01 julho 2009

2 anos

Há dois anos atrás comecei este blog.

Quero agradecer a todos os que por cá passam, pois apesar de o blog ser uma espécie de log pessoal, sem os leitores o mesmo não faria sentido.

Espero que a mensagem que pretendo passar esteja a ser percebida, pois esse lado, o de passar a mensagem, é o lado que mais tem crescido em mim, como blogger.

O que começou por ser um log, passou rapidamente a blog.

Afinal qual é a mensagem que pretendo passar? É uma mensagem grande e diversificada, no entanto simples.

Aproveitar a vida, na sua componente activa e mais saudável.
Saudável para nós, praticando desporto, actividades de lazer ao ar livre, e saudável para todos, tomando decisões acertadas sobre como utilizar este planeta, que apesar de não ser do conhecimento de todos, não dura sempre, sobretudo se o continuarmos a sobrecarregá-lo como nas últimas décadas.

Outra mensagem, mais subliminar, no entanto não menos importante a nível pessoal, é a de ter tempo para aquilo que realmente gostamos.

Perguntam-me muitas vezes como consigo ter tempo para o Triatlo, por exemplo...

Haja vontade e consegue-se. Seja tempo para treinar, seja tempo para os filhos, tempo para pedalar (bike-to-work!), etc. Se não se tem tempo para ser o melhor, que se tenha tempo para ser o possível, mas ser qualquer coisa!

Não há condições? Não são ideais? Há que criar as condições mínimas e partir daí.

Gozar a vida, e não deixar que a vida nos goze! :D (que ela passe por nós sem darmos conta)

O desporto é só uma das formas de gozar a vida, pois há inúmeras formas. Para mim é o desporto e são as actividades físicas/lazer, sobretudo em outdoor.

Importantíssimo! Transmitir estes valores aos nossos filhos. São valores um bocado antigos (old-school) e a sociedade esmaga-os com outros mais modernos, aliciantes e imediatos, portanto há que remar contra a maré.

A televisão (em demasia), consolas, chat's, DVD's, telemóveis, etc, estão aí para a guerra, mas cada um de nós pode combater com actividades bem mais lúdicas, e se as fizermos é garantida a vitória, pois as crianças adoram a rua e coisas diferentes do ram-ram infantil diário, mesmo que esteja preenchido com gadgets modernos.

Claro que há montes de outras coisa, como livros, música, etc, mas este blog não pode falar de tudo, certo? :)

Era para ser um post pequeno, mas entusiasmei-me! :D

Tenho aprendido muito pela blogosfera e é um prazer fazer parte dela.

Continuem a aparecer, que eu continuarei a escrever.

29 junho 2009

Triatlo de Abrantes - Taça de Portugal

Domingo passado foi dia de Triatlo. Taça de Portugal, em Abrantes.

Saí de casa pelas 7h30m, desta vez de boleia do HR, com quem vou partilhando umas viagens, tornando-as mais agradáveis, económicas e claro, ecológicas!

O tempo virou neste dia e logo na viagem apanhamos muita chuva.
Ao chegar a Abrantes - cidade que me espantou pelo tamanho (não em altura mas em área) - a chuva parou.

Seguimos em direcção ao local da prova, Aquapolis, na margem do Tejo, e logo nos apercebemos que a parte do ciclismo ia passar ali, pois estavam gradeamentos de delimitação encostados nas bermas. O problema é que estávamos constantemente a descer, ou seja, teríamos que subir aquilo tudo de bicicleta, e por três vezes, pois iam ser três voltas naquele percurso, de forma a somar os 20km. Ia doer!!

O local da prova é agradável, com o Tejo como elemento central, ponte ferroviária de ferro na esquerda, vegetação intensa na margem oposta, praia fluvial com todas as condições para banhos e desporto (areia tipo pedra, nada confortável), equipamentos diversos de apoio e um zona ajardinada por cima, onde iríamos correr mais tarde.


Chegámos lá e tratamos de colocar o material no parque de transição, etc, o costume!

Tinha decidido não usar o meu fato manhoso, mas antes, fui "provar" a água. Estava boa, cerca de 20º.
Calção de atletismo justo e camisola justa, todo de preto, e pronto, lá estava eu como sempre a destoar da malta dos fatos xpto's, especialmente concebidos para nadar (e flutuar) melhor. No problemo!

Partida e lá se seguiram os 750mts de natação, desta vez com mais crawl (cerca de 90%) e passados 17m10' estava a sair do Tejo, na mesma margem onde tinha entrado, depois de ter ido até à outra, nadado junto a ela durante 250mts, e ter voltado para a zona de chegada.
É bom nadar em águas paradas. Como sou nadador de piscina, sinto-me mais à vontade neste ambiente. Vêem-se as bóias com facilidade, não há correntes estranhas, etc.

Após uma transição razoável, segui para a estrada. Já sabia que não ia ser fácil, mas dei o máximo o tempo todo, o que não foi muito, mas foi o máximo.

Pouco depois de ter começado (uns 3km), fui ultrapassado por uma mota com um fotografo à pendura, virado de costas para o condutor. Apercebi-me que vinha alguém importante atrás de mim, pois estas motas seguem com os líderes, normalmente.
Era a Vanessa e mais dois ou três homens (que não conheço). Eram os líderes da prova, prestes a "dobrarem-me".
Para fazer tempo, o fotografo apontou para mim e pumba! saiu isto:

É a minha melhor foto em provas! mas pudera, foi tirada por quem tem as melhores condições. A cara que estou a fazer, deve-se ao esforço e à chuva que se sentia nos olhos/cara. Estou molhado do banho de rio que acabara de tomar.
(Foto tirada do site da FTP, onde se podem ver os restantes atletas principais da prova! :D)

Passado uns metros entro NA subida. Era grande e acentuada!
Por acaso encontrei um gráfico de altimetria deste percurso (apesar de parecer estranho/incorrecto, em geral traduz o percurso). Aqui está ele:

Comecei a trepar em pé e depois sentado, só para ir variando a posição e os músculos mais utilizados. Fui muito ultrapassado a subir, mas a descer ninguém me ganhava, sobretudo porque a estrada estava molhada.
O restante trajecto era um sobe desce ligeiro.
Três voltas disto, com A subida cada vez mais custosa e lá cheguei ao fim, com muitas ultrapassagens no final deste segmento, que completei em cerca de 50 minutos.

Pelo meio fui me cruzando com os meus amigos HR e NM, pois cada um de nós tinha uma especialidade mais forte, menos eu que era so-so nas três.

O NM saiu da água 4' antes mas como decidiu levar uma bicicleta de btt super pesada (medo da chuva e dos pneus slicks!?:), foi massacrado na segmento de ciclismo, e até eu o ultrapassei. Mas fez a prova com um sorriso nos lábios!
O HR saiu 2' depois de mim, mas no ciclismo apanhou-me, pois é um ciclista, sobretudo (e tem uma bicla muito leve! - UAU! peguei nela e parecia uma pena!)

Entretanto, a chuva tinha aumentado e entro no parque de transição encharcado da cabeça aos pés.
Troquei de calçado (tirei as meias pois ficaram encharcadas) e segui.
Corri os 5km em esforço e a forçar o andamento. Ultrapassei alguns adversários e cheguei ao fim 23'50" depois.

No fim fomos presenteados com um saco de plástico com uma maçã e uma garrafa de água ?! Fraquinho, Abrantes, muito fraquinho!!

No final, depois de uns minutos de conversa com os companheiros de corrida, tirámos o material do parque e começa a chover intensamente. Só tivémos tempo de chegar ao carro e entrar, deixando as bicicletas do lado de fora, e esperámos uns 20 minutos até amainar.
Assim que houve uma aberta, toda a gente saiu, guardou as bicicletas e segui viagem.
As imagens valem por si.




Foi assim, mais um triatlo, mais uma classificação na cauda, mais uma participação com bicicleta de BTT (os pro's comentam e não compreendem), mais uma prova disfrutada! Como diz o HR, "Isto dá uma pica do caraças!"

Resultado
Posição: 188º (em 218 participantes)
Tempo: 1h34'57" (a 33'01" do 1º)
Por modalidade: Natação 189º; Ciclismo 193º; Corrida 155º

Massa Crítica de Junho/2009

Este mês foram cerca de 60.
Eu e mais dois amigos, estivemos lá.

Eu comecei a minha bicicletada cedo, pois às 8h da manhã já estava a pedalar para o trabalho, que fica a 20km de casa. Metade do trajecto é feito de comboio.
À tarde juntei-me ao JP em Benfica e seguimos a "todo o gás" para o Marquês, para aí, já com a massa crítica e com o meu amigo MB (que nos apanhou já em andamento) iniciar mais uma volta pela cidade de Lisboa.

O percurso foi este. Saímos do Marquês, Rato -> Estrela-> Alcântara e depois fizemos o rio todo até à Alfama, com paragem no Jardim da Estrela e no Terreiro do Paço para descansar e tirar umas fotos.

Ficam as fotos...
Ponto de encontro


Arranque do passeio, rotunda do Marquês de Pombal


Largo do Rato


A subir para o Jardim da Estrela


Jardim da Estrela


Seguindo para a Estrela


Descendo a Av. Infante Santo


Cais das colunas, Praça do Comércio - Me and my buddies


Foto de grupo


Foto de grupo (tiram-se muitas!)


Alfama - Final do passeio


Rossio, já a caminho de casa (Eu e o JP a toda a velocidade!!)

PS: Algumas fotos são minhas e outras tirei-as daqui (toda a foto-reportagem deste passeio)

25 junho 2009

De volta ao treino de atletismo

Há cerca de uma semana atrás, voltei a treinar esta modalidade.
Os último treinos que foram em 15 de Março e 8 de Abril, porque depois da Meia-Maratona, apenas tenho corrido em provas de atletismo, duatlos e triatlos.

A "falta de tempo", o sofá, a televisão, as tarefas, etc, ganharam terreno (assim como a barriga), mas agora essa fase acabou-se.

Comecei do zero quase e as distâncias dos treinos comprovam isso. As distâncias e as dores musculares, pois um dos treinos teve que ser mesmo interrompido.

Aqui fica um resumo deste reinício:

Dia 18: 6,3K a 5'09"/km - Treino normal

Dia 20: 4,2K a 5'30"/km - Dores nas pernas a partir dos 2K, paragem forçada e regresso a casa a caminhar (20').

Dia 22: 8,7K a 4'53"/km - Bom treino, feito a um ritmo constante, puxadote para a forma em que estou.

Dia 24: 7,7km a 5'11"/km - Mix de Speedwork e TempoRun, ritmo variado, desde 4'22" até 5'30".

Amanhã é dia de Bike-to-work-day e Massa crítica.
Domingo é dia de Triatlo de Abrantes.

23 junho 2009

Recados (errands)

Esta tira assenta-me que nem uma luva. :)
Já tinha falado deste tema e já tinha publicado tiras deste personagem.

"Levantar uns exames na Av. da República? Deixa que eu vou lá"
"Ir ali ao AKI, agora, com 36ºC, comprar umas ligações para as mangueiras? Vou já lá!"

Aos poucos, mais e mais deslocações são feitas de bicicleta. Passa-se comigo, passa-se com cada vez mais pessoas. Cada vez vejo mais bicicletas por aí.

E vocês quando vão começar a pensar out-of-the-box?
Será que é preciso pegar sempre no carro?
Será que não se pode ir a pé, de bicicleta ou de transportes públicos?
Mesmo com filhos, no fim de semana, será que não podem ir também de bicicleta desde casa até ao parque preferido?

19 junho 2009

Saborear o Verão

Como transformar um frete numa situação agradável? Fazê-lo de outra forma!

Ontem e antes de ontem tive que ir ao centro da cidade de Lisboa. Vivo em Lisboa, mas longe do centro, no caso, a distância a percorrer era de cerca de 6 km para cada lado.

18h, 35ºC, trânsito infernal - solução: Bicicleta!!! (óbvio para quem lá leu aqui uma coisas) :D

Desta vez não vou descrever, mas sim comparar com a alternativa mais banal, o carro.

Bicicleta (B) vs Carro (C):

1-B. Monto-me na bicicleta e sinto o agradável calor misturado com uma brisa provocada pela deslocação do movimento.
1-C. Entro no carro, estacionado ao sol, abro todas as janelas para minimizar o efeito forno que se sente no carro, mas em vão, pois cá fora está igual. Sento-me no banco quente e ligo o AC no máximo sem sentir o seu efeito nos primeiros minutos.

2-B. Começo a pedalar e cortar caminho, por debaixo de prédios, passeios (sempre respeitando o peão), passadeiras, parques e num instante estou na ciclovia e chego ao Campo Grande.
2-C. De semáforo em semáforo, arrefecendo mas pouco, costas transpiradas, sigo atrás do trânsito, dando as voltas que as vias me obrigam a dar.

3-B. Agora estou na ciclovia do Campo Grande, debaixo da sombra de árvores frondosas, conduzo sem mãos, costas direitas, observo em redor o verde que me absorve - estou quase no campo. O trânsito que me ladeia parece longe, fisicamente e emocionalmente. Não me vejo dentro de um carro, ali. Dá-me gozo estar onde estou.

3-C. Estou num pára-arranca, ora dentro de um túnel, ora num semáforo, ora vermelho, ora verde. Vejo o carro da frente e olha para a faixa do lado para tentar perceber se vale a pena mudar-me para lá e ganhar uns metros agora, para os perder mais à frente. Tento abstrair-me da situação olhando em redor, mas só o faço superficialmente pois o trânsito requer a minha verdadeira atenção.

4-B. Rotunda de Entre-Campos. Apesar do intenso trânsito desta rotunda, de bicicleta posiciono-me sempre à frente de todos e sou sempre o primeiro a arrancar quando o verde chega.
Campo Pequeno. Aqui chego em modo híbrido, do eixo da via da Av. República, entro numa passadeira e entro na praça do Campo Pequeno, ampla e calcetada. Sem mãos circulo à volta da praça de touros. Os peões observam-se, uns admirados, outros com inveja, outros saudosos dos tempos em que andavam de bicicleta...
4-C. Exactamente mesmo do que no ponto 3-C.

5-B. Pela Rua Dona Estefânia deslizo e sinto a brisa mais fresca que a sombra ali proporciona. Na Pascoal de Melo sou o veículo mais rápido e silencioso (e atento!) e ultrapasso todos os carros que ocupam, parados, aquele troço até à Almirante Reis. Mais uns minutos e chego rapidamente ao meu destino. Só quando entro num edifício começo a sentir o calor e a transpiração aumenta!
5-C. Depois de mais e mais trânsito, buzinadelas, arranques para passar no laranja-vermelho, mudança e luta pelas faixas mais rápidas, chego ao destino e procuro, procuro, procuro e encontro um lugar, apertado, semi-ilegal. Saio do carro, agora fresquinho e sinto o bafo do Verão e começo a transpirar ligeiramente.

O regresso seria semelhante.

De bicicleta é um agradável dia de Verão, saboreia-se a temperatura, os jardins, a arquitectura dos prédios antigos.
De carro, detesta-se o calor, detesta-se o trânsito, detesta-se a cidade e sua confusão e falta de estacionamento.

No final de tudo, como fiz a viagem em vão, porque não consegui tratar do assunto que pretendia resolver, pensei com um sorriso na cara: Ficou o passeio!

Como imaginam, não pensaria assim caso tivesse ido de carro....

Tentei passar as sensações, mas só mesmo experimentando é que se percebe.

17 junho 2009

Pausa...mas activa

Fazer exercício a meio de uma dia de trabalho é excelente. É um RESET a meio de um dia, é dividir para conquistar, é excelente e compensa o stress de ter que o fazer "à pressa", com pouco tempo para equipar, tomar banho, almoçar, etc.

No meu caso é a natação e hoje foi o cenário foi este:

Hoje, soube-me a mini-férias, ok, micro-férias!

Férias, mas deu para bater o record 200mts bruços. Passou de 4'16" para 3'57" e está abaixo do meu melhor tempo (registado) de 200mts crawl.

Triatlo de Oeiras 2009


No passado dia 10 de Junho, Dia de Portugal (e de Camões e das Comunidades Portuguesas) realizou-se, realizei, mais um triatlo.

Não estando a atravessar uma fase de grande forma e até ter acordado meio adoentado (ainda tive daqueles pensamentos, "não vou!"), não podia de deixar de participar num evento aqui tão perto. Sou daqueles que acha que há poucos triatlos na zona e portanto tinha que ir.

Não saí de casa atrasado, mas saí à conta. Resultado: Assim que entrei na Marginal, depois do Estádio Nacional, a estrada já se encontrava fechada ao trânsito por causa da prova. Como não conheço nada daquela região, decidi seguir os carros que iam à minha frente e assim consegui ir até à Marinha, um pouco à frente.

Olhei para o relógio, vi que estava à conta, e estacionei e toca de tirar a bicicleta e o material necessário, e fiz-me à estada/Marginal já montado na bike.

Cerca de 3km em velocidade máxima, tendo que parar ou abrandar em cada polícia explicando que ia para a prova e estava muito atrasado! "Já falei com o seu colega lá atrás, gritava eu antes de me travarem o andamento" :)

Cheguei a tempo e lá fiz coloquei o material no parque de transição para, apenas 2h depois, ter começado a prova, pois antes ainda se realizou o Super-Sprint, prova de promoção.

O triatlo continua em grande crescimento. Nesta prova foram 600 e tal participantes!

Encontrei mais uma vez o NM, parceiro 'recrutado' para esta modalidade na piscina onde tenho aulas, que tanto ouviu falar da cena que não resistiu e hoje é já um atleta federado e assíduo. Tem o mesmo problema que eu - falta de andamento no ciclismo! Força NM!

Conversa puxou conversa e o tempo passou-se bem. Tempo ainda para aquecer num banho de mar. O mar estava mexido suficiente para dificultar os menos preparados como eu.

Nunca tinha visto tantas focas de toucas coloridas. Esta fauna, veste fato completo, preto e usa toucas de cores que variam consoante a idade/escalão. Também lá estavam os de touca branca, como eu, que não são federados e receberam-na no acto de registo antes da prova.
Havia uns poucos sem fato, e dois ou três com fatos de surf de manga e perna curta, tal como eu.

Alinhados os atletas e foi dado o 'tiro' de partida. Espectáculo das focas a correr em direcção à água e de mergulhos sequenciais e lá começou a caçada. Não havia peixe mas haviam bóias para contornar e a última mal se via e parecia estar a 1km de distância!

Nunca nadei tão pouco e tão mal. Desde do fato que me parecia (como nunca tanto antes) prender as braçadas de crawl, desde da confusão de corpos flutuantes e de trajectórias distintas e cruzadas, desde do estado esquisito do mar...
O pior estava para vir, pois a corrente no outside era tão grande que a última bóia parecia que fugia em grande velocidade da dezena de nadadores que a tentavam contornar.
Cheguei a ter que mergulhar para não ser esmagado pela bóia gigante enquanto a contornava :)

Continuei a nadar num estilo variado e aos 18'40" estava a passar o pórtico da praia da Torre e segui em corrida para o parque de transição.
Transição normal para o meu nível :) e seguiram-se os 20km de bicicleta feitos em duas voltas pela Marginal em direcção a Lisboa e volta.

De realçar a 2ª volta que fiz na (pela 1ª vez) na roda de dois BTTistas como eu, que se iam revezando na frente, dividindo as despesas de puxar aquele mini-comboio de lentos do asfalto.

Não sei se fez muita ou pouca diferença, mas alguma fez e entrei no atletismo (46'12" de ciclismo, incluindo a transição) mais forte que o normal e consegui ultrapassar muitos concorrentes neste troço de 5km que acabei por fazer em 23'42", nada mau para quem já não treina há meses.

No final tempo ainda para comer muita fruta, sempre em abundância neste evento, troca de impressões com o NM e HR (apoiado pela mulher e filho) e depois de recolher o material, voltei a pedalar para o carro, agora mais relaxado e com a sensação de dever/prazer cumprido!

O tempo final coincidiu com o meu melhor de sempre, no Triatlo de Quarteira 2009, o que sabe a record já que este tinha mais 10% de distância no ciclismo, ciclismo que foi feito em bicicleta de BTT, pneus finos é certo, mas com a roda de trás a travar :S (com a roda no ar não rodava mais do que 3 voltas em roda livre).

Pela primeira vez baixei da meia hora de diferença para o 1º e em relação à mesma prova há um ano atrás, reduzi o tempo total em 10 minutos.

Resultado
Posição: 242º (em 294 participantes)
Tempo: 1h28'46" (a 29'20" do 1º)
Por modalidade: Natação 246º; Ciclismo 264º; Corrida 211º

04 junho 2009

Downhill nocturno

Ontem à noite decidi experimentar algo que já andava curioso há algum tempo.

Downhill urbano, ou seja escadas, escadas e mais escadas.

Downhill é uma variante do BTT, que basicamente consiste em descer de bicicleta por trilhos e obstáculos impossíveis, de elevada inclinação e de dificuldade extrema. É o lado mais radical do BTT.

Tomei conhecimento no jornal i on-line que existe um grupo que se junta todas as quartas-feiras à noite para depois circular por Lisboa inteira, tirando partido das características arquitectónicas da cidade para a prática de Donwhill. Escadas para todos os gostos e feitios, longas, curtas, degraus longos, degraus curtos, altos, baixo, com curvas e contra-curvas, de calçada velha, de mármore liso, etc.

Juntei-me a este grupo ontem e passei a fazer parte do mesmo. Sou dos mais velhos, mas há miúdos e graúdos, estudantes e trabalhadores, locais e de fora da Cidade.
Ontem fomos 16, mas chegaram a ser 30.
Há especialistas da modalidade, mas também há os que ainda estão a aprender. Há de tudo.

Eu fui para ver, aprender, experimentar, curtir! O facto de ser à noite é óptimo para mim e só o passeio que se dá vale a pena. Ontem foram cerca de 30km.

O passeio

Excelente. Tal como na massa crítica, o facto de sermos muitos serve de factor de protecção em relação ao trânsito comum (sim, também circulámos na estradas). Somos sempre notados e isso é bom.

O estilo de circulação nas ruas é meio anárquico mas sempre seguro, para nós e para os outros, sejam peões ou não.
Há contra-mãos, há circulação por passeios (muitos, sobretudo escadas) mas com respeito pelos peões que lá circulam. Quando há necessidade de passagem rápida por algum local, fica sempre um elemento a avisar os demais.

Do ponto de vista turístico, sobretudo na primeira vez, é UAU! Passei ontem por sítios que poderia não passar numa vida inteira a viver em Lisboa. Ruas, ruelas, becos, escadarias, vistas nocturnas lindas, prédios e bairros únicos, Lisboa à noite e todo o seu esplendor! Muito bom!

O downhill

Novo mas não virgem nesta área do BTT, fui aberto à experiência. Rapidamente comecei a ganhar confiança com o grupo e fui tendo alguma atenção do mesmo, que me iam previamente dando dicas em relação à especificidade de cada zona mais técnica. Com estas dicas e as consecutivas descidas, fui ganhando confiança e adrenalina e em cada obstáculo passava mais rápido e as rodas cada vez mais longe do chão!

Não sendo a minha bicicleta própria para estas andanças, mesmo assim, aguentou muito bem, embora o barulho intenso da corrente a saltar e bater em todo o lado, que ouvia em cada descida de escadas me tenha deixado apreensivo em relação ao material.
Como a adrenalina a subir, esse factor desceu, confesso! :D

(O post vai longo, mas há tanto para dizer!)

O grupo tem elementos já batidos e foi um espectáculo assistir in loco às manobras e à velocidade a que eram feitas. Voos por cima de escadas, saltos, curvas, tudo sempre no limite!

Eu, no fim, também já voava baixinho. Os últimos 5, 6, 7 degraus de cada escadaria eram feitos de um vez, em salto! ;)
Em alguns lances de escadas, os primeiros degraus já não eram pisados, pois eu aterrava mais à frente!

Ontem fizemos parte de Lisboa, pois onde passávamos éramos literalmente o centro das atenções. Na zona do Castelo, algumas esplanadas para os Santos já se encontravam a funcionar e passamos literalmente entre mesas logo após descer uma escadaria enorme, com assistência de quem ali estava a jantar. Muitos estrangeiros mas não só, comentário, palmas, rostos de exclamação... Enfim, ontem vendemos Lisboa!!

Aqui está a reportagem do i, com fotos, onde tomei conhecimento desta cena (cópia da reportagem no site do Clube Português de Freeride, onde pertencem muitos elementos deste grupo).

Das 20h45 até às 0h30 foi isto que eu fiz, ontem. Que rico serão!! Daqui a 15 dias volto às escadarias de Lisboa. :)

PS: A foto não é minha, nem foi tirada ontem, mas passei neste sítio, rodas mais baixas, claro!

22 maio 2009

Semana aquática

3 aulas e uma sessão livre!
Cerca de 7km nadados, muita mariposa, muitas séries, alguns records pessoais batidos.... Uma verdadeira semana aquática!