantes linhas, estão representados os percentis relativos ás posições, Geral e dentro de cada segmento/modalidade.
Ex: Percentil 30 significa que 70% ficaram à minha frente e 30% atrás de mim.
Aqui nota-se uma tendência também de evolução, em que se destaca o atletismo que começou nos 3,5%(sprint) e acaba acima dos 40%(sprint).
A natação começou melhor que o atletismo e ciclismo, mas não evoluiu tanto como as restantes.
Já no ciclismo, exceptuando Avis 2007 (BTT), acaba por ser a modalidade com menos performance deste vosso amigo atleta! :D
Já a classificação geral começou baixinha, 10%(s-sprint) e 3,5%(sprint) e acabou nos 29%(sprint), passando pelos 32%(s-sprint) em Estoril 2008.
Nas duas provas BTT (Avis 2007 e 2009) nota-se uma melhor performance em relação às classificações, sobretudo em 2007 devido a componente mais selectiva dos troços de BTT, mais em 2007 do que em 2009.
E pronto, fica esta gracinha no blog. Espero que esta tendência se mantenha, mesmo tendo em conta a grande evolução geral que o triatlo está a ter em Portugal, onde somos cada vez mais fortes e há cada vez mais jovens a aparecer no meio dos veteranos. Como se diz no meio, "agora os juniores começam a dominar"...
Em baixo está um gráfico resultante dos dados que registei, relativos a todas as participações em triatlos.
Tipo de provas:
Sprint, provas disputadas pelos "pro's": 750mts natação + 20km ciclismo + 5km atletismo
Super-Sprint, provas de promoção, disputadas por amadores: 375mts natação + 10km ciclismo + 2,5km atletismo

Eu sei que é complicado perceber à 1ª, por isso explico melhor:
Na linha de cima, a AZUL, está representado a percentagem de tempo que gasto a mais, comparativamente com o 1º classificado da prova.
A tendência de descida comprova a minha melhoria face ao geral. Comecei com cerca de 70%(s-sprint) e 85%(sprint) e acabei nos 60%(sprint), tendo alcançado os 50%(sprint) em Oeiras 2009 e 45%(s-sprint) em Estoril 2008.
Na restantes linhas, estão representados os percentis relativos ás posições, Geral e dentro de cada segmento/modalidade.
Ex: Percentil 30 significa que 70% ficaram à minha frente e 30% atrás de mim.
Aqui nota-se uma tendência também de evolução, em que se destaca o atletismo que começou nos 3,5%(sprint) e acaba acima dos 40%(sprint).
A natação começou melhor que o atletismo e ciclismo, mas não evoluiu tanto como as restantes.
Já no ciclismo, exceptuando Avis 2007 (BTT), acaba por ser a modalidade com menos performance deste vosso amigo atleta! :D
Já a classificação geral começou baixinha, 10%(s-sprint) e 3,5%(sprint) e acabou nos 29%(sprint), passando pelos 32%(s-sprint) em Estoril 2008.
Nas duas provas BTT (Avis 2007 e 2009) nota-se uma melhor performance em relação às classificações, sobretudo em 2007 devido a componente mais selectiva dos troços de BTT, mais em 2007 do que em 2009.
E pronto, fica esta gracinha no blog. Espero que esta tendência se mantenha, mesmo tendo em conta a grande evolução geral que o triatlo está a ter em Portugal, onde somos cada vez mais fortes e há cada vez mais jovens a aparecer no meio dos veteranos. Como se diz no meio, "agora os juniores começam a dominar"...
28 julho 2009
Triatlo BTT de Avis
Duro. Nunca tinha estado tanto tempo em (kind-of) competição.
1h56'09" feitos a cerca de 37ºC.
Foi no sábado passado. Saí de casa pelas 14h e pouco e, por estradas nacionais (com enganos e tudo!) cheguei ao local da prova, Avis, um pouco antes das 16h, mesmo a tempo de tratar da papelada habitual, pois não sou federado.
Como raramente o início da prova corre linearmente, desta vez também houve peripécia - "O Sr. faltou à prova da manhã (Super-Sprint)" :/
Bom, pelos visto inscrevi-me na prova errada e depois de alguma conversa, termos confirmado o pagamento do valor de inscrição certo, etc, lá se conseguiu que eu participasse na prova Sprint.
O número de participantes foi muito baixo, 21 à partida, pois tratou-se de uma prova do campeonato regional e no dia seguinte houve uma prova da Taça de Portugal e não é razoável fazer as duas provas num fim de semana.
Mesmo assim ouvi lá uma conversa de quem tinha feito 9h e tal num Iron Man, portanto não eram só coxos! (acabou por ficar em 3º)
Depois de colocado o material no parque de transição, tempo ainda para um banho na água da barragem do Maranhão, que se encontrava a 27º - água de tons verdes, mas limpa.
Sem óculos (esqueci-me novamente deles!) nadei durante uns bons minutos, o que me permitiu refrescar e relaxar e aquecer os músculos para a prova.
Pelas 16h30 foi dada a partida. Segui no meu ritmo habitual e com cerca de 70% crawl e 30% bruços, fiz os habituais 17' e pouco.
Transição normal e começou a tareia do BTT.
Foram 18km duros, ora pelo calor sentido, ora pelos troços a subir, ora pelo terreno pesado, ora pela combinação destes factores.
Vi poucos atletas durante este segmento, acho que ultrapassei uns dois ou três e fui ultrapassado por outros dois ou três.
Cerca do km 7 encontrei o "meu muro" e de repente quase parei. Ia há uns kilometros a rolar com um atleta da frente (que apanhei nuns terrenos lavrados na zona de um olival novo - nessa parte passei três!) e às tantas esse atleta continua no ritmo a que íamos e eu fiquei-me nas couves!
O calor foi intenso e a bebida que levei (com pó) deixava-me a boca seca e não me tirava muito a sede. Ainda cravei uma garrafa de água à organização, mas tudo isso não foi suficiente para combater aquele calor todo.
Foi 1h18'07" incluindo o tempo das duas transições.
Entrei na corrida com uma grande barrigada de líquidos e com dor de burro. Aos poucos fui subindo o ritmo e acabei por fazer os 4,5km em 20'20", tempo que me deixou bastante surpreendido e até desconfiado se teria sido efectivamente aquela distância. Este segmento foi feito dentro do parque de campismo local, com sobe e desce ligeiro.
No final veio aquela sensação de prova superada, mais uma, mas dura pa caraças!
Resultado
Posição: 15º (em 21 participantes)
Tempo: 1h56'09" (a 42'48" do 1º)
Por modalidade: Natação 15º; Ciclismo 16º; Corrida 12º
1h56'09" feitos a cerca de 37ºC.
Como raramente o início da prova corre linearmente, desta vez também houve peripécia - "O Sr. faltou à prova da manhã (Super-Sprint)" :/
Bom, pelos visto inscrevi-me na prova errada e depois de alguma conversa, termos confirmado o pagamento do valor de inscrição certo, etc, lá se conseguiu que eu participasse na prova Sprint.
O número de participantes foi muito baixo, 21 à partida, pois tratou-se de uma prova do campeonato regional e no dia seguinte houve uma prova da Taça de Portugal e não é razoável fazer as duas provas num fim de semana.
Mesmo assim ouvi lá uma conversa de quem tinha feito 9h e tal num Iron Man, portanto não eram só coxos! (acabou por ficar em 3º)
Depois de colocado o material no parque de transição, tempo ainda para um banho na água da barragem do Maranhão, que se encontrava a 27º - água de tons verdes, mas limpa.
Sem óculos (esqueci-me novamente deles!) nadei durante uns bons minutos, o que me permitiu refrescar e relaxar e aquecer os músculos para a prova.
Pelas 16h30 foi dada a partida. Segui no meu ritmo habitual e com cerca de 70% crawl e 30% bruços, fiz os habituais 17' e pouco.
Transição normal e começou a tareia do BTT.
Foram 18km duros, ora pelo calor sentido, ora pelos troços a subir, ora pelo terreno pesado, ora pela combinação destes factores.
Vi poucos atletas durante este segmento, acho que ultrapassei uns dois ou três e fui ultrapassado por outros dois ou três.
Cerca do km 7 encontrei o "meu muro" e de repente quase parei. Ia há uns kilometros a rolar com um atleta da frente (que apanhei nuns terrenos lavrados na zona de um olival novo - nessa parte passei três!) e às tantas esse atleta continua no ritmo a que íamos e eu fiquei-me nas couves!
O calor foi intenso e a bebida que levei (com pó) deixava-me a boca seca e não me tirava muito a sede. Ainda cravei uma garrafa de água à organização, mas tudo isso não foi suficiente para combater aquele calor todo.
Foi 1h18'07" incluindo o tempo das duas transições.
Entrei na corrida com uma grande barrigada de líquidos e com dor de burro. Aos poucos fui subindo o ritmo e acabei por fazer os 4,5km em 20'20", tempo que me deixou bastante surpreendido e até desconfiado se teria sido efectivamente aquela distância. Este segmento foi feito dentro do parque de campismo local, com sobe e desce ligeiro.
No final veio aquela sensação de prova superada, mais uma, mas dura pa caraças!
Resultado
Posição: 15º (em 21 participantes)
Tempo: 1h56'09" (a 42'48" do 1º)
Por modalidade: Natação 15º; Ciclismo 16º; Corrida 12º
Subscrever:
Mensagens (Atom)