25 junho 2009

De volta ao treino de atletismo

Há cerca de uma semana atrás, voltei a treinar esta modalidade.
Os último treinos que foram em 15 de Março e 8 de Abril, porque depois da Meia-Maratona, apenas tenho corrido em provas de atletismo, duatlos e triatlos.

A "falta de tempo", o sofá, a televisão, as tarefas, etc, ganharam terreno (assim como a barriga), mas agora essa fase acabou-se.

Comecei do zero quase e as distâncias dos treinos comprovam isso. As distâncias e as dores musculares, pois um dos treinos teve que ser mesmo interrompido.

Aqui fica um resumo deste reinício:

Dia 18: 6,3K a 5'09"/km - Treino normal

Dia 20: 4,2K a 5'30"/km - Dores nas pernas a partir dos 2K, paragem forçada e regresso a casa a caminhar (20').

Dia 22: 8,7K a 4'53"/km - Bom treino, feito a um ritmo constante, puxadote para a forma em que estou.

Dia 24: 7,7km a 5'11"/km - Mix de Speedwork e TempoRun, ritmo variado, desde 4'22" até 5'30".

Amanhã é dia de Bike-to-work-day e Massa crítica.
Domingo é dia de Triatlo de Abrantes.

23 junho 2009

Recados (errands)

Esta tira assenta-me que nem uma luva. :)
Já tinha falado deste tema e já tinha publicado tiras deste personagem.

"Levantar uns exames na Av. da República? Deixa que eu vou lá"
"Ir ali ao AKI, agora, com 36ºC, comprar umas ligações para as mangueiras? Vou já lá!"

Aos poucos, mais e mais deslocações são feitas de bicicleta. Passa-se comigo, passa-se com cada vez mais pessoas. Cada vez vejo mais bicicletas por aí.

E vocês quando vão começar a pensar out-of-the-box?
Será que é preciso pegar sempre no carro?
Será que não se pode ir a pé, de bicicleta ou de transportes públicos?
Mesmo com filhos, no fim de semana, será que não podem ir também de bicicleta desde casa até ao parque preferido?

19 junho 2009

Saborear o Verão

Como transformar um frete numa situação agradável? Fazê-lo de outra forma!

Ontem e antes de ontem tive que ir ao centro da cidade de Lisboa. Vivo em Lisboa, mas longe do centro, no caso, a distância a percorrer era de cerca de 6 km para cada lado.

18h, 35ºC, trânsito infernal - solução: Bicicleta!!! (óbvio para quem lá leu aqui uma coisas) :D

Desta vez não vou descrever, mas sim comparar com a alternativa mais banal, o carro.

Bicicleta (B) vs Carro (C):

1-B. Monto-me na bicicleta e sinto o agradável calor misturado com uma brisa provocada pela deslocação do movimento.
1-C. Entro no carro, estacionado ao sol, abro todas as janelas para minimizar o efeito forno que se sente no carro, mas em vão, pois cá fora está igual. Sento-me no banco quente e ligo o AC no máximo sem sentir o seu efeito nos primeiros minutos.

2-B. Começo a pedalar e cortar caminho, por debaixo de prédios, passeios (sempre respeitando o peão), passadeiras, parques e num instante estou na ciclovia e chego ao Campo Grande.
2-C. De semáforo em semáforo, arrefecendo mas pouco, costas transpiradas, sigo atrás do trânsito, dando as voltas que as vias me obrigam a dar.

3-B. Agora estou na ciclovia do Campo Grande, debaixo da sombra de árvores frondosas, conduzo sem mãos, costas direitas, observo em redor o verde que me absorve - estou quase no campo. O trânsito que me ladeia parece longe, fisicamente e emocionalmente. Não me vejo dentro de um carro, ali. Dá-me gozo estar onde estou.

3-C. Estou num pára-arranca, ora dentro de um túnel, ora num semáforo, ora vermelho, ora verde. Vejo o carro da frente e olha para a faixa do lado para tentar perceber se vale a pena mudar-me para lá e ganhar uns metros agora, para os perder mais à frente. Tento abstrair-me da situação olhando em redor, mas só o faço superficialmente pois o trânsito requer a minha verdadeira atenção.

4-B. Rotunda de Entre-Campos. Apesar do intenso trânsito desta rotunda, de bicicleta posiciono-me sempre à frente de todos e sou sempre o primeiro a arrancar quando o verde chega.
Campo Pequeno. Aqui chego em modo híbrido, do eixo da via da Av. República, entro numa passadeira e entro na praça do Campo Pequeno, ampla e calcetada. Sem mãos circulo à volta da praça de touros. Os peões observam-se, uns admirados, outros com inveja, outros saudosos dos tempos em que andavam de bicicleta...
4-C. Exactamente mesmo do que no ponto 3-C.

5-B. Pela Rua Dona Estefânia deslizo e sinto a brisa mais fresca que a sombra ali proporciona. Na Pascoal de Melo sou o veículo mais rápido e silencioso (e atento!) e ultrapasso todos os carros que ocupam, parados, aquele troço até à Almirante Reis. Mais uns minutos e chego rapidamente ao meu destino. Só quando entro num edifício começo a sentir o calor e a transpiração aumenta!
5-C. Depois de mais e mais trânsito, buzinadelas, arranques para passar no laranja-vermelho, mudança e luta pelas faixas mais rápidas, chego ao destino e procuro, procuro, procuro e encontro um lugar, apertado, semi-ilegal. Saio do carro, agora fresquinho e sinto o bafo do Verão e começo a transpirar ligeiramente.

O regresso seria semelhante.

De bicicleta é um agradável dia de Verão, saboreia-se a temperatura, os jardins, a arquitectura dos prédios antigos.
De carro, detesta-se o calor, detesta-se o trânsito, detesta-se a cidade e sua confusão e falta de estacionamento.

No final de tudo, como fiz a viagem em vão, porque não consegui tratar do assunto que pretendia resolver, pensei com um sorriso na cara: Ficou o passeio!

Como imaginam, não pensaria assim caso tivesse ido de carro....

Tentei passar as sensações, mas só mesmo experimentando é que se percebe.

17 junho 2009

Pausa...mas activa

Fazer exercício a meio de uma dia de trabalho é excelente. É um RESET a meio de um dia, é dividir para conquistar, é excelente e compensa o stress de ter que o fazer "à pressa", com pouco tempo para equipar, tomar banho, almoçar, etc.

No meu caso é a natação e hoje foi o cenário foi este:

Hoje, soube-me a mini-férias, ok, micro-férias!

Férias, mas deu para bater o record 200mts bruços. Passou de 4'16" para 3'57" e está abaixo do meu melhor tempo (registado) de 200mts crawl.

Triatlo de Oeiras 2009


No passado dia 10 de Junho, Dia de Portugal (e de Camões e das Comunidades Portuguesas) realizou-se, realizei, mais um triatlo.

Não estando a atravessar uma fase de grande forma e até ter acordado meio adoentado (ainda tive daqueles pensamentos, "não vou!"), não podia de deixar de participar num evento aqui tão perto. Sou daqueles que acha que há poucos triatlos na zona e portanto tinha que ir.

Não saí de casa atrasado, mas saí à conta. Resultado: Assim que entrei na Marginal, depois do Estádio Nacional, a estrada já se encontrava fechada ao trânsito por causa da prova. Como não conheço nada daquela região, decidi seguir os carros que iam à minha frente e assim consegui ir até à Marinha, um pouco à frente.

Olhei para o relógio, vi que estava à conta, e estacionei e toca de tirar a bicicleta e o material necessário, e fiz-me à estada/Marginal já montado na bike.

Cerca de 3km em velocidade máxima, tendo que parar ou abrandar em cada polícia explicando que ia para a prova e estava muito atrasado! "Já falei com o seu colega lá atrás, gritava eu antes de me travarem o andamento" :)

Cheguei a tempo e lá fiz coloquei o material no parque de transição para, apenas 2h depois, ter começado a prova, pois antes ainda se realizou o Super-Sprint, prova de promoção.

O triatlo continua em grande crescimento. Nesta prova foram 600 e tal participantes!

Encontrei mais uma vez o NM, parceiro 'recrutado' para esta modalidade na piscina onde tenho aulas, que tanto ouviu falar da cena que não resistiu e hoje é já um atleta federado e assíduo. Tem o mesmo problema que eu - falta de andamento no ciclismo! Força NM!

Conversa puxou conversa e o tempo passou-se bem. Tempo ainda para aquecer num banho de mar. O mar estava mexido suficiente para dificultar os menos preparados como eu.

Nunca tinha visto tantas focas de toucas coloridas. Esta fauna, veste fato completo, preto e usa toucas de cores que variam consoante a idade/escalão. Também lá estavam os de touca branca, como eu, que não são federados e receberam-na no acto de registo antes da prova.
Havia uns poucos sem fato, e dois ou três com fatos de surf de manga e perna curta, tal como eu.

Alinhados os atletas e foi dado o 'tiro' de partida. Espectáculo das focas a correr em direcção à água e de mergulhos sequenciais e lá começou a caçada. Não havia peixe mas haviam bóias para contornar e a última mal se via e parecia estar a 1km de distância!

Nunca nadei tão pouco e tão mal. Desde do fato que me parecia (como nunca tanto antes) prender as braçadas de crawl, desde da confusão de corpos flutuantes e de trajectórias distintas e cruzadas, desde do estado esquisito do mar...
O pior estava para vir, pois a corrente no outside era tão grande que a última bóia parecia que fugia em grande velocidade da dezena de nadadores que a tentavam contornar.
Cheguei a ter que mergulhar para não ser esmagado pela bóia gigante enquanto a contornava :)

Continuei a nadar num estilo variado e aos 18'40" estava a passar o pórtico da praia da Torre e segui em corrida para o parque de transição.
Transição normal para o meu nível :) e seguiram-se os 20km de bicicleta feitos em duas voltas pela Marginal em direcção a Lisboa e volta.

De realçar a 2ª volta que fiz na (pela 1ª vez) na roda de dois BTTistas como eu, que se iam revezando na frente, dividindo as despesas de puxar aquele mini-comboio de lentos do asfalto.

Não sei se fez muita ou pouca diferença, mas alguma fez e entrei no atletismo (46'12" de ciclismo, incluindo a transição) mais forte que o normal e consegui ultrapassar muitos concorrentes neste troço de 5km que acabei por fazer em 23'42", nada mau para quem já não treina há meses.

No final tempo ainda para comer muita fruta, sempre em abundância neste evento, troca de impressões com o NM e HR (apoiado pela mulher e filho) e depois de recolher o material, voltei a pedalar para o carro, agora mais relaxado e com a sensação de dever/prazer cumprido!

O tempo final coincidiu com o meu melhor de sempre, no Triatlo de Quarteira 2009, o que sabe a record já que este tinha mais 10% de distância no ciclismo, ciclismo que foi feito em bicicleta de BTT, pneus finos é certo, mas com a roda de trás a travar :S (com a roda no ar não rodava mais do que 3 voltas em roda livre).

Pela primeira vez baixei da meia hora de diferença para o 1º e em relação à mesma prova há um ano atrás, reduzi o tempo total em 10 minutos.

Resultado
Posição: 242º (em 294 participantes)
Tempo: 1h28'46" (a 29'20" do 1º)
Por modalidade: Natação 246º; Ciclismo 264º; Corrida 211º

04 junho 2009

Downhill nocturno

Ontem à noite decidi experimentar algo que já andava curioso há algum tempo.

Downhill urbano, ou seja escadas, escadas e mais escadas.

Downhill é uma variante do BTT, que basicamente consiste em descer de bicicleta por trilhos e obstáculos impossíveis, de elevada inclinação e de dificuldade extrema. É o lado mais radical do BTT.

Tomei conhecimento no jornal i on-line que existe um grupo que se junta todas as quartas-feiras à noite para depois circular por Lisboa inteira, tirando partido das características arquitectónicas da cidade para a prática de Donwhill. Escadas para todos os gostos e feitios, longas, curtas, degraus longos, degraus curtos, altos, baixo, com curvas e contra-curvas, de calçada velha, de mármore liso, etc.

Juntei-me a este grupo ontem e passei a fazer parte do mesmo. Sou dos mais velhos, mas há miúdos e graúdos, estudantes e trabalhadores, locais e de fora da Cidade.
Ontem fomos 16, mas chegaram a ser 30.
Há especialistas da modalidade, mas também há os que ainda estão a aprender. Há de tudo.

Eu fui para ver, aprender, experimentar, curtir! O facto de ser à noite é óptimo para mim e só o passeio que se dá vale a pena. Ontem foram cerca de 30km.

O passeio

Excelente. Tal como na massa crítica, o facto de sermos muitos serve de factor de protecção em relação ao trânsito comum (sim, também circulámos na estradas). Somos sempre notados e isso é bom.

O estilo de circulação nas ruas é meio anárquico mas sempre seguro, para nós e para os outros, sejam peões ou não.
Há contra-mãos, há circulação por passeios (muitos, sobretudo escadas) mas com respeito pelos peões que lá circulam. Quando há necessidade de passagem rápida por algum local, fica sempre um elemento a avisar os demais.

Do ponto de vista turístico, sobretudo na primeira vez, é UAU! Passei ontem por sítios que poderia não passar numa vida inteira a viver em Lisboa. Ruas, ruelas, becos, escadarias, vistas nocturnas lindas, prédios e bairros únicos, Lisboa à noite e todo o seu esplendor! Muito bom!

O downhill

Novo mas não virgem nesta área do BTT, fui aberto à experiência. Rapidamente comecei a ganhar confiança com o grupo e fui tendo alguma atenção do mesmo, que me iam previamente dando dicas em relação à especificidade de cada zona mais técnica. Com estas dicas e as consecutivas descidas, fui ganhando confiança e adrenalina e em cada obstáculo passava mais rápido e as rodas cada vez mais longe do chão!

Não sendo a minha bicicleta própria para estas andanças, mesmo assim, aguentou muito bem, embora o barulho intenso da corrente a saltar e bater em todo o lado, que ouvia em cada descida de escadas me tenha deixado apreensivo em relação ao material.
Como a adrenalina a subir, esse factor desceu, confesso! :D

(O post vai longo, mas há tanto para dizer!)

O grupo tem elementos já batidos e foi um espectáculo assistir in loco às manobras e à velocidade a que eram feitas. Voos por cima de escadas, saltos, curvas, tudo sempre no limite!

Eu, no fim, também já voava baixinho. Os últimos 5, 6, 7 degraus de cada escadaria eram feitos de um vez, em salto! ;)
Em alguns lances de escadas, os primeiros degraus já não eram pisados, pois eu aterrava mais à frente!

Ontem fizemos parte de Lisboa, pois onde passávamos éramos literalmente o centro das atenções. Na zona do Castelo, algumas esplanadas para os Santos já se encontravam a funcionar e passamos literalmente entre mesas logo após descer uma escadaria enorme, com assistência de quem ali estava a jantar. Muitos estrangeiros mas não só, comentário, palmas, rostos de exclamação... Enfim, ontem vendemos Lisboa!!

Aqui está a reportagem do i, com fotos, onde tomei conhecimento desta cena (cópia da reportagem no site do Clube Português de Freeride, onde pertencem muitos elementos deste grupo).

Das 20h45 até às 0h30 foi isto que eu fiz, ontem. Que rico serão!! Daqui a 15 dias volto às escadarias de Lisboa. :)

PS: A foto não é minha, nem foi tirada ontem, mas passei neste sítio, rodas mais baixas, claro!

22 maio 2009

Semana aquática

3 aulas e uma sessão livre!
Cerca de 7km nadados, muita mariposa, muitas séries, alguns records pessoais batidos.... Uma verdadeira semana aquática!

O que faço pelo ambiente

O que eu faço, já aqui o tinha dito.

Há dias descobri um blog que reúne testemunhos sobre este tema.
Anda muito à volta do mesmo, reciclar, poupar água e luz, uso transportes públicos, etc, etc, etc, mas vale a pena a leitura, pois há sempre alguém com inovações, aproveitamentos ao extremo, ou seja, há sempre algo a aprender (como em tudo na vida).

O que é bom é ver que há cada vez mais pessoas a pensar no tema e acima de tudo a agir!

Check it out: http://blogs.publico.pt/queFazPeloAmbiente/

Talvez lá reconheçam um post aqui do estaminé! Eheheh! Não podia deixar de dar o meu testemunho, claro!

19 maio 2009

De volta ao Monsanto

Que bons que são os dias grandes!!

No sábado, pelas 17h15 consegui arranjar forma de ter 2 horas for my self, coisa rara aos fins de semana.

Nem pensei duas vezes! Toca de equipar e seguir para Monsanto, espaço verde que nunca deixa de me surpreender cada vez que lá vou. Tão perto de milhares de pessoas e tão pouco aproveitado.
Mesmo assim avistam-se muitas pessoas, que almoçam em grupo/família (existem dezenas de spots com mesas de madeira), que desfrutam dos campo de basket em sítios espectaculares com vista para o rio, etc, etc, etc.

Bom, lamentos à parte, EU aproveitei mais uma vez esta excelente zona de lazer e acabei por dar a volta do costume com algumas variações aqui e ali.

Surpreendentemente senti-me sempre bem e com força, ao contrário da última vez que lá tinha estado.
Mesmo as subidas mais íngremes, não me tiraram o fôlego e isso motivou-me durante todo o exercício e só as "pré-cãibras" nos gémeos me acalmavam no final.

No total foram cerca de 27km, plenos de prazer de condução, de exercício físico e de desfrute da natureza em geral. Só de aves, avistei muitas e variadas espécies e algumas nada comuns.

Assim que puder volto lá.

11 maio 2009

Duato BTT de Massamá - Sprint

Mais um duatlo na pernas!

O dualto é composto por três partes, tal como o triatlo, mas apenas tem duas modalidades, o atletismo e o ciclismo. Na distância SPRINT a prova tem 5000mts de atletismo, 20km de ciclismo e 2500mts de atletismo novamente, mas há variações, sobretudo quando é versão BTT (como neste caso) onde a distância é menor devido ao maior grau de dificuldade do BTT.

Este duatlo em concreto tinha previsto, 5km, 19km e 2.5km.

A prova acabou por ser bastante conturbada em termos de organização. Atrasos, adaptações de ultima hora aos percursos, tanto de atletismo como de BTT, sinalização do percurso de BTT muito fraquinha.

Para variar (mesmo!) cheguei cedo ao local da prova. Cedo demais! pois além da seca que apanhei antes da hora marcada, a prova ainda atrasou meia-hora. Tive tempo para tudo, aquecer, comer uns doces, hidratar-me (fartei-me de fazer xixi antes de começar), conversar, etc.

Antes do início da prova, tempo ainda para um pequeno briefing para explicar a prova e as últimas alterações. Parte inicial do atletismo encurtada (800mts?) devido à dureza da mesma, algumas explicações sobre o BTT (não suficientes, como se veio a provar) e explicação do troço final de atletismo com referência a uma rampa de 10% de inclinação :S.


Partida dada e começou o desce e depois o sobe e volta a subir. Esta prova parecia uma prova de rampas, ora se subia, ora se descia. Apenas uns 10% do trajecto era plano e sofri bastante, pois exagerei na carga desde início.

Descida (lixada) na parte final do atletismo, onde voltaríamos a passar no início do atletismo final, mas a subir

19' e tal depois estava na no parque de transição, transição que fiz relativamente rápida para o meu costume.

No BTT, tive as dificuldades do costume, ou seja a subir. Nunca desmontei, nem mesmo numa subida onde muitos desmontavam e tentei sempre dar o máximo.
Mas nesta secção a [má] organização tornou-se óbvia. Sinalização deficiente levou-me a atalhar sem querer (seguia atrás de outros) uma parte do percurso. Fiz as contas no Google Earth e terei poupado uns 1100mts, equivalente a 5-7 minutos.
Com esta falha passei a andar perto dos mais rápidos que eu e isso fez com que andasse mais rápido, no limite das minhas forças, e condução :).
Na 2ª volta de BTT, melhorei ainda mais o ritmo.
Outra transição relativamente boa (pena não ter tempos da federação) onde fiz uma boa respiração enquanto mudava de calçado, permitindo-me baixar o cárdio significativamente.
Início da corrida final (2500mts) a descer e logo de seguida surge a tal rampa de 10%(acho que era mais) de inclinação que só de olhar assustava. Corri 2/3 e caminhei rápido o restante 1/3 não perdendo muito para os atletas que me rodeavam. Resto da prova em esforço, consciente, para forçar o andamento, esforço ainda acrescido nos últimos 100mts, feitos em sprint final brutal ao sentir dois atletas atrás de mim também em sprint. Não me deixei passar e vendi caro o final, em que um deles me passou em cima da meta e outro deixou-se ficar para trás. :)

No final, grande descontentamento geral, uns porque se tinham perdido, outros porque encontravam atletas atrasados à sua frente, outros tristes como eu por sentir ter feito uma boa prova, mas não ter feito toda a prova por falta de rigor nas marcações.

Classificação final em 23º, a meio da tabela face aos que terminaram (46). Se somar cerca de 6 minutos ao meu tempo, iria parar ao 34º, embora tudo isto seja relativo, pois a confusão foi geral, uns perdidos, outros com atalhos... a tabela final é apenas um pormenor.
A Federação até optou por não publicar tempos parciais para a malta não começar a fazer contas e comparações entre atletas. I wonder why...

Ficou o exercício e mais uma experiência.

Dados
Classificação final: 23º (46 terminaram)
Tempo final: 1h16'57" (a 13'26" do 1º)