Depois de algum tempo sem me aventurar por "estradas" belgas (nem sempre asfaltadas), por diversos motivos, voltei a ter condições e vontade de o fazer, recentemente.
Ontem, nem o frio - que já esteve pior, hoje está semelhante ao de Portugal - me impediu de voltar a dar uma voltinha. "Voltinha", porque quase não passou dos 50km.
Sem grandes planos, acordei com vontade de aproveitar o último fim de semana do ano em Bruxelas. Já com alguma experiência, rapidamente me preparei para sair e, enquanto o fazia, escolhi o destino. Não podia ser longe, já que o tempo estava demasiado incerto e não queria pensar muito na rota a seguir.
Desta vez queria rolar com mais intensidade e não apenas passear.
Waterloo, mais concretamente, o campo de batalha de Waterloo, pareceu-me um destino óbvio, pois apesar de já lá ter passado nesta vila, não cheguei a ver o monte do Leão, monumento que marca este grande acontecimento, a derradeira derrota de Napoleão e das suas invasões europeias, em 1815.
Rapidamente estava pronto e fiz-me à estrada. Assim que entrei numa avenida larga apercebi-me do vento brutal que soprava, no caso, mesmo de frente. "Vão ser uns longos 25km..", pensei. Logo de seguida pensei também que como grande parte do trajecto ia ser feito no meio do bosque, esse problema não se ia sentir daquela forma intensa. Acertei.
Passado 2 ou 3km entrei no parque Bois de la Cambre, um mega parque que liga com uma muito-mais-mega floresta, a Forêt de Soignes. Trata-se de uma mancha verde que equivale a 1/4 da área de Bruxelas. Muito bom mesmo.
Parque à vista!
Dali até à entrada da vila de Waterloo, foi sempre a curtir, inicialmente pelo parque, depois pelo meio do bosque, tudo isto num ambiente outonal que, por um lado nos transmite uma quase-falta-de-vida, mas por outro lado uma tão pujante-vida-latente. Ok, não sei explicar, mas gosto da sensação de atravessar estas florestas. Gosto das cores, gosto do silêncio, gosto de tudo.
Por tanto querer seguir nesta floresta, nos últimos dois kms acabei por me desviar um pouco do caminho mais directo e tive que inventar um pouco, atravessando um campo agrícola por um caminho muito estreito e marado (BTT puro, vá) onde a subir a tracção me faltou. Terá sido por ter pneus de estrada totalmente envolvidos de lama? :)
Antes de entrar no single-track lamacento, uma foto tirada por uma agricultora. Pas mal!
(as restantes ficaram com o seu dedo a tapar-me as rodas!)
Depois do single-track (lá atrás à esquerda), ainda no meio do campo.
Em Waterloo, o comércio local estava ao rubro, assim com o trânsito e fui o mais rápido a atravessar o centro da cidade, pelo meio dos carros que eram mais que muitos. Já avistando o destino, bastou fazer dois ou três kms feitos numa não-muito-agradável-devia-ter-ido-por-outro-lado espécie de via-rápida de duas faixas, e estava lá.
Umas fotos ao monumento de vários ângulos, uma rápida visita ao interior da loja de souvenirs e fiz-me ao caminho de regresso. O tempo desagradável - vento e frio - não estava convidativo para uma subida ao topo da coisa, ainda por cima estando eu um bocado transpirado - era constipação certa.
Uma foto panorâmica do monte do leão.
No regresso, optei pela por outra estrada, também ela cheia de carros, mas com menos velocidade. Já no centro da cidade, fiz uma paragem técnica no Quick (tipo McDonalds e com muito mais lojas do que a cadeia americana, por cá). Secagem rápida de três camadas de roupa nos secadores xpto, dois hamburgers e umas publicações na Internet :) e estava pronto para seguir viagem.
Centro ainda cheio de carros, saí do centro e decidi regressar exactamente pelo mesmo caminho que tinha feito. Não costumo repetir caminhos, por opção, mas desta vez queria sobretudo rolar e tinha gostado mesmo do caminho.
Ficam algumas fotos desta pequena viagem, que me soube mesmo muito bem!
Até para o ano e festas felizes!
1 comentário:
Grande prazer.....que inveja :)
Boas festas para vocês.
Abraço,
Ricardo L
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